{"id":23718,"date":"2024-07-22T10:45:00","date_gmt":"2024-07-22T13:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23718"},"modified":"2024-07-22T10:45:01","modified_gmt":"2024-07-22T13:45:01","slug":"cientistas-comecam-a-pesquisar-caes-e-gatos-a-fundo-e-fazem-descobertas-surpreendentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/cientistas-comecam-a-pesquisar-caes-e-gatos-a-fundo-e-fazem-descobertas-surpreendentes\/","title":{"rendered":"Cientistas come\u00e7am a pesquisar c\u00e3es e gatos a fundo e fazem descobertas surpreendentes"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-1990541714\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisadores ignoraram a cogni\u00e7\u00e3o de pets por d\u00e9cadas, mas recentemente at\u00e9 sequenciaram o genoma de um c\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Todo cachorro tem seu dia, e 14 de julho de 2004 foi o de uma boxer chamada Tasha. Nessa data, o Instituto Nacional de Sa\u00fade anunciou que uma f\u00eamea de peito largo e papada generosa havia se tornado o primeiro c\u00e3o a ter o genoma completo sequenciado. \u201cDesde ent\u00e3o, a coisa meio que explodiu\u201d, disse Elaine Ostrander, especialista em gen\u00f4mica canina do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano que fez parte da equipe de pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao longo desses 20 anos, os geneticistas investiram pesado nos nossos companheiros de quatro patas, sequenciando milhares e milhares de c\u00e3es, incluindo os de ra\u00e7a com pedigree, os vira-latas misteriosos, os de trabalho altamente treinados, os de rua, criados soltos, e at\u00e9 restos mortais ancestrais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas sobre cogni\u00e7\u00e3o e comportamento canino tamb\u00e9m decolaram. \u201cAgora, os cartazes de c\u00e3es ocupam metade das salas de confer\u00eancias sobre comportamento animal, e j\u00e1 come\u00e7amos a ver pesquisas com gatos seguindo a mesma tend\u00eancia\u201d, afirmou Monique Udell, diretora do laborat\u00f3rio de intera\u00e7\u00e3o humano-animal da Universidade Estadual do Oregon.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quest\u00e3o de algumas d\u00e9cadas, muitos pesquisadores consideravam os animais de estima\u00e7\u00e3o um tema de pouca relev\u00e2ncia. (\u201cNunca quis estudar os c\u00e3es\u201d, disse Alexandra Horowitz, que se tornou uma pesquisadora proeminente no campo da cogni\u00e7\u00e3o canina.) Hoje, os pets est\u00e3o totalmente na moda. Cientistas de todo o mundo investigam a fundo o corpo e a mente de c\u00e3es e gatos na esperan\u00e7a de aprender mais sobre como eles se infiltraram em nossa vida, como encaram o mundo e o que fazer para que vivam mais tempo. Para alguns especialistas, essa \u00e9 uma mudan\u00e7a que j\u00e1 deveria ter ocorrido h\u00e1 tempos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe convivemos com esses animais, \u00e9 nossa responsabilidade compreend\u00ea-los a fundo. H\u00e1 muito o que aprender sobre eles e tamb\u00e9m sobre n\u00f3s mesmos nesse processo\u201d, disse Udell.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projetos com animais de estima\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Para os geneticistas, os c\u00e3es e gatos s\u00e3o temas muito ricos, dada sua longa hist\u00f3ria de conv\u00edvio \u00edntimo com os humanos e sua susceptibilidade a muitas das mesmas doen\u00e7as, como o c\u00e2ncer e o diabetes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e3es representam um campo de estudo particularmente atraente. O processo de sele\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as intenso feito pelos humanos, especialmente ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, gerou um resultado que surpreende pela diversidade de tipos caninos, desde os pequenos chihuahuas aos enormes dinamarqueses, al\u00e9m de centenas das isoladas em termos reprodutivos, que geralmente sofrem com elevadas taxas de doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 2000, os cientistas identificaram as bases gen\u00e9ticas de v\u00e1rias caracter\u00edsticas caninas, incluindo a pelagem encaracolada e a cauda cortada. Descobriram muta\u00e7\u00f5es