{"id":26763,"date":"2025-04-19T20:47:46","date_gmt":"2025-04-19T23:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=26763"},"modified":"2025-04-19T20:47:47","modified_gmt":"2025-04-19T23:47:47","slug":"por-que-alergias-estao-ficando-piores-com-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/por-que-alergias-estao-ficando-piores-com-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Por que alergias est\u00e3o ficando piores com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3583028401\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O aquecimento global causado pelas emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono est\u00e1 aumentando o tempo e a quantidade de exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00f3len das plantas. O que pode ser feito para reduzir a incid\u00eancia de alergia entre a popula\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sempre podemos observar as tempestades, mas n\u00e3o conseguimos ver o que acontece dentro delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a forma\u00e7\u00e3o da tormenta, trilh\u00f5es de part\u00edculas de p\u00f3len s\u00e3o sugadas para as nuvens. E, quando ela acontece, a chuva, os raios e a umidade dividem todo esse p\u00f3len em fragmentos cada vez menores, que s\u00e3o lan\u00e7ados para a Terra e atingem o sistema respirat\u00f3rio das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 21 de novembro de 2016, por volta das seis horas da tarde, o ar adquiriu caracter\u00edsticas mortais em Melbourne, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os telefones de emerg\u00eancia come\u00e7aram a tocar. Pessoas com dificuldade de respirar come\u00e7aram a procurar os hospitais em grandes n\u00fameros. A demanda por ambul\u00e2ncias foi t\u00e3o grande que os ve\u00edculos n\u00e3o conseguiam retirar as pessoas imobilizadas em suas casas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os servi\u00e7os de pronto atendimento atenderam oito vezes mais pessoas com problemas respirat\u00f3rios do que o normal. E as interna\u00e7\u00f5es hospitalares de pessoas asm\u00e1ticas foram cerca de 10 vezes mais altas do que o habitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 10 pessoas morreram, incluindo uma estudante de direito com 20 anos de idade, que morreu no gramado de casa, aguardando a ambul\u00e2ncia, enquanto sua fam\u00edlia tentava ressuscit\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Um sobrevivente contou que respirava normalmente e, em quest\u00e3o de 30 minutos, ficou ofegante em busca de ar. &#8220;Foi absurdo&#8221;, declarou ele aos rep\u00f3rteres, no seu leito hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor e cientista especializado em sa\u00fade ambiental Paul Beggs, da Universidade Macquarie em Sydney, na Austr\u00e1lia, relembra bem o incidente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foi um evento de massa absoluto. Sem precedentes. Catastr\u00f3fico&#8221;, descreve ele. &#8220;As pessoas em Melbourne, os m\u00e9dicos, enfermeiros e as pessoas nas farm\u00e1cias \u2013 ningu\u00e9m sabia o que estava acontecendo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ficou claro que aquele foi um caso massivo de &#8220;asma de tempestade&#8221;. Ela ocorre quando certos tipos de tempestades decomp\u00f5em as part\u00edculas de p\u00f3len no ar, liberando prote\u00ednas e as lan\u00e7ando sobre as pessoas sobre a superf\u00edcie, sem que elas saibam.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas prote\u00ednas dispersas de forma generalizada podem causar rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas em algumas pessoas, mesmo as que n\u00e3o sofreram de asma anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos como a asma de tempestade que atingiu Melbourne s\u00e3o um exemplo extremo de como o p\u00f3len das plantas e as alergias que ele causa s\u00e3o dramaticamente alterados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aumento das temperaturas, muitas regi\u00f5es (especialmente os Estados Unidos, a Europa e a Austr\u00e1lia) v\u00eam observando que as alergias sazonais, agora, afetam uma parcela maior da popula\u00e7\u00e3o, por per\u00edodos mais longos e com sintomas mais graves, segundo os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, previs\u00f5es indicam que os n\u00edveis de p\u00f3len em 39 Estados americanos ficar\u00e3o acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica da esta\u00e7\u00e3o. E os especialistas alertam que esta situa\u00e7\u00e3o provavelmente s\u00f3 ir\u00e1 se agravar nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00f3len \u00e9 uma parte essencial e onipresente do nosso mundo. Suas part\u00edculas microsc\u00f3picas passam por entre as plantas e permitem a sua reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto algumas plantas espalham seu p\u00f3len com a ajuda dos insetos, outras dependem do vento. Elas emitem imensas quantidades da subst\u00e2ncia em p\u00f3 pelo ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas esp\u00e9cies de \u00e1rvores, gramas e ervas dependem da dispers\u00e3o do p\u00f3len pelo vento. S\u00e3o estas as maiores causadoras das alergias sazonais \u2013 a chamada febre do feno.