{"id":21246,"date":"2023-12-20T10:49:36","date_gmt":"2023-12-20T13:49:36","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=21246"},"modified":"2023-12-20T10:51:38","modified_gmt":"2023-12-20T13:51:38","slug":"saiba-se-a-sua-geladeira-esta-dentro-do-novo-padrao-imposto-pelo-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/saiba-se-a-sua-geladeira-esta-dentro-do-novo-padrao-imposto-pelo-governo\/","title":{"rendered":"Saiba se a sua geladeira est\u00e1 dentro do novo padr\u00e3o imposto pelo governo"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2618661518\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Minas e Energia exigir\u00e1 que refrigeradores tenham efici\u00eancia energ\u00e9tica m\u00ednima de 85,5% a partir de 2024<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma nova exig\u00eancia do governo federal vai tirar oito de cada dez (83%)\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/economia\/medida-do-governo-lula-deve-gerar-promocoes-em-geladeiras-antes-de-excluir-unidades-mais-baratas-do-brasil-19122023\"><strong>geladeiras do mercado brasileiro<\/strong><\/a>. \u00c9 o que prev\u00ea a Eletros\u00a0(Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletr\u00f4nicos), que representa grande parte do setor no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto ocorreria por causa de determina\u00e7\u00f5es que valer\u00e3o a partir de 31 de dezembro deste ano, publicadas em resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o documento, s\u00f3 poder\u00e3o ser produzidos e importados refrigeradores que consumam no m\u00ednimo 85,5% da energia dispon\u00edvel. Ainda, esse piso subir\u00e1 gradualmente at\u00e9 31 de dezembro de 2027, quando o limite ter\u00e1 o patamar de 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova determina\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, que passa a valer a partir de 31 de dezembro, exige que os refrigeradores tenham efici\u00eancia energ\u00e9tica de, ao menos, 85,5%. A partir de 2025, a r\u00e9gua sobe um pouco mais, e a ind\u00fastria precisar\u00e1 adequar as geladeiras para 90% de efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>R7&nbsp;<\/strong>separou a lista com o \u00edndice de cada modelo em efici\u00eancia energ\u00e9tica, de acordo com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Veja se a sua geladeira est\u00e1 dentro do novo padr\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.r7.com\/r7\/media\/pdf\/geladeira%20efici%C3%AAncia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CLIQUE AQUI<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, oito de cada dez aparelhos (83%) n\u00e3o poder\u00e3o mais ser vendidos. Apenas os itens de alto padr\u00e3o, com pre\u00e7o m\u00ednimo entre R$ 4.000 e R$ 5.000, estar\u00e3o dispon\u00edveis nas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 da Eletros (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletr\u00f4nicos), que representa boa parte do setor. Atualmente, o valor de entrada dos refrigeradores varia em torno de R$ 2.000.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio considerar a realidade brasileira. Infelizmente, com as novas regras, o consumidor de baixa renda ser\u00e1 o mais prejudicado e, consequentemente, a ind\u00fastria e seus colaboradores [tamb\u00e9m ser\u00e3o]. Desinvestimentos e perda de centenas de postos de trabalho podem ocorrer nos pr\u00f3ximos meses. Apresentamos ao governo estudos t\u00e9cnicos mostrando este cen\u00e1rio ruim para a economia do pa\u00eds; por\u00e9m, infelizmente, n\u00e3o foram considerados&#8221;, explicou Renato Alves, diretor da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio de Minas e Energia contestou a previs\u00e3o da Eletros. Segundo a pasta, a norma n\u00e3o retira nenhum equipamento de circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 2026, tempo suficiente para adapta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em segundo lugar, os equipamentos que seriam descontinuados em 2026 s\u00e3o uma fra\u00e7\u00e3o pequena do mercado. Do total de 25 modelos de refrigerador de 1 porta, 17 atendem \u00e0s normas, portanto, apenas oito n\u00e3o poderiam ser comercializados