que poderiam explicar por que os boxers brancos s\u00e3o propensos \u00e0 surdez e tamb\u00e9m que os corgis, os basset hounds e os bass\u00eas devem suas pernas atarracadas a uma aberra\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em uma fam\u00edlia de genes que tamb\u00e9m regula o desenvolvimento \u00f3sseo nos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs estudos iniciais deixaram claro o potencial do que t\u00ednhamos a aprender com os c\u00e3es, mas tamb\u00e9m que seriam necess\u00e1rias amostras maiores para que as pesquisas fossem bem feitas\u201d, disse Elinor Karlsson, geneticista da Faculdade de Medicina Chan da Universidade de Massachusetts e do Broad Institute. Foi assim que pesquisadores come\u00e7aram a criar grandes projetos de ci\u00eancia cidad\u00e3, buscando amostras e dados de DNA de c\u00e3es de todo os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os donos de animais de estima\u00e7\u00e3o aceitaram o desafio. O Golden Retriever Lifetime Study come\u00e7ou a recrutar participantes em 2012 e vem acompanhando mais de tr\u00eas mil c\u00e3es em uma iniciativa para identificar fatores de risco gen\u00e9ticos e ambientais para o c\u00e2ncer, muito comum na ra\u00e7a. Desde 2019, o Dog Aging Project, estudo de longo prazo sobre sa\u00fade e longevidade, recrutou quase 50 mil c\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto da dra. Karlsson, chamado \u201cOs C\u00e3es de Darwin\u201d, tem 44 mil participantes e continua aumentando (cerca de quatro mil deles tiveram seus genomas sequenciados). Os investigadores est\u00e3o explorando os dados em busca de pistas sobre c\u00e2ncer \u00f3sseo, comportamento compulsivo e outras caracter\u00edsticas.&nbsp;<strong>As primeiras descobertas j\u00e1 indicaram que muitos tra\u00e7os comportamentais, como sociabilidade e treinabilidade \u2013 embora sejam heredit\u00e1rios \u2013 est\u00e3o amplamente distribu\u00eddos por todo o reino canino, e que a ra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 o que prediz sua personalidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em abril deste ano, Karlsson apresentou \u201cOs Gatos de Darwin\u201d, continua\u00e7\u00e3o muito aguardada do projeto: \u201cEu adoro gatos; nunca tive um cachorro.\u201d Mais tarde, por e-mail, ela acrescentou: \u201cAdoraria saber se o gato dorme em cima da cabe\u00e7a da gente por influ\u00eancia de uma informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Arquivos de dados<\/h3>\n\n\n\n<p>Esses projetos se tornaram poss\u00edveis \u00e0 medida que o sequenciamento gen\u00f4mico se tornou mais r\u00e1pido e mais acess\u00edvel. \u201cMas o tremendo entusiasmo dos donos de animais de estima\u00e7\u00e3o tem sido fundamental\u201d, afirmou Ostrander, que lidera o projeto Dog10K e pretende criar um cat\u00e1logo global e abrangente da diversidade gen\u00e9tica canina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os donos de c\u00e3es de hoje sabem mais sobre gen\u00e9tica e t\u00eam grande motiva\u00e7\u00e3o para participar das pesquisas.<\/strong>&nbsp;\u201cAs pessoas dedicam uma quantidade extraordin\u00e1ria de tempo e dinheiro \u00e0 sa\u00fade e aos cuidados caninos. Nossa preocupa\u00e7\u00e3o principal \u00e9 que eles vivam a melhor vida poss\u00edvel\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net\/resizer\/v2\/5SLGHVTQXNDX7PDIOPBS7GKZDI.jpg?auth=8ccc36347df928ced483508528cb92295afa1f8bce287b0dafbe61f087e1995d&amp;width=1920&amp;height=1280\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">gato pet animal de estima\u00e7\u00e3onguyenhonstudio\/Pixabay\/ &#8211; 07.10.2021<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria da sa\u00fade dos animais de estima\u00e7\u00e3o cresceu e est\u00e1 produzindo seus pr\u00f3prios dados. Na Nationwide, que oferece seguro sa\u00fade para animais de estima\u00e7\u00e3o, uma equipe de an\u00e1lise veterin\u00e1ria vem estudando milh\u00f5es de casos para documentar os problemas de sa\u00fade mais comuns em c\u00e3es e gatos de diferentes ra\u00e7as, tamanhos e idades. A Mars Petcare, propriet\u00e1ria de v\u00e1rias redes veterin\u00e1rias, espera recrutar 20 mil pacientes caninos e felinos para contribuir com amostras biol\u00f3gicas para um banco de dados biol\u00f3gicos de animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m promete enriquecer a medicina humana. C\u00e3es e gatos compartilham n\u00e3o s\u00f3 muitos dos nossos genes, mas tamb\u00e9m nossa casa. \u201cEles n\u00e3o t\u00eam nada a ver com os ratos que vivem em gaiolas de laborat\u00f3rio\u201d, disse a dra. Kelly Diehl, veterin\u00e1ria que dirige as comunica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da Morris Animal Foundation e est\u00e1 conduzindo o estudo do Golden Retriever.