{"id":1103,"date":"2021-08-31T16:59:27","date_gmt":"2021-08-31T19:59:27","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=1103"},"modified":"2021-09-10T07:53:16","modified_gmt":"2021-09-10T10:53:16","slug":"brasil-deve-seguir-uma-tendencia-moderada-de-portals-casos-da-variante-delta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/brasil-deve-seguir-uma-tendencia-moderada-de-portals-casos-da-variante-delta\/","title":{"rendered":"Brasil deve seguir uma tend\u00eancia moderada de casos  da variante Delta"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2551373299\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Estudo produzido pelo corpo de epidemiologistas da Hilab indica alta press\u00e3o no sistema de sa\u00fade brasileiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Hilab, healthtech especialista em exames laboratoriais remotos, lan\u00e7a um material com uma previs\u00e3o sobre o aumento de casos de Covid-19 no Brasil para os pr\u00f3ximos meses e sobre a variante Delta e o seu impacto no curso da pandemia. O estudo foi realizado por Dr. Bernardo Almeida, diretor m\u00e9dico da Hilab e por Carolina Queiroz Cardoso, epidemiologista da Hilab, al\u00e9m de contar com o apoio de todo o time de especialistas da startup.<\/p>\n\n\n\n<p>A transmissibilidade do portal coronav\u00edrus \u00e9 heterog\u00eanea durante o per\u00edodo de infec\u00e7\u00e3o. Assim como as pessoas com COVID-19 n\u00e3o transmitem o v\u00edrus da mesma forma, sabemos tamb\u00e9m que n\u00e3o transmitem na mesma intensidade durante todo o per\u00edodo de infec\u00e7\u00e3o. A carga viral transmitida \u00e9 crescente desde o in\u00edcio da infec\u00e7\u00e3o at\u00e9 seu pico no terceiro ou quinto dia, quando normalmente se iniciam os sintomas. Posteriormente, a densidade da carga viral come\u00e7a a diminuir pelos pr\u00f3ximos 8 a 10 dias, assim como a probabilidade de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1105\" width=\"396\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/0.jpg 756w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/0-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><figcaption>Fonte: He, X., Lau, E.H.Y., Wu, P. et al. Temporal dynamics in viral shedding and transmissibility of COVID-19. Nat Med 26, 672-675 (2020). https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41591-020-0869-5<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Utilizando esses conceitos, o time da Hilab calculou <strong>a incid\u00eancia proporcional de casos de Sars-CoV-2 <\/strong><strong>baseada na distribui\u00e7\u00e3o da probabilidade de transmissibilidade<\/strong> baseado no hist\u00f3rico de casos estimados no Brasil pelas proje\u00e7\u00f5es feitas pelo Instituto para M\u00e9tricas e Avalia\u00e7\u00f5es em Sa\u00fade (IHME &#8211; sigla do ingl\u00eas) dos Estados Unidos, por estado brasileiro. Foi utilizado como base o cen\u00e1rio &#8220;pessimista&#8221; dado pelo instituto, que leva em considera\u00e7\u00e3o o aumento na preval\u00eancia das novas variantes do v\u00edrus, aumento progressivo na mobilidade e queda progressiva no uso de m\u00e1scara entre os vacinados.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es postadas pelo IHME no dia 6 de agosto apontam para uma piora significativa na incid\u00eancia para os pr\u00f3ximos quatro meses comparado a proje\u00e7\u00e3o publicada 20 dias antes, com consequente aumento na preval\u00eancia de indiv\u00edduos potencialmente transmissores. Em especial os estados do Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1, Roraima, Santa Catarina e o Distrito Federal, que est\u00e3o entre os primeiros estados identificados com a variante Delta no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Previs\u00e3o em 16\/07\/2021<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1106\" width=\"740\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/1.jpg 999w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/1-300x174.jpg 300w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/1-768x447.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Previs\u00e3o em 06\/08\/2021<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"999\" height=\"581\" src=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1107\" srcset=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/2.jpg 999w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/2-300x174.jpg 300w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/2-768x447.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A transmissibilidade viral \u00e9 o fator chave que influencia diretamente a tend\u00eancia de n\u00famero de casos, al\u00e9m de afetar a din\u00e2mica de hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. As vari\u00e1veis que influenciam na transmissibilidade mudam ao longo do tempo e \u00e9 de extrema import\u00e2ncia sua compreens\u00e3o para que medidas assertivas sejam tomadas com o intuito de reduzir a transmissibilidade viral.