{"id":20928,"date":"2023-12-05T10:10:14","date_gmt":"2023-12-05T13:10:14","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=20928"},"modified":"2023-12-05T10:10:15","modified_gmt":"2023-12-05T13:10:15","slug":"venezuela-x-guiana-qual-o-risco-de-uma-guerra-na-fronteira-com-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/venezuela-x-guiana-qual-o-risco-de-uma-guerra-na-fronteira-com-o-brasil\/","title":{"rendered":"Venezuela x Guiana: qual o risco de uma guerra na fronteira com o Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1791117842\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Segundo uma fonte ouvida pelo g1, as For\u00e7as Armadas do Brasil j\u00e1 prepararam cen\u00e1rio de um conflito. Especialistas acham que c\u00e1lculo pol\u00edtico de Maduro deixam chance de guerra menos prov\u00e1vel, mas imprevisibilidade do l\u00edder venezuelano pode mudar o jogo.<\/h2>\n\n\n\n<p>As tens\u00f5es pela possibilidade de um conflito na Am\u00e9rica do Sul cresceram ap\u00f3s a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/venezuela\/\">Venezuela<\/a>&nbsp;aprovar, em referendo no domingo (3),&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/12\/04\/venezuela-guiana-referendo.ghtml\">a proposta de seu governo para criar um novo estado em Essequibo<\/a>, a regi\u00e3o que engloba 70% do territ\u00f3rio da&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/guiana\/\">Guiana<\/a>&nbsp;e \u00e9 disputado pelos dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Brasil considere o conflito pouco prov\u00e1vel, as\u00a0For\u00e7as Armadas j\u00e1 prepararam um cen\u00e1rio para essa possibilidade e aumentaram o n\u00edvel de alerta na regi\u00e3o, segundo relatou ao\u00a0<strong>g1\u00a0<\/strong>uma fonte da Casa Civil do governo Lula.\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/12\/04\/ministerio-da-defesa-desloca-veiculos-blindados-para-a-fronteira-com-a-venezuela.ghtml\">A presen\u00e7a de militares brasileiros nas duas fronteiras com a Venezuela e com a Guiana foi, inclusive, ampliada, com ve\u00edculos blindados.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O que explica a movimenta\u00e7\u00e3o brasileira: para que haja um eventual confronto por terra,&nbsp;<strong>seria preciso, necessariamente, que tropas venezuelanas passassem pelo norte de Roraima<\/strong>,&nbsp;que faz fronteira tanto com a Guiana quanto com a Venezuela<strong>&nbsp;<\/strong>(<em>veja mapa abaixo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, ainda de acordo com a mesma fonte ouvida pelo\u00a0<strong>g1<\/strong>, uma orienta\u00e7\u00e3o do governo brasileiro para o in\u00edcio imediato de uma opera\u00e7\u00e3o militar na fronteira com a Venezuela, mas um estado de alerta, e uma avalia\u00e7\u00e3o de que a diplomacia brasileira ter\u00e1 de aumentar o tom para intermediar a disputa \u2014atualmente, h\u00e1 uma postura de n\u00e3o intervir na quest\u00e3o. (<em>leia mais abaixo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Por si s\u00f3, o fato de o Brasil estar no caminho j\u00e1 dificulta uma eventual invas\u00e3o por terra, dada a neutralidade brasileira na disputa e a improbabilidade de Maduro comprar briga com o presidente Lula a respeito do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a incurs\u00e3o na Guiana teria que ser por meio de mata densa e fechada, o que inviabiliza o avan\u00e7o das tropas. Uma op\u00e7\u00e3o seria pelo mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse cen\u00e1rio resulta em um custo pol\u00edtico alto,&nbsp;na avalia\u00e7\u00e3o do professor de geopol\u00edtica da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona.<\/p>\n\n\n\n<p>Carmona disse achar tamb\u00e9m que o&nbsp;<strong>fator econ\u00f4mico est\u00e1 pesando no c\u00e1lculo de risco do presidente venezuelano<\/strong>,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/nicolas-maduro\/\">Nicol\u00e1s Maduro<\/a>, candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o em 2024, quando o pa\u00eds realiza elei\u00e7\u00f5es gerais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Hoje, o objetivo principal do Maduro \u00e9 a reelei\u00e7\u00e3o e, para lograr isso, ele precisa persistir no caminho da economia. Recentemente, os Estados Unidos levantaram san\u00e7\u00f5es ao petr\u00f3leo da Venezuela, e se espera uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com isso. A guerra certamente faria os EUA levantarem