{"id":26809,"date":"2025-04-23T11:41:00","date_gmt":"2025-04-23T14:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=26809"},"modified":"2025-04-23T11:41:01","modified_gmt":"2025-04-23T14:41:01","slug":"aos-81-anos-gloria-gaynor-esta-de-volta-depois-de-superar-dificuldades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/aos-81-anos-gloria-gaynor-esta-de-volta-depois-de-superar-dificuldades\/","title":{"rendered":"Aos 81 anos, Gloria Gaynor est\u00e1 de volta depois de superar dificuldades"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-562630974\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cantora, dona do hit \u2018I Will Survive\u2019, retorna aos palcos com uma banda de dez m\u00fasicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Sentada ao piano da casa moderna e clara onde mora, em Englewood Cliffs, Nova Jersey (EUA),&nbsp;<a href=\"https:\/\/entretenimento.r7.com\/prisma\/odair-braz-jr\/que-musicas-gloria-gaynor-vai-cantar-em-shows-no-brasil-19092024\/\">Gloria Gaynor<\/a>&nbsp;conta os planos para o pr\u00f3ximo show.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz que passou muitos anos sozinha no palco, usando&nbsp;<a href=\"https:\/\/entretenimento.r7.com\/prisma\/odair-braz-jr\/preocupada-em-ser-diva-mariah-carey-faz-karaoke-sem-emocao-em-show-em-sao-paulo-21092024\/\">playback<\/a>. Chega. Agora a cantora de 81 anos vai se apresentar com uma banda de dez m\u00fasicos, incluindo uma se\u00e7\u00e3o de metais e tr\u00eas vocais de apoio \u2014 n\u00edvel de profissionalismo de que passou a fazer quest\u00e3o para fechar contrato. \u201cGloria Gaynor \u00e9 artigo de luxo. Quem tem cacife, banca\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p>Gaynor levou uma vida inteira para poder se exprimir como diva. A cantora, que se tornou a personifica\u00e7\u00e3o da supera\u00e7\u00e3o gra\u00e7as a\u00a0<em>I Will Survive<\/em>, sua m\u00fasica mais emblem\u00e1tica, confessa que passou anos lutando com a autoestima baixa \u2014 e o resultado foi que acabou perdendo o rumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, desde que decidiu assumir o controle da vida e da carreira, passou a se sentir \u00e0 altura da voz segura ouvida em tantas grava\u00e7\u00f5es, inclusive o single mais recente,\u00a0<em>Fida Known<\/em>, que remete aos anos dourados da disco music, mas tamb\u00e9m soa muito atual. \u201cA sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de ser uma borboleta saindo do casulo\u201d, confessa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascida Gloria Fowles, ela foi criada em uma fam\u00edlia grande em Newark, Nova Jersey, apesar de n\u00e3o ter conhecido o pai, cantor de boate. A m\u00e3e, conhecida por todos como Queenie May, era uma mulher bondosa, sem papas na l\u00edngua e dona de uma bela voz. Aos 12 anos, Gaynor foi v\u00edtima de abuso, cometido por um dos namorados da m\u00e3e, segundo ela mesma revela em entrevistas. Manteve a agress\u00e3o em segredo durante d\u00e9cadas, escondendo-a at\u00e9 dos leitores do livro de mem\u00f3rias que lan\u00e7ou em 1995,&nbsp;<em>Soul Survivor<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda adolescente, a m\u00e3e reconheceu seu talento ao ouvi-la cantar o cl\u00e1ssico do jazz\u00a0<em>Lullaby of the Leaves<\/em>. Queenie May incentivou muito a filha na \u00e9poca em que mantinha mais de um emprego de dia e cantava em boates \u00e0 noite, mas n\u00e3o viveu para ver seu grande sucesso, morrendo de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em 1970, quando Gaynor tinha 27 anos e ainda lutava para ser reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu primeiro sucesso veio em 1975,&nbsp;<em>Never Can Say Goodbye<\/em>, regrava\u00e7\u00e3o do sucesso de 1971 dos Jackson 5. Gra\u00e7as \u00e0 batida ininterrupta, aos arranjos de cordas exuberantes e \u00e0 voz vibrante de Gaynor, a m\u00fasica estourou no mundo e foi a primeira a encabe\u00e7ar a rec\u00e9m-criada parada Disco\/Dance da revista Billboard.