{"id":24549,"date":"2024-10-07T08:37:05","date_gmt":"2024-10-07T11:37:05","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=24549"},"modified":"2024-10-07T08:37:06","modified_gmt":"2024-10-07T11:37:06","slug":"cancer-medicina-de-precisao-e-o-futuro-do-combate-a-doenca-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/cancer-medicina-de-precisao-e-o-futuro-do-combate-a-doenca-entenda\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer: medicina de precis\u00e3o \u00e9 o futuro do combate \u00e0 doen\u00e7a; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3554490108\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Testes gen\u00e9ticos j\u00e1 determinam qual o tratamento e o rem\u00e9dio mais eficazes para cada caso<\/h2>\n\n\n\n<p>Os casos de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/assunto\/cancer\">c\u00e2ncer<\/a>&nbsp;n\u00e3o param de crescer. No Brasil, o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), aponta para 704 mil casos novos da doen\u00e7a por ano, no Brasil, entre 2023 e 2025. O n\u00famero \u00e9 12,6% maior que no tri\u00eanio anterior. At\u00e9 2050, a previs\u00e3o \u00e9 que o n\u00famero de casos registrados no pa\u00eds dobre, segundo dados do Global Cancer Observatory (Globocan), uma base de dados estat\u00edsticos da Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer (IARC, na sigla em ingl\u00eas). No mundo, o aumento no mesmo per\u00edodo deve ser de 77%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atender todos esses pacientes de forma mais eficaz, m\u00e9dicos e pesquisadores se recorrem \u00e0 medicina personalizada ou de precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A medicina sempre foi de certa forma personalizada. Todos os tratamentos t\u00eam que ser adaptados \u00e0 doen\u00e7a e ao paciente. O que est\u00e1 acontecendo agora \u00e9 que n\u00f3s temos ferramentas para estudar as doen\u00e7as e, em particular, para estudar o c\u00e2ncer. E cada vez mais estamos conseguindo entrar na base da doen\u00e7a e entender que n\u00e3o existem c\u00e2nceres totalmente iguais de uma pessoa para outra \u2014 explica S\u00e9rgio Roithmann, chefe de Servi\u00e7o da Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do c\u00e2ncer, esse tipo de abordagem leva em considera\u00e7\u00e3o a an\u00e1lise gen\u00e9tica &#8211; do paciente e do tumor -, o ambiente e o estilo de vida do paciente, para proporcionar um tratamento m\u00e9dico adaptado \u00e0s caracter\u00edsticas individuais de cada pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Hoje, a medicina personalizada j\u00e1 \u00e9 realidade no sentido de que a gente tem uma capacidade diagn\u00f3stica muito maior das altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que acontecem no tumor e por isso a gente tem novas op\u00e7\u00f5es de tratamento direcionadas para essas altera\u00e7\u00f5es \u2014 avalia Mariana Laloni, diretora m\u00e9dica t\u00e9cnica da Oncocl\u00ednicas&amp;Co.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que h\u00e1 algumas d\u00e9cadas se falava apenas \u201cc\u00e2ncer de mama\u201d ou \u201cc\u00e2ncer de pulm\u00e3o\u201d, como uma doen\u00e7a \u00fanica e, atualmente, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de subdivis\u00e3o dos tumores de acordo com as muta\u00e7\u00f5es ou altera\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pelo desenvolvimento e crescimento desses c\u00e2nceres e para as quais j\u00e1 existem medicamentos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Roithmann, os melhores exemplos que a gente tem hoje \u00e9 no tratamento de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, no melanoma, nas leucemias, no c\u00e2ncer de intestino e no c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Em todos esses tumores, sabemos encontrar algumas altera\u00e7\u00f5es que s\u00e3o espec\u00edficas daquele tumor e que v\u00e3o me dar uma arma terap\u00eautica que a gente chama de uma terapia alvo, dirigida, para aquele tumor\u2014 explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, no c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em n\u00e3o fumantes, uma das muta\u00e7\u00f5es mais comuns \u00e9 no EGFR. No c\u00e2ncer de mama, a muta\u00e7\u00e3o no gene PI3K leva o tumor a uma prolifera\u00e7\u00e3o mais exacerbada, a responder menos aos tratamentos e a piores desfechos de sobrevida nos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobrir essas muta\u00e7\u00f5es \u00e9 importante para escolher tratamentos que dever\u00e3o produzir melhores resultados para aquele indiv\u00edduo, com o m\u00ednimo de efeitos colaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Em geral, voc\u00ea prolonga o controle da doen\u00e7a e a sobrevida, com uma melhor toler\u00e2ncia, o que melhora a qualidade de vida do paciente \u2014 diz a oncologista Debora Gagliato, da BP \u2013 A Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo e integrante do Comit\u00ea Cient\u00edfico do Instituto Vencer o C\u00e2ncer. \u2014 \u00c9 um jeito muito mais inteligente de oferecer o tratamento porque eu vou tratar aquele indiv\u00edduo que tem altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos benef\u00edcios da medicina de precis\u00e3o, especialistas s\u00e3o categ\u00f3ricos em dizer que estrat\u00e9gias cl\u00e1ssicas de tratamento, como quimioterapia, radioterapia, bloquieos hormonais e cirurgia, ainda s\u00e3o \u2013 e continuar\u00e3o sendo \u2013 armas importantes no combate ao c\u00e2ncer, em especial para os casos iniciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 As terapias-alvo e a imunoterapia est\u00e3o trazendo mais op\u00e7\u00f5es, mas elas certamente n\u00e3o eliminam os tratamentos mais convencionais. O que estamos fazendo hoje \u00e9 associando tratamentos para que eles fiquem mais eficazes \u2014 diz Roithmann.