<\/p>\n\n\n\n<p>A alergia ocorre quando o nosso sistema imunol\u00f3gico, por erro, identifica o p\u00f3len como uma subst\u00e2ncia nociva. Ele, ent\u00e3o, aciona uma rea\u00e7\u00e3o normalmente reservada para v\u00edrus ou bact\u00e9rias patog\u00eanicas. Os sintomas comuns podem incluir coriza, irrita\u00e7\u00e3o nos olhos e espirros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, as alergias sazonais podem causar dificuldades respirat\u00f3rias. Isso ocorre quando a inflama\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas causa incha\u00e7o, o que dificulta a chegada de ar suficiente aos pulm\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-epocanegocios.glbimg.com\/g9YCCJf1cAuFbKD6t1rB3R34woU=\/0x0:1024x576\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd\/internal_photos\/bs\/2025\/s\/7\/v3Z40ZTYmzxrAYKcPHKA\/imagem-bbc\" alt=\"As fortes correntes de ar ascendentes e descendentes podem movimentar e lan\u00e7ar o p\u00f3len na atmosfera \u2014 Foto: BBC News fonte\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">As fortes correntes de ar ascendentes e descendentes podem movimentar e lan\u00e7ar o p\u00f3len na atmosfera \u2014 Foto: BBC News fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Melbourne passou a ser o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/17534666231186726\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">infeliz epicentro da asma de tempestade<\/a>. Foram sete eventos significativos registrados desde 1984.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas incidentes similares j\u00e1 ocorreram em todo o mundo, desde&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0140673685915107\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Birmingham<\/a>, no Reino Unido, at\u00e9&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/thorax.bmj.com\/content\/63\/7\/659.2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atlanta<\/a>, no Estado americano da Ge\u00f3rgia.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes eventos ainda s\u00e3o raros, mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem estar aumentando a probabilidade de incid\u00eancia da asma de tempestade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos motivos \u00e9 o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/gcb.12755\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aumento da temporada do p\u00f3len<\/a>, al\u00e9m da maior frequ\u00eancia dos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/abs\/10.1073\/pnas.0705494104\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">eventos clim\u00e1ticos extremos<\/a>, incluindo as tempestades.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar a influ\u00eancia exata das&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c72r70vjgj7o?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Bepocanegocios.globo.com%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>&nbsp;sobre o caso de asma de tempestade de 2016 em Melbourne. Mas Beggs tem &#8220;razo\u00e1vel certeza&#8221; de que houve algum impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabemos que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas geram&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lanplh\/article\/PIIS2542-5196(19)30015-4\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aumento da quantidade de p\u00f3len na atmosfera<\/a>&#8220;, explica ele. &#8220;Elas est\u00e3o mudando a sazonalidade do p\u00f3len. Est\u00e3o alterando os tipos de p\u00f3len a que somos expostos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Beggs pesquisa extensamente a asma de tempestade e publicou um estudo em 2024, examinando as&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/jamanetwork.com\/journals\/jama\/article-abstract\/2815452\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rela\u00e7\u00f5es entre este fen\u00f4meno e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As tempestades alimentam o p\u00f3len<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o conhecemos a forma exata em que as tempestades ativam ou exacerbam a asma.