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso torna os animais de estima\u00e7\u00e3o bons modelos para o estudo da interfer\u00eancia das influ\u00eancias ambientais e do estilo de vida na sa\u00fade.<\/strong>\u00a0Por exemplo, uma equipe de pesquisadores do Golden Retriever est\u00e1 procura a rela\u00e7\u00e3o entre poluentes e linfoma. Os primeiros resultados do Dog Aging Project sugerem que c\u00e3es com estilo de vida ativo correm menor risco de sofrerem de \u201cdem\u00eancia canina\u201d, e que viver em um ambiente social, como uma casa que inclua outros pets, pode ser bom para a sa\u00fade desses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande quest\u00e3o \u00e9: quais s\u00e3o os fatores biol\u00f3gicos, ambientais e de estilo de vida que permitem o envelhecimento saud\u00e1vel dos c\u00e3es? Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o fundamental para os humanos\u201d, disse Daniel Promislow, biogerontologista da Universidade de Washington e um dos diretores do projeto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dias de c\u00e3o da psicologia<\/h3>\n\n\n\n<p>Muitas d\u00e9cadas atr\u00e1s, os cientistas que queriam decifrar a mente dos animais geralmente estudavam criaturas selvagens com c\u00e9rebros maiores, como os grandes s\u00edmios e cet\u00e1ceos, ou os tipos mais comuns de laborat\u00f3rio, como roedores e p\u00e1ssaros. Mas, e aqueles animais que cochilavam no sof\u00e1 de casa? \u201cO pessoal n\u00e3o pensava nos c\u00e3es como verdadeiros animais porque viviam dentro de casa, s\u00e3o domesticados. Tipo, eram t\u00e3o adulterados que n\u00e3o geravam interesse\u201d, disse Horowitz, pesquisador de cogni\u00e7\u00e3o canina no Barnard College.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas no final da d\u00e9cada de 1990 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, duas equipes de pesquisa afirmaram que os c\u00e3es eram talentosos na interpreta\u00e7\u00e3o de sinais humanos, seguindo com sucesso os gestos das pessoas de apontar e tinham o olhar sagaz, com capacidade para localizar alimentos escondidos. Nessas tarefas, superavam lobos criados em cativeiro e at\u00e9, em alguns casos, os grandes s\u00edmios.&nbsp;<strong>Os estudos sugeriram que os c\u00e3es possu\u00edam formas sofisticadas de cogni\u00e7\u00e3o social, e os pesquisadores come\u00e7aram a ficar atentos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o mudou. A comunidade de estudos caninos \u00e9 uma das maiores em investiga\u00e7\u00e3o cognitiva\u201d, disse Adam Miklosi, pesquisador de cogni\u00e7\u00e3o canina na Universidade Eotvos Lorand, em Budapeste, Hungria, que conduziu alguns dos estudos iniciais.<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, outras pesquisas acrescentaram detalhes e nuances a esses primeiros estudos, destacando as capacidades e as limita\u00e7\u00f5es da mente canina.&nbsp;<strong>Os dados geralmente confirmam que os c\u00e3es s\u00e3o h\u00e1beis em tarefas sociais e altamente sintonizados com os sinais humanos, mas a ci\u00eancia tamb\u00e9m sugere que, \u00e0s vezes, somos ansiosos e tendemos a projetar nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias nos c\u00e3es.&nbsp;<\/strong>Quando os c\u00e3es exibem o que muitas pessoas descrevem como um \u201colhar culpado\u201d \u2013 desviando os olhos e se afastando de seus donos \u2013, talvez estejam reagindo a uma bronca, e n\u00e3o sentindo arrependimento por um delito, como descobriu Horowitz.