{"id":24611,"date":"2024-10-10T08:55:44","date_gmt":"2024-10-10T11:55:44","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=24611"},"modified":"2024-10-10T08:55:45","modified_gmt":"2024-10-10T11:55:45","slug":"uso-de-remedios-para-saude-mental-aumenta-186-nos-ultimos-dois-anos-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/uso-de-remedios-para-saude-mental-aumenta-186-nos-ultimos-dois-anos-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Uso de rem\u00e9dios para sa\u00fade mental aumenta 18,6% nos \u00faltimos dois anos, diz estudo"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-2160065399\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Levantamento mostra que sete em cada dez medicamentos usados pelos pacientes entrevistados eram antidepressivos<\/h2>\n\n\n\n<p>O uso de medicamentos para cuidados com\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/prisma\/joel-renno-jr\/rotina-de-vida-e-essencial-para-a-saude-mental-08052024\/\" target=\"_blank\">sa\u00fade mental<\/a>\u00a0aumentou 18,6% nos \u00faltimos dois anos no pa\u00eds. O levantamento, feito com 616.101 pacientes, entre agosto de 2022 e agosto de 2024, mostra que 74% dos medicamentos adquiridos pelos entrevistados eram\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/record.r7.com\/hoje-em-dia\/video\/depressao-e-insonia-estudo-aponta-relacao-entre-disturbios-de-saude-mental-08082024\/\" target=\"_blank\">antidepressivos<\/a>\u00a0e 26%, ansiol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, realizado pela Sandbox, empresa especializada em an\u00e1lises para o setor de sa\u00fade, indica que cada paciente comprou, em m\u00e9dia, duas caixas de rem\u00e9dio por m\u00eas. O uso de antidepressivos era a realidade de 83% das pessoas. J\u00e1 os ansiol\u00edticos tiveram queda de 0,6% entre os participantes do banco de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Diogo de Lacerda, um dos coordenadores do Grupo de Refer\u00eancia de Transtornos de Ansiedade e do Humor da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, afirma que um dos principais motivos para o aumento do consumo de medicamentos \u00e9 o crescimento de transtornos mentais na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, \u00e9 muito mais f\u00e1cil buscar ajuda m\u00e9dica e ter acesso a tratamentos do que era no passado. As pessoas est\u00e3o mais conscientes dos sintomas e est\u00e3o procurando tratamentos muito mais cedo, o que \u00e9 positivo, mas tamb\u00e9m contribui para o aumento do uso de medicamentos\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os ambulat\u00f3rios da rede p\u00fablica atenderam 601.675 casos de ansiedade e 195.851 de depress\u00e3o em 2023. J\u00e1 no primeiro semestre deste ano, 448.816 pacientes com os transtornos procuraram aux\u00edlio no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/sus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SUS&nbsp;<\/a>(Sistema \u00danico de Sa\u00fade).<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Aline Sampaio diz que a ansiedade e a depress\u00e3o est\u00e3o ligadas \u00e0s causas e viv\u00eancias sociais de cada cultura. \u201cO Brasil, em particular, devido \u00e0s nossas condi\u00e7\u00f5es sociais, est\u00e1 no topo do mundo no quesito de sofrimento com ansiedade. Quanto mais dificuldades di\u00e1rias, mais chance de vivenciar isso\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como funcionam os medicamentos?<\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta que a depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica que demanda tratamento com terapia e medicamento, selecionado de acordo com fatores como o subtipo da doen\u00e7a, antecedentes familiares e caracter\u00edsticas do rem\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacerda explica que os antidepressivos aumentam e regulam a quantidade de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina. Essas subst\u00e2ncias podem equilibrar os n\u00edveis de sono, prazer e bem-estar do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, eles regeneram as c\u00e9lulas cerebrais que, normalmente, est\u00e3o em d\u00e9ficit no organismo das pessoas que passam por quadro de depress\u00e3o ou ansiedade, como informa o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ansiol\u00edticos, por sua vez, atuam no sistema \u00e1cido gama-aminobut\u00edrico, que possui efeito calmante, diminuindo a atividade cerebral. Lacerda refor\u00e7a que o medicamento ajuda a reduzir sintomas da ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sampaio enfatiza que apenas o uso de medicamento pode n\u00e3o ser ideal no tratamento. Ela explica que o psic\u00f3logo acompanha, com o paciente, o funcionamento dos rem\u00e9dios. \u201c\u00c9 preciso entender o motivo da ansiedade e da depress\u00e3o. \u00c9 com a terapia que voc\u00ea realmente entende a dificuldade e vai modificando sua vida para que isso passe a ser diferente em seu cotidiano\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dificuldade de acesso<\/h3>\n\n\n\n<p>A pesquisa revela que os gastos m\u00e9dios mensais com medica\u00e7\u00e3o entre os pacientes aumentaram de R$ 154 e R$ 189. Al\u00e9m disso, o valor m\u00e9dio por caixa de rem\u00e9dio subiu R$ 19,50, cerca de 25,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacerda ressalta que o acesso \u00e0 medica\u00e7\u00e3o impacta no tratamento. \u201c\u00c9 sempre importante pensar em como o paciente vai ter acesso a essa medica\u00e7\u00e3o, seja pelo SUS, seja de forma particular, seja qual for a forma, se aquele medicamento est\u00e1 dentro das possibilidades daquela pessoa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Consultas com profissionais e alguns antidepressivos est\u00e3o dispon\u00edveis pelo SUS, o que daria para fazer os tratamentos necess\u00e1rios, segundo o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Sampaio pontua que a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda pode ter dificuldade de acesso aos meios que melhoram a qualidade de sa\u00fade mental. \u201cA ida a um psic\u00f3logo ou a um psiquiatra de forma particular muitas vezes pode ser sim um artigo de luxo. O mesmo podemos dizer com refer\u00eancia aos planos de sa\u00fade que d\u00e3o acesso para esses profissionais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ajuda desde cedo<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o uso de rem\u00e9dios desse tipo por parte dos jovens. Estudo da University College London e do Sutton Trust, na Inglaterra, apontou que a quantidade de jovens com problemas de sa\u00fade mental duplicou nos \u00faltimos 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O rem\u00e9dio pode ser fundamental, mas n\u00e3o deve vir sozinho. E a escola ajuda nisso. Psic\u00f3loga escolar, Luciana Gigante observa que as exig\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o aos jovens t\u00eam crescido, principalmente para aqueles a partir dos 15 anos, com fatores como Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio), vestibulares, as consequ\u00eancias da pandemia, a ansiedade e o desafio de se conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa fase da vida n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a press\u00e3o dos exames, como o Enem e vestibulares. \u00c9 um per\u00edodo em que os jovens precisam, mais do que nunca, de espa\u00e7os para dialogar sobre o que sentem, aprender a reconhecer suas emo\u00e7\u00f5es e buscar equil\u00edbrio em meio \u00e0s cobran\u00e7as externas e internas\u201d, explica Gigante, que trabalha com cerca de 600 estudantes do Col\u00e9gio Unificado, em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1, eles criaram o projeto \u201cLa\u00e7os que cuidam\u201d, com o objetivo de proporcionar \u201cum ambiente acolhedor onde os jovens desenvolvem habilidades emocionais e aprendem a lidar com as press\u00f5es acad\u00eamicas de maneira positiva\u201d, como diz o programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na escola SAP, no Rio de Janeiro, o projeto \u201cSeiva\u201d tamb\u00e9m busca rodas de conversa, trabalhos em grupo e at\u00e9 ioga.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa aula de Ioga, o trabalho vai al\u00e9m das posturas. Crian\u00e7as e jovens aprendem a meditar, respirar e a viver o presente. \u00c9 uma das formas empregadas para combater a ansiedade e desenvolver a autorregula\u00e7\u00e3o\u201c, conta a diretora Luciana Soares.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Leonardo Meireles<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento mostra que sete em cada dez medicamentos usados pelos pacientes entrevistados eram antidepressivos O uso de medicamentos para cuidados com\u00a0sa\u00fade mental\u00a0aumentou 18,6% nos \u00faltimos dois anos no pa\u00eds. O levantamento, feito com 616.101 pacientes, entre agosto de 2022 e agosto de 2024, mostra que 74% dos medicamentos adquiridos pelos entrevistados eram\u00a0antidepressivos\u00a0e 26%, ansiol\u00edticos. 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