{"id":23766,"date":"2024-07-25T09:54:58","date_gmt":"2024-07-25T12:54:58","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23766"},"modified":"2024-07-25T09:54:59","modified_gmt":"2024-07-25T12:54:59","slug":"sp-pode-ficar-ate-6c-mais-quente-ate-2050-e-ter-ondas-de-calor-com-mais-de-150-dias-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/sp-pode-ficar-ate-6c-mais-quente-ate-2050-e-ter-ondas-de-calor-com-mais-de-150-dias-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"SP pode ficar at\u00e9 6\u00b0C mais quente at\u00e9 2050 e ter ondas de calor com mais de 150 dias, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-4079918199\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Divulgado pela APqC, estudo sobre o estado foi realizado pelo Instituto Geol\u00f3gico e pela Cetesb. Pesquisadores analisaram dados clim\u00e1ticos de 1961 a 1990 e os compararam com proje\u00e7\u00f5es para o per\u00edodo de 2020 a 2050, em cen\u00e1rios distintos de preocupa\u00e7\u00e3o com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/h2>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Geol\u00f3gico e da Companhia Ambiental do Estado de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/cidade\/sao-paulo\/\">S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;(Cetesb) aponta que parte do estado pode ficar at\u00e9&nbsp;<strong>6\u00b0C mais quente at\u00e9 2050<\/strong>, al\u00e9m de ter&nbsp;<strong>ondas de calor que passam dos 150 dias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo foi divulgado pela Associa\u00e7\u00e3o dos Pesquisadores Cient\u00edficos do Estado de S\u00e3o Paulo (APqC), que cobra do governo paulista medidas para conter o avan\u00e7o do aquecimento no estado (<em>leia mais abaixo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o governo afirma que &#8220;a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Log\u00edstica de SP tem compromisso com a sustentabilidade ambiental e resili\u00eancia clim\u00e1tica e possui um aparato de programas voltados para o equil\u00edbrio ambientalista do Estado. Desde 2022, a pasta possui o Plano de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica (PAC) 2050 e o Zoneamento Ecol\u00f3gico Econ\u00f4mico (ZEE-SP), que mapeiam cen\u00e1rios clim\u00e1ticos globais para aplica\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de riscos ao estado&#8221;<em>&nbsp;(leia a \u00edntegra mais abaixo)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores&nbsp;<strong>analisaram dados clim\u00e1ticos entre 1961 e 1990 e os compararam com proje\u00e7\u00f5es para o per\u00edodo de 2020 a 2050<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi assinado por Gustavo Armani e N\u00e1dia Lima, do Instituto de Pesquisas Ambientais, por Maria Fernanda Pelizzon Garcia, da Cetesb, e Jussara de Lima Carvalho, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de SP, e publicado no fim de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para chegar aos n\u00fameros, o estudo projetou dois cen\u00e1rios poss\u00edveis para os pr\u00f3ximos anos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Otimista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pressup\u00f5e que os n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o de CO\u00b2 (g\u00e1s carb\u00f4nico, um dos principais causadores do aquecimento global) fiquem est\u00e1veis ap\u00f3s o final do s\u00e9culo XXI;<\/li>\n\n\n\n<li>Estima um futuro com redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es a partir da implementa\u00e7\u00e3o de programas de reflorestamento;<\/li>\n\n\n\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de cultivos agr\u00edcolas;<\/li>\n\n\n\n<li>Ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas clim\u00e1ticas rigorosas;<\/li>\n\n\n\n<li>Menor consumo de energia proveniente de combust\u00edveis f\u00f3sseis (petr\u00f3leo e carv\u00e3o natural, por exemplo).