{"id":26734,"date":"2025-04-17T20:33:49","date_gmt":"2025-04-17T23:33:49","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=26734"},"modified":"2025-04-17T20:33:50","modified_gmt":"2025-04-17T23:33:50","slug":"com-tarifaco-brasil-pode-ser-grande-destino-de-produtos-chineses-mas-precisara-de-preparo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/com-tarifaco-brasil-pode-ser-grande-destino-de-produtos-chineses-mas-precisara-de-preparo\/","title":{"rendered":"Com tarifa\u00e7o, Brasil pode ser grande destino de produtos chineses, mas precisar\u00e1 de preparo"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2870579764\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que chineses j\u00e1 queriam novos mercados antes das tarifas de Donald Trump. Ind\u00fastria nacional precisa de investimentos pois ainda n\u00e3o consegue competir em termos de tecnologia e produtividade.<\/h2>\n\n\n\n<p>A guerra tarif\u00e1ria entre China e\u00a0Estados Unidos\u00a0movimentou intensamente os mercados financeiros nas \u00faltimas semanas, mas os efeitos n\u00e3o se limitam aos investimentos. O com\u00e9rcio mundial tamb\u00e9m deve ser afetado.<\/p>\n\n\n\n<p>As altas tarifas impostas pelos EUA sobre a China\u00a0<strong>&#8220;apenas aceleram um processo que j\u00e1 estava em andamento: a busca por novos mercados&#8221;<\/strong>, explica Vitor Moura, fundador da Lantau Business Answers, consultoria brasileira especializada em intermedia\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios entre Brasil e China, e especialista da rede Observa China.<\/p>\n\n\n\n<p>Com alta capacidade de produ\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os competitivos, os produtos chineses prometem &#8220;inundar&#8221; mercados como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser um tradicional parceiro comercial, os chineses olham para o Brasil com aten\u00e7\u00e3o devido \u00e0s suas dimens\u00f5es continentais e \u00e0 grande demanda de uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 200 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para que a quest\u00e3o n\u00e3o se torne um problema para o Brasil, ser\u00e1 necess\u00e1rio se preparar e adotar medidas que estimulem a inova\u00e7\u00e3o, segundo Jesse Guimar\u00e3es, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Empresas Brasileiras na China para Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Tecnologia (Bracham).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Brasil pode receber mais produtos vindos da China<\/h2>\n\n\n\n<p>Vitor Moura, que vive na China h\u00e1 10 anos e atua na intermedia\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios entre o Brasil e o pa\u00eds asi\u00e1tico, explica que os empres\u00e1rios chineses demonstravam um desejo crescente de expandir seus neg\u00f3cios para outros pa\u00edses antes das novas tarifas de Trump.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;A economia dom\u00e9stica da China ainda est\u00e1 em processo de recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-Covid. Havia uma aposta no consumo interno como for\u00e7a da economia, o que eles chamam de &#8216;estrat\u00e9gia de circula\u00e7\u00e3o dupla'&#8221;, explica Moura.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso ainda est\u00e1 funcionando mais devagar do que o esperado. Por isso, os empres\u00e1rios passaram a olhar mais para fora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reportagem do\u00a0<strong>g1<\/strong>\u00a0mostrou que\u00a0o consumo total dos lares representa menos de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) da China.\u00a0As tarifas impostas por Trump podem tornar esse cen\u00e1rio ainda mais desafiador, j\u00e1 que as exporta\u00e7\u00f5es respondem por boa parte dos empregos na China e, se elas recuam, a renda da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser afetada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o cen\u00e1rio externo se torna cada vez mais importante para o crescimento chin\u00eas, e as estrat\u00e9gias de diversifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o levadas em considera\u00e7\u00e3o. &#8220;O Brasil acaba chamando aten\u00e7\u00e3o pelo tamanho&#8221;, comenta Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista destaca um novo fator nas rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses: embora os brasileiros j\u00e1 tenham uma rela\u00e7\u00e3o consolidada com a China, &#8220;o acesso ao com\u00e9rcio no Brasil era mais restrito \u00e0s grandes empresas, com mais capital para bancar um movimento desse porte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Agora, eu estou observando um movimento muito forte de empresas de m\u00e9dio porte buscando alternativas para entrar no mercado brasileiro&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A chegada dessas empresas, que antes n\u00e3o olhavam com tanta aten\u00e7\u00e3o para outros mercados al\u00e9m dos EUA, pode ser o principal fator respons\u00e1vel pelo aumento da presen\u00e7a de produtos chineses no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Moura explica que o objetivo das companhias de m\u00e9dio porte \u00e9 trazer produtos finais para o Brasil \u2014 itens bem acabados e com maior valor agregado. As companhias que devem se destacar no curto prazo s\u00e3o aquelas com alto grau de tecnologia, algo que n\u00e3o h\u00e1 em larga escala no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Um exemplo de uma reuni\u00e3o que tive hoje mesmo: uma empresa de motos el\u00e9tricas (scooters) que quer entrar no Brasil. Tudo relacionado a novas tecnologias est\u00e1 despertando interesse. Setores como energia renov\u00e1vel, ve\u00edculos el\u00e9tricos, intelig\u00eancia artificial est\u00e3o em destaque&#8221;, diz Moura.