{"id":26586,"date":"2025-04-09T10:16:03","date_gmt":"2025-04-09T13:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=26586"},"modified":"2025-04-09T10:16:04","modified_gmt":"2025-04-09T13:16:04","slug":"humanos-que-viveram-no-saara-quando-deserto-era-floresta-sao-de-linhagem-diferente-do-resto-da-humanidade-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/humanos-que-viveram-no-saara-quando-deserto-era-floresta-sao-de-linhagem-diferente-do-resto-da-humanidade-entenda\/","title":{"rendered":"Humanos que viveram no Saara quando deserto era floresta s\u00e3o de linhagem diferente do resto da humanidade; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-332637284\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudo aponta que indiv\u00edduos Takarkori t\u00eam dez vezes menos DNA neandertal do que pessoas de fora da \u00c1frica, mas mais do que africanos subsaarianos contempor\u00e2neos<\/h2>\n\n\n\n<p>Um novo estudo revelou uma linhagem humana do norte da \u00c1frica h\u00e1 muito isolada no Saara Central durante o Per\u00edodo \u00damido Africano, h\u00e1 mais de 7.000 anos. A pesquisa fornece novos insights cruciais sobre o Per\u00edodo \u00damido Africano, um per\u00edodo entre 14.500 e 5.000 anos atr\u00e1s, quando o Deserto do Saara era uma savana verdejante, rica em corpos d&#8217;\u00e1gua que facilitaram a ocupa\u00e7\u00e3o humana e a expans\u00e3o da pastor\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>A aridifica\u00e7\u00e3o subsequente, contudo, transformou esta regi\u00e3o no maior deserto do mundo. Devido \u00e0 extrema aridez da regi\u00e3o hoje, a preserva\u00e7\u00e3o do DNA \u00e9 prec\u00e1ria, tornando este estudo pioneiro do DNA antigo ainda mais significativo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais de 50 mil anos<\/h2>\n\n\n\n<p>An\u00e1lises gen\u00f4micas revelam que a ancestralidade dos indiv\u00edduos do abrigo rochoso de Takarkori, na L\u00edbia, vem principalmente de uma linhagem do norte da \u00c1frica que divergiu das popula\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Subsaariana aproximadamente na mesma \u00e9poca que as linhagens humanas modernas que se expandiram para fora da \u00c1frica h\u00e1 cerca de 50 mil anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A linhagem rec\u00e9m-descrita permaneceu isolada, revelando profunda continuidade gen\u00e9tica no Norte da \u00c1frica durante o final da Idade do Gelo. Embora essa linhagem n\u00e3o exista mais em sua forma pura, essa ancestralidade continua sendo um componente gen\u00e9tico central dos povos atuais do norte da \u00c1frica, destacando sua heran\u00e7a \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Norte de \u00c1frica permaneceu geneticamente isolado<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, esses indiv\u00edduos compartilham la\u00e7os gen\u00e9ticos estreitos com forrageadores da Era Glacial de 15.000 anos atr\u00e1s, que viveram na Caverna Taforalt, no Marrocos, associados \u00e0 ind\u00fastria l\u00edtica ibero-maurusiana antes do Per\u00edodo \u00damido Africano. Ambos os grupos est\u00e3o igualmente distantes das linhagens da \u00c1frica Subsaariana, indicando que, apesar do esverdeamento do Saara, o fluxo gen\u00e9tico entre as popula\u00e7\u00f5es subsaarianas e do norte da \u00c1frica permaneceu limitado durante o Per\u00edodo \u00damido Africano, ao contr\u00e1rio de sugest\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-oglobo.glbimg.com\/bnyPz4f0IFSFVqzmLSRDRP0vmgs=\/0x0:640x427\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8\/internal_photos\/bs\/2024\/O\/R\/mvaQSoTp6xA6Y10CUUpQ\/caravan-in-the-desert.jpg\" alt=\"Deserto do Saara \u2014 Foto: Wiki Commons\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Deserto do Saara \u2014 Foto: Wiki Commons<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m lan\u00e7a luz sobre a ancestralidade neandertal, mostrando que os indiv\u00edduos Takarkori t\u00eam dez vezes menos DNA neandertal do que pessoas de fora da \u00c1frica, mas mais do que os africanos subsaarianos contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossas descobertas sugerem que, embora as primeiras popula\u00e7\u00f5es do norte da \u00c1frica estivessem em grande parte isoladas, elas receberam tra\u00e7os de DNA neandertal devido ao fluxo gen\u00e9tico de fora da \u00c1frica&#8221;, disse o autor principal Johannes Krause, diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Expans\u00e3o da pastor\u00edcia no Saara Verde<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossa pesquisa desafia suposi\u00e7\u00f5es anteriores sobre a hist\u00f3ria populacional do Norte da \u00c1frica e destaca a exist\u00eancia de uma linhagem gen\u00e9tica profundamente enraizada e h\u00e1 muito isolada&#8221;, disse a primeira autora Nada Salem, tamb\u00e9m do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva. &#8220;Esta descoberta revela como a pastor\u00edcia se espalhou pelo Saara Verde, provavelmente por meio de interc\u00e2mbio cultural e n\u00e3o de migra\u00e7\u00e3o em larga escala.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O estudo destaca a import\u00e2ncia do DNA antigo para reconstruir a hist\u00f3ria humana em regi\u00f5es como o centro e o norte da \u00c1frica, apoiando de forma independente hip\u00f3teses arqueol\u00f3gicas&#8221;, disse o autor principal David Caramelli, da Universidade de Floren\u00e7a. &#8220;Ao lan\u00e7ar luz sobre o passado antigo do Saara, pretendemos expandir nosso conhecimento sobre migra\u00e7\u00f5es humanas, adapta\u00e7\u00f5es e evolu\u00e7\u00e3o cultural nesta regi\u00e3o importante&#8221;, acrescentou outro autor, Savino di Lernia, da Universidade La Sapienza de Roma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-oglobo.glbimg.com\/cOSqdHSlpjN5PJpmm94LjU_uQDs=\/0x0:1200x535\/888x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8\/internal_photos\/bs\/2025\/R\/E\/AWaUoTSY6ehNO0koTxEQ\/67f52e7103968.png\" alt=\"Humanos que viveram no Saara quando deserto era floresta s\u00e3o de linhagem diferente do resto da humanidade\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Humanos que viveram no Saara quando deserto era floresta s\u00e3o de linhagem diferente do resto da humanidade \u2014 Foto: Universidad de La Sapienza<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte O Globo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo aponta que indiv\u00edduos Takarkori t\u00eam dez vezes menos DNA neandertal do que pessoas de fora da \u00c1frica, mas mais do que africanos subsaarianos contempor\u00e2neos Um novo estudo revelou uma linhagem humana do norte da \u00c1frica h\u00e1 muito isolada no Saara Central durante o Per\u00edodo \u00damido Africano, h\u00e1 mais de 7.000 anos. 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