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Pessimista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pressup\u00f5e um n\u00edvel mais elevado de CO\u00b2 at\u00e9 o final do s\u00e9culo;<\/li>\n\n\n\n<li>Estima um futuro em que n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7as das atuais pol\u00edticas p\u00fablicas para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases;<\/li>\n\n\n\n<li>Considera um aumento das emiss\u00f5es de CO\u00b2 no ano de 2100 tr\u00eas vezes maior do que as atuais;<\/li>\n\n\n\n<li>Considera uma expans\u00e3o de \u00e1reas agr\u00edcolas e de pastagens para suprir a demanda devido ao crescimento da popula\u00e7\u00e3o mundial, projetada em 12 bilh\u00f5es em 2100;<\/li>\n\n\n\n<li>Al\u00e9m de alta depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pesquisadores utilizaram modelos clim\u00e1ticos e fizeram uma regionaliza\u00e7\u00e3o dessas simula\u00e7\u00f5es a partir da meteorologia. Por exemplo, as previs\u00f5es para cen\u00e1rios futuros estavam com resolu\u00e7\u00e3o espacial na casa dos 100 km a 200 km. Essas regionaliza\u00e7\u00f5es fizeram com que os espa\u00e7amentos ca\u00edssem para 20 km&#8221;, apontou o<strong>&nbsp;professor de meteorologia Ricardo de Camargo<\/strong>, do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da USP.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ou seja, voc\u00ea aumentou o detalhamento espacial como se voc\u00ea estivesse usando uma lupa mais poderosa&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u2600\ufe0f Aumento na temperatura<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa concluiu que deve haver um aquecimento da atmosfera menos intenso na faixa litor\u00e2nea (devido ao controle exercido pelo oceano), e maior na regi\u00e3o Noroeste, mais afastada do Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a temperatura m\u00e1xima anual, os pesquisadores identificaram um aumento em todo o estado, variando de 0,5\u00b0C a 1,5\u00baC no Litoral Norte e na Baixada Santista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os maiores valores de aquecimento partem de 3\u00b0C a 4\u00baC acima da temperatura normal (considerando o intervalo entre 1961 e 1990),&nbsp;<strong>at\u00e9 6\u00b0C no limite superior do cen\u00e1rio mais pessimista<\/strong>, com maior aquecimento do estado projetado na faixa central (<em>abaixo, veja as \u00e1reas com tom de vermelho mais escuro no mapa B<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao final do texto, veja a legenda num\u00e9rica das divis\u00f5es regionais do estado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/LJgo3bDuMlQS1BkJ1MfNha5Z7GU=\/0x0:1503x1007\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/M\/P\/ccj7ABRXGQryC23IRlAg\/captura-de-tela-2024-07-24-153356.png\" alt=\"Desvios m\u00e1ximos e m\u00ednimos da maior temperatura anual em SP projetados para 2020-2050 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Desvios m\u00e1ximos e m\u00ednimos da maior temperatura anual em SP projetados para 2020-2050 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf25\ufe0f Falta de chuva<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo concluiu que \u00e9 projetada para a maior parte do estado a redu\u00e7\u00e3o nos totais anuais de precipita\u00e7\u00e3o, ou seja, da possibilidade de chuva, sendo que, no Norte e Noroeste, todos os cen\u00e1rios indicam tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Do ponto de vista climatol\u00f3gico, e com as proje\u00e7\u00f5es consensuais na temperatura, a redu\u00e7\u00e3o na precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 o pior cen\u00e1rio a ser enfrentado, dado o car\u00e1ter essencial \u00e0 vida que a \u00e1gua se reveste&#8221;, destacaram os pesquisadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;A agricultura e o abastecimento de \u00e1gua nas cidades podem sofrer seriamente nessas condi\u00e7\u00f5es caso ajustes nas a\u00e7\u00f5es de consumo, armazenamento e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas produtoras de \u00e1gua (nascentes) n\u00e3o sejam adequados \u00e0 nova realidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf21\ufe0f Ondas de calor<\/h2>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio pessimista, o estado inteiro pode ter redu\u00e7\u00e3o de ondas de frio entre 1 e 3 dias, com pequenas \u00e1reas isoladas apresentando redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da proje\u00e7\u00e3o, o estudo tamb\u00e9m verificou que pode haver um aumento significativo do indicador de dura\u00e7\u00e3o de ondas de calor ao considerar o n\u00famero m\u00e1ximo de dias consecutivos no ano com altas temperaturas.