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal teoria \u00e9 que as correntes de ar frio descendentes que ocorrem nos sistemas meteorol\u00f3gicos durante as tempestades geram fortes ventos cruzados que sopram na superf\u00edcie,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/ukhsa.blog.gov.uk\/2022\/03\/18\/thunderstorm-asthma-and-public-health-looking-back-to-move-forward\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">carregando os gr\u00e3os de p\u00f3len e esporos f\u00fangicos<\/a>&nbsp;das gramas e de outras plantas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles s\u00e3o levados para grandes altitudes pelas correntes de ar ascendentes, at\u00e9 o sistema de tempestade. L\u00e1 chegando, a umidade das nuvens faz com que eles se&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/cea.12709\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">expandam e se dividam em fragmentos menores<\/a>, aumentando massivamente a quantidade de part\u00edculas alerg\u00eanicas no ar.<\/p>\n\n\n\n<p>O forte campo el\u00e9trico que se desenvolve durante as tempestades tamb\u00e9m pode intensificar a desintegra\u00e7\u00e3o do p\u00f3len.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os ventos cruzados frios transportam os fragmentos de p\u00f3len de volta para a superf\u00edcie da Terra, o menor tamanho das part\u00edculas facilita sua entrada nas vias respirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos do fen\u00f4meno indicam que os n\u00edveis de p\u00f3len parecem atingir seu pico nos primeiros&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/cea.12709\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">20-30 minutos de tempestade<\/a>. E o p\u00f3len parece afetar&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/publications.ersnet.org\/content\/erj\/64\/suppl68\/pa1262\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">particularmente os mais jovens<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O aumento da temporada de p\u00f3len<\/h2>\n\n\n\n<p>Felizmente, os grandes eventos de asma de tempestade ainda s\u00e3o raros. Mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o aumentando o risco de exposi\u00e7\u00e3o das pessoas ao p\u00f3len por outras vias.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, o aumento das temperaturas significa que as temporadas de p\u00f3len \u2013 a \u00e9poca do ano em que as plantas emitem as part\u00edculas, tipicamente na primavera e no ver\u00e3o \u2013 agora come\u00e7am mais cedo e duram mais tempo, segundo a cientista de sa\u00fade p\u00fablica Elaine Fuertes. Ela \u00e9 especialista em meio ambiente e doen\u00e7as al\u00e9rgicas do Instituto Nacional do Pulm\u00e3o e Cora\u00e7\u00e3o do Imperial College, no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Voc\u00ea ter\u00e1 pessoas apresentando sintomas mais cedo ao longo do ano, por um per\u00edodo de tempo maior&#8221;, explica ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Em algumas partes do mundo, como a Europa e os Estados Unidos, um dos principais culpados \u00e9 a ambr\u00f3sia, um vasto grupo de plantas produtoras de flores, que muitas pessoas consideram ervas daninhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem diversas esp\u00e9cies de ambr\u00f3sia espalhadas pelo mundo, que podem produzir quantidades alucinantes de p\u00f3len. Uma \u00fanica planta \u00e9 capaz de emitir&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/allergyasthmanetwork.org\/allergies\/pollen-allergy\/ragweed-allergy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">um bilh\u00e3o de gr\u00e3os de p\u00f3len<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A ambr\u00f3sia cresce nos jardins e nas fazendas, al\u00e9m de cantos e fendas nos ambientes urbanos. E as alergias causadas pelo p\u00f3len da ambr\u00f3sia j\u00e1 afetam cerca de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/aafa.org\/allergies\/types-of-allergies\/pollen-allergy\/ragweed-pollen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">50 milh\u00f5es de pessoas, somente nos Estados Unidos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo analisou dados de 11 locais na Am\u00e9rica do Norte entre 1995 e 2015 e concluiu que 10 deles apresentam temporadas mais longas de p\u00f3len de ambr\u00f3sia \u2013 alguns deles, muito mais longas.