{"id":11444,"date":"2023-01-25T10:02:14","date_gmt":"2023-01-25T13:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=11444"},"modified":"2023-01-25T10:02:17","modified_gmt":"2023-01-25T13:02:17","slug":"museu-do-ipiranga-inaugura-nova-sala-com-mostra-sobre-a-independencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/museu-do-ipiranga-inaugura-nova-sala-com-mostra-sobre-a-independencia\/","title":{"rendered":"Museu do Ipiranga inaugura nova sala com mostra sobre a independ\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1828432504\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\">Evento marca comemora\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p>O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, inaugura nesta quarta-feira (25) mais um espa\u00e7o expositivo, destinado a mostras tempor\u00e1rias. Para marcar o anivers\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo, celebrado hoje, e tamb\u00e9m a inaugura\u00e7\u00e3o do novo espa\u00e7o, o museu abre a exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Mem\u00f3rias da Independ\u00eancia<\/em>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1505894&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1505894&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A nova mostra do Museu do Ipiranga pretende dialogar com o p\u00fablico sobre os processos que levaram o Brasil a declarar independ\u00eancia de Portugal, discutindo sobre o mito de que o fato tenha ocorrido de forma isolada e em um \u00fanico dia, assim como ficou gravado no imagin\u00e1rio popular e como foi retratado na pintura Independ\u00eancia ou Morte, de Pedro Am\u00e9rico [obra que foi restaurada recentemente e est\u00e1 exposta na parte mais antiga do museu, chamada de Edif\u00edcio Monumento].<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mem\u00f3rias da Independ\u00eancia\u00a0<\/em>re\u00fane cerca de 130 itens relacionados ao processo de ruptura entre Brasil e Portugal. A mostra discute o protagonismo de S\u00e3o Paulo e do grito do Ipiranga como marco absoluto da independ\u00eancia e ressalta que a ruptura entre os dois pa\u00edses foi um longo processo, envolvendo diversos personagens e epis\u00f3dios que ocorreram em todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Dividida em dois eixos tem\u00e1ticos, a exposi\u00e7\u00e3o apresenta esculturas, pinturas, fotografias, estudos arquitet\u00f4nicos e pict\u00f3ricos, objetos decorativos, selos, desenhos, cart\u00f5es-postais, discos, cartazes de filmes e charges para ilustrar o imagin\u00e1rio sobre a data.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro dos eixos tem\u00e1ticos aborda os esfor\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do Ipiranga como lugar do grito que instaurou a Independ\u00eancia. J\u00e1 o papel do Rio de Janeiro como sede pol\u00edtica do Imp\u00e9rio e da nova monarquia independente foi representado em pinturas, gravuras e pelo monumento a Dom Pedro I, primeiro grande exemplar da escultura do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste eixo, voltado para as mem\u00f3rias da independ\u00eancia do Brasil, observam-se os diferentes esfor\u00e7os ocorridos nas cidades de S\u00e3o Paulo, de Salvador e do Rio de Janeiro no sentido de disputar a primazia de ser o centro referencial e simb\u00f3lico da independ\u00eancia do Brasil, disse o historiador Paulo Garcez Marins, um dos curadores da exposi\u00e7\u00e3o, em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali, mostra-se como S\u00e3o Paulo, onde a independ\u00eancia foi declarada, o Rio de Janeiro, onde ela foi constru\u00edda, e Salvador, local de onde os portugueses foram expulsos e vencidos no dia 2 de julho de 1823, disputam essa mem\u00f3ria sobre a ruptura de Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o Paulo vai ser palco da concentra\u00e7\u00e3o desses esfor\u00e7os das autoridades para monumentalizar o Ipiranga. No centen\u00e1rio [da Independ\u00eancia do Brasil] isso vai acontecer mais uma vez e, por fim, no bicenten\u00e1rio, tamb\u00e9m. A reinaugura\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o do Museu do Ipiranga fazem parte dessa a\u00e7\u00e3o coletiva dos agentes p\u00fablicos, privados e da pr\u00f3pria sociedade para refor\u00e7ar o Ipiranga como lugar simb\u00f3lico para a na\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o curador.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo eixo tem\u00e1tico destaca as mem\u00f3rias relativas aos movimentos de separa\u00e7\u00e3o, como a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana de 1817, a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador, de 1824, e a Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, que durou de 1835 a 1845.<\/p>\n\n\n\n<p>Marins acrescentou que existe ainda o eixo&nbsp;<em>Outros Centen\u00e1rios<\/em>, que \u00e9 voltado para a compreens\u00e3o de como esses movimentos foram comemorados. \u201cDevemos imaginar, portanto, que essa compreens\u00e3o seja dos processos de independ\u00eancia e tamb\u00e9m de como eles foram lembrados, sinalizando uma constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional muito dif\u00edcil, muito contradit\u00f3ria, muito tensa e que, de alguma maneira, mostra suas fraturas at\u00e9 hoje.