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio mais pessimista (abaixo, na figura B),&nbsp;<strong>o aumento \u00e9 superior a 150 dias no Norte do estado<\/strong>. No cen\u00e1rio otimista (figura C), o menor aumento projetado \u00e9 de 25 dias, no Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o n\u00famero chamar a aten\u00e7\u00e3o, o professor de meteorologia Ricardo de Camargo pondera que,&nbsp;mesmo com ind\u00edcios de que isso possa acontecer, pode n\u00e3o ser bem assim: &#8220;Isso porque foi considerado o per\u00edodo 1961-1990, quando pouqu\u00edssimas ondas de calor haviam sido registradas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/BK0HnA30l81LyDgnY5ip32gopj0=\/0x0:1511x998\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/Q\/K\/2ccs6lTyefdhof1Amhfg\/captura-de-tela-2024-07-24-155608.png\" alt=\"Proje\u00e7\u00f5es de ondas de calor no estado de S\u00e3o Paulo entre 2020 e 2050 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00f5es de ondas de calor no estado de S\u00e3o Paulo entre 2020 e 2050 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udea8 Consequ\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Helena Dutra Lutgens<\/strong>, presidente da APqC, destacou a import\u00e2ncia da pesquisa, afirmou que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 real e criticou os gestores estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 real e pode trazer consequ\u00eancias devastadoras para o planeta e para o estado, cuja economia pode ser fortemente atingida se as proje\u00e7\u00f5es se confirmarem.&#8221; Segundo ela, o governo estadual n\u00e3o d\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o devida aos alertas da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O estado tem adotado, nos \u00faltimos anos, medidas que fragilizam o sistema paulista de ci\u00eancia e tecnologia, como a extin\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Instituto Geol\u00f3gico, autor do estudo, do Instituto Florestal e do Instituto de Bot\u00e2nica, al\u00e9m da Sucen [Superintend\u00eancia de Controle de Endemias], que tamb\u00e9m poderia contribuir diante deste cen\u00e1rio, estudando a mudan\u00e7a de comportamento de v\u00edrus e de vetores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u26c8\ufe0f Eventos extremos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m prev\u00ea chances de eventos clim\u00e1ticos extremos, com altern\u00e2ncia entre clima seco e chuva forte, causando escorregamentos de encostas, inunda\u00e7\u00f5es e eros\u00f5es, especialmente nos litorais Sul e Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente est\u00e1 vendo o quanto esses eventos extremos t\u00eam ocorrido. A gente acha que n\u00e3o pode piorar, mas o pior n\u00e3o tem limite. A gente viu o Vale da Morte, na Calif\u00f3rnia, chegando a quase 50\u00b0C, o Norte da \u00c1frica, Tr\u00edpoli, na L\u00edbia, ou mesmo todos esses inc\u00eandios que est\u00e3o tendo no Sul da Europa. \u00c9 o globo inteiro, n\u00e3o \u00e9 aqui ou acol\u00e1&#8221;, pontuou o professor Ricardo de Camargo, da USP.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Do ponto de vista de&nbsp;<strong>abastecimento<\/strong>, a gente remete para uma quest\u00e3o de energia. Se n\u00e3o tem chuva, entra neste aspecto de gera\u00e7\u00e3o de energia por outras formas que podem ser mais caras. Al\u00e9m de uma quest\u00e3o de efeito para os seres vivos, tem efeito no nosso bolso, porque&nbsp;<strong>a energia pode ficar mais cara.