{"id":21035,"date":"2023-12-09T11:27:50","date_gmt":"2023-12-09T14:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=21035"},"modified":"2023-12-09T11:27:51","modified_gmt":"2023-12-09T14:27:51","slug":"terra-esta-perto-de-atingir-5-pontos-de-nao-retorno-veja-quais-sao-e-entenda-a-crise-em-graficos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/terra-esta-perto-de-atingir-5-pontos-de-nao-retorno-veja-quais-sao-e-entenda-a-crise-em-graficos\/","title":{"rendered":"Terra est\u00e1 perto de atingir 5 pontos de n\u00e3o retorno; veja quais s\u00e3o e entenda a crise em gr\u00e1ficos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3185003305\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de um estudo de pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido. &#8220;Pontos de inflex\u00e3o representam uma &#8216;amea\u00e7a para a humanidade de uma magnitude sem precedentes&#8221;, alerta l\u00edder de estudo sobre o tema.<\/h2>\n\n\n\n<p>O mundo est\u00e1 perto de atingir&nbsp;<strong>5 pontos de n\u00e3o retorno<\/strong>&nbsp;que podem desencadear cat\u00e1strofes ambientais irrevers\u00edveis. E o aquecimento global tem culpa nisso, alertaram cientistas nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, se n\u00e3o controlarmos o aumento global da temperatura, eventos como o&nbsp;<strong>colapso de corais de \u00e1guas quentes<\/strong>, o&nbsp;<strong>degelo do permafrost&nbsp;<\/strong>e o&nbsp;<strong>derretimento de grandes por\u00e7\u00f5es de gelo no \u00c1rtico<\/strong>&nbsp;<strong>e na Ant\u00e1rtida<\/strong>&nbsp;se tornariam cada vez mais prov\u00e1veis<em>&nbsp;(entenda mais abaixo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de um estudo de pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e financiado pelo Fundo Bezos Earth, do empres\u00e1rio norte-americano Jeff Bezos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Esses pontos de inflex\u00e3o [como tamb\u00e9m s\u00e3o chamados] representam uma &#8216;amea\u00e7a para a humanidade de uma magnitude sem precedentes&#8221;, alertou \u00e0 AFP o chefe do relat\u00f3rio, Tim Lenton, especialista em sistemas terrestres da Universidade de Exeter.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>Abaixo, entenda por que a preocupa\u00e7\u00e3o com os 5 sistemas abaixo:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Corais de \u00e1guas quentes<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Manto de gelo da Groel\u00e2ndia<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Manto de gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Permafrost &#8211; solo congelado do \u00c1rtico<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Circula\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. Corais de \u00e1guas quentes<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao todo, o relat\u00f3rio descreve 26 pontos de inflex\u00e3o, por\u00e9m os mais dram\u00e1ticos s\u00e3o os 5 que vamos explicar aqui. Segundo os cientistas,&nbsp;<strong>esses processos parecem j\u00e1 estar atingindo seu limite.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos corais de \u00e1guas quentes n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender o motivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Francyne Elias-Piera, PhD em Ci\u00eancia e Tecnologia Ambiental pela Universitat Aut\u00f2noma de Barcelona, explica que os recifes de corais de \u00e1guas quentes s\u00e3o ecossistemas<strong>\u00a0altamente sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas,<\/strong>\u00a0sendo particularmente vulner\u00e1veis ao aumento da temperatura da \u00e1gua e \u00e0 acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles est\u00e3o localizados em \u00e1reas ao redor do equador onde a \u00e1gua \u00e9 mais quente e, como mostram dados globais<em>&nbsp;(veja o gr\u00e1fico abaixo),&nbsp;<\/em>eventos moderados e severos de branqueamento est\u00e3o acontecendo cada vez mais nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque devido ao aumento da temperatura da \u00e1gua, desencadeado pelo aquecimento global, os corais expulsem as algas simbi\u00f3ticas que vivem em seus tecidos, resultando na perda da colora\u00e7\u00e3o que amea\u00e7a a sa\u00fade dos recifes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 2020 inclusive, publicado pela Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN), revelou que o mundo perdeu cerca de 14% de seus recifes de coral desde 2009. Este relat\u00f3rio, pioneiro em sua categoria, baseou-se em dados coletados em mais de 12.000 locais de coleta em 73 pa\u00edses ao longo de um per\u00edodo de mais de 40 anos (1978-2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, Francyne sugere algumas a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que no futuro podem salvar os corais, como por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Monitoramento eficaz:<\/strong>&nbsp;o uso de tecnologias como drones e sat\u00e9lites para observar de perto a temperatura da \u00e1gua e a sa\u00fade dos corais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Coopera\u00e7\u00e3o entre cientistas e comunidade:<\/strong>&nbsp;compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es sobre pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de pesca, evitando polui\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas prejudiciais ao ambiente marinho.