{"id":19805,"date":"2023-09-28T21:35:03","date_gmt":"2023-09-29T00:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=19805"},"modified":"2023-09-28T21:35:05","modified_gmt":"2023-09-29T00:35:05","slug":"com-decisao-do-stf-trabalhador-pode-rejeitar-acordo-coletivo-do-sindicato-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/com-decisao-do-stf-trabalhador-pode-rejeitar-acordo-coletivo-do-sindicato-entenda\/","title":{"rendered":"Com decis\u00e3o do STF, trabalhador pode rejeitar acordo coletivo do sindicato? Entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3227662935\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Supremo aprovou a contribui\u00e7\u00e3o assistencial, que ser\u00e1 diferente do imposto sindical obrigat\u00f3rio, revogado em 2017<\/h2>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o assistencial pelos&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/economia\/em-uma-decada-sindicatos-do-pais-perdem-5-milhoes-de-filiados-16092023\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sindicatos<\/a><\/strong>&nbsp;\u00e9 constitucional, mesmo de trabalhadores n\u00e3o sindicalizados. Essa foi a decis\u00e3o do julgamento do&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/brasilia\/rosa-weber-pauta-julgamento-sobre-descriminalizacao-do-aborto-no-plenario-virtual-do-stf-20092023\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STF (Supremo Tribunal Federal)<\/a><\/strong>, apesar de cr\u00edticos alegarem que essa pauta deveria ser analisada pelo Congresso, n\u00e3o pelo Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>R7<\/strong>, a nova ferramenta \u00e9 diferente do imposto sindical obrigat\u00f3rio. Revogada em 2017 pela reforma trabalhista, a antiga tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o permitia que o colaborador rejeitasse o encargo, que descontava um dia de remunera\u00e7\u00e3o anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contribui\u00e7\u00e3o assistencialista, antes de tudo, o sindicato dos empregados precisa entrar em acordo com o coletivo dos patr\u00f5es. Ou seja, se n\u00e3o houver acerto entre as partes, a empresa n\u00e3o precisa fazer nenhum repasse para a associa\u00e7\u00e3o laboral.<\/p>\n\n\n\n<p>Se houver acordo, todos os trabalhadores, mesmo os n\u00e3o sindicalizados, precisar\u00e3o financiar o sindicato de sua categoria. Pelo menos em um primeiro momento. Na decis\u00e3o do STF, os funcion\u00e1rios que n\u00e3o quiserem enviar dinheiro para os coletivos podem se recusar a pagar o valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo Carlos Eduardo Ambiel, advogado especialista em direito do trabalho, a Corte n\u00e3o definiu como ser\u00e1 isso na pr\u00e1tica. Ele afirma que o trabalhador precisar\u00e1 \u201cmanifestar formalmente a sua oposi\u00e7\u00e3o\u201d, e isso \u201cpreocupa um pouco\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodem ser crit\u00e9rios dif\u00edceis [de ser cumpridos] e que acabem gerando uma obriga\u00e7\u00e3o de o empregado pagar uma contribui\u00e7\u00e3o que pode ser muito mais alta do que era o antigo imposto de um dia de trabalho. E esses crit\u00e9rios v\u00e3o ser depois definidos pelo Legislativo ou pelo pr\u00f3prio Supremo\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Problemas nesse sentido j\u00e1 est\u00e3o acontecendo. A Seaac (Sindicato dos Empregados de Agentes Aut\u00f4nomos no Com\u00e9rcio) de Sorocaba, no interior de S\u00e3o Paulo, passou a cobrar 12% dos sal\u00e1rios de todos os profissionais da categoria<\/p>\n\n\n\n<p>Quem n\u00e3o quiser participar da conven\u00e7\u00e3o coletiva precisa pagar R$ 150 de taxa ao grupo em at\u00e9 dez dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi exposta pelo vereador de Porto Alegre (PSDB) Ramiro Ros\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Fernandes, professor de direito da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas) sugere que, em casos como o da Seaac, o trabalhador n\u00e3o interessado em se sujeitar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas pelo sindicato possa recorrer a a\u00e7\u00e3o judicial,&nbsp;denunciar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e \u00e0 Delegacia Regional do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Supremo \u00e9 criticado<\/h3>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STF &#8220;invadiu as compet\u00eancias do Poder Legislativo&#8221;. \u00c9 o que diz Andr\u00e9 Marsiglia, advogado constitucionalista e professor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tornar autom\u00e1tica a contribui\u00e7\u00e3o ou impor ao trabalhador o \u00f4nus de informar seu desejo em n\u00e3o pagar \u00e9 uma escolha pol\u00edtica. N\u00e3o est\u00e1 na esfera do l\u00edcito e do il\u00edcito, mas da escolha&nbsp;&nbsp; pol\u00edtica&#8221;, declara ele \u00e0 reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o julgamento do Supremo \u201cn\u00e3o atende o trabalhador\u201d, segundo Paulo Fernandes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa verdade, [o STF] cria uma situa\u00e7\u00e3o que constrange o trabalhador. Ela s\u00f3 d\u00e1 margem para esse tipo de confus\u00e3o [taxa do sindicato de Sorocaba]\u201d, opina ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Supremo aprovou a contribui\u00e7\u00e3o assistencial, que ser\u00e1 diferente do imposto sindical obrigat\u00f3rio, revogado em 2017 A cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o assistencial pelos&nbsp;sindicatos&nbsp;\u00e9 constitucional, mesmo de trabalhadores n\u00e3o sindicalizados. 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