{"id":23925,"date":"2024-08-02T11:12:00","date_gmt":"2024-08-02T14:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23925"},"modified":"2024-08-02T11:12:01","modified_gmt":"2024-08-02T14:12:01","slug":"voce-e-impulsivo-e-hiperativo-cientistas-dizem-que-isso-nao-significa-que-voce-tem-tdah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/voce-e-impulsivo-e-hiperativo-cientistas-dizem-que-isso-nao-significa-que-voce-tem-tdah\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea \u00e9 impulsivo e hiperativo? Cientistas dizem que Isso n\u00e3o significa que voc\u00ea tem TDAH"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1339907637\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Comportamento considerado anormal pode ser explicado por altera\u00e7\u00f5es de humor, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas ou distra\u00e7\u00e3o digital<\/h2>\n\n\n\n<p>Era evidente que o menino de seis anos sentado em frente a Douglas Tynan, psic\u00f3logo de crian\u00e7as e adolescentes em Delaware, n\u00e3o tinha transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com hiperatividade (TDAH). Tynan estava seguro disso, mas o professor do garoto segundanista n\u00e3o concordava.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o prestava aten\u00e7\u00e3o na aula, mas em casa seu comportamento n\u00e3o era anormal para uma crian\u00e7a de sua idade. O menino, que adora ler, contou a Tynan que gosta de levar seus livros para a escola porque os da sala de aula s\u00e3o muito f\u00e1ceis.<\/p>\n\n\n\n<p>O que o professor n\u00e3o considerou foi a possibilidade de o menino ser superdotado do ponto de vista acad\u00eamico, como sua m\u00e3e tinha sido quando crian\u00e7a, observou o psic\u00f3logo. (Estudos t\u00eam demonstrado que \u00e9 menos prov\u00e1vel que as crian\u00e7as negras, como a que estava em seu consult\u00f3rio, sejam identificadas e direcionadas para programas voltados para alunos superdotados.)<\/p>\n\n\n\n<p>Outros testes foram feitos com o menino, revelando que Tynan estava certo: n\u00e3o era por causa do TDAH que ele n\u00e3o prestava aten\u00e7\u00e3o na aula, mas sim porque estava entediado.<\/p>\n\n\n\n<p>O TDAH \u00e9 um transtorno do neurodesenvolvimento que come\u00e7a na inf\u00e2ncia e, geralmente, envolve falta de aten\u00e7\u00e3o, desorganiza\u00e7\u00e3o, hiperatividade e impulsividade, causando problemas em dois ou mais ambientes, como a casa e a escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esses sintomas \u2013 tanto em crian\u00e7as quanto em adultos \u2013 podem coincidir com uma variedade de outras caracter\u00edsticas e transtornos. De fato, a dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais comuns listadas no manual diagn\u00f3stico da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria e est\u00e1 relacionada com 17 diagn\u00f3sticos, de acordo com um estudo publicado em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>O paciente deve se submeter a uma avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa para evitar que seja diagnosticado com TDAH por engano ou que a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja identificada quando ela de fato existir.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, alguns dos problemas mais comuns que podem ser confundidos com o TDAH.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Transtornos de comportamento e humor<\/h3>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental, como ansiedade, depress\u00e3o ou transtorno opositor desafiador, podem apresentar sintomas parecidos com os do TDAH, como a falta de concentra\u00e7\u00e3o ou de motiva\u00e7\u00e3o, atitudes negativas ou dificuldade para planejar e completar tarefas, explicou Max Wiznitzer, neurologista pedi\u00e1trico do Hospital Rainbow para Beb\u00eas e Crian\u00e7as, em Cleveland, e especialista em TDAH.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 v\u00e1lido para adultos e crian\u00e7as. Entre os pacientes de Wiznitzer, \u00e9 a ansiedade que mais se confunde com o TDAH. \u201cUma pessoa com ansiedade pode se concentrar? N\u00e3o. O motivo dessa falta de foco n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que o TDAH, mas o resultado final, sim\u201d, disse ele. E, para complicar ainda mais, \u00e9 comum que quem tem TDAH tamb\u00e9m sofra de um transtorno de comportamento ou de humor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uso de subst\u00e2ncias<\/h3>\n\n\n\n<p>O uso intenso de subst\u00e2ncias pode provocar falta de concentra\u00e7\u00e3o, hiperatividade e outros problemas. Se algu\u00e9m usa drogas durante anos e depois comenta com um m\u00e9dico que houve decl\u00ednio em sua capacidade cognitiva \u2013 como dificuldade para prestar aten\u00e7\u00e3o, reter informa\u00e7\u00f5es ou se lembrar de coisas \u2013, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia observar h\u00e1 quanto tempo a pessoa apresenta esses sintomas, afirmou David Goodman, professor assistente de psiquiatria e ci\u00eancias comportamentais na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, acrescentando que, se os sintomas n\u00e3o se manifestarem antes dos 12 anos, o paciente n\u00e3o atende aos crit\u00e9rios para o diagn\u00f3stico de TDAH.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 2017 descobriu que cerca de 95 por cento dos participantes que come\u00e7aram a apresentar sintomas parecidos com os do TDAH a partir dos 12 anos n\u00e3o tinham o transtorno, por mais que apresentassem resultados positivos nas listas de verifica\u00e7\u00e3o de sintomas. Entre aqueles que exibiam manifesta\u00e7\u00f5es debilitantes, o motivo mais comum era, na verdade, o abuso de subst\u00e2ncias, seguido por transtornos como depress\u00e3o e ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Problemas de sono<\/h3>\n\n\n\n<p>Os adultos precisam dormir entre sete e nove horas por noite, e os adolescentes e crian\u00e7as pequenas, ainda mais. Mas, segundo o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, mais de um ter\u00e7o dos adultos americanos \u2013 e cerca de 77 por cento dos estudantes do ensino m\u00e9dio \u2013 n\u00e3o dormem o bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns estudos indicaram que a priva\u00e7\u00e3o de sono afeta a capacidade de pensar claramente e de executar determinadas tarefas, al\u00e9m de ter um impacto negativo no humor.