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Empres\u00e1rios brasileiros precisam se adaptar<\/h2>\n\n\n\n<p>Um obst\u00e1culo aos planos chineses \u00e9 a apreens\u00e3o dos empres\u00e1rios brasileiros. Moura comenta que o ponto central da quest\u00e3o \u00e9 o modo de produ\u00e7\u00e3o chin\u00eas: investimento pesado em formas de reduzir os custos de fabrica\u00e7\u00e3o para vender seus produtos a pre\u00e7os baixos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa &#8220;estrat\u00e9gia agressiva&#8221; impacta o modelo brasileiro, que ainda n\u00e3o consegue competir em termos de tecnologia e produtividade com os chineses.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Acho que o Brasil deveria usar isso como uma oportunidade de adapta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. N\u00e3o d\u00e1 para competir com a China l\u00e1 em cima. O momento \u00e9 de buscar parcerias locais e adaptar as tecnologias para a nossa realidade&#8221;, diz Moura.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O vice-presidente da Bracham, Jesse Guimar\u00e3es, compartilha o mesmo ponto de vista e destaca que essa \u00e9 apenas &#8220;a ponta do iceberg&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;A China tem uma pol\u00edtica p\u00fablica clara de internacionaliza\u00e7\u00e3o de suas empresas. Antes, eles esperavam os compradores virem \u00e0s feiras. Hoje, o governo chin\u00eas d\u00e1 incentivos para que as empresas viajem e conquistem mercados no mundo inteiro&#8221;, pontua.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Guimar\u00e3es afirma que o governo brasileiro precisa adotar medidas que, mesmo permitindo a produ\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras no pa\u00eds, garantam que as tecnologias desenvolvidas l\u00e1 fora tamb\u00e9m sejam entregues ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo relembra que empresas estrangeiras que operam ou j\u00e1 operaram no Brasil, como as americanas, produzem suas riquezas aqui, mas, al\u00e9m de arcar com sal\u00e1rios e outros custos para trabalhar no pa\u00eds, levam todo o lucro para fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Guimar\u00e3es, a forma de evitar isso \u00e9 incluir cl\u00e1usulas de transfer\u00eancia de tecnologia nos contratos de opera\u00e7\u00e3o dessas empresas, obrigando-as a deixar pelo menos parte de seu conhecimento em solo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso evitaria que o crescimento da presen\u00e7a da China no Brasil esmagasse empresas nacionais e n\u00e3o gerasse nenhum tipo de avan\u00e7o e riqueza para o pa\u00eds. &#8220;O Brasil n\u00e3o pode repetir o erro de aceitar qualquer investimento estrangeiro sem exigir contrapartidas&#8221;, diz o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Guimar\u00e3es ressalta que o Brasil precisa buscar outras parcerias comerciais com pa\u00edses neutros \u2014 como a \u00cdndia \u2014 e com pa\u00edses estrat\u00e9gicos para determinados neg\u00f3cios \u2014 como o Egito, que oferece boas tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes, produto importante para um pa\u00eds t\u00e3o dependente do agroneg\u00f3cio como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem essas parcerias, o pa\u00eds pode sofrer com os efeitos colaterais do tarifa\u00e7o. O aumento das tarifas entre os pa\u00edses deve encarecer os pre\u00e7os de insumos e produtos no mundo todo, gerando e espalhando infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor forma de evitar uma infla\u00e7\u00e3o elevada, segundo Guimar\u00e3es, \u00e9 com parcerias estrat\u00e9gicas e a autonomia de produ\u00e7\u00e3o de produtos importantes para o pa\u00eds dentro do pr\u00f3prio Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1 <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que chineses j\u00e1 queriam novos mercados antes das tarifas de Donald Trump. Ind\u00fastria nacional precisa de investimentos pois ainda n\u00e3o consegue competir em termos de tecnologia e produtividade. A guerra tarif\u00e1ria entre China e\u00a0Estados Unidos\u00a0movimentou intensamente os mercados financeiros nas \u00faltimas semanas, mas os efeitos n\u00e3o se limitam aos investimentos. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":26735,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[212],"tags":[],"class_list":["post-26734","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26734"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26736,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26734\/revisions\/26736"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}