<\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.epa.gov\/climate-indicators\/climate-change-indicators-ragweed-pollen-season\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Naquele per\u00edodo de 20 anos<\/a>, a temporada aumentou em 25 dias em Winnipeg (Manitoba, Canad\u00e1), 21 dias em Fargo (Dakota do Norte, EUA) e 18 dias em Mine\u00e1polis (Minnesota, EUA).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O inverno se aquece, a primavera come\u00e7a mais cedo e o outono se atrasa. Por isso, o tempo que voc\u00ea passa em ambiente externo, em contato com o p\u00f3len al\u00e9rgico, certamente est\u00e1 aumentando&#8221;, afirma o professor de ci\u00eancias da sa\u00fade ambiental Lewis Ziska, da Universidade Columbia em Nova York, nos Estados Unidos. Ele participou dos estudos sobre a temporada do p\u00f3len de ambr\u00f3sia.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas mudan\u00e7as s\u00e3o mais dr\u00e1sticas no norte da Am\u00e9rica do Norte, Europa e \u00c1sia, segundo Ziska, al\u00e9m da Austr\u00e1lia e do sul da \u00c1frica e da Am\u00e9rica do Sul. E, se n\u00e3o houver redu\u00e7\u00f5es imediatas das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, o efeito provavelmente s\u00f3 ir\u00e1 se agravar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 2022, por exemplo, estimou que, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, as temporadas de p\u00f3len ir\u00e3o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-022-28764-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">come\u00e7ar at\u00e9 40 dias antes e terminar at\u00e9 15 dias depois<\/a>&nbsp;do per\u00edodo atual. Isso potencialmente indica que haver\u00e1 dois meses a mais de sintomas por ano, entre as pessoas que sofrem da febre do feno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-epocanegocios.glbimg.com\/VsPgcvj82CZHAdOxa3W__lekwt4=\/0x0:800x450\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd\/internal_photos\/bs\/2025\/3\/t\/JwNT3oSSKCdLDGz3F3Sg\/imagem-bbc\" alt=\"A ambr\u00f3sia \u00e9 uma fonte importante de al\u00e9rgenos do p\u00f3len em muitas partes do mundo, que lutam para controlar a planta \u2014 Foto: BBC News fonte\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A ambr\u00f3sia \u00e9 uma fonte importante de al\u00e9rgenos do p\u00f3len em muitas partes do mundo, que lutam para controlar a planta \u2014 Foto: BBC News fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas o tempo de exposi\u00e7\u00e3o das pessoas aos al\u00e9rgenos que est\u00e1 aumentando. A quantidade de al\u00e9rgenos no ar tamb\u00e9m est\u00e1 crescendo em muitas partes do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 2000, a temporada do p\u00f3len na \u00e1rea continental dos Estados Unidos come\u00e7ou tr\u00eas dias antes do verificado na d\u00e9cada de 1990. E a quantidade de p\u00f3len no ar&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/epdf\/10.1111\/gcb.12755\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tamb\u00e9m foi 46% maior<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ocorreu, em parte, porque os n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) na atmosfera est\u00e3o aumentando, devido \u00e0s emiss\u00f5es causadas pelas atividades humanas. E muitas das plantas que causam maior preju\u00edzo para as pessoas que sofrem da febre do feno se multiplicam na presen\u00e7a de CO\u2082.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um estudo, pesquisadores cultivaram um&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0111712\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">certo tipo de grama<\/a>&nbsp;sob diferentes concentra\u00e7\u00f5es de CO\u2082.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles conclu\u00edram que as flores de plantas cultivadas em atmosfera contendo 800 partes por milh\u00e3o (ppm) de CO\u2082 produziram cerca de 50% mais p\u00f3len do que aquelas cultivadas em ar contendo 400 ppm (o n\u00edvel atual de CO\u2082 na atmosfera da Terra).