essas san\u00e7\u00f5es novamente&#8221;, afirmou o professor ao&nbsp;<strong>g1<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda outro ponto de tens\u00e3o com os EUA:\u00a0<strong>Washington planeja instalar bases militares em Essequibo<\/strong>, e, na semana passada, enviou militares do alto escal\u00e3o do Comando Sul das For\u00e7as Armadas \u00e0 Guiana para debater a seguran\u00e7a do pa\u00eds. Ou seja, o pa\u00eds n\u00e3o estaria sozinho na disputa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao podcast O Assunto, do g1, Oliver Stuenkel, professor da FGV-SP, disse acreditar que o risco de guerra \u00e9 &#8220;bastante baixo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o professor de pol\u00edtica internacional do Ibmec Tanguy Bagdhadhi, o fator da imprevisibilidade \u2014segundo ele, um estilo de governo de Maduro\u2014 deixa o&nbsp;<strong>cen\u00e1rio incerto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>Existe o risco (de um confronto), sim<\/strong>. Embora o referendo possa ter sido um elemento eleitoral, a&nbsp;imprevisibilidade de um governante de um l\u00edder com o Maduro \u00e9 um fator importante. Ele \u00e9&nbsp;<strong>pouco transparente<\/strong>&nbsp;tamb\u00e9m &#8211; n\u00e3o h\u00e1 at\u00e9 agora uma divulga\u00e7\u00e3o muito clara do que ele pretende fazer com o resultado do referendo, por exemplo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/KKVzZcmuDa-TzNCIDIHNxAab0ns=\/0x0:1200x5075\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/g\/b\/TrcMG0Tyu75Jeg0QfHuw\/guiana-3.jpg\" alt=\"Venezuela aprova anexar Guiana \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Venezuela aprova anexar Guiana \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que dizem os dois lados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Venezuela, Nicol\u00e1s Maduro, afirmou na segunda-feira (4) que o pa\u00eds busca &#8220;construir consensos&#8221; e que<strong>&nbsp;vai &#8220;conseguir recuperar Essequibo&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, Bharrat Jagdeo, o vice-presidente da Guiana, afirmou em entrevista que&nbsp;<strong>est\u00e1 se preparando para o pior&nbsp;<\/strong>e que o governo est\u00e1 trabalhando com parceiros para refor\u00e7ar a \u201ca coopera\u00e7\u00e3o de defesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do Trabalho do pa\u00eds, Deodat Indar, disse, sem dar detalhes, que o governo n\u00e3o vai tolerar nenhuma invas\u00e3o ao territ\u00f3rio de seu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Brasil vem mantendo o tom diplom\u00e1tico. Na segunda-feira (4), a secret\u00e1ria de Am\u00e9rica Latina e Caribe do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Gisela Padovan, afirmou que o Itamaraty est\u00e1 mantendo conversas de alto n\u00edvel com ambos os lados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O referendo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O referendo realizado pela Venezuela tinha apenas car\u00e1ter consultivo e, por isso,&nbsp;<strong>n\u00e3o \u00e9 automaticamente vinculante&nbsp;<\/strong>&#8211; ou seja, o&nbsp;resultado n\u00e3o significa que o Estado da Venezuela est\u00e1 autorizado a anexar a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira (4), o presidente venezuelano, Nicol\u00e1s Maduro, falou de &#8220;vit\u00f3ria esmagadora&#8221; de &#8220;um povo que ergueu bem alto sua bandeira tricolor com as oito estrelas (a bandeira da Venezuela) que brilharam como nunca&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No domingo (3), Maduro disse que o\u00a0<strong>resultado far\u00e1 o governo &#8220;recuperar o que os libertadores nos deixaram&#8221;<\/strong>\u00a0&#8211; em refer\u00eancia \u00e0 reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na Venezuela de que o territ\u00f3rio era originalmente do pa\u00eds e foi ilegalmente anexado pelo Reino Unido, de quem a Guiana \u00e9 ex-col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edderes e membros da oposi\u00e7\u00e3o, no entanto, apontaram que v\u00e1rios fatores indicaram que o resultado n\u00e3o reflete a opini\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, entre eles:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O baixo comparecimento &#8211; 10 milh\u00f5es dos 20 milh\u00f5es de eleitores da Venezuela votaram, segundo o governo. Mas o partido Voluntad Popular, do opositor Leopoldo L\u00f3pez, afirma que o<strong>&nbsp;n\u00famero total de votantes foi ainda menor<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Tamb\u00e9m houve&nbsp;relatos por parte da oposi\u00e7\u00e3o de que estudantes do Ensino M\u00e9dio, menores de idade, foram retidos em escolas e obrigados a votar. O governo ainda n\u00e3o havia se manifestado sobre essa acusa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O governo proibiu uma campanha oficial contra o referendo<\/strong>, ao contr\u00e1rio da publicidade que o regime de Maduro deu para o lado favor\u00e1vel \u00e0 consulta p\u00fablica.