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas imunes \u00e9 um fator que atualmente possui alto peso no controle da pandemia. A imunidade pode ser adquirida pela vacina\u00e7\u00e3o ou pela infec\u00e7\u00e3o. O IHME estima que 42% da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 contraiu infec\u00e7\u00e3o, ao passo que 52% j\u00e1 recebeu ao menos uma dose de vacina e 23% duas doses. Naturalmente, uma parte dos vacinados j\u00e1 contra\u00edram a infec\u00e7\u00e3o e isso dificulta estimar a taxa de suscet\u00edveis, que tende a estar concentrada em crian\u00e7as, adolescentes e adultos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a avalia\u00e7\u00e3o de imunidade populacional \u00e9 complexa, j\u00e1 que a efic\u00e1cia para prevenir casos, hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos provavelmente cai ao longo do tempo. Isso explica em parte o motivo de novas ondas estarem ocorrendo em Israel e Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator altamente relevante \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o da variante Delta, sabidamente mais transmiss\u00edvel, com alguma capacidade de reduzir a efic\u00e1cia da imunidade e provavelmente mais agressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, at\u00e9 a data de 12 de agosto, a variante Delta representa 22% dos sequenciamentos realizados. Suas repercuss\u00f5es come\u00e7am a ser sentidos com aumento de casos. A expectativa \u00e9 que em um per\u00edodo entre 1 e 2 meses o Delta passe a representar mais de 80% dos casos, quando suas repercuss\u00f5es ser\u00e3o mais evidentes. Essa foi a din\u00e2mica de todos os pa\u00edses que tiveram a introdu\u00e7\u00e3o dessa variante, que j\u00e1 \u00e9 a principal no contexto global. Inclusive no M\u00e9xico, que tinha como principal variante o Gama at\u00e9 o final de junho, o Delta passou a predominar. No contexto atual, considerando os dados dispon\u00edveis, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel um planejamento que n\u00e3o considere a hip\u00f3tese de transi\u00e7\u00e3o para o Delta no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s expectativas dessa nova onda que ir\u00e1 ocorrer no Brasil, \u00e9 muito prov\u00e1vel que os \u00f3bitos n\u00e3o acompanhem proporcionalmente a tend\u00eancia de casos, o que \u00e9 bom. Por outro lado, n\u00e3o devemos seguir o mesmo padr\u00e3o enfrentado pelo Reino Unido ou Israel, pois esses possuem uma taxa muito superior de popula\u00e7\u00e3o plenamente vacinada. \u00c9 por isso que provavelmente seguiremos uma tend\u00eancia intermedi\u00e1ria, nem t\u00e3o favor\u00e1vel como locais com alt\u00edssima cobertura vacinal, nem t\u00e3o desfavor\u00e1vel quanto os picos anteriores. Mas certamente haver\u00e1 alta press\u00e3o no sistema de sa\u00fade e um pico consider\u00e1vel de \u00f3bitos em alguns estados, com destaque para o Paran\u00e1, Santa Catarina, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Roraima, que poder\u00e3o atingir picos pr\u00f3ximos aos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a alta preval\u00eancia estimada de v\u00edrus, que ir\u00e1 se concentrar em jovens, parte da popula\u00e7\u00e3o idosa e adulta, mesmo que vacinada, ir\u00e1 adoecer. Isso ocorrer\u00e1 porque a imunidade gerada pelas vacinas e por infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via n\u00e3o previne 100% dos casos, hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. Desta forma, \u00e9 esperado que casos graves e \u00f3bitos ocorram em todas as faixas et\u00e1rias. Complica\u00e7\u00f5es em crian\u00e7as provavelmente continuar\u00e3o a ser algo incomum, apesar de maior do que a s\u00e9rie hist\u00f3rica para essa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, qualquer a\u00e7\u00e3o que exer\u00e7a efeito de aumento na transmissibilidade nesse momento ir\u00e1 potencializar as repercuss\u00f5es negativas da variante Delta. \u00c9 altamente recomend\u00e1vel que sejam colocadas em pr\u00e1tica a\u00e7\u00f5es que visem reduzir a transmissibilidade, j\u00e1 que \u00e9 consenso que a atual taxa de imunidade populacional n\u00e3o \u00e9 suficiente para evitar uma nova onda. Al\u00e9m da acelera\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o, a manuten\u00e7\u00e3o do uso de m\u00e1scaras com est\u00edmulo \u00e0s altamente eficazes como cir\u00fargicas e PFF2, redu\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es sociais, evitar circula\u00e7\u00e3o em ambientes fechados e pouco ventilados, al\u00e9m de amplia\u00e7\u00e3o da testagem incluindo estrat\u00e9gias de rastreamento de assintom\u00e1ticos s\u00e3o exemplos de a\u00e7\u00f5es que podem comprovadamente reduzem a transmissibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Hilab:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fundada pelos empreendedores Marcus Figueredo e S\u00e9rgio Rogal, respectivamente CEO e CTO, a Hilab \u00e9 uma das principais <em>healthtechs<\/em> do Brasil e segue firme no seu prop\u00f3sito de reinventar a tecnologia m\u00e9dica, criando solu\u00e7\u00f5es que ajudem a democratizar o acesso \u00e0 sa\u00fade. Seu carro-chefe \u00e9 uma inovadora plataforma de exames laboratoriais remotos que usa intelig\u00eancia artificial para acelerar o diagn\u00f3stico m\u00e9dico. Em 2020 foi uma das primeiras empresas brasileiras a realizar o exame laboratorial para a detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus covid-19. A Hilab realizou parceria com o Instituto Butantan para diversos projetos sobre controle e triagem epidemiol\u00f3gica do coronav\u00edrus no Pa\u00eds. Entre eles est\u00e3o o co-desenvolvimento da plataforma Tain\u00e1 e participa\u00e7\u00e3o no projeto S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo produzido pelo corpo de epidemiologistas da Hilab indica alta press\u00e3o no sistema de sa\u00fade brasileiro A Hilab, healthtech especialista em exames laboratoriais remotos, lan\u00e7a um material com uma previs\u00e3o sobre o aumento de casos de Covid-19 no Brasil para os pr\u00f3ximos meses e sobre a variante Delta e o seu impacto no curso da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1259,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-1103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-covid"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1103"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1260,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1103\/revisions\/1260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}