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Via Lactea: o que é e como é formada a nossa galáxia?

Foto: Divulgação
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Quando nossos antepassados olhavam para o céu, sem a interferência das luzes das grandes cidades, eles viam uma infinidade de estrelas sobre suas cabeças. Na vastidão do espaço, um disco de luz brilhante se destacava: Via Láctea.

Vista daqui, a nossa galáxia forma um arco de estrelas que se estende de horizonte a horizonte. Mas de fora, um observador veria o seu verdadeiro formato elíptico, com quatro braços que giram em torno de um enorme buraco negro.

Segundo diálogos antigos, Zeus colocou Hércules para amamentar nos seios de Hera enquanto a deusa dormia. Quando acordou, ela se assustou com a criança desconhecida e o afastou, derramando assim um pouco do seu leite.

Sem saber na época, os gregos batizaram a nossa própria galáxia com suas lendas. Hoje sabemos que a nuvem de estrelas que vemos no céu são os sóis vizinhos ao nosso. Mas a história dela começa muito antes disso.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura conosco e aproveite todo o conhecimento!

Como se formou a Via Láctea?

Logo após o Big Bang, cerca de 13,6 bilhões de ano atrás, começaram a se formar regiões de superdensidade no espaço. Elas começaram a atrair material cósmico que estava espalhado e assim surgiram as primeiras estrelas.

Uma dessas regiões se tornaria a nossa galáxia. Hoje, os objetos mais antigos conhecidos por aqui são estrelas de 13,8 bilhões de anos, e estão na parte mais externa do conglomerado, cerca de 50 milhões de anos-luz do centro.

Com o passar do tempo, mais material foi sendo agregado ao conglomerado estelar e, assim, a Via Láctea passou a crescer consumindo outras galáxias ao nosso redor.

Por meio de apenas alguns bilhões de anos de vida, a massa da galáxia se tornou muito grande, e o meio interestelar, antes esférico, passou a ter o formato de disco que conhecemos hoje.

Foi há 11 bilhões de anos que cruzamos com o último grande conglomerados de estrelas, batizado de Kraken. Já o processo de consumir galáxias menores segue ativo até hoje, vitimando as Grande e Pequena Nuvens de Magalhães.

Hoje, estima-se que a Via Láctea e outras vizinhas nossas estejam na metade da sua vida. Essa etapa é uma transição entre as chamadas nuvens azuis – galáxias que formam grandes quantidade de estrelas – e sequências vermelhas – aquelas que não formam nenhuma.

Daqui a cinco bilhões de anos, a nossa galáxia deve encerrar sua produção. Antes disso, porém, podemos colidir com nossa vizinha mais próxima, Andrômedra.

Afinal, como é a Via Láctea?

Estudar a nossa própria galáxia é difícil, principalmente porque estamos estacionados no meio dela, sem uma boa visão geral. Em 2013 a Agência Espacial Europeia lançou a missão Gaia, que mapeou várias estrelas vizinhas e trouxe grandes avanços científicos.

A Via Láctea é uma galáxia espiral na qual se encontra o sistema solar e, consequentemente, o nosso planeta. Para ser mais preciso, nós estamos entre 25 e 28 mil anos-luz do centro galáctico, estimadamente.

Hoje sabemos que a Via Láctea não está parada. No seu centro existe um buraco negro supermassivo, batizado de Sgr A*, por estar localizado na direção da constelação de sagitário, e os resto gira ao seu redor.

Sgr A* tem mais de 4 milhões de vezes a massa do nosso sol. Ao seu redor, orbitam uma série de estrelas que se movimentam rapidamente. Em 2014, astrônomos presenciaram uma nuvem de gás atingir o buraco negro e ser desintegrada.

Estima-se que o centro galáctico tenha cerca de 10 bilhões de estrelas – na galáxia inteira são 200 bilhões. Dessas, a maioria é de gigantes vermelhas antigas, formadas nos primeiros anos de sua vida.

A Via Láctea é uma galáxia do tipo barrada, ou seja, antes de formar os braços espirais, existe uma barra reta de 10 mil anos-luz que demarca os limites da região central.

Saindo da região central, parte os quatro braços da galáxia, chamados de Perseus, Scutum-Centaurus – os dois mais proeminente -, Cygnus e Sagitário. Apesar de serem descritos como espirais perfeitas, o formato é altamente irregular e desconhecido.

Além dos braços principais, existem outros menores. Em um deles, o de Órion, é onde se localiza o nosso sistema solar. Os pesquisadores ainda não sabem como eles se formam, e estudá-los pode trazer novas pistas sobre o funcionamento do universo.

Há centenas de anos nossos antepassados olharam para o céu a noite e se maravilharam com o que viam. Ainda hoje seguimos seus passos e, pouco a pouco, vamos desvendando os mistérios que a Via Láctea guarda.

Fonte TecMundo

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