{"id":23721,"date":"2024-07-23T15:06:49","date_gmt":"2024-07-23T18:06:49","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23721"},"modified":"2024-07-23T15:06:50","modified_gmt":"2024-07-23T18:06:50","slug":"por-que-o-governo-pode-precisar-de-novo-congelamento-nas-contas-e-como-o-cenario-fiscal-afeta-o-dolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/por-que-o-governo-pode-precisar-de-novo-congelamento-nas-contas-e-como-o-cenario-fiscal-afeta-o-dolar\/","title":{"rendered":"Por que o governo pode precisar de novo congelamento nas contas \u2014 e como o cen\u00e1rio fiscal afeta o d\u00f3lar"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-189458585\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especialistas ouvidos pelo g1 acreditam que o contingenciamento de R$ 15 bilh\u00f5es formalizado na segunda-feira (22) n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para encerrar o ano dentro do limite da meta das contas p\u00fablicas.<\/h2>\n\n\n\n<p>As contas do governo dever\u00e3o registrar um\u00a0rombo de\u00a0<strong>R$ 28,8 bilh\u00f5es<\/strong>\u00a0em 2024, segundo proje\u00e7\u00e3o divulgada na segunda-feira (22). O valor \u00e9 o\u00a0<strong>limite da meta das contas p\u00fablicas<\/strong>, prevista no\u00a0arcabou\u00e7o fiscal \u2014 a regra de gastos aprovada em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir cumprir com a regra, a gest\u00e3o do presidente\u00a0Lula\u00a0(PT) formalizou uma medida anunciada na \u00faltima semana pelo ministro da Fazenda,\u00a0Fernando Haddad: o\u00a0<strong>congelamento de R$ 15 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aperto nas contas foi bem recebido pelo mercado,\u00a0<strong>mas n\u00e3o o suficiente para acalmar os \u00e2nimos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s contas p\u00fablicas.<\/strong>\u00a0Especialistas ouvidos pelo\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/\"><strong>g1<\/strong><\/a>\u00a0acreditam que o valor congelado\u00a0<strong>n\u00e3o \u00e9 o suficiente<\/strong>, o que\u00a0<strong>ir\u00e1 exigir novos cortes<\/strong>\u00a0pelo governo at\u00e9 o fim do ano.\u00a0<em>(entenda mais abaixo)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o do governo em torno do controle de gastos vem na esteira de semanas turbulentas para a equipe econ\u00f4mica de Lula, que viu\u00a0o d\u00f3lar disparar no \u00faltimo m\u00eas\u00a0a cada manifesta\u00e7\u00e3o do presidente relacionada \u00e0 pol\u00edtica fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A intepreta\u00e7\u00e3o do mercado era de que o governo n\u00e3o estaria se comprometendo com o controle das contas. A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajudou a empurrar o real para o grupo das\u00a0cinco moedas que mais perderam valor frente ao d\u00f3lar em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o avan\u00e7o do d\u00f3lar ocorrer em n\u00edvel mundial \u2014 por fatores como a alta taxa de juros dos\u00a0Estados Unidos\u00a0e a corrida eleitoral norte-americana \u2014, no caso do Brasil, a piora acentuada do real \u00e9 reflexo, em especial, da preocupa\u00e7\u00e3o do mercado com o compromisso fiscal do governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A l\u00f3gica \u00e9 a seguinte:<\/strong>&nbsp;se os gastos do governo se descontrolam, investidores passam a duvidar da capacidade do pa\u00eds em honrar suas d\u00edvidas. Com isso, os investimentos diminuem e menos dinheiro entra no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,\u00a0<strong>contas descontroladas espantam investidores, que d\u00e3o prefer\u00eancia para aplica\u00e7\u00f5es mais seguras<\/strong>\u00a0\u2014 como os t\u00edtulos p\u00fablicos norte-americanos. Na pr\u00e1tica, o resultado \u00e9 a fuga de d\u00f3lar do Brasil para o exterior, o que torna a moeda mais escassa por aqui \u2014 e, assim, mais cara.