{"id":22439,"date":"2024-04-08T09:48:52","date_gmt":"2024-04-08T12:48:52","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=22439"},"modified":"2024-04-08T09:48:53","modified_gmt":"2024-04-08T12:48:53","slug":"como-eclipses-e-outros-fenomenos-celestes-eram-documentados-na-idade-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/como-eclipses-e-outros-fenomenos-celestes-eram-documentados-na-idade-media\/","title":{"rendered":"Como eclipses e outros fen\u00f4menos celestes eram documentados na Idade M\u00e9dia?"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-897750161\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especialistas discutem em artigo como a astronomia medieval era praticada e compreendida, destacando as reflex\u00f5es do pensador mon\u00e1stico medieval Gerv\u00e1sio da Cantu\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de 800 anos, por volta de 1195, Gerv\u00e1sio, um monge baseado na\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/03\/enigmatico-medalhao-com-imagem-de-dragao-e-descoberto-na-polonia.ghtml\">Catedral da Cantu\u00e1ria<\/a>, incluiu em suas cr\u00f4nicas uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/um-so-planeta\/noticia\/2022\/10\/o-segredo-por-tras-das-flores-espetaculares-no-deserto-mais-seco-do-mundo.ghtml\">fen\u00f4menos naturais<\/a>, principalmente celestes. Nisso, ele estava longe de ser incomum. Pensadores mon\u00e1sticos\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/03\/arqueologos-descobrem-castelo-medieval-do-seculo-14-sob-hotel-frances.ghtml\">medievais<\/a>\u00a0frequentemente registravam eventos celestes, como\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/03\/regiao-do-niagara-no-canada-declara-estado-de-emergencia-antes-de-eclipse.ghtml\">eclipses<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das observa\u00e7\u00f5es medievais do c\u00e9u era feita a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2023\/07\/cometa-comparado-a-nave-de-star-wars-podera-ser-visto-a-olho-nu-em-2024.ghtml\">olho nu<\/a>. Os cronistas, se n\u00e3o estivessem observando o evento eles pr\u00f3prios, confiariam em um&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/sociedade\/historia\/noticia\/2023\/12\/quem-escreveu-a-biblia-um-historiador-analisa-quatro-teorias.ghtml\">testemunho ocular<\/a>&nbsp;ou em outros registros escritos para obter os detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tecnologias como o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/03\/instrumento-do-seculo-11-revela-troca-entre-judeus-muculmanos-e-cristaos.ghtml\">astrol\u00e1bio<\/a>&nbsp;\u2013 um instrumento primitivo para mapear as estrelas &#8211; eram comuns na Europa medieval a partir do s\u00e9culo 12 e j\u00e1 eram conhecidas muito antes nas&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/03\/cidade-perdida-no-iraque-pode-ter-sido-santuario-para-deusa-persa.ghtml\">regi\u00f5es isl\u00e2micas<\/a>&nbsp;(influenciadas pela civiliza\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica). Embora os primeiros cronistas celestes europeus tamb\u00e9m usassem modelos astron\u00f4micos traduzidos para o latim do grego e do \u00e1rabe, eles n\u00e3o tinham&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/03\/telescopio-james-webb-revela-visao-inedita-de-bercario-de-estrelas-veja.ghtml\">telesc\u00f3pios<\/a>&nbsp;nem nenhum outro equipamento tecnol\u00f3gico dispon\u00edvel hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Gerv\u00e1rsio viveu em um mundo onde se acreditava que a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/colunistas\/tnc-brasil\/coluna\/2024\/02\/mudancas-climaticas-impactam-muito-alem-da-natureza-o-que-devemos-fazer.ghtml\">natureza<\/a>&nbsp;estava intimamente ligada \u00e0&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/meio-ambiente\/noticia\/2023\/12\/pela-primeira-vez-especie-marinha-e-declarada-extinta-por-conta-da-atividade-humana.ghtml\">atividade humana<\/a>. O universo antigo e medieval colocava a Terra no centro, com uma s\u00e9rie de esferas a rodeando, divididas em duas zonas.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo da\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/03\/sonda-japonesa-surpreende-cientistas-ao-sobreviver-a-segunda-noite-lunar.ghtml\">Lua<\/a>, essas esferas eram dos elementos: terra e \u00e1gua, ar, fogo. Acima da Lua vinham as esferas dos planetas: Merc\u00fario, V\u00eanus, o Sol,\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/03\/vulcao-com-450km-de-largura-esteve-escondido-em-marte-por-mais-de-50-anos.ghtml\">Marte<\/a>, J\u00fapiter, Saturno e depois as\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/04\/sistema-de-estrelas-em-volta-da-via-lactea-pode-ser-novo-tipo-de-galaxia.ghtml\">estrelas<\/a>, fixadas em suas constela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto de um universo de esferas, os pensadores antigos e medievais trabalhavam com o princ\u00edpio de que o que