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marins, a exposi\u00e7\u00e3o ajudar\u00e1 a conhecer mais sobre esses acontecimentos, trazendo, com isso, reflex\u00f5es sobre o futuro do pa\u00eds. \u201cPrecisamos entender o Brasil como um pa\u00eds m\u00faltiplo, plural. Ainda \u00e9 um desafio para n\u00f3s entender que somos o resultado de um longo processo de ac\u00famulo de popula\u00e7\u00f5es, de pr\u00e1ticas culturais, de tens\u00f5es pol\u00edticas\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 cheio de diferen\u00e7as. Dentro da pr\u00f3pria sociedade, a constru\u00e7\u00e3o de nossa nacionalidade \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Essas tens\u00f5es que [a exposi\u00e7\u00e3o]&nbsp;<em>Mem\u00f3rias da Independ\u00eancia<\/em>&nbsp;sinaliza se arrastam por dois s\u00e9culos na nossa constru\u00e7\u00e3o nacional. Nosso \u00edndice de desenvolvimento humano mostra que o Brasil ainda \u00e9 um pa\u00eds n\u00e3o s\u00f3 cheio de diferen\u00e7as, mas cheio de desigualdade. Ent\u00e3o, refletir sobre esses processos \u00e9 nos capacitar a melhorar o nosso pa\u00eds, torn\u00e1-lo mais justo socioeconomicamente e, sobretudo, dar visibilidade e reconhecer os diferentes agentes e protagonistas do nosso pa\u00eds\u201d, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Marins defendeu o envolvimento de todos na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais igualit\u00e1ria, na constru\u00e7\u00e3o de uma perspectiva de transforma\u00e7\u00e3o. \u201cNesse sentido, acho que os museus de hist\u00f3ria sinalizam n\u00e3o apenas as dificuldades desse processo, mas tamb\u00e9m de engajamento social, para construir patamares mais justos para a nossa sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novo espa\u00e7o<\/h2>\n\n\n\n<p>A nova sala expositiva, que n\u00e3o existia antes da reforma do museu, tem cerca de 900 metros quadrados e fica instalada abaixo do Edif\u00edcio Monumento. Como \u00e9 toda climatizada \u2013 o que n\u00e3o ocorria em outras partes do complexo, que \u00e9 tombado \u2013 isso vai permitir que o Museu do Ipiranga possa finalmente receber obras emprestadas por outros museus. \u201cA sala n\u00e3o existia. Ela foi constru\u00edda junto com todo o piso-jardim. \u00c9 uma \u00e1rea que se ganhou em dire\u00e7\u00e3o ao norte do antigo edif\u00edcio, uma \u00e1rea que foi constru\u00edda para o bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia do Brasil\u201d, explicou o curador.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a nova exposi\u00e7\u00e3o, foram emprestadas pe\u00e7as de 12 importantes institui\u00e7\u00f5es culturais e de cole\u00e7\u00f5es particulares do pa\u00eds. Entre elas, o&nbsp;<em>Carro com Escultura da Cabocla<\/em>, de Domingos Costa Bai\u00e3o, obra de 1846. O carro da cabocla \u00e9 um objeto usado no cortejo de 2 de julho, quando \u00e9 celebrada a independ\u00eancia na Bahia. \u201cNa exposi\u00e7\u00e3o, temos a honra de ter aqui o<em>&nbsp;Carro da Cabocla<\/em>&nbsp;e a pr\u00f3pria&nbsp;<em>Cabocla<\/em>, que faz esse percurso no centro de Salvador desde 1840. Foi uma cess\u00e3o tempor\u00e1ria do Instituto Geogr\u00e1fico Hist\u00f3rico da Bahia. Ela s\u00f3 esteve em S\u00e3o Paulo uma vez antes, no Museu Afro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVieram tamb\u00e9m obras do Museu J\u00falio de Castilhos, de Porto Alegre. Tivemos tamb\u00e9m empr\u00e9stimos importantes do Museu Ant\u00f4nio Parreiras, de Niter\u00f3i, que est\u00e1 fechado ao p\u00fablico para obras. Tamb\u00e9m contamos com pinturas que vieram do Museu Nacional de Belas Artes e da Pinacoteca do Estado\u201d, acrescentou Marins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa Pinacoteca, \u00e9 uma felicidade ter aqui no museu, por alguns meses, uma pintura que representa a colina do Ipiranga como ela era antes das grandes reformas para o centen\u00e1rio de 1822, com o monumento l\u00e1 em cima e a representa\u00e7\u00e3o de um barranco cheio de estradas de terra na frente, como a regi\u00e3o era efetivamente [na \u00e9poca]\u201d, disse o curador.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque da mostra s\u00e3o os desenhos originais do pintor Pedro Am\u00e9rico, com os esbo\u00e7os para a constru\u00e7\u00e3o dos personagens do quadro<em>&nbsp;Independ\u00eancia ou Morte<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mem\u00f3rias da Independ\u00eancia<\/em>&nbsp;fica em cartaz at\u00e9 o dia 26 de mar\u00e7o, e a entrada \u00e9 gratuita. A visita pode ser marcada antecipadamente no&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site<\/a>&nbsp;<\/em>do museu. Algumas senhas tamb\u00e9m est\u00e3o sendo distribu\u00eddas no local, de acordo com a lota\u00e7\u00e3o da sala.<br><br>O uso de m\u00e1scara \u00e9 obrigat\u00f3rio no local.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento marca comemora\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo O Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, inaugura nesta quarta-feira (25) mais um espa\u00e7o expositivo, destinado a mostras tempor\u00e1rias. 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