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Proje\u00e7\u00e3o para o d\u00f3lar<\/h2>\n\n\n\n<p>Os reflexos do congelamento no Or\u00e7amento foram positivos para os mercados na segunda-feira:\u00a0o d\u00f3lar recuou 0,61%, cotado a R$ 5,5695, de olho na corrida eleitoral nos EUA e, principalmente, nos dados fiscais do governo brasileiro.\u00a0O Ibovespa subiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa do mercado, no entanto, \u00e9 que o d\u00f3lar n\u00e3o retome t\u00e3o cedo os n\u00edveis pr\u00f3ximos a R$ 5, valor em que permaneceu ao longo de boa parte de 2023.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O congelamento de gastos j\u00e1 tinha sido absorvido de forma positiva na semana passada. Mas n\u00e3o vai gerar impacto suficiente para o d\u00f3lar voltar aos n\u00edveis do ano passado. A n\u00e3o ser que haja altera\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio internacional&#8221;, diz economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo o economista, mesmo que os juros caiam nos Estados Unidos \u2014 o que ajuda a fortalecer o real frete ao d\u00f3lar \u2014, \u00e9 preciso uma medida &#8220;mais consistente&#8221; do governo brasileiro em rela\u00e7\u00e3o aos gastos p\u00fablicos para que o real tenha uma valoriza\u00e7\u00e3o mais significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>No\u00a0boletim Focus desta semana, relat\u00f3rio do Banco Central que ouve mais de 100 institui\u00e7\u00f5es financeiras, os economistas tamb\u00e9m elevaram a proje\u00e7\u00e3o de cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar ao fim de 2024 para R$ 5,30. No in\u00edcio do ano, esperava-se algo abaixo dos R$ 5.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novo corte no horizonte<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Agostini, o ideal seria um contingenciamento muito maior, de&nbsp;<strong>R$ 62 bilh\u00f5es<\/strong>, para atingir o d\u00e9ficit (despesas superiores \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o) de&nbsp;<strong>R$ 28,8 bilh\u00f5es<\/strong>&nbsp;em 2024 \u2014 valor o limite da meta de contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Mas isso o governo n\u00e3o vai fazer. Historicamente, os governos congelam, em m\u00e9dia, de R$ 25 a R$ 35 bilh\u00f5es&#8221;, diz. &#8220;Ent\u00e3o, o governo est\u00e1 apostando muito em receitas extraordin\u00e1rias, como pente-fino em programas sociais. Isso pode dar um alento, mas n\u00e3o chega nem perto dos R$ 62 bilh\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Passado esse per\u00edodo mais cr\u00edtico de elei\u00e7\u00f5es municipais, acredito que o governo v\u00e1 contingenciar, em meados de outubro, mas uns R$ 15 bilh\u00f5es&#8221;<\/strong>, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio mostra que o governo tem outro desafio importante mesmo ap\u00f3s o congelamento anunciado:&nbsp;<strong>mostrar compromisso com o corte de gastos \u2014 e n\u00e3o s\u00f3 com o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, destaca que o Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas Prim\u00e1rias (RARDP) do 3\u00ba bimestre, divulgado pelo governo na segunda-feira, indica &#8220;importante revis\u00e3o&#8221; nas proje\u00e7\u00f5es de receitas e despesas frente ao bimestre anterior.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;As receitas l\u00edquidas estimadas para 2024 diminu\u00edram em R$ 13,2 bilh\u00f5es, passando a R$ 2.168,3 bilh\u00f5es. J\u00e1 as despesas prim\u00e1rias aumentaram em R$ 20,7 bilh\u00f5es, totalizando R$ 2.229,6 bilh\u00f5es&#8221;, aponta o economista.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ele destaca que, do lado das receitas, houve, entre outros pontos, a revis\u00e3o para cima em R$ 12,5 bilh\u00f5es no Imposto de Renda, al\u00e9m do aumento do IPI projetado (R$ 3,9 bilh\u00f5es). Em rela\u00e7\u00e3o aos gastos, foi registrado um aumento de R$ 20,7 bilh\u00f5es nas despesas prim\u00e1rias totais.