<\/strong>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se a gente pensar nos\u00a0<strong>cultivos\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m, seja na parte de cultivos agr\u00edcolas ou mesmo da parte de animais, de granjas, abatedores, isso deve ter uma implica\u00e7\u00e3o danada, a gente sabe o quanto\u00a0<strong>manter condi\u00e7\u00f5es ideais para essas cria\u00e7\u00f5es de animais pode encarecer o produto<\/strong>&#8220;, continua o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco de morte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ricardo de Camargo ressaltou que as consequ\u00eancias podem ser t\u00e3o severas a ponto de colocar em risco as pessoas mais vulner\u00e1veis, como crian\u00e7as pequenas e idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele deu o exemplo das mortes causadas pelas ondas de calor na Europa nos \u00faltimos anos. &#8220;A nossa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 envelhecendo, isso pode representar um problema de sa\u00fade p\u00fablica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2023\/07\/10\/mais-de-61-000-pessoas-morreram-de-calor-na-europa-no-verao-de-2022.ghtml\">Mais de 61 mil pessoas morreram de calor na Europa durante o ver\u00e3o de 2022 no Hemisf\u00e9rio Norte<\/a>, de acordo com um estudo publicado pela revista cient\u00edfica Nature Medicine.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cr\u00edticas ao governo de S\u00e3o Paulo<\/h2>\n\n\n\n<p>A partido do estudo, a Associa\u00e7\u00e3o dos Pesquisadores Cient\u00edficos do Estado de S\u00e3o Paulo cobra algumas medidas do governo estadual, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Plano de a\u00e7\u00e3o contra o aquecimento em SP;<\/li>\n\n\n\n<li>Medidas para garantir a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o ambiental;<\/li>\n\n\n\n<li>Recria\u00e7\u00e3o dos Institutos Geol\u00f3gico, Florestal e Bot\u00e2nica, bem como da Sucen (Superintend\u00eancia de Controle de Endemias);<\/li>\n\n\n\n<li>Fortalecimento do sistema paulista de pesquisa e tecnologia, com mais investimentos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 urgente fortalecer o sistema paulista de pesquisa e tecnologia, exigindo investimentos financeiros e em recursos humanos. Enquanto isso, o governo Tarc\u00edsio de Freitas tenta entregar \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o para a iniciativa privada, uma afronta ao futuro dos paulistas&#8221;, criticou Helena Lutgens.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente da APqC se referiu \u00e0&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/itapetininga-regiao\/noticia\/2022\/12\/20\/pesquisadores-denunciam-tentativa-de-desmonte-em-areas-publicas-de-preservacao-no-interior-de-sp.ghtml\">licita\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o de \u00e1reas p\u00fablicas de preserva\u00e7\u00e3o e pesquisa ambiental do interior<\/a>&nbsp;do estado de S\u00e3o Paulo, que foi suspensa pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o tem por objetivo liberar a explora\u00e7\u00e3o comercial a empresas privadas de unidades florestais por 15 anos, em \u00c1guas de Santa B\u00e1rbara, Angatuba, Piraju, al\u00e9m das Esta\u00e7\u00f5es Experimentais de Itapeva e Itirapina.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>g1<\/strong>&nbsp;entrou em contato com o governo de S\u00e3o Paulo, mas n\u00e3o houve resposta a respeito desta licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz o governo de SP<\/h2>\n\n\n\n<p>Leia a \u00edntegra da nota:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Log\u00edstica de SP tem compromisso com a sustentabilidade ambiental e resili\u00eancia clim\u00e1tica e possui um aparato de programas voltados para o equil\u00edbrio ambientalista do Estado. Desde 2022, a pasta possui o Plano de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica (PAC) 2050 e o Zoneamento Ecol\u00f3gico Econ\u00f4mico (ZEE-SP), que mapeiam cen\u00e1rios clim\u00e1ticos globais para aplica\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de riscos ao estado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Dentre as estrat\u00e9gias e