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do tratamento, a medicina de precis\u00e3o \u00e9 uma aliada da preven\u00e7\u00e3o, em especial para no que diz respeito \u00e0 detec\u00e7\u00e3o de c\u00e2nceres heredit\u00e1rios em fam\u00edlia de alto risco. Existem muta\u00e7\u00f5es que que aumentam consideravelmente o risco de c\u00e2ncer. Talvez o exemplo mais emblem\u00e1tico disso seja a muta\u00e7\u00e3o do gene BRCA, embora atualmente j\u00e1 existam outras que podem ser detectadas dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem n\u00e3o se lembra, h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, a atriz Angelina Jolie anunciou que retirou as mamas e os ov\u00e1rios para prevenir a doen\u00e7a ap\u00f3s descobrir que era portadora de uma muta\u00e7\u00e3o no gene BRCA, que aumenta o risco de c\u00e2ncer em diversos \u00f3rg\u00e3os. Jolie realizou o teste gen\u00e9tico, pois perdeu a m\u00e3e, a av\u00f3 e uma tia para o c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando esse tipo de muta\u00e7\u00e3o \u00e9 detectada, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma terapia preventiva ou ent\u00e3o acompanhar esses indiv\u00edduos mais de perto, por meio de exames de rastreio mais frequentes, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse tipo de an\u00e1lise exige a realiza\u00e7\u00e3o de testes gen\u00e9ticos que n\u00e3o est\u00e3o amplamente acess\u00edveis. Embora o pre\u00e7o j\u00e1 tenha ca\u00eddo muito nos \u00faltimos anos, o custo ainda \u00e9 elevado de R$ 2.000 a R$ 9.000 reais. Em geral, o sequenciamento demora cerca de tr\u00eas semanas para ficar pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os pre\u00e7os est\u00e3o caindo muito rapidamente e hoje muitos laborat\u00f3rios brasileiros tamb\u00e9m fazem esse tipo de trabalho. \u00c0 medida que diagn\u00f3sticos e tratamentos efetivamente v\u00e3o mudando a hist\u00f3ria das doen\u00e7as, isso vai se tornando mais acess\u00edvel \u2014 avalia Roithmann.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m acredita que \u00e9 poss\u00edvel a incorpora\u00e7\u00e3o desses testes ao SUS. Atualmente, pacientes do Inca encaminhadas \u00e0 Divis\u00e3o de Gen\u00e9tica j\u00e1 podem realizar o sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 gratuitamente. A expectativa \u00e9 que no futuro, o sequenciamento de outros genes esteja dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro caminho \u00e9 com as pr\u00f3prias fabricantes de terapias-alvo. Muitas ind\u00fastrias oferecem sem custo para o paciente o teste gen\u00e9tico que investiga a exist\u00eancia da muta\u00e7\u00e3o que pode ser tratada com o medicamento que produzem.<\/p>\n\n\n\n<p>O arsenal de tratamento da terapia de precis\u00e3o conta com as terapias-alvo, os anticorpos monoclonais, que s\u00e3o drogas desenhadas para combater algumas prote\u00ednas que existem no tumor. Mais recentemente, as CAR-T cells, tamb\u00e9m podem ser consideradas parte da medicina personalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o futuro, h\u00e1 grande expectativa. N\u00e3o s\u00f3 para o desenvolvimento de novas estrat\u00e9gias, como as vacinas individualizadas contra c\u00e2ncer, mas tamb\u00e9m de novos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Cada vez mais alvos est\u00e3o sendo descobertos, com drogas espec\u00edficas. Dos alvos que a gente j\u00e1 conhece, que j\u00e1 vimos que tem muito sucesso sendo inibidos, a nova gera\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios vem com menos toxicidade \u2014 diz Gagliato.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra frente onde a medicina de precis\u00e3o pode atuar \u00e9 ajudar a encontrar os mecanismos de resist\u00eancia dos tumores aos medicamentos, o que faz com que alguns c\u00e2nceres respondam inicialmente, mas a doen\u00e7a acaba progredindo ap\u00f3s algum tempo. Encontrar esses mecanismos possibilita o desenvolvimento de tratamentos mais efetivos e mais definitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, esse tipo de estrat\u00e9gia ainda pode ter um grande impacto no diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer, mais especificamente, no rastreio, com o desenvolvimento de testes sangu\u00edneos que detectam altera\u00e7\u00f5es cancerosas ainda mais precoces do que os testes de imagem dispon\u00edveis atualmente, como mamografia e colonoscopia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A medicina personalizada s\u00f3 tende a crescer. \u00c9 um desenvolvimento na medicina sem retorno \u2014 conclui Laloni.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte O Globo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testes gen\u00e9ticos j\u00e1 determinam qual o tratamento e o rem\u00e9dio mais eficazes para cada caso Os casos de&nbsp;c\u00e2ncer&nbsp;n\u00e3o param de crescer. No Brasil, o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), aponta para 704 mil casos novos da doen\u00e7a por ano, no Brasil, entre 2023 e 2025. 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