{"id":11188,"date":"2023-01-12T13:57:26","date_gmt":"2023-01-12T16:57:26","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=11188"},"modified":"2023-01-12T13:57:27","modified_gmt":"2023-01-12T16:57:27","slug":"instituto-estima-44-mil-novos-casos-de-cancer-semelhantes-ao-de-preta-gil-por-ano-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/instituto-estima-44-mil-novos-casos-de-cancer-semelhantes-ao-de-preta-gil-por-ano-no-brasil\/","title":{"rendered":"Instituto estima 44 mil novos casos de c\u00e2ncer semelhantes ao de Preta Gil por ano no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1159981538\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inca prev\u00ea que desse total 70% dos pacientes estejam nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds; tumor no intestino \u00e9 o terceiro de maior incid\u00eancia por aqui<\/h2>\n\n\n\n<p>Estimativa do Inca (Instituto Nacional do C\u00e2ncer) indica o surgimento por ano no Brasil de 44 mil novos casos de c\u00e2ncer no intestino, doen\u00e7a semelhante \u00e0 diagnosticada na cantora Preta Gil, conforme ela anunciou nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Na divis\u00e3o por regi\u00f5es, a expectativa \u00e9 que 70% desses estejam concentrados no Sul e Sudeste do pa\u00eds. \u201c\u00c9 uma doen\u00e7a muito prevalente. \u00c9 a terceira. Ela vai perder para [c\u00e2ncer de] mama, vai perder para [c\u00e2ncer de] pr\u00f3stata. Em terceiro lugar, vem o c\u00e2ncer colorretal\u201d, disse o cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico Rubens Kesley, coordenador do Grupo de C\u00e2ncer Colorretal do Inca.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o especialista, pa\u00edses desenvolvidos, como os Estados Unidos, tendem a apresentar maior n\u00famero de novos casos desse tipo de c\u00e2ncer a cada ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos EUA, que t\u00eam popula\u00e7\u00e3o em torno de 300 milh\u00f5es de habitantes, a estimativa \u00e9 de surgimento de 150 mil novos casos anuais. Como o Brasil est\u00e1 melhorando, progressivamente, sua condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, a perspectiva \u00e9 de expans\u00e3o no n\u00famero de casos. \u201cH\u00e1 aumento vertiginoso. \u00c9 uma curva acentuada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Rubens Kesley lembrou que h\u00e1 cinco anos o Brasil apresentava 25 mil casos novos\/ano de c\u00e2ncer colorretal, e a expectativa para o pr\u00f3ximo quinqu\u00eanio \u00e9 atingir 80 mil casos\/ano. \u201cDe uma maneira mais simples: hoje, s\u00e3o 44 mil e aumentando. E vai subir bastante a incid\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fatores<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o pobre em fibras est\u00e1 relacionada ao aumento do n\u00famero de casos de c\u00e2ncer colorretal, confirmou o cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico. Isso se explica porque, \u00e0 medida que as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas de um pa\u00eds melhoram, as pessoas passam a comer mais alimentos industrializados e ultraprocessados e deixam de comer alimentos com fibras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fibra \u00e9 como se fosse um varredor. Imagina uma vassourinha que limpa o c\u00f3lon, o intestino grosso. Quando voc\u00ea deixa de usar a vassourinha, o lixo vai se acumulando. Ent\u00e3o, a falta de alimentos ricos em fibras faz com que aumente muito a incid\u00eancia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que pode levar ao c\u00e2ncer colorretal \u00e9 a carne vermelha, especialmente aquela usada em churrascos, queimada, com muita gordura. \u201cPorque ela \u00e9 rica em hidrocarbonetos, que s\u00e3o muito cancer\u00edgenos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A carne cozida \u00e9 melhor. Outras coisas que favorecem o surgimento de c\u00e2ncer do intestino s\u00e3o tabagismo, sedentarismo, etilismo, obesidade, principalmente na barriga. Entre esses, Kesley destacou como fatores principais para o desenvolvimento do c\u00e2ncer colorretal a obesidade, falta de atividade f\u00edsica e os alimentos industrializados e pobres em fibras. \u201cEsses s\u00e3o, realmente, o carro-chefe dos fatores de risco mais agressivos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro cuidado que se deve ter \u00e9 com a sa\u00fade bucal, porque h\u00e1 uma bact\u00e9ria na boca que favorece o desenvolvimento da doen\u00e7a. \u201cEssa bact\u00e9ria se associa a uma incid\u00eancia alt\u00edssima de c\u00e2ncer colorretal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo recente de pesquisadores da Escola de Odontologia de Columbia, em Nova York, mostrou como o&nbsp;<em>Fusobacterium nucleatum<\/em>, uma das bact\u00e9rias da boca, pode acelerar o crescimento desse tipo de c\u00e2ncer. Da\u00ed a import\u00e2ncia da profilaxia bucal, recomendou o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Colonoscopia<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em todo o mundo, a colonoscopia \u00e9 o m\u00e9todo considerado mais eficiente para a preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer colorretal, afirmou Kesley. Isso se explica porque o c\u00e2ncer do intestino n\u00e3o come\u00e7a grande.