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m mostrou que houve uma&nbsp;<strong>eleva\u00e7\u00e3o na estimativa de gastos<\/strong>&nbsp;com Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC) \u2014 pago a idosos carentes, deficientes e pessoas com doen\u00e7as incapacitantes \u2014 e benef\u00edcios da Previd\u00eancia.&nbsp;<em>(leia mais abaixo)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>GloboNews<\/strong>\u00a0na \u00faltima sexta-feira (19), Salto j\u00e1 havia apontado que o bloqueio de R$ 15 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento deste ano deve ser insuficiente para garantir um al\u00edvio no cen\u00e1rio fiscal do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o especialista, o tamanho do pr\u00f3ximo corte vai depender justamente dos n\u00edveis de arrecada\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Centro ou limite da meta?<\/h2>\n\n\n\n<p>O professor de Economia da FGV Joelson Sampaio acredita que o governo est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o correta para cumprir com as regras do arcabou\u00e7o fiscal. Ele pondera, no entanto, ser &#8220;sempre arriscado ficar no limite da meta&#8221; e que o cen\u00e1rio&nbsp;<strong>deve exigir novos cortes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O que o mercado tem refletido no d\u00f3lar e nas outras vari\u00e1veis de mercado s\u00e3o justamente essas incertezas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro: dado que est\u00e1 pr\u00f3ximo do limite, pode ser que haja um limite maior e isso traga um aumento das incertezas no mercado&#8221;, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Clayton Luiz Montes, secret\u00e1rio de Or\u00e7amento federal substituto, afirmou que&nbsp;<strong>o governo continuar\u00e1 buscando o centro da meta, que \u00e9 d\u00e9ficit zero<\/strong>&nbsp;\u2014 ou seja, despesas empatadas com receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirmou que a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o foi a de que o governo s\u00f3 precisava, neste momento, contingenciar aquilo que estourasse o limite da lei:&nbsp;<strong>os R$ 28,8 bilh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o legal [e] jur\u00eddica foi que o contingenciamento deveria ser realizado apenas no valor que supera o limite m\u00ednimo da banda [intervalo permitido para o d\u00e9ficit], no valor de R$ 3,8 bilh\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Mas gostaria de ressaltar que outras medidas de receita est\u00e3o sendo tomadas e o centro da meta est\u00e1 sendo buscado, continua sim sendo nossa b\u00fassola aqui&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumento de gastos com BPC e Previd\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>No relat\u00f3rio divulgado na segunda-feira \u2014 e que \u00e9 divulgado a cada dois meses \u2014, o governo tamb\u00e9m revisou as estimativas de gastos com o BPC e benef\u00edcios da Previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos passaram a custar&nbsp;<strong>R$ 11 bilh\u00f5es a mais&nbsp;<\/strong>em 2024 em rela\u00e7\u00e3o ao que estava previsto no Or\u00e7amento, sendo&nbsp;<strong>R$ 6,4 bilh\u00f5es com o BPC<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>R$ 4,9 bilh\u00f5es<\/strong>&nbsp;<strong>com a Previd\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses benef\u00edcios s\u00e3o atrelados ao sal\u00e1rio m\u00ednimo, que subiu acima da infla\u00e7\u00e3o e hoje est\u00e1 em\u00a0<strong>R$ 1.412.<\/strong>\u00a0Al\u00e9m disso, a quantidade de pessoas que passam a ser benefici\u00e1rias pode aumentar muito ao longo do ano, em raz\u00e3o de novos pedidos concedidos, novos doentes diagnosticados.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas ouvidos pelo g1 acreditam que o contingenciamento de R$ 15 bilh\u00f5es formalizado na segunda-feira (22) n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para encerrar o ano dentro do limite da meta das contas p\u00fablicas. 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