a partir de 2026. Ainda assim, esses modelos podem ser adaptados e cumprir os novos requisitos estabelecidos&#8221;, afirma a pasta em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pr\u00f3pria associa\u00e7\u00e3o Eletros, em consulta p\u00fablica realizada para defini\u00e7\u00e3o desses novos \u00edndices, informou que uma proje\u00e7\u00e3o de aumento dos produtos seria de cerca de 23%, o equivalente a uma diferen\u00e7a de R$ 350,00 do pre\u00e7o praticado hoje, ou seja, dez vezes menor do que o valor informado por eles na imprensa. Enfatizamos que esse impacto ocorreria apenas em 2026, com a retirada do mercado desses \u00faltimos modelos mais ineficientes. O MME entende, no entanto, que esses valores devem ser ainda inferiores, considerando a competi\u00e7\u00e3o em um cen\u00e1rio com novos equipamentos dispon\u00edveis em 2026&#8221;, acrescenta o texto (<em>veja a \u00edntegra da nota abaixo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nota do Minist\u00e9rio de Minas e Energia<\/h3>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A afirma\u00e7\u00e3o da Eletros \u00e9 inver\u00eddica e irrespons\u00e1vel, com o \u00fanico objetivo de causar como\u00e7\u00e3o. A referida associa\u00e7\u00e3o apela para o sensacionalismo com o objetivo de reverter uma medida que vai, na verdade, beneficiar os consumidores, que pagam caro na conta de luz por conta de produtos ineficientes que s\u00e3o impostos. Em primeiro lugar, a norma n\u00e3o retira nenhum equipamento de circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 2026, tempo suficiente para adapta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em segundo lugar, os equipamentos que seriam descontinuados em 2026 s\u00e3o uma fra\u00e7\u00e3o pequena do mercado. Do total de 25 modelos de refrigerador de 1 porta, 17 atendem \u00e0s normas, portanto, apenas 8 n\u00e3o poderiam ser comercializados a partir de 2026. Ainda assim, esses modelos podem ser adaptados e cumprir os novos requisitos estabelecidos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A pr\u00f3pria associa\u00e7\u00e3o Eletros, em consulta p\u00fablica realizada para defini\u00e7\u00e3o desses novos \u00edndices, informou que uma proje\u00e7\u00e3o de aumento dos produtos seria de cerca de 23%, o equivalente a uma diferen\u00e7a de R$ 350,00 do pre\u00e7o praticado hoje&nbsp;<\/em>\u2014&nbsp;<em>ou seja, dez vezes menor do que o valor informado por eles na imprensa. Enfatizamos que esse impacto ocorreria apenas em 2026, com a retirada do mercado desses \u00faltimos modelos mais ineficientes. O MME entende, no entanto, que esses valores devem ser ainda inferiores, considerando a competi\u00e7\u00e3o em um cen\u00e1rio com novos equipamentos dispon\u00edveis em 2026.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre as classes desfavorecidas e os impactos da norma:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A economia decorrente do uso de equipamentos mais eficientes \u00e9 significativa para consumidores de baixa renda. Esse tipo de economia \u00e9 relevante, tendo em vista que 39% das despesas dom\u00e9sticas mensais s\u00e3o com eletricidade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), considerando fam\u00edlias de baixa renda. A geladeira \u00e9 o item mais representativo no consumo dessas fam\u00edlias.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com isso, a medida que ter\u00e1 impacto direto e positivo para essas fam\u00edlias em que a energia el\u00e9trica tem participa\u00e7\u00e3o elevada nos seus custos de vida, com destaque para o consumo de energia do refrigerador, que rapidamente retornam o investimento feito pelo consumidor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre a informa\u00e7\u00e3o inver\u00eddica que de o setor produtivo foi surpreendido com a nova norma:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>As discuss\u00f5es foram iniciadas em 2021 e desde ent\u00e3o tem contado com participa\u00e7\u00e3o intensa da sociedade civil e dos produtores de equipamentos. O processo culminou com a consulta p\u00fablica iniciada em 2022. As contribui\u00e7\u00f5es formuladas pelo setor produtivo foram detalhadamente analisadas, de forma individualizada, o que consta do processo que culminou na referida decis\u00e3o, que concluiu que os impactos da ado\u00e7\u00e3o da norma seriam ben\u00e9ficos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por que o Estado brasileiro estabelece \u00edndices m\u00ednimos?