{"id":21904,"date":"2024-02-15T09:47:58","date_gmt":"2024-02-15T12:47:58","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=21904"},"modified":"2024-02-15T09:47:58","modified_gmt":"2024-02-15T12:47:58","slug":"a-policia-amedrontada-forcas-de-seguranca-sofrem-ataque-acintoso-e-pretensamente-pragmatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/a-policia-amedrontada-forcas-de-seguranca-sofrem-ataque-acintoso-e-pretensamente-pragmatico\/","title":{"rendered":"A pol\u00edcia amedrontada: for\u00e7as de seguran\u00e7a sofrem ataque\u00a0acintoso e pretensamente pragm\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-4100395720\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Policial ser assassinado, por exemplo, \u00e9 visto como mera banaliza\u00e7\u00e3o do mal<\/h2>\n\n\n\n<p>Sob os bumbos e as cu\u00edcas de Momo, as for\u00e7as policiais est\u00e3o passando por um desgaste que as incomoda, que tem um lado acintoso e outro pretensamente pragm\u00e1tico. Parece enredo de Carnaval, mas n\u00e3o \u00e9, porque as duas coisas se fundem.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho recebido muitos contatos de policiais, de forma un\u00e2nime indignados com as cr\u00edticas generalizadas que recebem. Vejamos, ent\u00e3o, os principais posicionamentos de quem ataca e de quem defende. Atualmente, isso \u00e9 tarefa nada f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por partes insofism\u00e1veis. Os assassinatos com inten\u00e7\u00e3o deliberada de matar, dolosos, ultrapassaram a casa dos 40 mil no ano passado, em todo o pa\u00eds. O dado \u00e9 gen\u00e9rico, mas vou particulariz\u00e1-lo: a matan\u00e7a acontece mais em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>As atitudes selvagens, t\u00edpicas de bestas-feras sedentas de sangue, s\u00e3o explicadas por alguns como nefasta consequ\u00eancia da m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de renda. Acredite-se nisso, ou n\u00e3o, claro que a viol\u00eancia nas grandes cidades precisa urgentemente de um freio de contens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir alcan\u00e7ar tal objetivo, n\u00e3o se pode fechar os olhos para o avan\u00e7o das fac\u00e7\u00f5es criminosas, maiores ou menores, pois ao admitir que existam \u201c\u00e1reas sob dom\u00ednio\u201d, isso quer dizer explicitamente que se sabe onde est\u00e3o os principais esconderijos, onde se instalam escal\u00f5es hier\u00e1rquicos do crime para comandar marginais recrutados.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 um fato. Por tr\u00e1s disso, existe uma horda de pensadores, que se consideram intelectuais do pensamento, que representam um policiamento do ato de pensar &#8211; isto pode, aquilo n\u00e3o. Imaginam ser um privil\u00e9gio de superioridade, exclusivamente deles.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 provado que n\u00e3o \u00e9 assim: eles se concedem o poder invis\u00edvel de falar e entender de todos os assuntos, entre eles os criminais. Na verdade, pouco entendem desses assuntos, embora pretendam ser b\u00fassolas em tais quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Proliferam tamb\u00e9m as ideias concebidas a priori, como se tivessem sido elaboradas por crit\u00e9rios de racionalidade e um m\u00ednimo de bom senso. Nesse caso, o \u201cs\u00f3 sei que nada sei\u201d, de S\u00f3crates, o fil\u00f3sofo grego, \u00e9 fundamental. O saber n\u00e3o pode encobrir o que sabe. Para ensinar, exige-se primeiro saber.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel com a realidade n\u00e3o pode mais ser protelada. \u00c9 preciso admitir que n\u00e3o se pode girar em torno daquilo que n\u00e3o se sabe. Como a pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 essa, o crime organizado ganha espa\u00e7os cada vez maiores numa sociedade desorganizada por culpa de seus administradores e pensadores. Um naufr\u00e1gio existencial<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea bem sabe como \u00e9: a lavagem de dinheiro lubrifica. Ideias s\u00e3o igualmente lavadas, comportamentos sociais s\u00e3o sujos, o que chamamos de \u201cmercado\u201d tamb\u00e9m camufla essa sujeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Como somente se lava o que n\u00e3o \u00e9 nada limpo, a sociedade \u00e9 eterna v\u00edtima do poder nefasto das drogas, das quadrilhas organizadas, dos dependentes do crack (a pedra sint\u00e9tica), os ceifadores da vida pela elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica, a corrup\u00e7\u00e3o dominante mostrando que organiza\u00e7\u00e3o criminosa s\u00f3 existe com complac\u00eancias m\u00faltiplas, algumas inimagin\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Mata-se, e muito, o que \u00e9 mais do que selvagem, mas tamb\u00e9m temos golpes, falcatruas, estelionatos, fraudes, assaltos