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como surgiu \u2019I Will Survive\u2019<\/h3>\n\n\n\n<p>Gaynor estabeleceu um padr\u00e3o para o g\u00eanero, de acordo com o cr\u00edtico e historiador musical Vince Aletti, um dos primeiros jornalistas a levar a disco music a s\u00e9rio. \u201cAs mulheres dominavam a pista de dan\u00e7a h\u00e1 anos, mas Gloria foi a primeira a oferecer um som poderoso. Deu para perceber que ela tinha chegado para ficar\u201d, relembra ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi eleita a Rainha Disco, mas o t\u00edtulo n\u00e3o foi criado s\u00f3 como propaganda para vender shows: em 1975, em cerim\u00f4nia em Manhattan realizada pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional de DJs do g\u00eanero, Gaynor, de longo, parecia radiante ao ser coroada e receber o reconhecimento dos organizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, permanecer no topo \u00e9 complicado \u2014 e suas perspectivas n\u00e3o se mostraram nada animadoras anos depois, quando caiu de costas sobre um monitor de palco durante apresenta\u00e7\u00e3o no Beacon Theater, em Nova York. Submetida a uma cirurgia, teve uma recupera\u00e7\u00e3o complicad\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi quando veio&nbsp;<em>I Will Survive<\/em>. Composta por Dino Fekaris e Freddie Perren, dupla que havia trabalhado anteriormente para a Motown, a m\u00fasica combinava perfeitamente com Gaynor que, com convic\u00e7\u00e3o total, cantou a trai\u00e7\u00e3o que sofreu e a volta por cima, libertando-se e seguindo adiante, para uma vida independente, de cabe\u00e7a erguida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela sabia que a can\u00e7\u00e3o era boa, mas a gravadora a relegou ao lado B do single de 1978,&nbsp;<em>Substitute<\/em>; apesar disso, e fazendo jus ao nome,<em>&nbsp;I Will Survive<\/em>&nbsp;(<em>Eu vou sobreviver<\/em>, em portugu\u00eas) recusou a insignific\u00e2ncia \u2014 e gra\u00e7as aos DJs que viraram o disco, chegou ao primeiro lugar na Billboard Hot 100 e levou o Grammy.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim que a m\u00fasica come\u00e7ava a tocar, dava para sentir a empolga\u00e7\u00e3o e o otimismo no ar\u201d, diz Aletti. \u201cEra incr\u00edvel. Ela cantava para todo mundo na pista de dan\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>I Will Survive&nbsp;<\/em>se tornou n\u00e3o s\u00f3 a m\u00fasica s\u00edmbolo de Gaynor \u2014 que afirma nunca se cansar de cant\u00e1-la \u2014, mas tamb\u00e9m um hino eterno de supera\u00e7\u00e3o das dificuldades e da opress\u00e3o. At\u00e9 hoje \u00e9 considerada uma das melhores faixas da dance music de todos os tempos. Em 2016, a Biblioteca do Congresso a incluiu no Registro Nacional de Grava\u00e7\u00f5es, cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas norte-americanas consideradas \u201cmarcantes em termos culturais, hist\u00f3ricos e est\u00e9ticos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora \u00e9 mais uma m\u00fasica que fala de vit\u00f3ria. Eu a canto para os outros, torcendo para que ajude as pessoas a chegar onde cheguei e ir al\u00e9m. Sim, porque hoje sou bem-sucedida, n\u00e3o preciso mais lutar para sobreviver.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Auge, anos dif\u00edceis e retomada<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando a m\u00fasica come\u00e7ou a fazer sucesso, ela se casou com um ex-funcion\u00e1rio do Departamento de Tr\u00e2nsito de Nova York que se tornou seu empres\u00e1rio. De acordo com Gaynor, ele gostava de se divertir com a elite badalada e de gastar o que ela ganhava.