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Primeiro, porque n\u00e3o h\u00e1 qualquer motiva\u00e7\u00e3o para que o mercado, por conta pr\u00f3pria, aprimore a efici\u00eancia do equipamento, pois o benef\u00edcio alcan\u00e7ado n\u00e3o \u00e9 aparente ao consumidor no ato da compra. Nesse sentido, a condu\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de efici\u00eancia energ\u00e9tica apresenta-se como poder-dever do Estado e, por isso, o poder p\u00fablico se vale de diversas ferramentas no contexto de efici\u00eancia energ\u00e9tica, dentre elas, a indu\u00e7\u00e3o do fabricante em produzir equipamentos mais eficientes por meio dos \u00edndices m\u00ednimos de efici\u00eancia. Esse tipo de medida \u00e9 adotada nos mais diversos setores, estabelecendo-se requisitos m\u00ednimos de produtos e servi\u00e7os visando maiores benef\u00edcios aos consumidores sem perder de vista a sustentabilidade do mercado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em segundo lugar, porque o Brasil deve cumprir com suas metas para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, e a efici\u00eancia energ\u00e9tica ser\u00e1 um dos principais ativos para alcan\u00e7ar nossas metas. Por esse motivo, um dos principais resultados da COP foi o compromisso dos pa\u00edses em duplicar a efici\u00eancia energ\u00e9tica at\u00e9 2030. Essas pol\u00edticas de efici\u00eancia energ\u00e9tica est\u00e3o alinhadas com os esfor\u00e7os do Brasil para alcan\u00e7ar compromissos firmados. Considerando o horizonte temporal de implanta\u00e7\u00e3o da medida, o pa\u00eds economizar\u00e1 11,2 TWh de energia at\u00e9 2030, com redu\u00e7\u00e3o de 1.604 MW de demanda na ponta, proporcionado uma economia de cerca de 2,8 bilh\u00f5es de reais em investimentos evitados na gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre os padr\u00f5es internacionais:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica de \u00edndices m\u00ednimos em v\u00e1rios outros pa\u00edses do mundo indica que o Brasil est\u00e1 avan\u00e7ando, mas ainda est\u00e1 muito atr\u00e1s de outros pa\u00edses onde a maior parte das empresas fabricantes de refrigeradores atuantes no Brasil tamb\u00e9m atuam. Assim, entende-se que a nova medida incentiva os investimentos industriais em novas tecnologias no pa\u00eds, e, consequentemente, a gera\u00e7\u00e3o de novos empregos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Linhas de produtos somente seriam descontinuadas caso esses produtos n\u00e3o consigam alcan\u00e7ar os \u00edndices m\u00ednimos definidos, mas poderiam ser substitu\u00eddas por novas linhas para produ\u00e7\u00e3o de equipamentos mais eficientes. Al\u00e9m disso, a experi\u00eancia internacional tamb\u00e9m demonstra que a defini\u00e7\u00e3o de \u00edndices de efici\u00eancia energ\u00e9tica mais restritivos para refrigeradores, ao contr\u00e1rio do que se espera, n\u00e3o tem gerado aumentos de pre\u00e7os dos equipamentos.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Minas e Energia exigir\u00e1 que refrigeradores tenham efici\u00eancia energ\u00e9tica m\u00ednima de 85,5% a partir de 2024 Uma nova exig\u00eancia do governo federal vai tirar oito de cada dez (83%)\u00a0geladeiras do mercado brasileiro. \u00c9 o que prev\u00ea a Eletros\u00a0(Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletr\u00f4nicos), que representa grande parte do setor no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":21249,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[189],"tags":[73],"class_list":["post-21246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-featured"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21246"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21246\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21248,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21246\/revisions\/21248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}