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Apoio a iniciativas existentes:&nbsp;<\/strong>suporte a projetos que j\u00e1 trabalham no plantio de corais e na recupera\u00e7\u00e3o de recifes danificados.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estabelecer \u00e1reas protegidas:&nbsp;<\/strong>a cria\u00e7\u00e3o de zonas onde a pesca \u00e9 controlada, permitindo a recupera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>&#8220;A comunidade cient\u00edfica necessita estar unida com a comunidade local, para que passe as informa\u00e7\u00f5es dos estudos cient\u00edficos para a popula\u00e7\u00e3o e para que a popula\u00e7\u00e3o local tamb\u00e9m passe informa\u00e7\u00f5es do que est\u00e1 acontecendo no ecossistema&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. Circula\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte<\/h2>\n\n\n\n<p>Adriana Lippi, mestranda em ci\u00eancia e tecnologia do mar na Unifesp, explica que temos no nosso planeta um grande distribuidor de calor, a chamada circula\u00e7\u00e3o termohalina, que \u00e9 movida principalmente pelas diferen\u00e7as de temperatura e salinidades entre regi\u00f5es equatoriais e polares.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Com o aquecimento global, todo o oceano tem se aquecimento [veja gr\u00e1fico abaixo] e as regi\u00f5es mais frias est\u00e3o cada vez mais aquecidas e isso desacelera a circula\u00e7\u00e3o termohalina&#8221;, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Como cerca de 90% do calor global est\u00e1 armazenado nos oceanos, as mudan\u00e7as nessas correntes influenciam o clima em diversas regi\u00f5es do globo.<\/p>\n\n\n\n<p>E alguns estudos indicam que j\u00e1 estamos tendo uma&nbsp;<strong>desacelera\u00e7\u00e3o de 15%<\/strong>&nbsp;no sistema de correntes atl\u00e2nticas desde meados do s\u00e9culo 20, especialmente na corrente do Giro Subpolar do Atl\u00e2ntico Norte, localizada perto das costas da Groel\u00e2ndia e Labrador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IPCC, tanto nesse Giro Subpolar, no Mar do Labrador e nos Mares N\u00f3rdicos, foram observadas grandes mudan\u00e7as na salinidade que foram associadas a altera\u00e7\u00f5es nas entradas de \u00e1gua doce (derretimento do gelo, circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica e escoamento fluvial).<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, de acordo com os cientistas, a \u00fanica maneira de impedir a paralisa\u00e7\u00e3o desse sistema \u00e9 reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa e o consequente aquecimento do planeta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. Manto de gelo da Groel\u00e2ndia<\/h2>\n\n\n\n<p>O planeta est\u00e1 esquentando, e isso j\u00e1 \u00e9 sabido h\u00e1 algum tempo. Desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a temperatura m\u00e9dia subiu em torno de 1,1\u00b0C a 1,2\u00b0C. Contudo, os impactos n\u00e3o se limitam \u00e0 nossa atmosfera; eles alcan\u00e7am os oceanos, gerando transforma\u00e7\u00f5es significativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Francyne explica que correntes atmosf\u00e9ricas e marinhas agora est\u00e3o mais quentes. Por isso, quando atingem \u00e1reas como a Groenl\u00e2ndia, causam o derretimento do manto de gelo. E esse processo \u00e9 uma pe\u00e7a-chave no aumento do n\u00edvel do mar, podendo atingir propor\u00e7\u00f5es alarmantes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Nesses locais, as montanhas e as rochas s\u00e3o de uma cor escura, e sem o gelo, ficam expostas. As rochas escuras absorvem o calor do sol, esquentando ainda mais o local&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No relat\u00f3rio, os pesquisadores citam ainda um ponto cr\u00edtico a considerar nessa quest\u00e3o. Se o manto de gelo da Groenl\u00e2ndia se desintegrar, isso pode levar a uma mudan\u00e7a abrupta na\u00a0<strong>Circula\u00e7\u00e3o Meridional Atl\u00e2ntica<\/strong>, uma corrente crucial que fornece a maior parte do calor \u00e0 Corrente do Golfo. Esse evento, por sua vez, pode intensificar o