<\/p>\n\n\n\n<p>De forma similar, outros cientistas tamb\u00e9m testaram o cultivo de diferentes tipos de carvalho, cujo p\u00f3len costuma causar febre do feno em pa\u00edses como a Coreia do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio de 720 ppm de CO\u2082, eles conclu\u00edram que cada carvalho apresenta contagem m\u00e9dia de p\u00f3len&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00484-018-1558-7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">13 vezes maior<\/a>&nbsp;do que as \u00e1rvores expostas a 400 ppm. E, mesmo a 560 ppm, a produ\u00e7\u00e3o de p\u00f3len foi 3,5 vezes maior do que os n\u00edveis atuais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cies invasoras<\/h2>\n\n\n\n<p>Ziska \u00e9 o autor do livro&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/cup.columbia.edu\/book\/greenhouse-planet\/9780231206709\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Greenhouse Planet<\/a>&nbsp;(&#8220;Planeta estufa&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), publicado em 2022. Ele realizou experimentos similares com a ambr\u00f3sia e seus resultados confirmam os de outros pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sempre que aumentamos o di\u00f3xido de carbono, a ambr\u00f3sia reage&#8221;, ele conta. &#8220;Ela cresce mais. Ela produz mais p\u00f3len.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E houve algumas evid\u00eancias de que ela produz uma forma mais alerg\u00eanica do p\u00f3len, que pode induzir nosso sistema imunol\u00f3gico a reagir ainda mais que no passado&#8221;, segundo Ziska.<\/p>\n\n\n\n<p>A difus\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras em outras partes do mundo tamb\u00e9m aciona rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas em outras popula\u00e7\u00f5es humanas. A ambr\u00f3sia, por exemplo, \u00e9 origin\u00e1ria da Am\u00e9rica do Norte, mas ela se espalhou pela&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/1365-2664.12156\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Europa<\/a>, Austr\u00e1lia,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/link.springer.com\/chapter\/10.1007\/978-3-540-71318-0_8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c1sia<\/a>&nbsp;e Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 60% das pessoas da Hungria, 20% da Dinamarca e 15% da Holanda j\u00e1 manifestam&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/cordis.europa.eu\/article\/id\/30447-ragweed-allergy-on-the-rise-in-europe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sensibilidade ao p\u00f3len<\/a>&nbsp;deste prol\u00edfico grupo de plantas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-epocanegocios.glbimg.com\/guKPj7IyOqff8ICvErp6GuhIQWU=\/0x0:800x450\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd\/internal_photos\/bs\/2025\/a\/j\/BZBjZRTC6ySixXUNoA6A\/imagem-bbc\" alt=\"Com o aumento da quantidade de p\u00f3len no ar devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os cientistas preveem o agravamento das alergias sazonais \u2014 Foto: BBC News fonte\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com o aumento da quantidade de p\u00f3len no ar devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os cientistas preveem o agravamento das alergias sazonais \u2014 Foto: BBC News fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 especialmente preocupante porque se estima que, at\u00e9 2050, a concentra\u00e7\u00e3o de p\u00f3len de ambr\u00f3sia no ar seja cerca de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nclimate2652\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quatro vezes maior do que a atual<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo em partes da Europa onde o p\u00f3len de ambr\u00f3sia \u00e9 virtualmente ausente hoje em dia, como o sul do Reino Unido e a Alemanha, &#8220;os n\u00edveis de p\u00f3len passam a ser substanciais&#8221;, em cen\u00e1rios clim\u00e1ticos moderados ou mais altos, segundo os pesquisadores no estudo de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas indicam que cerca de um ter\u00e7o do aumento se deve \u00e0 cont\u00ednua expans\u00e3o das esp\u00e9cies invasoras. Os dois ter\u00e7os restantes s\u00e3o especificamente causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, incluindo a extens\u00e3o da temporada de crescimento, com o aumento das temperaturas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ser\u00e1, portanto, uma temporada mais longa, que come\u00e7a mais cedo e mais intensa para quem sofre de sintomas al\u00e9rgicos&#8221;, explica Fuertes, &#8220;e, com isso, aumenta o risco de nova sensibiliza\u00e7\u00e3o para popula\u00e7\u00f5es anteriormente n\u00e3o expostas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nem todas as regi\u00f5es do mundo observar\u00e3o aumento da produ\u00e7\u00e3o de p\u00f3len.