<\/li>\n\n\n\n<li>No domingo (3), as&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/12\/03\/venezuela-referendo-anexacao-essequibo-guiana.ghtml\">autoridades eleitorais chegaram a estender a vota\u00e7\u00e3o por duas horas<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Testemunhas da ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters visitaram centros de vota\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds com pouca e nenhuma fila. Em Maracaibo, no estado de Zulia, rico em petr\u00f3leo, os mes\u00e1rios disseram \u00e0 Reuters que o comparecimento \u00e0s urnas foi baixo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O governo est\u00e1 realizando o referendo por raz\u00f5es internas. Eles precisam testar sua m\u00e1quina eleitora&#8221;, afirmou o diretor do Centro de Estudos Pol\u00edticos da Universidade Cat\u00f3lica Andr\u00e9s Bello, em Caracas, Benigno Alarc\u00f3n.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o venezuelana tamb\u00e9m&nbsp;<strong>acusa o regime de Maduro de estar usando a pauta de Essequibo e o referendo como cortina de fuma\u00e7a<\/strong>&nbsp;para as elei\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds realizar\u00e1 em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A candidata Mar\u00eda Corina Machado, que venceu pr\u00e9vias da oposi\u00e7\u00e3o mas&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/10\/22\/venezuela-realiza-primarias-para-encontrar-rival-para-maduro-nas-eleicoes-de-2024.ghtml\">foi impedida de concorrer pela Justi\u00e7a venezuelana<\/a>,&nbsp;j\u00e1 disse que Caracas tentar\u00e1 prolongar ao m\u00e1ximo os debates sobre os desdobramentos da consulta p\u00fablica enquanto tentar\u00e1 impedir que mais candidatos concorram&nbsp;com Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta segunda-feira (4), Corina afirmou que pretende acionar a Corte Internacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Todos n\u00f3s sabemos o que aconteceu ontem: o povo suspendeu um evento in\u00fatil e danoso (&#8230;). Agora devemos apresentar uma defesa impec\u00e1vel de nossos direitos na Corte Internacional de Justi\u00e7a&#8221;, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O Voluntad Popular, de Leopoldo L\u00f3pez, chamou a consulta p\u00fablica de<strong>&nbsp;&#8220;manobra propagand\u00edstica da ditadura&#8221; e comparou o \u00edndice de comparecimento com o das prim\u00e1rias que a oposi\u00e7\u00e3o realizou&nbsp;<\/strong>&#8211; oficialmente, 2,3 milh\u00f5es foram \u00e0s urnas em<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/10\/30\/justica-da-venezuela-suspende-resultado-de-primarias-da-oposicao-em-que-candidata-a-presidencia-foi-escolhida.ghtml\">&nbsp;prim\u00e1rias organizadas pela oposi\u00e7\u00e3o venezuelana em outubro&nbsp;<\/a>para definir o candidato que enfrentaria Nicol\u00e1s Maduro nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2024 no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a oposi\u00e7\u00e3o afirma que os n\u00fameros de votantes no referendo de domingo \u00e9 muito menor e foi maquiado pelo presidente do Conselho Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Tentaram encobrir o sucesso esmagador da participa\u00e7\u00e3o nas prim\u00e1rias, mas a realidade explodiu em seus rostos: os venezuelanos votaram em massa nas prim\u00e1rias porque querem mudan\u00e7as, mas se abstiveram no referendo&#8221;, declarou o partido pelas redes sociais.