{"id":23979,"date":"2024-08-08T10:05:18","date_gmt":"2024-08-08T13:05:18","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=23979"},"modified":"2024-08-08T10:05:19","modified_gmt":"2024-08-08T13:05:19","slug":"fenomeno-raro-erupcao-solar-arranca-cauda-do-campo-magnetico-da-terra-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/fenomeno-raro-erupcao-solar-arranca-cauda-do-campo-magnetico-da-terra-entenda\/","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno raro: Erup\u00e7\u00e3o Solar arranca &#8216;cauda&#8217; do campo magn\u00e9tico da Terra; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2787620065\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Essas explos\u00f5es viajam pelo espa\u00e7o interplanet\u00e1rio e, quando interagem com o nosso planeta, podem causar perturba\u00e7\u00f5es na magnetosfera<\/h2>\n\n\n\n<p>A<strong>\u00a0Terra est\u00e1 constantemente exposta a um fluxo cont\u00ednuo de plasma\u00a0<\/strong>magnetizado provenientes do Sol, conhecido como vento solar. Esse fluxo, composto por pr\u00f3tons, el\u00e9trons e part\u00edculas alfa (n\u00facleos de h\u00e9lio), interage com o campo magn\u00e9tico do planeta, a magnetosfera, criando um fen\u00f4meno raro.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo &#8220;Earth&#8217;s Alfv\u00e9n Wings Driven by the April 2023 Coronal Mass Ejection&#8221; (&#8220;As asas de Alfv\u00e9n da Terra impulsionadas pela eje\u00e7\u00e3o de massa coronal de Abril de 2023&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), liderado pela cientista Li-Jen Chen, da NASA, investigou um raro evento, onde a magnetosfera terrestre interage com o vento solar, causado por uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (CME).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o fen\u00f4meno?<\/h2>\n\n\n\n<p>Normalmente, segundo o estudo, a Terra se move dentro desse vento solar magnetizado, gerando um choque de arco no lado voltado para o Sol. J\u00e1 no lado oposto, o noturno, o vento solar estica a magnetosfera em uma longa &#8220;cauda&#8221;, que lembra uma meia de vento (ou &#8220;biruta&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>As CMEs s\u00e3o grandes erup\u00e7\u00f5es solares que lan\u00e7am bilh\u00f5es de toneladas de material no espa\u00e7o e carregam uma quantidade significativa de energia. Essas explos\u00f5es viajam pelo espa\u00e7o interplanet\u00e1rio e, quando interagem com a Terra, podem causar perturba\u00e7\u00f5es na magnetosfera, que normalmente inclui uma &#8220;cauda&#8221; (magnetotail).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cauda do campo magn\u00e9tico da Terra<\/h2>\n\n\n\n<p>No dia 24 de abril de 2023, segundo o estudo, uma CME intensa foi respons\u00e1vel por criar um raro regime de intera\u00e7\u00e3o da magnetosfera da Terra por cerca de duas horas, com o vento solar sub-Alfv\u00eanico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores, ent\u00e3o, analisaram dados obtidos pela Miss\u00e3o Multiescala Magnetosf\u00e9rica (MMS), da NASA, para entender melhor o que aconteceu durante esse evento, que transformou a configura\u00e7\u00e3o t\u00edpica da magnetosfera em asas de Alfv\u00e9n.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, as asas de Alfv\u00e9n s\u00e3o estruturas magneticamente conectadas que se formam quando a magnetosfera da Terra interage com o vento solar sub-Alfv\u00eanico. Durante essa intera\u00e7\u00e3o, a t\u00edpica configura\u00e7\u00e3o de &#8220;cauda&#8221; da magnetosfera se transforma, criando essas asas de Alfv\u00e9n.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele dia 24, a MMS observou uma situa\u00e7\u00e3o incomum: a velocidade do vento solar era r\u00e1pida, mas a velocidade de Alfv\u00e9n era ainda maior. Normalmente, o vento solar viaja mais r\u00e1pido, mas essa anomalia causou o desaparecimento tempor\u00e1rio do choque em arco que protege a Terra, permitindo uma intera\u00e7\u00e3o direta entre o plasma e o campo magn\u00e9tico do Sol com a magnetosfera terrestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o fez com que a magnetosfera da Terra se transformasse de sua configura\u00e7\u00e3o t\u00edpica de biruta (cauda) em asas de Alfv\u00e9n\u200b.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado, a &#8220;cauda&#8221; tradicional da meia de vento foi substitu\u00edda temporariamente por estruturas chamadas \u201casas de Alfv\u00e9n\u201d, que conectaram a magnetosfera da Terra diretamente \u00e0 regi\u00e3o do Sol que havia acabado de entrar em erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento raro, portanto, proporcionou novas percep\u00e7\u00f5es sobre como as asas de Alfv\u00e9n se formam e evoluem. Os cientistas sugerem que\u00a0<strong>fen\u00f4menos similares podem ocorrer em outros corpos celestes\u00a0<\/strong>magneticamente ativos no Sistema Solar. Eles tamb\u00e9m especulam que essas estruturas possam estar\u00a0<strong>ligadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de auroras na lua de J\u00fapiter<\/strong>, e prop\u00f5em que futuros estudos investiguem se fen\u00f4menos semelhantes podem ocorrer na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essas explos\u00f5es viajam pelo espa\u00e7o interplanet\u00e1rio e, quando interagem com o nosso planeta, podem causar perturba\u00e7\u00f5es na magnetosfera A\u00a0Terra est\u00e1 constantemente exposta a um fluxo cont\u00ednuo de plasma\u00a0magnetizado provenientes do Sol, conhecido como vento solar. 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