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns pesquisadores conclu\u00edram, por exemplo, que o sul da Calif\u00f3rnia ir\u00e1 enfrentar temporadas de p\u00f3len que come\u00e7ar\u00e3o mais cedo, mas ser\u00e3o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/bg.copernicus.org\/articles\/11\/1461\/2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">menos produtivas<\/a>. O motivo, em grande parte, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas estas previs\u00f5es n\u00e3o consideram todos os poss\u00edveis efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre os al\u00e9rgenos suspensos no ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode tamb\u00e9m haver, por exemplo, consequ\u00eancias \u00e0 sa\u00fade devido \u00e0 maior probabilidade de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c2egx388rp2o?xtor=AL-73-%5Bpartner%5D-%5Bepocanegocios.globo.com%5D-%5Blink%5D-%5Bbrazil%5D-%5Bbizdev%5D-%5Bisapi%5D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inc\u00eandios florestais<\/a>, o que&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC10176314\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aumenta o risco<\/a>&nbsp;dos sintomas de asma e alergia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos relativos, Fuertes indica que a quantidade de p\u00f3len suspensa no ar ainda ir\u00e1 variar de um ano para outro. Mas isso pode n\u00e3o auxiliar muito as pessoas que sofrem da febre do feno.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea tem sensibilidade e desenvolve sintomas al\u00e9rgicos, provavelmente ir\u00e1 apresentar sintomas nos anos em que os n\u00edveis de p\u00f3len estejam abaixo da m\u00e9dia&#8221;, explica ela. &#8220;Voc\u00ea ir\u00e1 reagir ao p\u00f3len que est\u00e1 \u00e0 sua volta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-epocanegocios.glbimg.com\/5vI5q1p9lR3kGFgPii96Rm8sqBE=\/0x0:800x449\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_e536e40f1baf4c1a8bf1ed12d20577fd\/internal_photos\/bs\/2025\/i\/I\/GyM6kvRnSpipEKd8BrBA\/imagem-bbc\" alt=\"O plantio de esp\u00e9cies de \u00e1rvores que produzem menos p\u00f3len indutor de alergias no ar \u00e9 uma forma que as cidades t\u00eam de ajudar as pessoas que sofrem da febre do feno \u2014 Foto: BBC News fonte\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O plantio de esp\u00e9cies de \u00e1rvores que produzem menos p\u00f3len indutor de alergias no ar \u00e9 uma forma que as cidades t\u00eam de ajudar as pessoas que sofrem da febre do feno \u2014 Foto: BBC News fonte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que as pessoas podem fazer a respeito?<\/p>\n\n\n\n<p>Reduzir as emiss\u00f5es de carbono ajudaria a evitar alguns dos impactos clim\u00e1ticos mais s\u00e9rios e outras estrat\u00e9gias tamb\u00e9m poder\u00e3o reduzir o problema. E talvez tamb\u00e9m seja poss\u00edvel fazer interven\u00e7\u00f5es diretas mais dr\u00e1sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um s\u00e9culo atr\u00e1s, algumas cidades americanas chegaram a formar comit\u00eas para combater a ambr\u00f3sia. &#8220;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/1932\/08\/12\/archives\/chicago-employs-1350-in-hay-fever-fight-jobless-used-to-cut-down.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Chicago emprega 1.350 pessoas<\/a>&nbsp;no combate \u00e0 febre do feno&#8221;, anuncia uma manchete de 1932.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem explica que os homens, antes desempregados devido \u00e0 Grande Depress\u00e3o, recebiam o equivalente a uma semana de alimenta\u00e7\u00e3o e moradia (e &#8220;25 centavos em dinheiro&#8221;) por dia passado cortando a planta.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida pode parecer curiosa, mas fez diferen\u00e7a. Um&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.jacionline.org\/article\/0021-8707(56)90002-8\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo de 1956<\/a>&nbsp;sobre a &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Ambr\u00f3sia&#8221; na cidade de Nova York estimou que o corte das plantas pela multid\u00e3o reduziu a produ\u00e7\u00e3o de p\u00f3len em cerca de 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, podemos encontrar a\u00e7\u00f5es coordenadas em andamento na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Berlim, na Alemanha, trabalhadores foram destacados para&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/aacijournal.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/1710-1492-10-42\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">encontrar e eliminar a ambr\u00f3sia<\/a>&nbsp;em toda a cidade. J\u00e1 a Su\u00ed\u00e7a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.bafu.admin.ch\/bafu\/en\/home\/topics\/biotechnology\/dossiers\/changes-to-regulation-on-invasive-alien-plants.