{"id":10786,"date":"2022-12-19T14:39:45","date_gmt":"2022-12-19T17:39:45","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=10786"},"modified":"2022-12-19T14:40:39","modified_gmt":"2022-12-19T17:40:39","slug":"por-6-votos-a-5-stf-suspende-o-orcamento-secreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/por-6-votos-a-5-stf-suspende-o-orcamento-secreto\/","title":{"rendered":"Por 6 votos a 5, STF suspende o or\u00e7amento secreto"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2267020735\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Plen\u00e1rio da Corte come\u00e7ou a julgar o tema na semana passada, em meio a altera\u00e7\u00f5es realizadas pelo Congresso Nacional<\/h2>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para\u00a0seguir o voto da ministra Rosa Weber, presidente da Corte, e suspender o or\u00e7amento secreto, conhecido tecnicamente como emendas de relator. O julgamento come\u00e7ou na semana passada e precisava de pelo menos seis votos no mesmo sentido para tomar uma decis\u00e3o, o que ocorreu na sess\u00e3o desta segunda-feira (19).<\/p>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o foi aberta com o voto do ministro Ricardo Lewandowski. Ele afirmou que passou o fim de semana avaliando o tema. &#8220;Reconhe\u00e7o que, um pouco mais de um ano ap\u00f3s a propositura das ADPFs deste julgamento, o Congresso aprovou avan\u00e7os para mitigar a enorme participa\u00e7\u00e3o do relator-geral, que tinha poderes impl\u00edcitos para o destino dessas&#8221;, disse o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Lewandowski entendeu que\u00a0as altera\u00e7\u00f5es feitas pelo Congresso n\u00e3o retiraram problemas de transpar\u00eancia\u00a0apresentados pela relatora da a\u00e7\u00e3o, Rosa Weber. &#8220;A resolu\u00e7\u00e3o, embora traga regras importantes, n\u00e3o resolve o problema que vossa excel\u00eancia trouxe em seu voto&#8221;, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa Weber entendeu que os repasses de emendas pelo governo para que senadores e deputados enviem aos estados viola a Constitui\u00e7\u00e3o Federal por desvirtuar a distribui\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, al\u00e9m de n\u00e3o serem feitos com regras claras de publicidade, para que a popula\u00e7\u00e3o e as institui\u00e7\u00f5es saibam como os recursos est\u00e3o sendo aplicados e quais parlamentares est\u00e3o indicando as obras e a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o receber verbas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como votaram os ministros<\/h3>\n\n\n\n<p>Seis ministros votaram para derrubar o or\u00e7amento secreto: Rosa Weber, Edson Fachin, Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, C\u00e1rmen L\u00facia e Ricardo Lewandowski.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a abriu diverg\u00eancia e entendeu que n\u00e3o cabe ao Supremo interferir na aplica\u00e7\u00e3o de emendas parlamentares, mas que apenas pode impor a obrigatoriedade de se estabelecer regras de transpar\u00eancia e publicidade. K\u00e1ssio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes acompanharam Mendon\u00e7a no voto para liberar o or\u00e7amento secreto, com mais regras de transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o voto de Mendon\u00e7a, o Congresso deve, no prazo de 60 dias, normatizar &#8220;as emendas do relator-geral, de modo a explicitar a priori os fundamentos levados periodicamente em considera\u00e7\u00e3o para fixar o volume financeiro da execu\u00e7\u00e3o pertinente ao RP-9 e respectivos crit\u00e9rios de rateio desse montante entre as duas Casas do Congresso Nacional e respectivos \u00f3rg\u00e3os, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 CMO&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o Supremo finalizar a sess\u00e3o sem mudan\u00e7a de votos, o or\u00e7amento secreto fica completamente vedado a partir de agora. A Corte analisou quatro a\u00e7\u00f5es apresentadas por partidos pol\u00edticos que questionaram a legalidade dos repasses.<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa chegou a dizer, em seu voto, que as emendas de relator puseram em risco a pr\u00f3pria exist\u00eancia do Estado e estabeleceram um verdadeiro &#8220;balc\u00e3o de neg\u00f3cios&#8221; com o Or\u00e7amento p\u00fablico. Enquanto o Supremo julgava a constitucionalidade dos repasses, no Congresso ocorriam altera\u00e7\u00f5es nas regras. Uma delas aprova a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos de acordo com o tamanho das bancadas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plen\u00e1rio da Corte come\u00e7ou a julgar o tema na semana passada, em meio a altera\u00e7\u00f5es realizadas pelo Congresso Nacional O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para\u00a0seguir o voto da ministra Rosa Weber, presidente da Corte, e suspender o or\u00e7amento secreto, conhecido tecnicamente como emendas de relator. 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