est\u00e1 acima afeta o que est\u00e1 abaixo. \u00c9 importante apreciar que isso explica a s\u00e9ria aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Revista\/noticia\/2016\/09\/como-surgiu-o-embate-entre-astronomia-e-astrologia.html\">astrologia<\/a>\u00a0no pensamento antigo e medieval. Os planetas, acreditavam eles, tinham efeitos no mundo humano. Os fen\u00f4menos naturais, dessa forma, estavam conectados e eram integrados para entender esse mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A astronomia, e sua disciplina associada, a astrologia, tinham aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica direta na atividade humana da \u00e9poca, desde o estudo&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/meio-ambiente\/noticia\/2024\/02\/figueiras-centenarias-da-mata-atlantica-tem-valor-simbolico-e-religioso-entenda.ghtml\">religioso<\/a>&nbsp;do calend\u00e1rio e dos eventos at\u00e9 a<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/noticia\/2023\/10\/por-que-tecnica-de-vacinas-mrna-revolucionou-a-medicina-e-ganhou-o-nobel.ghtml\">&nbsp;medicina<\/a>&nbsp;e a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/02\/imigrantes-europeus-introduziram-agricultura-no-norte-da-africa-entenda.ghtml\">agricultura<\/a>. A ampla utilidade da astronomia para calcular o tempo de procedimentos m\u00e9dicos ou o clima era amplamente reconhecida. O fil\u00f3sofo e cientista Robert Grosseteste (c.1170-1253) explicou isso em seu tratado&nbsp;<em>Sobre as Artes Liberais&nbsp;<\/em>(c.1200):<\/p>\n\n\n\n<p>Quando no plantio, a lua crescente est\u00e1 no quarto oriental ou no meio do c\u00e9u e em aspecto com os planetas ben\u00e9ficos&#8230; ela mover\u00e1 poderosamente o calor vital na planta e acelerar\u00e1 e fortalecer\u00e1 seu crescimento e frutifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gerv\u00e1sio, o objetivo de escrever uma cr\u00f4nica era registrar as a\u00e7\u00f5es de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/01\/fivelas-de-ouro-de-principe-sao-encontradas-em-tumba-de-15-mil-anos-no-cazaquistao.ghtml\">reis e pr\u00edncipes<\/a>, e o registro de milagres e press\u00e1gios. Correla\u00e7\u00f5es diretas foram feitas ent\u00e3o pelos cronistas da \u00e9poca entre fen\u00f4menos celestes e mudan\u00e7as pol\u00edticas \u2013 levando em considera\u00e7\u00e3o que a maioria, sen\u00e3o todas, as cr\u00f4nicas foram escritas ap\u00f3s os fatos. A&nbsp;<em>Cr\u00f4nica de Melrose,<\/em>&nbsp;compilada no s\u00e9culo 13, observa que:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/IDpxM5QmDPkT0qDv-t7OgpkAsXc=\/0x0:600x388\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2024\/7\/t\/2RDmozTSAnNs3WQEhQuA\/file-20240403-16-ctn1cp.avif\" alt=\"Imagem de parte do Tapete de Bayeux \u2014 Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem de parte do Tapete de Bayeux \u2014 Foto: Dom\u00ednio p\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um cometa \u00e9 uma estrela que nem sempre \u00e9 vis\u00edvel, mas que aparece com mais frequ\u00eancia na morte de um rei, ou na destrui\u00e7\u00e3o de um reino. Quando aparece com uma coroa de raios brilhantes, pressagia a morte de um rei; mas se tem cabelos esvoa\u00e7antes e os lan\u00e7a, como que, ent\u00e3o, prediz a ru\u00edna do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo famoso \u00e9 a apari\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2023\/05\/meteorito-que-atingiu-casa-em-nova-jersey-pode-ter-vindo-do-cometa-halley.ghtml\">cometa Halley<\/a>&nbsp;em 1066, que foi associado por contempor\u00e2neos \u00e0 mudan\u00e7a de regime na Inglaterra: de Harald Godwinson para Guilherme, o Conquistador, que assumiu o controle ap\u00f3s a Batalha de Hastings em 1066.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das coisas marcantes sobre Gerv\u00e1sio \u00e9 a precis\u00e3o de suas descri\u00e7\u00f5es de fen\u00f4menos naturais, especialmente aqueles que pareciam passar da compreens\u00e3o. Um exemplo \u00e9 seu relato do que hoje pode ser identificado como&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/cultura\/cinema\/noticia\/2023\/09\/somos-a-bola-de-fogo-em-direcao-a-terra-diz-diretora-de-a-era-dos-humanos.ghtml\">bola de fogo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo, de 13 de setembro de 1178, diz respeito \u00e0 observa\u00e7\u00e3o dos &#8220;chifres&#8221; do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/04\/sonda-da-nasa-no-sol-faz-registro-inedito-de-erupcao-solar-assista.ghtml\">Sol<\/a>&nbsp;parcialmente eclipsado girando para apontar para a Terra. Gerv\u00e1sio afirma que foi testemunha ocular deste eclipse.