{"id":27104,"date":"2025-05-06T10:02:43","date_gmt":"2025-05-06T13:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=27104"},"modified":"2025-05-06T10:02:45","modified_gmt":"2025-05-06T13:02:45","slug":"vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mental-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mental-entenda\/","title":{"rendered":"V\u00edcio de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3634164520\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Proposta envolve definir tempo m\u00e1ximo de uso das plataformas para diferenciar a rela\u00e7\u00e3o nociva<\/h2>\n\n\n\n<p>Um grupo de cientistas est\u00e1 propondo que a rela\u00e7\u00e3o nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estat\u00edsticas e diagn\u00f3sticos da psiquiatria, o DSM, que influencia pol\u00edticas p\u00fablicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia \u00e9 que a condi\u00e7\u00e3o possa tamb\u00e9m integrar a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID), da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista cient\u00edfica JAMA, da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana, que publicou um artigo sugerindo crit\u00e9rios para determinar o que \u00e9 o consumo exagerado de m\u00eddia sociais e a partir de que ponto ele se torna um dist\u00farbio m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos volunt\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirado em um crit\u00e9rio gradual para avaliar grada\u00e7\u00f5es de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, prop\u00f4s uma escala para avaliar a rela\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de m\u00eddia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois cientistas afirmam que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, posi profissionais de sa\u00fade precisam de um sistema de classifica\u00e7\u00e3o para trabalhar com o problema. \u00c9 relativamente consensual entre psic\u00f3logos e psiquiatras que os indiv\u00edduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas rela\u00e7\u00f5es pessoais precisam de ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Introduzir essa classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser mais urgente&#8221;, escrevem Hale e Christakis. &#8220;Enquanto acad\u00eamicos se alongam em discuss\u00f5es abstratas sobre o assunto, mais de 6 milh\u00f5es de adolescentes americanos j\u00e1 est\u00e3o exibindo o que n\u00f3s chamamos provisoriamente de consumo pesado de m\u00eddia, e uma parcela consider\u00e1vel deles provavelmente j\u00e1 sofre de transtorno de uso de m\u00eddia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta inicial da dupla \u00e9 que se defina inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indiv\u00edduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, por\u00e9m, que ser\u00e1 preciso discutir o conte\u00fado consumido, porque o problema est\u00e1 ligado a fen\u00f4menos como o bullying e a propaga\u00e7\u00e3o de conte\u00fados preconceituosos e ofensivos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora o debate sobre a exist\u00eancia de algo como transtorno de games, v\u00edcio em internet ou uso problem\u00e1tico de m\u00eddias sociais continue entre acad\u00eamicos e a ind\u00fastria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades est\u00e1 substituindo as intera\u00e7\u00f5es do mundo real de maneira tanto sutil quanto dram\u00e1tica&#8221;, dizem os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ru\u00eddo na academia<\/h2>\n\n\n\n<p>O debate sobre se \u00e9 desej\u00e1vel criar uma nova categoria de doen\u00e7a para descrever o problema n\u00e3o \u00e9 novo. O pr\u00f3prio v\u00edcio em videogames j\u00e1 foi candidato a entrar como transtorno nos manuais, numa discuss\u00e3o que n\u00e3o teve consenso. Enquanto OMS adotou a defini\u00e7\u00e3o, a comiss\u00e3o de psiquiatras que elabora o DSM n\u00e3o a incorporou.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o que deve entrar no debate \u00e9 o quanto a cria\u00e7\u00e3o de transtornos muito espec\u00edficos ajuda na compreens\u00e3o de um problema comportamental complexo e mais abrangente. \u00c9 poss\u00edvel que n\u00e3o exista um mecanismo ps\u00edquico moldado ao v\u00edcio em redes e que seja digno de embasar a defini\u00e7\u00e3o de um novo transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das vozes dissonantes no assunto \u00e9 a do psiquiatra Luis Augusto Rohde, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que integrou a for\u00e7a tarefa da edi\u00e7\u00e3o 5 do DSM, aquela que est\u00e1 em vigor hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Existe muito barulho e pouca ci\u00eancia dando suporte nessas quest\u00f5es \u2014 diz o cientista. \u2014 \u00c9 claro que n\u00f3s temos que buscar entender melhor as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 internet e, principalmente, as redes sociais em determinados quadros, mas a cria\u00e7\u00e3o de novos diagn\u00f3sticos precisa de mais cautela.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rohde, a cria\u00e7\u00e3o de novas categorias pode atrapalhar na compreens\u00e3o do problema, em vez de ajudar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Tudo o que envolve gratifica\u00e7\u00e3o e prazer tem alguum potencial para compuls\u00e3o. N\u00f3s ter\u00edamos ent\u00e3o que discutir um transtorno de compras compulsivas, um para comer compulsivamente ou outro para jogar? \u2014 questiona. \u2014 Ser\u00e1 que o diagn\u00f3stico n\u00e3o deve ser o de transtorno de controle de impulso, e essas s\u00e3o as diversas manifesta\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-oglobo.glbimg.com\/OnmJvEV40B2XcI0s1CA-N5wyV68=\/0x0:648x747\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8\/internal_photos\/bs\/2025\/T\/Q\/BDJ8KpRYGbqMfPVOqSOA\/sau-06-05-telas-e-adolescentes.jpg\" alt=\"Confira as categorias sugeridas pelos cientistas \u2014 Foto: Editoria de Arte\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Confira as categorias sugeridas pelos cientistas \u2014 Foto: Editoria de Arte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alguns defensores da proposi\u00e7\u00e3o afirmam que, mesmo que a cria\u00e7\u00e3o desse transtorno