{"id":23580,"date":"2024-07-12T11:13:37","date_gmt":"2024-07-12T14:13:37","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23580"},"modified":"2024-07-12T11:13:38","modified_gmt":"2024-07-12T14:13:38","slug":"twisters-resgata-o-apogeu-do-cinema-catastrofe-com-maestria-tecnica-e-entretenimento-de-primeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/twisters-resgata-o-apogeu-do-cinema-catastrofe-com-maestria-tecnica-e-entretenimento-de-primeira\/","title":{"rendered":"Twisters resgata o apogeu do cinema cat\u00e1strofe com maestria t\u00e9cnica e entretenimento de primeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2801502034\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Calamidades de propor\u00e7\u00f5es dantescas, que afloram o esp\u00edrito ufanista de uma Am\u00e9rica que adora se unir pela dor, fizeram dos anos 90 o apogeu do cinema cat\u00e1strofe. Estampando um leque vasto de desastres das mais diversas naturezas, a ind\u00fastria hollywoodiana nos presenteou com um rico cat\u00e1logo de longas que marcaram a cultura POP, principalmente no Brasil, em infind\u00e1veis reprises em quadros como Sess\u00e3o da Tarde, Tela Quente e Temperatura M\u00e1xima.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_552333\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cinepop.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/twisters3-1024x576.jpeg\" alt=\"twisters3\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">twisters<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nessa toada catastr\u00f3fica,&nbsp;<em><strong>Independence Day<\/strong><\/em>&nbsp;(1996),&nbsp;<em><strong>Daylight<\/strong><\/em>&nbsp;(1996),<em><strong>&nbsp;Volcano \u2013 A F\u00faria<\/strong><\/em>&nbsp;(1997),&nbsp;<em><strong>Armageddon<\/strong><\/em>&nbsp;(1998),<em><strong>&nbsp;Impacto Profundo<\/strong><\/em>&nbsp;(1998) e o original&nbsp;<em><strong>Twister<\/strong><\/em>&nbsp;(1996) invadiram nossas rotinas, nos transportaram para um universo de caos e destrui\u00e7\u00e3o em massa e despertaram nossa curiosidade por cen\u00e1rios que jamais vivemos em nossa geografia local. Pouco mais de duas d\u00e9cadas depois, o som estrondoso desse subg\u00eanero se silencia. Deixado para tr\u00e1s, restam-se apenas frangalhos e fragmentos de um cinema imag\u00e9tico, tempestuoso e eletrizante. Mas pelas m\u00e3os do cineasta<strong>&nbsp;Lee Isaac Chung<\/strong>&nbsp;e do roteirista&nbsp;<strong>Mark L. Smith<\/strong>, esse estilo de blockbuster ressurge das cinzas, revigorado e pronto para retomar uma franquia t\u00e3o desgastada pelo tempo \u2013 e por sequ\u00eancias ruins.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Twisters<\/strong><\/em>\u00a0se apropria de um cauteloso e cuidadoso conceito cient\u00edfico para desenvolver suas expectativas fict\u00edcias dentro da trama. Aqui, Kate (<strong>Daisy Edgar-Jones<\/strong>) e seus amigos tentam desenvolver uma tecnologia que os permita \u201cdomar\u201d tornados, evitando consequ\u00eancias ca\u00f3ticas nas regi\u00f5es comumente mais afetadas por furac\u00f5es. Marcada por traumas e perdas, essa trajet\u00f3ria se cruza com a cl\u00e1ssica jornada do her\u00f3i, onde passado e presente se digladiam diante de um elemento em comum. \u00c9 nesse dilema psicoemocional com toques ambientais que reside a ess\u00eancia do longa. Com alicerces arraigados em uma trag\u00e9dia t\u00e3o palp\u00e1vel \u2013 tamanho o realismo da dire\u00e7\u00e3o -,\u00a0<strong>Isaac<\/strong>\u00a0<strong>Chung<\/strong>\u00a0se v\u00ea pronto para nos arrebatar em dire\u00e7\u00e3o a uma inesperada e deliciosa aventura por entre medos, tempestades e adrenalina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_552334\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cinepop.