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle \u00e9 descoberto grande. Mas j\u00e1 foi um p\u00f3lipo, j\u00e1 foi pequenininho. A colonoscopia consegue prevenir, identificar precocemente, ver ainda na fase de p\u00f3lipo, e consegue tratar, porque remove o p\u00f3lipo, sem precisar de cirurgia, economizando milh\u00f5es. No diagn\u00f3stico, o m\u00e9dico identifica que ali h\u00e1 um tumor, e no tratamento, se houver um pequeno tumor, voc\u00ea j\u00e1 cura o doente. O c\u00e2ncer \u00e9 removido por colonoscopia, em algumas situa\u00e7\u00f5es selecionadas&#8221;, explica o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para refazer o exame de colonoscopia vai depender da presen\u00e7a de p\u00f3lipos. Se o paciente faz a colonoscopia e est\u00e1 tudo normal, ele pode repetir o exame a cada cinco anos. Se tiver p\u00f3lipo de um tipo espec\u00edfico (adenoma), que \u00e9 precursor do c\u00e2ncer colorretal, o paciente deve repetir a colonoscopia no ano seguinte. O prazo para renova\u00e7\u00e3o do exame se estende, portanto, de um a cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Idade certa<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o tem hist\u00f3ria de c\u00e2ncer na fam\u00edlia, s\u00e3o pacientes de vida saud\u00e1vel, com risco muito baixo, que n\u00e3o fumam nem bebem, t\u00eam evacua\u00e7\u00e3o di\u00e1ria normal, o ideal \u00e9 fazer colonoscopia aos 55 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas isso tem que ser visto pelo coloproctologista. Essa \u00e9 uma decis\u00e3o m\u00e9dica porque, dependendo do risco, voc\u00ea pode precisar antes\u201d, advertiu o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, por exemplo, de pessoas que t\u00eam hist\u00f3rico de c\u00e2ncer na fam\u00edlia, como ocorreu com a atriz Angelina Jolie, elas n\u00e3o podem esperar. T\u00eam que procurar um bom profissional que dir\u00e1 qual o melhor momento para fazer colonoscopia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse exame pode ser feito, entretanto, antes dos 55 anos, na presen\u00e7a de sintomas. Pacientes com anemia ou com dores de repeti\u00e7\u00e3o (c\u00f3licas intestinais) devem procurar um m\u00e9dico para afastar o risco de um c\u00e2ncer colorretal. Nesse caso, s\u00e3o pacientes com altera\u00e7\u00f5es do h\u00e1bito intestinal, ou seja, a frequ\u00eancia com que evacuam, que abrangem diarreias ou constipa\u00e7\u00e3o com c\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Est\u00e1gio avan\u00e7ado<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rubens Kesley, a falta de colonoscopistas, principalmente no interior do pa\u00eds, faz com que a maioria dos pacientes seja diagnosticada com c\u00e2ncer de intestino em est\u00e1gio avan\u00e7ado, como ocorreu com os jogadores de futebol Pel\u00e9 e Roberto Dinamite.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNormalmente, esse est\u00e1gio avan\u00e7ado \u00e9 fator determinante da gravidade do c\u00e2ncer.\u201d Ou seja, o est\u00e1gio da doen\u00e7a \u00e9 que determina o progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>O cirurgi\u00e3o do Inca ressaltou, por outro lado, que a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento foi t\u00e3o grande nos \u00faltimos anos que mesmo que o est\u00e1gio seja muito avan\u00e7ado, h\u00e1 possibilidade de sobrevida.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total de doentes com c\u00e2ncer colorretal, 20% sobrevivem, 80% morrem. \u201cVale a pena o paciente correr atr\u00e1s porque, mesmo que o est\u00e1gio seja muito avan\u00e7ado, ele pode ser curado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A chance de cura \u00e9 menor. De cada cinco pacientes com c\u00e2ncer avan\u00e7ado, um vai sobreviver. \u201cMas h\u00e1 chance. Se a gente consegue salvar um em cinco, \u00e9 um grande avan\u00e7o\u201d, afirmou Kesley.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele admitiu, entretanto, que o c\u00e2ncer ainda \u00e9 um desafio para a ci\u00eancia. A doen\u00e7a \u00e9 uma muta\u00e7\u00e3o do DNA, que est\u00e1 protegido por duas membranas. Infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 drogas hoje capazes de reorganizar o DNA.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, quando um paciente j\u00e1 tem uma doen\u00e7a que \u00e9 resistente \u00e0 quimioterapia e \u00e0 radioterapia e j\u00e1 se espalhou, o tratamento do c\u00e2ncer se torna ineficiente. No caso de Pel\u00e9 e Roberto Dinamite, o tumor j\u00e1 havia se tornado resistente \u00e0 quimioterapia e \u00e0 radioterapia, e a cirurgia se tornou f\u00fatil. Ou seja, quando as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas j\u00e1 se espalharam, a possibilidade de cura \u00e9 muito reduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inca prev\u00ea que desse total 70% dos pacientes estejam nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds; tumor no intestino \u00e9 o terceiro de maior incid\u00eancia por aqui Estimativa do Inca (Instituto Nacional do C\u00e2ncer) indica o surgimento por ano no Brasil de 44 mil novos casos de c\u00e2ncer no intestino, doen\u00e7a semelhante \u00e0 diagnosticada na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":11189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[205],"tags":[],"class_list":["post-11188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11188"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11190,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11188\/revisions\/11190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}