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">proibiu a importa\u00e7\u00e3o ou venda da planta<\/a>&nbsp;em 2024 e formou&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.swissinfo.ch\/eng\/sci-tech\/invasive-species-in-switzerland-_foreign-elements-endangering-swiss-biodiversity\/44978842\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">grupos de volunt\u00e1rios para patrulhar os parques p\u00fablicos<\/a>&nbsp;para arranc\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras solu\u00e7\u00f5es exigem design urbano mais inteligente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precisamos definitivamente tornar nossas cidades verdes&#8221;, afirma Elaine Fuertes. &#8220;Mas precisamos fazer isso criteriosamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O plantio de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, por exemplo,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S016920461100137X\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pode causar novas alergias<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado &#8220;sexismo bot\u00e2nico&#8221; \u2013 a escolha de \u00e1rvores machos produtoras de p\u00f3len em algumas esp\u00e9cies, em vez das f\u00eameas produtoras de frutos e sementes, de manejo complicado \u2013 tamb\u00e9m pode aumentar os n\u00edveis de p\u00f3len em \u00e1reas urbanas. Mas estudos demonstraram que o efeito deste vi\u00e9s \u00e9&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.fs.usda.gov\/nrs\/pubs\/jrnl\/2024\/nrs_2024_katz_001.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relativamente pequeno em grandes cidades<\/a>, como Nova York.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante monitorar e prever os n\u00edveis de p\u00f3len, segundo os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precisamos saber o que estamos respirando&#8221;, explica Paul Beggs. &#8220;\u00c9 algo bastante fundamental em termos da nossa sa\u00fade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que a maioria das pessoas sabe que pode conseguir informa\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas, confi\u00e1veis e em tempo real sobre \u00edndices como a temperatura ou os n\u00edveis de chuva na sua regi\u00e3o. Mas relativamente poucos podem dizer o mesmo sobre os al\u00e9rgenos suspensos no ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas mesmo os servi\u00e7os que apresentam modelos de contagem de p\u00f3len de forma abrangente e detalhada, como o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41597-024-03686-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Meteorol\u00f3gico Finland\u00eas<\/a>, n\u00e3o monitoram nem elaboram modelos dos n\u00edveis de al\u00e9rgenos suspensos no ar com mais precis\u00e3o. Afinal, cada gr\u00e3o de p\u00f3len pode liberar diferentes quantidades de al\u00e9rgenos, que podem variar de acordo com as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fuertes destaca que esta \u00e9 uma medi\u00e7\u00e3o diferente,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.jacionline.org\/article\/S0091-6749(23)01469-0\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mais relacionada aos sintomas al\u00e9rgicos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m mede os n\u00edveis de al\u00e9rgenos regularmente&#8221;, afirma ela. &#8220;N\u00f3s dever\u00edamos estar desenvolvendo isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, os especialistas afirmam que a ci\u00eancia \u00e9 clara. Sem a\u00e7\u00f5es concretas e coordenadas, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas continuar\u00e3o a agravar a febre do feno em muitas regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso poder\u00e1 incluir eventos mortais mais dram\u00e1ticos, como a asma de tempestade. Mas tamb\u00e9m pode significar mais pessoas fungando e sofrendo, por mais tempo, todos os anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos, agora, os estudos que demonstram os impactos sobre a sa\u00fade humana&#8221;, afirma Beggs. &#8220;E ainda h\u00e1 mais vindo por a\u00ed.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aquecimento global causado pelas emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono est\u00e1 aumentando o tempo e a quantidade de exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00f3len das plantas. O que pode ser feito para reduzir a incid\u00eancia de alergia entre a popula\u00e7\u00e3o? Sempre podemos observar as tempestades, mas n\u00e3o conseguimos ver o que acontece dentro delas. 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