<\/p>\n\n\n\n<p>Os espectadores do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/espaco\/noticia\/2024\/03\/regiao-do-niagara-no-canada-declara-estado-de-emergencia-antes-de-eclipse.ghtml\">eclipse em 8 de abril de 2024&nbsp;<\/a>em San Diego, Calif\u00f3rnia, poder\u00e3o ver algo muito semelhante \u00e0 observa\u00e7\u00e3o descrita por Gerv\u00e1sio, com os &#8220;chifres&#8221; do Sol girando e apontando verticalmente para baixo. A modelagem nos ajuda a prever que a vista da lua em San Diego ser\u00e1 muito pr\u00f3xima \u00e0quela vista por Gerv\u00e1sio, devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o e tempo precisos. Em outras partes dos Estados Unidos, a vista do eclipse ser\u00e1 ligeiramente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em 1178, Gerv\u00e1sio registra com detalhes semelhantes como a imagem da Lua foi vista se dividindo em duas por testemunhas que lhe reportaram isso. Nossa an\u00e1lise sugere que isso provavelmente resultou de ser vista atrav\u00e9s de uma coluna de ar quente. E Gerv\u00e1sio n\u00e3o estava sozinho em detalhar isso. O\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2024\/01\/apos-50-anos-exposto-esqueleto-de-monge-espanhol-e-desmascarado-no-mexico.ghtml\">monge<\/a>\u00a0beneditino ingl\u00eas Matthew Paris descreveu um espet\u00e1culo espetacular de halos ao redor do Sol em 1233:<\/p>\n\n\n\n<p>Estes s\u00f3is formaram um espet\u00e1culo maravilhoso, e foram vistos por mais de mil pessoas confi\u00e1veis; e alguns deles, em comemora\u00e7\u00e3o a este fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio, pintaram s\u00f3is e an\u00e9is de v\u00e1rias cores em pergaminho, para que tal fen\u00f4meno incomum n\u00e3o escapasse da mem\u00f3ria do homem. Isso foi seguido no mesmo ano por uma guerra cruel e terr\u00edvel derramamento de sangue nesses condados, e dist\u00farbios gerais aconteceram por toda a Inglaterra, Pa\u00eds de Gales e Irlanda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os espet\u00e1culos celestes de hoje<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, os espet\u00e1culos celestes s\u00e3o vistos simplesmente como manifesta\u00e7\u00f5es da riqueza de um mundo natural que \u00e9 explic\u00e1vel, pelo menos em princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, apesar do sucesso preditivo, por exemplo, da\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/03\/newton-criou-teoria-da-gravidade-durante-quarentena-da-peste-bubonica.html\">teoria da gravidade<\/a>\u00a0e da din\u00e2mica cl\u00e1ssica, ainda h\u00e1 problemas que permanecem imprevis\u00edveis. Alguns podem ser enganosamente simples \u2013 por exemplo, o p\u00eandulo duplo ou o p\u00eandulo de Rott (um par de p\u00eandulos que formam um sistema &#8220;ca\u00f3tico&#8221;, cujo movimento n\u00e3o pode ser previsto matematicamente).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros incluem&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/meio-ambiente\/noticia\/2023\/08\/video-capta-raro-fenomeno-meteorologico-antes-de-furacao-nos-eua-entenda.ghtml\">fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos<\/a>&nbsp;e previs\u00e3o do tempo \u2013 e aqui, de muitas maneiras, nos encontramos em uma posi\u00e7\u00e3o semelhante aos cronistas medievais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na previs\u00e3o do tempo de longo prazo, por exemplo, podemos observar, mas ainda n\u00e3o somos capazes de prever com precis\u00e3o futuros resultados como condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas. Os cronistas medievais viam maravilhas nos c\u00e9us como press\u00e1gios. Pode ser \u00fatil para n\u00f3s reaprendermos o porqu\u00ea, e tra\u00e7ar nossas pr\u00f3prias perspectivas sobre as interconex\u00f5es das coisas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Giles Gasper \u00e9 professor de Alta Idade M\u00e9dia na Universidade de Durham no Reino Unido. Brian Tanner \u00e9 professor em\u00e9rito de F\u00edsica tamb\u00e9m na Universidade de Durham.\u00a0<\/em><a class=\"\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/theconversation.com\/how-medieval-chroniclers-interpreted-solar-eclipses-and-other-celestial-events-226582\" target=\"_blank\">Este artigo foi originalmente publicado em ingl\u00eas no site The Conversation.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Revista Galileu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas discutem em artigo como a astronomia medieval era praticada e compreendida, destacando as reflex\u00f5es do pensador mon\u00e1stico medieval Gerv\u00e1sio da Cantu\u00e1ria H\u00e1 mais de 800 anos, por volta de 1195, Gerv\u00e1sio, um monge baseado na\u00a0Catedral da Cantu\u00e1ria, incluiu em suas cr\u00f4nicas uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre\u00a0fen\u00f4menos naturais, principalmente celestes. Nisso, ele estava longe de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":22440,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[212],"tags":[],"class_list":["post-22439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22439"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22441,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22439\/revisions\/22441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}