seja algo arbitr\u00e1rio, \u00e9 algo que poderia facilitar a rela\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos com sistemas de sa\u00fade, incluindo o financiamento e suporte a terapias e tratamentos. \u00c9 comum que pedidos de licen\u00e7a ou reembolso, por exemplo, exijam a inclus\u00e3o de um c\u00f3digo da CID em formul\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Via de m\u00e3o dupla<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o ainda em debate \u00e9 o quanto a compuls\u00e3o por m\u00eddias sociais \u00e9 causa ou consequ\u00eancia de ansiedade e depress\u00e3o. H\u00e1 pesquisas, sobretudo com meninas, mostrando que existe uma via de duas m\u00e3os nessas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse v\u00edcio \u00e9 motivado por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores psicol\u00f3gicos, como baixa autoestima, problemas de sa\u00fade mental, mecanismos tecnol\u00f3gicos como rolagem infinita e notifica\u00e7\u00f5es personalizadas, al\u00e9m de influ\u00eancias sociais, incluindo press\u00e3o dos colegas e exposi\u00e7\u00e3o a conte\u00fado idealizado&#8221;, afirma Jashvini Amirthalingam, psicopediatra do Instituto de Neuroci\u00eancias e Psicologia Comportamental da Calif\u00f3rnia que produziu uma revis\u00e3o ampla recente sobre estudos na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisadora, esse universo se tornou um quinh\u00e3o amplo da pesquisa sobre sa\u00fade mental em crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As plataformas de m\u00eddia social deveriam encorajar a conex\u00e3o, mas tamb\u00e9m podem criar circunst\u00e2ncias que promovem h\u00e1bitos obsessivos, especialmente em jovens mais vulner\u00e1veis&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o das complexidades envolvidas no conte\u00fado discutido, Christakis e Hale reconhecem que a defini\u00e7\u00e3o de limites de tempo de uso para m\u00eddias sociais n\u00e3o vai abarcar todos os elementos da discuss\u00e3o sobre a classifica\u00e7\u00e3o do problema. Mas argumentam que \u00e9 um bom ponto de partida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O dia tem um n\u00famero limitado de horas, e considerando que os adolescentes devem dormir de oito a dez horas por dia e frequentar a escola por aproximadamente seis horas, aqueles que usam seus celulares por nove horas por dia (que s\u00e3o 15% em nossos dados) provavelmente o usam durante a escola ou deixam de dormir para faz\u00ea-lo&#8221;, escrevem os cientistas. &#8220;Isso por si s\u00f3 deveria ser causa para preocupa\u00e7\u00e3o ou mesmo para interven\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Rohde afirma, por\u00e9m, que \u00e9 muito dif\u00edcil dissociar a quest\u00e3o do tempo daquela do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O tempo de tela s\u00f3 explica uma variabilidade muito pequena do bem-estar mental em adolescentes \u2014 diz. \u2014 Existem outras quest\u00f5es na equa\u00e7\u00e3o, como a desagrega\u00e7\u00e3o familiar, a situa\u00e7\u00e3o da falta de supervis\u00e3o, aquele pai que n\u00e3o consegue estar pr\u00f3ximo do filho, etc.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que fazer<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda est\u00e1 aberto o debate sobre como deve ser encarada institucionalmente a rela\u00e7\u00e3o t\u00f3xica de crian\u00e7as com as telas, redes e videogames, mas isso n\u00e3o impede os especialistas de buscarem ajudar os pais que se encontram na linha de frente do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>A OMS, por exemplo, j\u00e1 publicou um documento com diretrizes. A organiza\u00e7\u00e3o recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crian\u00e7as abaixo de 2 anos, e que para crian\u00e7as de 2 a 4 anos n\u00e3o ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia \u00e9 maximizar o tempo de intera\u00e7\u00e3o com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.<\/p>\n\n\n\n<p>Grupos de psic\u00f3logos e pediatras est\u00e3o produzindo tamb\u00e9m diretrizes mais voltadas a crian\u00e7as maiores e adolescentes, que t\u00eam usado tamb\u00e9m redes sociais. Para essa faixa et\u00e1ria acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria n\u00e3o estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede aten\u00e7\u00e3o para que atividades em telas n\u00e3o prejudiquem sono, esportes e rela\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princ\u00edpios semelhantes, e recomenda que crian\u00e7as menores de 13 anos n\u00e3o tenham seus pr\u00f3prios perfis em plataformas. (Esse limite j\u00e1 \u00e9 lei nos EUA e outros pa\u00edses.) \u00c9 recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma recomenda\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica \u00e9 a de n\u00e3o deixar dispositivos dentro dos quartos das crian\u00e7as e adolescentes durante a noite, e retir\u00e1-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante \u00e9 evitar acesso a telas na hora de fazer li\u00e7\u00e3o de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou respons\u00e1veis aten\u00e7\u00e3o para sinais problem\u00e1ticos, como irritabilidade excessiva diante da restri\u00e7\u00e3o a tablets ou smartphones.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psicologia possui um conjunto de diretrizes mais aberto que a dos pediatras. Os psic\u00f3logos pedem foco no &#8220;monitoramento e no di\u00e1logo&#8221;, enfatizando que os adolescentes precisam de orienta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apenas de restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal \u00e9 que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conte\u00fado a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinforma\u00e7\u00e3o e hostilidade. H\u00e1 casos especiais que requerem mais aten\u00e7\u00e3o, como adolescentes com hist\u00f3rico de traumas ou problema de autoimagem corporal.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta envolve definir tempo m\u00e1ximo de uso das plataformas para diferenciar a rela\u00e7\u00e3o nociva Um grupo de cientistas est\u00e1 propondo que a rela\u00e7\u00e3o nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental. 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