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corte Internacional de Justi\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Tanto o resultado quanto a realiza\u00e7\u00e3o do referendo em si desafiam a<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/12\/01\/venezuela-x-guiana-corte-internacional-de-justica.ghtml\">\u00a0determina\u00e7\u00e3o da Corte Internacional de Justi\u00e7a<\/a>, a inst\u00e2ncia mais alta da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para julgar casos de soberania entre pa\u00edses. Na sexta-feira (1\u00ba), os<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/12\/01\/venezuela-x-guiana-corte-internacional-de-justica.ghtml\">\u00a0ju\u00edzes do tribunal decidiram, de forma un\u00e2nime, que a Venezuela n\u00e3o pode fazer nenhum movimento para tentar anexar Essequibo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao explicar a decis\u00e3o un\u00e2nime da Corte de Haia, a presidente do tribunal, Joan Donoghue, afirmou que as declara\u00e7\u00f5es do governo venezuelano das \u00faltimas semanas sugeriam que Caracas &#8220;est\u00e1 tomando medidas para assumir o controle e administrar o territ\u00f3rio disputado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, oficiais militares venezuelanos anunciaram que a Venezuela est\u00e1 tomando medidas concretas para construir uma pista de pouso que servir\u00e1 como apoio log\u00edstico para o desenvolvimento integral de Essequibo&#8221;, disse Donoghue durante sess\u00e3o para a leitura da senten\u00e7a.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No domingo, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva comentou o referendo e pediu &#8220;bom senso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Se tem uma coisa que o mundo e a a Am\u00e9rica do Sul n\u00e3o est\u00e1 precisando agora \u00e9 mais confus\u00e3o, mais briga. Espero que o bom senso prevale\u00e7a e a gente possa trabalhar para melhorar a vida das pessoas&#8221;, declarou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A origem do problema<\/h2>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio de Essequibo \u00e9 disputado pela Venezuela e Guiana h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Desde o fim do s\u00e9culo 19, est\u00e1 sob controle da Guiana. A regi\u00e3o representa 70% do atual territ\u00f3rio da Guiana e l\u00e1 moram 125 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Venezuela, a \u00e1rea \u00e9 chamada de Guiana Essequiba. \u00c9 um local de mata densa e, em 2015, foi descoberto petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que na Guiana existam reservas de 11 bilh\u00f5es de barris, sendo que a parte mais significativa \u00e9 &#8220;offshore&#8221;, ou seja, no mar, perto de Essequibo. Por causa do petr\u00f3leo, a Guiana \u00e9 o pa\u00eds sul-americano que mais cresce nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a Guiana quanto a Venezuela afirmam ter direito sobre o territ\u00f3rio com base em documentos internacionais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A Guiana afirma que \u00e9 a propriet\u00e1ria do territ\u00f3rio porque existe um laudo de 1899, feito em Paris, no qual foram estabelecidas as fronteiras atuais. Na \u00e9poca, a Guiana era um territ\u00f3rio do Reino Unido.<\/li>\n\n\n\n<li>J\u00e1 a Venezuela afirma que o territ\u00f3rio \u00e9 dela porque assim consta em um acordo firmado em 1966 com o pr\u00f3prio Reino Unido, antes da independ\u00eancia de Guiana, no qual o laudo arbitral foi anulado e se estabeleceram bases para uma solu\u00e7\u00e3o negociada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O regime de Nicol\u00e1s Maduro organizou um referendo a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre a Venezuela e o territ\u00f3rio de Essequibo. A consulta teve cinco perguntas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Voc\u00ea rejeita a fronteira atual?<\/li>\n\n\n\n<li>Voc\u00ea apoia o Acordo de Genebra de 1966?<\/li>\n\n\n\n<li>Voc\u00ea concorda com a<strong>&nbsp;posi\u00e7\u00e3o da Venezuela de n\u00e3o reconhecer a jurisdi\u00e7\u00e3o da Corte Internacional de Justi\u00e7a<\/strong>?<\/li>\n\n\n\n<li>Voc\u00ea discorda de a Guiana usar uma regi\u00e3o mar\u00edtima sobre a qual n\u00e3o h\u00e1 limites estabelecidos?<\/li>\n\n\n\n<li>Voc\u00ea&nbsp;<strong>concorda com a cria\u00e7\u00e3o do estado Guiana Essequiba e com a cria\u00e7\u00e3o de um plano de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio<\/strong>&nbsp;que inclua a concess\u00e3o de cidadania venezuelana, incorporando esse estado ao mapa do territ\u00f3rio venezuelano?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo uma fonte ouvida pelo g1, as For\u00e7as Armadas do Brasil j\u00e1 prepararam cen\u00e1rio de um conflito. 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