fen\u00f4meno\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/el-nino\/\">El Ni\u00f1o<\/a>, um dos padr\u00f5es clim\u00e1ticos mais poderosos do planeta, que j\u00e1 est\u00e1 trazendo diversas transforma\u00e7\u00f5es ao nosso clima nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>E em 2023, a Groenl\u00e2ndia perdeu gelo pelo 27\u00ba ano consecutivo. O derretimento foi alto em julho, com chuvas e neve acima do normal na primavera e in\u00edcio do ver\u00e3o no Hemisf\u00e9rio Norte&nbsp;<em>(veja gr\u00e1fico abaixo)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso os cientistas alertam que a possibilidade de chegarmos a um ponto de n\u00e3o retorno na Groel\u00e2ndia n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o longe, onde o desaparecimento do manto de gelo se torna irrevers\u00edvel. \u00c9 um cen\u00e1rio desafiador que exige aten\u00e7\u00e3o imediata, considerando as implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas para o n\u00edvel do mar, mas tamb\u00e9m para padr\u00f5es clim\u00e1ticos globais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. Manto de gelo da Ant\u00e1rtida Ocidental<\/h2>\n\n\n\n<p>Na Ant\u00e1rtida a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem parecida, como evidenciado pelo recorde de menor extens\u00e3o do gelo marinho em julho de 2023, desde que os registros por sat\u00e9lite cont\u00ednuos come\u00e7aram em 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso tamb\u00e9m \u00e9 resultado do aquecimento global, que est\u00e1 fazendo a \u00e1gua do oceano aquecer e o gelo derreter.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 algum tempo os cientistas alertam em espec\u00edfico sobre o derretimento acelerado da camada de gelo na Ant\u00e1rtida Ocidental, impulsionado pelo aquecimento do Oceano Austral, especialmente na regi\u00e3o do Mar de Amundsen.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/9zfCs1tPqaq2R9Qg2I7x33GhBro=\/0x0:1920x1080\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/p\/3\/1OIB1bSniEa7HNgKlIAA\/icebergs-in-the-amundsen-sea-off-the-west-coast-of-antarctica.jpg\" alt=\"Icebergs no Mar de Amundsen, na costa oeste da Ant\u00e1rtida, em foto de outubro de 2015. \u2014 Foto: ESA\/\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Icebergs no Mar de Amundsen, na costa oeste da Ant\u00e1rtida, em foto de outubro de 2015. \u2014 Foto: ESA\/<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. Permafrost &#8211; solo congelado do \u00c1rtico<\/h2>\n\n\n\n<p>O permafrost \u00e9 um tipo de solo congelado que geralmente \u00e9 encontrado em regi\u00f5es muito frias, como o \u00c1rtico, incluindo lugares como a Groenl\u00e2ndia, o estado norte-americano do Alasca, R\u00fassia, China e a Europa Oriental.<\/p>\n\n\n\n<p>O descongelamento desse solo, que cobre cerca de<strong>&nbsp;23 milh\u00f5es de km\u00b2<\/strong>&nbsp;no norte do planeta, n\u00e3o \u00e9 facilmente vis\u00edvel, pois ele fica abaixo da superf\u00edcie, mas representa um problem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, segundo estudos mais recentes, o permafrost como um todo armazena uma enorme quantidade de carbono, aproximadamente&nbsp;<strong>1.700 bilh\u00f5es de toneladas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O descongelamento do permafrost pode levar a uma s\u00e9rie de impactos significativos, incluindo a libera\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa armazenados, mudan\u00e7as na hidrologia local e instabilidade do solo&#8221;, alerta Francyne.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E por causa do aquecimento global, as temperaturas do permafrost est\u00e3o subindo mais r\u00e1pido que a temperatura do ar no \u00c1rtico, aumentando entre 1,5 a 2,5 graus Celsius nos \u00faltimos 30 anos. Isto \u00e9, as camadas de permafrost j\u00e1 est\u00e3o derretendo.<\/p>\n\n\n\n<p>E um aumento de 3 graus Celsius nas temperaturas globais pode derreter cerca de 30 a 85% das camadas superiores de permafrost no \u00c1rtico, causando danos \u00e0 infraestrutura e mudan\u00e7as irrevers\u00edveis nas paisagens e ecossistemas \u00fanicos do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Entre as estrat\u00e9gias preventivas a abordagem mais eficaz \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o global das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global e, assim, reduzir o descongelamento do permafrost&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de um estudo de pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido. &#8220;Pontos de inflex\u00e3o representam uma &#8216;amea\u00e7a para a humanidade de uma magnitude sem precedentes&#8221;, alerta l\u00edder de estudo sobre o tema. 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