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net\/resizer\/v2\/3CWZV63GZBAAJHS55SU75ZEZJU.jpg?auth=e1c6620bb5409493d4d982c25d0f3d311b3c8ad4a4afb7149fea4e6baa7a851d&amp;width=2427&amp;height=2427\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gloria Gaynor em sua casa em Englewood Cliffs, Nova Jersey (EUA)Elianel Clinton\/The New York Times<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parou de fechar contratos de shows para a mulher nos anos 1980 e 1990, e ela conquistou um prest\u00edgio especial na Europa, onde cantava com playback porque era mais barato do que contratar uma banda de apoio. Ela aprendeu a fingir e a tolerar a farsa. Quando um apresentador de TV brit\u00e2nico questionou a agenda exaustiva, afirmou que adorava viajar. Depois, confessou que se manteve casada porque n\u00e3o se sentia digna de ser amada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo depois de tantos anos de estrada, Gaynor nunca perdeu a voz macia e poderosa. Em 2001, no show em comemora\u00e7\u00e3o a<a href=\"https:\/\/record.r7.com\/balanco-geral\/video\/familia-de-michael-jackson-corre-risco-de-ficar-sem-os-lucros-de-filme-sobre-o-rei-do-pop-04062024\/\">&nbsp;Michael Jackson<\/a>, no Madison Square Garden, dominou o palco, gigante no vestido dourado e turbante com pedrarias, em uma interpreta\u00e7\u00e3o emocionante de&nbsp;<em>I Will Survive<\/em>, com direito ao acompanhamento de uma orquestra completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora Gaynor continuasse sendo uma grande atra\u00e7\u00e3o no exterior, na terra natal a fama ficou comprometida por anos de gerenciamento ruim da carreira. \u201cTenho certeza de que ela gostaria de ser mais popular nos EUA, mas \u00e9 dif\u00edcil vender ingressos para seus shows\u201d, admite Stephanie Gold, a atual empres\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005, Gaynor finalmente se divorciou, dedicando a d\u00e9cada seguinte a reconstruir a vida e carreira. Inspirada por uma mat\u00e9ria da revista Architectural Digest, construiu uma casa nova, a mans\u00e3o de quase 500 metros quadrados em Englewood Cliffs, com uma escadaria digna de qualquer diva, cozinha espa\u00e7osa (ela gosta de inventar receitas, incluindo o frango que leva seu nome) e dois le\u00f5es de pedra guardando a entrada. \u201cSempre quis ter le\u00f5es\u201d, confessa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, ela lan\u00e7ar\u00e1 um EP de dance pop&nbsp;<em>Happy Tears<\/em>, que se encaixa perfeitamente em seu cat\u00e1logo de can\u00e7\u00f5es alto astral, que falam de vencer as adversidades. E o momento n\u00e3o poderia ser mais prop\u00edcio, pois est\u00e1 sendo redescoberta, gra\u00e7as, em parte, ao document\u00e1rio de 2023,&nbsp;<em>Gloria Gaynor &#8211; I Will Survive&nbsp;<\/em>e pelo filme biogr\u00e1fico, de 2024,<em>&nbsp;I Will Survive: The Gloria Gaynor Story<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tempo em que fiquei afastada me ajudou a sair das sombras, a me expressar e a ser quem eu sou, mas menos arrogante.\u201d Sorrindo, completa: \u201cAcho que acabei de descrever o conceito de humildade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>c. 2025 The New York Times Company<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cantora, dona do hit \u2018I Will Survive\u2019, retorna aos palcos com uma banda de dez m\u00fasicos Sentada ao piano da casa moderna e clara onde mora, em Englewood Cliffs, Nova Jersey (EUA),&nbsp;Gloria Gaynor&nbsp;conta os planos para o pr\u00f3ximo show. Ela diz que passou muitos anos sozinha no palco, usando&nbsp;playback. Chega. 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