especificidades de atua\u00e7\u00e3o para implementa\u00e7\u00e3o do PAC 2050, o Governo de SP montou um comit\u00ea gestor da Pol\u00edtica Estadual de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (PEMC), intersecretarial, para discutir a\u00e7\u00f5es integradas correlatas \u00e0 pauta. As a\u00e7\u00f5es visam atingir os objetivos de neutralidade de emiss\u00f5es de S\u00e3o Paulo, a partir de seis eixos: Transportes; Energia; Res\u00edduos; Agropecu\u00e1ria, Florestas e Usos do Solo; Processos Industriais e Uso de Produtos; Finan\u00e7as Verdes e Inova\u00e7\u00e3o. O planejamento e as execu\u00e7\u00f5es devem ainda serem monitoradas por um conselho, tripartite &#8211; neste momento, em processo de estrutura\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Lan\u00e7ado recentemente pela pasta, o Finaclima-SP, mecanismo de financiamento que permite a combina\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos e privados, atuar\u00e1 para complementar a implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o previstas no PAC e no Plano Estadual de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica (PEARC).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sistemas estaduais de pesquisa e tecnologia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Desde 2021 a Semil possui o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), fruto da uni\u00e3o dos institutos Florestal, Bot\u00e2nica e Geol\u00f3gico, cujas atividades t\u00e9cnico-cient\u00edficas desenvolvidas s\u00e3o voltadas para o planejamento territorial, de restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas, de manuten\u00e7\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; totalmente integrado \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de Estado. Ainda, o IPA d\u00e1 suporte \u00e0s atividades da Defesa Civil estadual no atendimento de desastres naturais, principalmente os ligados a deslizamentos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quanto \u00e0s a\u00e7\u00f5es voltadas para o monitoramento de endemias, a Coordenadoria de Controle de Doen\u00e7as (CCD), da Secretaria de Estado da Sa\u00fade, realiza estudos e pesquisas sobre os temas, sob avalia\u00e7\u00e3o de conselhos respons\u00e1veis. As atividades regionais de campo s\u00e3o realizadas pelos munic\u00edpios, vinculadas aos Grupos de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica (GVE) e de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (GVS) estaduais.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Legenda de regi\u00f5es nos mapas<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>01: Mantiqueira<\/li>\n\n\n\n<li>02: Para\u00edba do Sul<\/li>\n\n\n\n<li>03: Litoral Norte<\/li>\n\n\n\n<li>04: Pardo<\/li>\n\n\n\n<li>05: Piracicaba\/Capivar\u00ed\/Jundia\u00ed<\/li>\n\n\n\n<li>06: Alto Tiet\u00ea<\/li>\n\n\n\n<li>07: Baixada Santista<\/li>\n\n\n\n<li>08: Sapuca\u00ed\/Grande<\/li>\n\n\n\n<li>09: Mogi Gua\u00e7u<\/li>\n\n\n\n<li>10: Tiet\u00ea\/Sorocaba<\/li>\n\n\n\n<li>11: Ribeira de Iguape\/Litoral Sul<\/li>\n\n\n\n<li>12: Baixo Pardo\/Grande<\/li>\n\n\n\n<li>13: Tiet\u00ea\/Jacar\u00e9<\/li>\n\n\n\n<li>14: Alto Paranapanema<\/li>\n\n\n\n<li>15: Turvo\/Grande<\/li>\n\n\n\n<li>16: Tiet\u00ea\/Batalha<\/li>\n\n\n\n<li>17: M\u00e9dio Paranapanema<\/li>\n\n\n\n<li>18: S\u00e3o Jos\u00e9 dos Dourados<\/li>\n\n\n\n<li>19: Baixo Tiet\u00ea<\/li>\n\n\n\n<li>20: Aguape\u00ed<\/li>\n\n\n\n<li>21: Peixe<\/li>\n\n\n\n<li>22: Pontal do Paranapanema<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o metropolitana est\u00e1 localizada nos mapas, em sua maior parte, no Alto Tiet\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divulgado pela APqC, estudo sobre o estado foi realizado pelo Instituto Geol\u00f3gico e pela Cetesb. Pesquisadores analisaram dados clim\u00e1ticos de 1961 a 1990 e os compararam com proje\u00e7\u00f5es para o per\u00edodo de 2020 a 2050, em cen\u00e1rios distintos de preocupa\u00e7\u00e3o com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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