atemorizantes, corrup\u00e7\u00e3o&#8230; o desfile na passarela do card\u00e1pio penal \u00e9 extenso. Pensamento de esquerda ou de direita? Mantras do parlamento ingl\u00eas, sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VAMOS DEIXAR BEM CLARO<\/strong><br>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a, \u00f3rg\u00e3o controlador do Judici\u00e1rio, decidiu recomendar aos magistrados brasileiros que adotem uma linguagem mais simples, compreens\u00edveis por todos na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato de redigir senten\u00e7as deve ser em linguagem que seja direta e concisa, explicando quais s\u00e3o os efeitos de uma decis\u00e3o judicial para a popula\u00e7\u00e3o. Relatar e decidir n\u00e3o devem ser descritos num processo como se fossem exibi\u00e7\u00e3o de cultura. J\u00e1 era? Ainda n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>O lero-lero sem\u00e2ntico, ou juridiqu\u00eas, confina o espet\u00e1culo das palavras numa bolha. E inspira um traslado para os pensadores das pol\u00edticas criminais, deixando muito bem claro aquilo que se pretende dizer. Atualmente, est\u00e1 obscuro. O espelho n\u00e3o reflete. Est\u00e1 emba\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera criminal, vivemos esse momento de embara\u00e7o. A \u00f3tica para constatar, verificar e agir, carecem de um macrosc\u00f3pio e n\u00e3o de um microsc\u00f3pio. Algo como procurar enxergar n\u00e3o a \u00e1rvore isolada, mas toda a floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso momento inclui a Baixada Santista, com seus confrontos violentos ap\u00f3s o assassinato de policiais militares, e ainda o papel celofane cor-de-rosa da \u201ccultura\u201d e da \u201cliberdade de express\u00e3o\u201d, incluindo-se nelas as poesias (a rigor, as almas da literatura).<\/p>\n\n\n\n<p>Na turbul\u00eancia, a\u00e7\u00e3o policial \u00e9 sempre \u201cletal\u201d, \u201cvingan\u00e7a\u201d e \u201cjusti\u00e7amento\u201d. Isto \u00e9: seriam, dizem, afrontas \u00e0 lei e aos direitos que todo ser humano tem. Os violadores dos leg\u00edtimos direitos, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o questionados em momento algum.<\/p>\n\n\n\n<p>Policial ser assassinado, por exemplo, \u00e9 visto como mera banaliza\u00e7\u00e3o do mal. V\u00edtimas da barb\u00e1rie s\u00e3o solenemente ignoradas, embora disseminadas com muita dor em toda a sociedade, indignada, angustiada e atemorizada. B\u00e1lsamo minimamente com solador para as enlutadas fam\u00edlias de policiais assassinados? Ou as v\u00edtimas trucidadas por bandidos a cada dia? Nem pensar.<\/p>\n\n\n\n<p>Reflexo da cegueira deliberada no \u00faltimo Carnaval paulista: escola de samba desfilando com fantasias de presidi\u00e1rios, idealizados como exemplos sociais, perseguidos por fantasiados como dem\u00f4nios com chifres e escudos bal\u00edsticos com a inscri\u00e7\u00e3o \u201cchoque\u201d, alusivos \u00e0 tropa de choque da Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 direito absoluto. Pensar n\u00e3o \u00e9 ofender, cultura n\u00e3o \u00e9 afrontar e desmoralizar, pol\u00edcia n\u00e3o \u00e9 serpente do mal Se assim pudesse ser, quem estivesse em situa\u00e7\u00e3o de perigo n\u00e3o ligaria para o 190 e sim para o PCC.<\/p>\n\n\n\n<p>A quem serve tais pensamentos e manifesta\u00e7\u00f5es? \u00c0 sociedade, evidentemente que n\u00e3o. \u00c0 Pol\u00edcia Militar, cabe o policiamento ostensivo e a preserva\u00e7\u00e3o da ordem. \u00c9 imperativo constitucional. \u00c0 Civil, a apura\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00f5es penais. Est\u00e1 escrito na Carta Magna.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente da lei maior, existem os fatos, a realidade, a que todos est\u00e3o assistindo. Carnaval: c\u00e9u para presidi\u00e1rios, inferno dos policiais? Quem acreditar nessa fantasia momesca, pode se apresentar. Pedirei um aut\u00f3grafo.<\/p>\n\n\n\n<p>O poder de se mostrar em p\u00fablico e de governar \u00e9 perversamente corrupto ao n\u00e3o representar o povo e sim os interesses bem pessoais. N\u00f3s, sociedade, ficamos como marisco entre o mar e o rochedo. V\u00edtimas. Cobaias involunt\u00e1rias. N\u00e3o queremos mais isso. Queremos que se fa\u00e7a a verdadeira justi\u00e7a, nunca seletiva. Queremos paz, este sim um direito profundamente humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Policial ser assassinado, por exemplo, \u00e9 visto como mera banaliza\u00e7\u00e3o do mal Sob os bumbos e as cu\u00edcas de Momo, as for\u00e7as policiais est\u00e3o passando por um desgaste que as incomoda, que tem um lado acintoso e outro pretensamente pragm\u00e1tico. Parece enredo de Carnaval, mas n\u00e3o \u00e9, porque as duas coisas se fundem. 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