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo amplo revelou que pessoas que costumavam dormir entre tr\u00eas e seis horas apresentaram piores resultados em testes cognitivos que mediam a capacidade do c\u00e9rebro de reter informa\u00e7\u00f5es e no tempo que levavam para completar uma tarefa. Essas defici\u00eancias se parecem com sintomas comuns do TDAH, como lentid\u00e3o mental, esquecimento ou o h\u00e1bito de deixar tarefas inacabadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Distra\u00e7\u00e3o digital<\/h3>\n\n\n\n<p>Qualquer pessoa que tenha um smartphone \u00e9 constantemente bombardeada por mensagens de texto, notifica\u00e7\u00f5es e oportunidades para ficar na tela; isso pode fazer parecer que nossa aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre sendo desviada ou que nossa capacidade de concentra\u00e7\u00e3o diminuiu. Mas isso n\u00e3o significa que todos temos TDAH.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando afastada das telas, uma pessoa neurot\u00edpica pode se concentrar melhor, enquanto algu\u00e9m com TDAH ainda vai ter dificuldades para se concentrar, mesmo que as distra\u00e7\u00f5es externas sejam eliminadas, destacou Goodman.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas sobre o tema sugerem que as pessoas que se consideram usu\u00e1rias intensas de tecnologia digital s\u00e3o mais propensas a relatar sintomas de TDAH, mas que nem todas t\u00eam o transtorno.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e estresse<\/h3>\n\n\n\n<p>Os terapeutas e pesquisadores especializados no transtorno dizem que \u00e9 importante fazer uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica antes de apresentar um diagn\u00f3stico de TDAH, porque h\u00e1 uma ampla variedade de doen\u00e7as que podem levar a sintomas parecidos com os da condi\u00e7\u00e3o, como falta de aten\u00e7\u00e3o, problemas de mem\u00f3ria ou confus\u00e3o mental, que podem fazer com que as pessoas se sintam mais lentas, se distraiam com facilidade ou esque\u00e7am muitas coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos s\u00e3o as les\u00f5es cerebrais, as doen\u00e7as cr\u00f4nicas como a fibromialgia ou a s\u00edndrome da taquicardia postural ortost\u00e1tica, o diabetes, as cardiopatias ou os dist\u00farbios end\u00f3crinos como o hipotireoidismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estresse \u2013 tanto o cr\u00f4nico como o agudo \u2013 tamb\u00e9m pode ser confundido com o TDAH, j\u00e1 que pode dificultar o planejamento, a organiza\u00e7\u00e3o e a autorregula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como saber se voc\u00ea tem TDAH?<\/h3>\n\n\n\n<p>Um diagn\u00f3stico preciso de TDAH envolve v\u00e1rios passos: uma entrevista com o paciente, prontu\u00e1rio m\u00e9dico, hist\u00f3rico de desenvolvimento, question\u00e1rios de sintomas e, se poss\u00edvel, conversas com outras pessoas pr\u00f3ximas do paciente, como o c\u00f4njuge ou professores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os question\u00e1rios por si s\u00f3s n\u00e3o bastam. Um estudo descobriu que, quando adultos preenchiam uma escala diagn\u00f3stica de TDAH, muitas vezes eram identificados como pacientes com a condi\u00e7\u00e3o, mesmo que n\u00e3o tivessem o transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser mais dif\u00edcil diagnosticar TDAH em adultos porque eles j\u00e1 t\u00eam um hist\u00f3rico de vida mais longo, o que implica um maior n\u00famero de fatores que agravam o quadro, frisou Margaret Sibley, professora de psiquiatria e ci\u00eancias comportamentais da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em Seattle. Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 diretrizes de pr\u00e1tica cl\u00ednica nos Estados Unidos para diagnosticar e tratar pacientes em etapas posteriores \u00e0 inf\u00e2ncia, o que fez com que muitos pacientes recorressem a sites em busca de diagn\u00f3sticos e tratamentos r\u00e1pidos. Outros tentam desvendar os sintomas por interm\u00e9dio de pesquisas nas redes sociais. \u201cEst\u00e1 surgindo uma tend\u00eancia ao autodiagn\u00f3stico e ao questionamento da necessidade de um diagn\u00f3stico m\u00e9dico. Mas \u00e9 preciso ter cuidado, porque, com um autodiagn\u00f3stico incorreto, voc\u00ea pode n\u00e3o ter a solu\u00e7\u00e3o adequada para seus problemas\u201d, alertou Sibley. Portanto, uma avalia\u00e7\u00e3o completa \u00e9 o mais aconselh\u00e1vel. Ela sugeriu come\u00e7ar com um cl\u00ednico geral e depois consultar um profissional de sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Tynan comentou que, primeiramente, costuma presumir que o paciente n\u00e3o tem TDAH e ent\u00e3o tenta analisar quais outros fatores podem causar seus sintomas. \u201cSe encontro provas contundentes de ansiedade, depress\u00e3o e TDAH, devo questionar: \u2018O que est\u00e1 se passando aqui?\u2019\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c. 2024 The New York Times Company<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comportamento considerado anormal pode ser explicado por altera\u00e7\u00f5es de humor, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas ou distra\u00e7\u00e3o digital Era evidente que o menino de seis anos sentado em frente a Douglas Tynan, psic\u00f3logo de crian\u00e7as e adolescentes em Delaware, n\u00e3o tinha transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com hiperatividade (TDAH). 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