{"id":24337,"date":"2024-09-05T11:26:10","date_gmt":"2024-09-05T14:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=24337"},"modified":"2024-09-05T11:26:11","modified_gmt":"2024-09-05T14:26:11","slug":"cerrado-perdeu-area-de-vegetacao-nativa-maior-que-o-estado-de-goias-em-39-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/cerrado-perdeu-area-de-vegetacao-nativa-maior-que-o-estado-de-goias-em-39-anos\/","title":{"rendered":"Cerrado perdeu \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa maior que o estado de Goi\u00e1s em 39 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3742351576\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perda equivale a 27% da vegeta\u00e7\u00e3o original do bioma, que hoje tem quase metade de sua extens\u00e3o transformada por atividades humanas<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre 1985 e 2023, o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/brasilia\/cerrado-perde-53-da-superficie-de-agua-natural-desde-1985-28062024\/\" target=\"_blank\">Cerrado<\/a>\u00a0perdeu 38 milh\u00f5es de hectares de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/record-news\/video\/nem-o-cerrado-esta-preparado-para-essa-intensidade-de-fogo-geologo-fala-dos-riscos-das-queimadas-27082024\/\" target=\"_blank\">vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/a>, uma \u00e1rea maior que o estado de Goi\u00e1s, que tem 340,2 km\u00b2. Essa perda equivale a 27% da vegeta\u00e7\u00e3o original do bioma, que hoje tem quase metade de sua extens\u00e3o (48,3%) transformada por atividades humanas. A parte restante, que ainda se mant\u00e9m preservada, soma 101 milh\u00f5es de hectares, correspondendo a 8% de toda a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil. Nesse per\u00edodo, as atividades de pastagem e agricultura foram as que mais se expandiram no bioma, com aumentos de 62% e 529%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 26 milh\u00f5es de hectares do Cerrado s\u00e3o ocupados pela agricultura, sendo que 75% dessa \u00e1rea s\u00e3o dedicadas ao cultivo de soja. O bioma abriga quase metade das planta\u00e7\u00f5es de soja do Brasil, totalizando 19 milh\u00f5es de hectares. Esses n\u00fameros foram revelados por um levantamento do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar da tend\u00eancia recente de redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de pastagem, o avan\u00e7o da agricultura foi expressivo, tanto pela intensifica\u00e7\u00e3o das atividades em \u00e1reas j\u00e1 convertidas quanto pela abertura de novas \u00e1reas, especialmente para o cultivo de soja. Essas altera\u00e7\u00f5es se concentram em terrenos planos e elevados, como planaltos e chapadas\u201d, afirmou B\u00e1rbara Costa, analista de pesquisa do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia) e integrante da equipe que realizou o levantamento no Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos seis anos, o Cerrado perdeu 5 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, com 72% dessa perda concentradas nos estados do Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia). Essa regi\u00e3o, que cont\u00e9m 47,8% da vegeta\u00e7\u00e3o remanescente do Cerrado, tornou-se o principal foco de desmatamento, com todos os estados apresentando pelo menos um munic\u00edpio que perdeu mais de 30% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa entre 2008 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os munic\u00edpios que registraram as maiores perdas nesse per\u00edodo foram: Bom Lugar (MA), -70%; Praia Norte (TO), -51%; Sampaio (TO), -48%; S\u00e3o Domingos do Maranh\u00e3o (MA), -45%; e Brejo de Areia (MA), -45%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Matopiba se consolidou como uma das frentes de desmatamento mais r\u00e1pidas do mundo. \u00c9 uma regi\u00e3o sens\u00edvel e vital para a seguran\u00e7a h\u00eddrica e clim\u00e1tica, pois abriga os maiores remanescentes cont\u00ednuos de vegeta\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica e campestre do pa\u00eds. Parte dessa vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 protegida em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rios comunit\u00e1rios, mas a maior parte encontra-se em \u00e1reas privadas, o que a torna vulner\u00e1vel ao desmatamento\u201d, explicou Dhemerson Conciani, pesquisador do Ipam que colaborou no levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Julia Shimbo, pesquisadora do Ipam e coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas, alertou que a situa\u00e7\u00e3o no Cerrado pode se agravar se a tend\u00eancia atual de destrui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em propriedades particulares continuar, o que poder\u00e1 impactar at\u00e9 mesmo o setor agropecu\u00e1rio, pois o desmatamento pode levar a um clima mais quente e seco no bioma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Outras \u00e1reas desmatadas<\/h3>\n\n\n\n<p>As propriedades particulares desempenham um papel crucial na preserva\u00e7\u00e3o do bioma, j\u00e1 que ocupam grande parte do Cerrado. A Lei de Prote\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa (Lei 12.561\/2012) exige que propriedades rurais no Cerrado mantenham ao menos 20% de sua \u00e1rea com vegeta\u00e7\u00e3o nativa (35% na Amaz\u00f4nia Legal), a chamada Reserva Legal. Os dados revelam que o desmatamento se concentra nessas \u00e1reas, onde 81% (86,9 milh\u00f5es de hectares) da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil ocorreram em propriedades privadas ou em \u00e1reas com Cadastro Ambiental Rural sem registro fundi\u00e1rio georreferenciado. Atualmente, 41% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil est\u00e3o em \u00e1reas protegidas e comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia, todos os munic\u00edpios na fronteira Amacro (Acre, Amazonas e Rond\u00f4nia) registraram perda recente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa entre 2008 e 2023. Em 16 dos 32 munic\u00edpios analisados, a perda ultrapassou 15%, e em seis, superou 30%. Diferentemente do Cerrado, onde apenas 18 milh\u00f5es de hectares est\u00e3o protegidos em UCs (Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o), a Amaz\u00f4nia abriga 122 milh\u00f5es de hectares em UCs, al\u00e9m das terras ind\u00edgenas e florestas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas terras ind\u00edgenas, menos de 1% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi destru\u00edda entre 1985 e 2023. Esses territ\u00f3rios, que ocupam 13% do pa\u00eds, protegem 112 milh\u00f5es de hectares de floresta. De forma semelhante, as Florestas P\u00fablicas N\u00e3o Destinadas mantiveram 92% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa durante esse per\u00edodo, apesar das constantes amea\u00e7as. Essas florestas sob dom\u00ednio p\u00fablico n\u00e3o t\u00eam uso espec\u00edfico definido e aguardam uma destina\u00e7\u00e3o formal pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perda equivale a 27% da vegeta\u00e7\u00e3o original do bioma, que hoje tem quase metade de sua extens\u00e3o transformada por atividades humanas Entre 1985 e 2023, o\u00a0Cerrado\u00a0perdeu 38 milh\u00f5es de hectares de\u00a0vegeta\u00e7\u00e3o nativa, uma \u00e1rea maior que o estado de Goi\u00e1s, que tem 340,2 km\u00b2. 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