{"id":24874,"date":"2024-11-11T15:12:59","date_gmt":"2024-11-11T18:12:59","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=24874"},"modified":"2024-11-11T15:13:00","modified_gmt":"2024-11-11T18:13:00","slug":"novo-estudo-sugere-que-mundo-esta-mais-perto-do-limite-historico-de-15oc-de-aquecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/novo-estudo-sugere-que-mundo-esta-mais-perto-do-limite-historico-de-15oc-de-aquecimento\/","title":{"rendered":"Novo estudo sugere que mundo est\u00e1 mais perto do limite hist\u00f3rico de 1,5\u00baC de aquecimento"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-984035580\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisadores usaram dados dos n\u00facleos de gelo da Ant\u00e1rtida (amostras de camadas de gelo retiradas do interior das geleiras), cobrindo os \u00faltimos dois mil anos, o que ajudou a entender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aumento da temperatura global.<\/h2>\n\n\n\n<p>1,5\u00baC. Esse \u00e9 o chamado&nbsp;<strong>&#8220;limite seguro&#8221;<\/strong>&nbsp;das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ou seja, a temperatura m\u00e9dia global n\u00e3o pode aumentar mais do que isso at\u00e9 o final do s\u00e9culo para evitar os piores efeitos da crise do clima, causada pela a\u00e7\u00e3o humana e pelo aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas um estudo recente sugere que j\u00e1 estamos mais perto desse limite do que imagin\u00e1vamos.\u00a0<\/strong>Publicado na revista &#8220;Nature Geoscience&#8221; nesta segunda-feira (11), a pesquisa indica que o aquecimento global provocado pelo homem pode ter alcan\u00e7ado\u00a0<strong>1,5\u00b0C<\/strong>\u00a0at\u00e9 o final de 2023. O dado leva em considera\u00e7\u00e3o a temperatura m\u00e9dia do planeta antes de 1.700.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, pesquisadores usaram dados dos n\u00facleos de gelo da Ant\u00e1rtida&nbsp;<strong>(amostras de camadas de gelo retiradas do interior das geleiras),<\/strong>&nbsp;cobrindo os \u00faltimos dois mil anos, o que ajudou a entender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aumento da temperatura global.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso s\u00f3 \u00e9 algo poss\u00edvel de ser feito porque esses n\u00facleos cont\u00eam bolhas de ar que ficaram aprisionadas nessas camadas de gelo ao longo dos \u00faltimos milhares de anos, antes at\u00e9 mesmo da \u00faltima era glacial, preservando uma esp\u00e9cie de &#8220;<strong>fotografia<\/strong>&#8221; da atmosfera de \u00e9pocas passadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao analisar os gases dessas bolhas, \u00e9 poss\u00edvel ver, por exemplo, como o CO2 na atmosfera aumentou ao longo dos mil\u00eanios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E esses dados podem ser combinados com os registros modernos de observa\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, formando um registro cont\u00ednuo. No per\u00edodo atual, \u00e9 poss\u00edvel observar uma forte rela\u00e7\u00e3o linear entre as mudan\u00e7as de temperatura na superf\u00edcie e as concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, uma rela\u00e7\u00e3o que pode ser usada para estender os registros de temperatura ao longo do tempo&#8221;, explica ao\u00a0<strong>g1\u00a0<\/strong>o autor do estudo Piers Forster, diretor do Centro Priestley para os Futuros Clim\u00e1ticos, um instituto de pesquisa ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m aponta que, desde 1850, houve uma rela\u00e7\u00e3o linear entre a quantidade de CO2 e o aumento da temperatura. Os cientistas afirmam que, usando esses dados de gelo, podemos ter uma&nbsp;<strong>ideia mais precisa<\/strong>&nbsp;de quanto do aquecimento atual \u00e9 causado pelas emiss\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>No artigo, eles explicam que essa abordagem \u00e9 mais exata porque as medi\u00e7\u00f5es de temperatura entre 1850 e 1900 eram muito limitadas e imprecisas, com poucos dados e mudan\u00e7as r\u00e1pidas nas temperaturas devido a erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/OuQBX_DbiH5iFKO7CeLqfYp05Dw=\/0x0:2000x1500\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/V\/n\/pNoIifSPqaRXoda8N67g\/liz-thomas-measuring-ice-core-in-the-field.jpg\" alt=\"Os n\u00facleos de gelo s\u00e3o cilindros de gelo extra\u00eddos de geleiras ou camadas de gelo. A maioria dos registros vem da Ant\u00e1rtida e da Groenl\u00e2ndia, sendo que os n\u00facleos mais longos chegam a 3 km de profundidade. \u2014 Foto: British Antarctic Survey\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Os n\u00facleos de gelo s\u00e3o cilindros de gelo extra\u00eddos de geleiras ou camadas de gelo. A maioria dos registros vem da Ant\u00e1rtida e da Groenl\u00e2ndia, sendo que os n\u00facleos mais longos chegam a 3 km de profundidade. \u2014 Foto: British Antarctic Survey<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os dados de CO2 obtidos dos n\u00facleos de gelo s\u00e3o mais confi\u00e1veis, e \u00e9 por isso que eles foram usados como base para a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Nosso m\u00e9todo permite retroceder ainda mais no tempo, descobrindo que cerca de 0,18\u00b0C de aquecimento ocorreram antes do per\u00edodo de 1850-1900&#8221;, acrescenta Forster.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com isso, os pesquisaram tamb\u00e9m estimaram que, at\u00e9 2023, o aquecimento causado pelo ser humano j\u00e1 havia atingido cerca de 1,49\u00b0C em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, o que significa que estamos muito perto do limite de 1,5\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, o observat\u00f3rio europeu Copernicus divulgou inclusive dados que indicam que o mundo est\u00e1 prestes a vivenciar mais um ano de temperaturas recordes. Segundo o Servi\u00e7o de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (C3S),\u00a0\u00e9 praticamente certo que 2024 ser\u00e1 o primeiro ano em que a temperatura m\u00e9dia global ultrapassar\u00e1 1,5\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ao contr\u00e1rio do estudo publicado na Nature, o Copernicus n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es provenientes dos n\u00facleos de gelo da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, Forster alerta que se essa tend\u00eancia continuar, \u00e9 poss\u00edvel que o limite de 1,5\u00b0C seja atingido muito em breve, o que coloca em risco os compromissos globais assinados no Acordo de Paris de limitar o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos de pol\u00edticas nacionais fortes, al\u00e9m de mecanismos de apoio bilaterais e multinacionais. \u00c9 essencial manter a meta de 1,5\u00b0C, mesmo que esse limite seja superado em breve. Isso significa, em termos de pol\u00edticas, controlar o quanto esse limite ser\u00e1 ultrapassado e minimizar os impactos atrav\u00e9s de medidas de adapta\u00e7\u00e3o espec\u00edficas.\u2014 Piers Forster, diretor do Centro Priestley para os Futuros Clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>FonteG1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores usaram dados dos n\u00facleos de gelo da Ant\u00e1rtida (amostras de camadas de gelo retiradas do interior das geleiras), cobrindo os \u00faltimos dois mil anos, o que ajudou a entender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre o aumento de CO2 na atmosfera e o aumento da temperatura global. 1,5\u00baC. Esse \u00e9 o chamado&nbsp;&#8220;limite seguro&#8221;&nbsp;das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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