{"id":25163,"date":"2024-12-15T17:10:39","date_gmt":"2024-12-15T20:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=25163"},"modified":"2024-12-15T17:10:40","modified_gmt":"2024-12-15T20:10:40","slug":"casos-de-cancer-colorretal-crescem-em-tres-decadas-homens-sao-os-mais-afetados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/casos-de-cancer-colorretal-crescem-em-tres-decadas-homens-sao-os-mais-afetados\/","title":{"rendered":"Casos de c\u00e2ncer colorretal crescem em tr\u00eas d\u00e9cadas; homens s\u00e3o os mais afetados"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1844562778\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entre 1990 e 2019, taxa de incid\u00eancia entre os homens cresceu 2,6% ao ano; doen\u00e7a atinge 174 a cada 100 mil homens<\/h2>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de casos de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/saude\/mais-jovens-do-que-nunca-terao-cancer-colorretal-e-cientistas-tentam-entender-o-motivo-11042024\/\" target=\"_blank\">c\u00e2ncer colorretal<\/a>\u00a0no Brasil aumentou entre 1990 e 2019, com destaque para o crescimento entre os homens. Nesse intervalo, a taxa de incid\u00eancia da enfermidade entre o p\u00fablico masculino cresceu 2,6% ao ano, e agora a doen\u00e7a afeta 174 a cada 100 mil homens \u2014 antes, a m\u00e9dia era de 83 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>As estat\u00edsticas do c\u00e2ncer colorretal entre mulheres tamb\u00e9m evolu\u00edram nesse per\u00edodo, passando de 83 casos por 100 mil habitantes em 1990 para 145 casos a cada 100 mil mulheres em 2019, com um aumento m\u00e9dio anual de 1,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de artigos elaborados por pesquisadores das universidades federais de Goi\u00e1s (UFG), Minas Gerais (UFMG) e Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>O que tamb\u00e9m cresceu foi a taxa de mortalidade. Entre 1990 e 2019, a taxa de mortalidade entre homens subiu 0,9% ao ano, enquanto o aumento entre as mulheres foi de 0,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo utilizou dados do&nbsp;<em>Global Burden Disease Study<\/em>&nbsp;19 (GBDI19), que compila informa\u00e7\u00f5es de sistemas de sa\u00fade e registros hospitalares p\u00fablicos, al\u00e9m de levar em conta o \u00cdndice Sociodemogr\u00e1fico, que analisa indicadores como renda, fertilidade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que os casos de c\u00e2ncer colorretal entre homens cresceram mais em estados do Nordeste, como Pernambuco (3,5%), Bahia e Cear\u00e1 (3,4% cada um). Entre as mulheres, a doen\u00e7a evoluiu principalmente no Maranh\u00e3o (3,3%), Cear\u00e1 (2,7%) e Acre (2,6%).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as regi\u00f5es Sul e Sudeste ainda concentrem as maiores taxas absolutas, o crescimento foi mais est\u00e1vel nessas \u00e1reas. Por exemplo, em S\u00e3o Paulo, a preval\u00eancia entre os homens aumentou de 115 casos por 100 mil habitantes em 1990 para 221 em 2019 (aumento anual de 2,3%), enquanto entre as mulheres foi de 83 para 145 casos (alta de 1,9%).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fatores de risco e desigualdades regionais<\/h3>\n\n\n\n<p>O estudo aponta que fatores como envelhecimento populacional, maior consumo de \u00e1lcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, al\u00e9m do diagn\u00f3stico tardio \u2014 especialmente entre homens \u2014, podem explicar o aumento da incid\u00eancia e da mortalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto da desigualdade regional tamb\u00e9m ficou evidente. Estados do Norte e Nordeste, como Acre e Cear\u00e1, registraram aumentos prevalentes na preval\u00eancia e na mortalidade, enquanto o Sul e o Sudeste, regi\u00f5es com PIBs mais altos, registraram crescimento mais controlado e menor aumento nas taxas de mortalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Alerta para pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com a epidemiologista Anelise Schaedler, da UFG, uma das autoras do estudo, os resultados refor\u00e7am a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas externas para o rastreamento e detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer colorretal. Ela destaca que as iniciativas de rastreamento devem levar em considera\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as de infraestrutura entre as regi\u00f5es. Schaedler disse, tamb\u00e9m, ser essencial o desenvolvimento de uma estrat\u00e9gia nacional desenvolvida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos de a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00f3 identifiquem precocemente a doen\u00e7a, mas tamb\u00e9m aumentem as taxas de sobrevida. Investigar casos associados a fatores de risco externos \u00e9 uma prioridade, j\u00e1 que muitos deles s\u00e3o evit\u00e1veis\u201d, afirma Schaedler.<\/p>\n\n\n\n<p>Como passos a seguir, os pesquisadores pretendem aprofundar os estudos sobre outros fatores de risco que podem influenciar o progn\u00f3stico da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1990 e 2019, taxa de incid\u00eancia entre os homens cresceu 2,6% ao ano; doen\u00e7a atinge 174 a cada 100 mil homens O n\u00famero de casos de\u00a0c\u00e2ncer colorretal\u00a0no Brasil aumentou entre 1990 e 2019, com destaque para o crescimento entre os homens. 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