<\/p>\n\n\n\n<p>O campo de estudo se expandiu em parte porque os c\u00e3es s\u00e3o objetos de estudo cooperativos, convenientes e acess\u00edveis. Ent\u00e3o, por que sair para o mato ou abrigar centenas de animais em um laborat\u00f3rio? Os cientistas cognitivos caninos podem, simplesmente, tomar emprestada a abordagem dos psic\u00f3logos do desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pessoal da psicologia do desenvolvimento n\u00e3o tem um laborat\u00f3rio cheios de beb\u00eas de um ano, mas sim os n\u00fameros de telefone dos pais. N\u00f3s temos os n\u00fameros de telefone dos pais dos c\u00e3es\u201d, disse Evan MacLean, diretor do Centro de Cogni\u00e7\u00e3o Canina do Arizona, na Universidade do Arizona.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, essa abordagem tornou a pesquisa sobre cogni\u00e7\u00e3o canina vi\u00e1vel para cientistas de faculdades e universidades sem grandes or\u00e7amentos para pesquisa. \u00c0 medida que o campo cresceu, abriu oportunidades para iniciativas maiores e mais colaborativas. \u201cPara o Projeto ManyDogs, os cientistas em laborat\u00f3rios de todo o mundo agora trabalham para \u2018comprovar\u2019 algumas descobertas importantes sobre a cogni\u00e7\u00e3o canina. Se n\u00f3s obtivermos resultados importantes, seremos capazes de replicar estas respostas mundo afora\u201d, disse MacLean.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa com gatos<\/h3>\n\n\n\n<p>At\u00e9 pouco tempo, os cientistas tinham pouco interesse na cogni\u00e7\u00e3o social dos gatos, que n\u00e3o descendiam de animais altamente sociais e eram frequentemente vistos como indiferentes, mas pesquisas recentes sugerem que pelo menos alguns t\u00eam bastante perspic\u00e1cia social, sendo inclusive capazes de captar as emo\u00e7\u00f5es humanas e seguir olhares humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o levantada \u00e9 como os gatos adquirem essas habilidades. \u201cSer\u00e1 que eles entendem as emo\u00e7\u00f5es e seguem os comandos apenas se tiverem sido expostos aos humanos desde pequenos? Eles precisam ser criados com irm\u00e3os de ninhada?\u201d, especulou Jennifer Vonk, psic\u00f3loga cognitiva comparativa da Universidade de Oakland.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Talvez nossa percep\u00e7\u00e3o sobre os gatos como seres independentes (e por vezes intransigentes) seja uma profecia que de tanto repetida acabou se concretizando,<\/strong>&nbsp;segundo Udell. Ela observou que os gatinhos, normalmente, n\u00e3o recebem as mesmas oportunidades de socializa\u00e7\u00e3o e treinamento que os filhotes de c\u00e3es, mas talvez se tiverem oportunidades de enriquecimento, poder\u00e3o mostrar exatamente do que s\u00e3o capazes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e3es e gatos se tornaram extremamente bem-sucedidos na conviv\u00eancia com o mundo humano, mas aprofundar nossas rela\u00e7\u00f5es com eles pode exigir compreend\u00ea-los nos seus pr\u00f3prios termos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Clive Wynne, especialista em comportamento canino da Universidade Estadual do Arizona, eles t\u00eam seus pr\u00f3prios impulsos, desejos, necessidades e formas de compreender o entorno. \u201c\u00c9 um verdadeiro milagre que sua forma de ver o mundo, especialmente no aspecto social, e a nossa se fundam, resultando em uma parceria muito bonita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c. 2024 The New York Times Company<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores ignoraram a cogni\u00e7\u00e3o de pets por d\u00e9cadas, mas recentemente at\u00e9 sequenciaram o genoma de um c\u00e3o Todo cachorro tem seu dia, e 14 de julho de 2004 foi o de uma boxer chamada Tasha. Nessa data, o Instituto Nacional de Sa\u00fade anunciou que uma f\u00eamea de peito largo e papada generosa havia se tornado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":23719,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[239],"tags":[],"class_list":["post-23718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bem-estar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23718"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23720,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23718\/revisions\/23720"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23719"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}