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/twisters2-1024x576.jpeg\" alt=\"twisters2\" class=\"wp-image-552334\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">twisters<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Twisters<\/strong><\/em>&nbsp;\u00e9 impec\u00e1vel em sua constru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Estampando uma fotografia estonteante, conduzida por&nbsp;<strong>Dan Mindel<\/strong>, o longa de a\u00e7\u00e3o evidencia a beleza id\u00edlica do estado de Oklahoma, nos conecta \u00e0s origens do diretor e traz o equil\u00edbrio perfeito entre ci\u00eancia e entretenimento. Um blockbuster perfeito para a temporada de f\u00e9rias, a nova itera\u00e7\u00e3o \u00e9 um esplendor de efeitos pr\u00e1ticos, cenas muito bem elaboradas e espirais de tornados emocionantes, que nos tragam para dentro da narrativa e para os conflitos e embates entre os personagens. Abusando ao m\u00e1ximo do carisma de&nbsp;<strong>Glen Powell<\/strong>, um dos atores mais desejados pelos principais est\u00fadios, o filme \u00e9 uma experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica a la mode, \u00e0 moda antiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Com ares noventistas e protagonistas que flertam com os tropos hollywoodianos propositalmente,&nbsp;<em><strong>Twisters<\/strong><\/em>&nbsp;ainda tem tudo aquilo que tanto sentimos falta no cinema e que se perdeu em meio \u00e0 agendas pol\u00edticas, press\u00f5es bregas de contas falsas do Twitter e roteiros ruins. Um entretenimento en\u00e9rgico que nos rouba da realidade rumo ao inimagin\u00e1vel, o filme se despe da necessidade de palestrar para sua audi\u00eancia, aborda quest\u00f5es clim\u00e1ticas com sutileza e sem pedantismo e n\u00e3o faz de seu roteiro uma oportunidade perdida. Com pitadas bem-humoradas e personagens absolutamente carism\u00e1ticos e identific\u00e1veis (<strong>Anthony Ramos<\/strong>&nbsp;acerta com sua duplicidade em tela), a produ\u00e7\u00e3o foge da terr\u00edvel sombra da Mary Sue e faz de sua hero\u00edna uma mulher quebrada em busca de reden\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o possui todas as respostas, erra at\u00e9 acertar e encontra em seu suposto algoz um genu\u00edno e fascinante homem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_552336\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cinepop.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/twisters5-1024x576.jpeg\" alt=\"twisters5\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">twisters<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mostrando todo o<em>\u00a0star quality<\/em>\u00a0que\u00a0<strong>Daisy Edgar-Jones<\/strong>\u00a0possui para sustentar um blockbuster, mesmo ainda sendo um nome pouco conhecido entre o p\u00fablico de massa,\u00a0<em><strong>Twisters<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 uma aventura familiar que surpreende a audi\u00eancia, ainda que sua proposta carregue ares previs\u00edveis. Com uma trilha sonora adaptada marcada pela m\u00fasica country de gente como\u00a0<strong>Luke Combs<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o firma seus alicerces nas tradi\u00e7\u00f5es interioranas dos Estados Unidos, apresenta personagens diversos e ao inv\u00e9s de reduzi-los \u00e0 bandeiras ideol\u00f3gicas, os carrega de profundidade can\u00f4nica. Divertido e angustiante, o filme de\u00a0<strong>Isaac<\/strong>\u00a0<strong>Chung<\/strong>\u00a0conta com acordes vorazes, que tornam a trilha original de\u00a0<strong>Benjamin Wallfisch<\/strong>\u00a0o toque perfeito para nos levar a cada extremo emocional. Sinest\u00e9sico, intenso e cat\u00e1rtico,\u00a0<em><strong>Twisters<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 o filme que voc\u00ea precisa vivenciar diante da maior tela poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Cine Pop<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Calamidades de propor\u00e7\u00f5es dantescas, que afloram o esp\u00edrito ufanista de uma Am\u00e9rica que adora se unir pela dor, fizeram dos anos 90 o apogeu do cinema cat\u00e1strofe. 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