{"id":21109,"date":"2023-12-13T10:42:36","date_gmt":"2023-12-13T13:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=21109"},"modified":"2023-12-13T10:42:37","modified_gmt":"2023-12-13T13:42:37","slug":"onda-de-calor-ja-impacta-a-agricultura-e-pressiona-precos-dos-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/onda-de-calor-ja-impacta-a-agricultura-e-pressiona-precos-dos-alimentos\/","title":{"rendered":"Onda de calor j\u00e1 impacta a agricultura e pressiona pre\u00e7os dos alimentos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2631515243\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O clima\u00a0prejudicou a colheita nas lavouras e elevou os pre\u00e7os de alguns itens aliment\u00edcios em novembro, segundo o IBGE<\/h2>\n\n\n\n<p>Problemas clim\u00e1ticos, como o excesso de chuvas e as ondas de calor, prejudicaram a colheita nas lavouras e elevaram os pre\u00e7os de alguns itens aliment\u00edcios em novembro. O\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/economia\/ipca-novembro-2023-12122023\"><strong>aumento no custo da alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0respondeu por quase metade da infla\u00e7\u00e3o de 0,28% registrada em novembro pelo IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo)\u00a0\u2014 uma contribui\u00e7\u00e3o de 0,13 ponto porcentual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s v\u00e9speras do ver\u00e3o, uma nova onda de calor, a nona registrada neste ano, vai atingir \u00e1reas de 15 estados mais o Distrito Federal, a partir desta quinta-feira (14) at\u00e9 o pr\u00f3ximo domingo (17). O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), vinculado ao Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria, publicou o aviso laranja de perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs temperaturas mais altas e o maior volume de chuvas em diversas regi\u00f5es do Brasil s\u00e3o fatores que influenciam a colheita de alimentos, principalmente os mais sens\u00edveis ao clima, como os tub\u00e9rculos, os legumes e as hortali\u00e7as\u201d, explica Andr\u00e9 Almeida, gerente do Sistema Nacional de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas passou de uma alta de 0,31%, em outubro, para um aumento de 0,63%, em novembro, segundo os dados do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o para consumo no domic\u00edlio subiu 0,75% em novembro. As fam\u00edlias pagaram mais neste m\u00eas pela cebola (26,59%), batata-inglesa (8,83%), arroz (3,63%) e carnes (1,37%).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Almeida, os problemas clim\u00e1ticos afetaram os produtos mais sens\u00edveis ao clima, por isso os pre\u00e7os subiram em novembro. No caso das carnes, a press\u00e3o no pre\u00e7o ocorre ap\u00f3s um per\u00edodo prolongado de quedas, al\u00e9m de responder tamb\u00e9m a um ciclo natural de produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o oposta, ficaram mais baratos em novembro o tomate (-6 69%), a cenoura (-5,66%) e o leite longa vida (-0,58%).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A temperatura mais alta acelera a matura\u00e7\u00e3o do tomate. Os produtores foram obrigados a disponibilizar mais o produto no mercado, h\u00e1 maior oferta do produto&#8221;, justificou Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a economista Nadja Heiderich, professora da Fecap (Funda\u00e7\u00e3o Escola de Com\u00e9rcio \u00c1lvares Penteado), as temperaturas acima de 40\u00b0C est\u00e3o prejudicando o crescimento das lavouras, o que pode levar a uma redu\u00e7\u00e3o da produtividade e, consequentemente, a um aumento nos pre\u00e7os dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Brasil, o aumento dos pre\u00e7os dos alimentos pode afetar a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, que gasta uma parcela maior da renda com alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, avalia a economista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Nadja, as ondas de calor est\u00e3o afetando principalmente as lavouras de milho e soja da segunda safra, que \u00e9 plantada no segundo semestre do ano. Essa safra \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 70% da produ\u00e7\u00e3o total desses dois gr\u00e3os do Brasil. De acordo com informa\u00e7\u00f5es da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria), a onda de calor pode reduzir a produtividade da soja em at\u00e9 10% e a do milho, em at\u00e9 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA soja e o milho s\u00e3o as principais culturas agr\u00edcolas do Brasil, respons\u00e1veis por cerca de 40% da produ\u00e7\u00e3o total de gr\u00e3os do pa\u00eds. A soja \u00e9 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Brasil, e o milho \u00e9 um importante ingrediente para a alimenta\u00e7\u00e3o animal e humana\u201d, afirma Nadja.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de soja pode levar a uma diminui\u00e7\u00e3o da oferta global, o que acarreta aumento dos pre\u00e7os do produto e de outros produtos derivados, como o \u00f3leo e a farinha de soja. O \u00f3leo de soja \u00e9 usado na produ\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de produtos aliment\u00edcios, como biscoitos, salgadinhos e maionese.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de milho pode levar a um aumento dos pre\u00e7os e impactar o abastecimento de ra\u00e7\u00e3o para o gado, afetando carne, leite e derivados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA onda de calor tamb\u00e9m pode afetar a produ\u00e7\u00e3o de outros alimentos, como frutas, legumes e verduras. Esses alimentos s\u00e3o importantes para a seguran\u00e7a alimentar do pa\u00eds, e uma redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o pode levar a uma escassez e a um aumento dos pre\u00e7os\u201d, alerta a docente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Causas<\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as altas temperaturas ser\u00e3o verificadas nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul e em parte do Norte e do Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados que ser\u00e3o atingidos pelo intenso calor e que est\u00e3o nessa zona de perigo s\u00e3o os da regi\u00e3o Centro-Oeste (GO, MT, MS e DF), da regi\u00e3o Sul (SC, RS, PR) e da regi\u00e3o Sudeste (MG, SP, RJ, centro e noroeste do Esp\u00edrito Santo).<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o Nordeste, os alertas de calor\u00e3o v\u00e3o para os moradores da faixa oeste da Bahia, al\u00e9m do sul do Piau\u00ed e do Maranh\u00e3o. J\u00e1 no Norte, a onda de calor atingir\u00e1 o centro-sul de Tocantins e \u00e1reas de Rond\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>As temperaturas poder\u00e3o alcan\u00e7ar os 39\u00b0C em algumas cidades brasileiras. A previs\u00e3o do Inmet diz que, j\u00e1 nesta quarta-feira (13), a umidade relativa do ar deve ficar em torno de 40% no Centro-Oeste e de 30% no Sul do Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno natural El Ni\u00f1o \u00e9 um motivo a mais para aumentar os term\u00f4metros, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. \u201cO El Ni\u00f1o \u00e9 um agravante. A gente teve a configura\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno ao longo desta primavera e, durante o ver\u00e3o, deve persistir. Quando se configura um El Ni\u00f1o, o fen\u00f4meno bagun\u00e7a o regime de chuva na \u00e1rea central do Brasil e tem um impacto muito claro nessa eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, ele \u00e9 um combust\u00edvel a mais, sem d\u00favida alguma\u201d, afirma a meteorologista do Inmet Naiane Ara\u00fajo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O clima\u00a0prejudicou a colheita nas lavouras e elevou os pre\u00e7os de alguns itens aliment\u00edcios em novembro, segundo o IBGE Problemas clim\u00e1ticos, como o excesso de chuvas e as ondas de calor, prejudicaram a colheita nas lavouras e elevaram os pre\u00e7os de alguns itens aliment\u00edcios em novembro. 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