{"id":27452,"date":"2025-05-28T08:45:04","date_gmt":"2025-05-28T11:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=27452"},"modified":"2025-05-28T08:45:05","modified_gmt":"2025-05-28T11:45:05","slug":"cacau-novo-nicho-de-mercado-cresce-no-estado-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/cacau-novo-nicho-de-mercado-cresce-no-estado-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Cacau: novo nicho de mercado cresce no estado de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-2566850732\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\">Cultura j\u00e1 \u00e9 produzida em 60 propriedades de 38 munic\u00edpios de diversas regi\u00f5es do estado<\/p>\n\n\n\n<p>Os clones de cacau CCN51, PS1319 e BN34, bem adaptados ao clima paulista, demonstram grande potencial produtivo. Essas cultivares fazem parte do Programa Cacau SP, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), atrav\u00e9s da Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI), em parceria com o Instituto de Tecnologia dos Alimentos (ITAL) e a Apta Regional. As plantas se desenvolveram bem, atraindo a aten\u00e7\u00e3o dos produtores rurais, em especial da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o produtor Diego Francisco Ferreira da Silva, o cultivo de cacau representa uma oportunidade de diversificar a renda e agregar valor a uma cultura promissora. Em 2020, durante a pandemia, ele se envolveu mais ativamente nas atividades agr\u00edcolas da fam\u00edlia, na propriedade localizada em Mendon\u00e7a. Em 2021, a fam\u00edlia trabalhava com silagem, pecu\u00e1ria leiteira e plantio de gr\u00e3os. Por iniciativa dos t\u00e9cnicos da CATI, Diego decidiu conhecer mais sobre o cultivo de cacau.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a fam\u00edlia separou um hectare de terra para desenvolver experimentos e plantar as primeiras mil mudas de cacau, em sistema consorciado com bananeiras. \u201cO sistema se mostrava vantajoso, pois ter\u00edamos renda j\u00e1 nos primeiros anos e agregava valor numa cultura promissora, que ainda estava por vir\u201d, afirma Diego. Agora, eles j\u00e1 est\u00e3o expandindo a \u00e1rea cultivada com cacau para mais um hectare e esperam colher a primeira safra no in\u00edcio de 2026. A propriedade se tornou o Rancho do Cacau e j\u00e1 est\u00e1 desenvolvendo um projeto voltado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de chocolates.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrabalhamos por meio da agricultura familiar e o cacau se tornou algo atrativo comercialmente. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m abrimos as portas para o turismo rural. Queremos divulgar um pouco mais sobre a cultura do cacau, desenvolver experimentos e dados cient\u00edficos\u201d, refor\u00e7a Diego.<\/p>\n\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Interesse pelo cacau paulista<\/h2>\n\n\n\n<p>O Cacau SP atrai tamb\u00e9m o interesse de produtores de outras regi\u00f5es do pa\u00eds, como Joilson dos Santos de Jesus. T\u00e9cnico agr\u00edcola e produtor de cacau, ele saiu da cidade baiana de Igrapi\u00fana, em busca de mais conhecimento e oportunidades em S\u00e3o Paulo e se surpreendeu com o que encontrou na regi\u00e3o de Rio Preto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tamb\u00e9m se interessou pelo programa foi a empres\u00e1ria Renata Martucci, de Jaboticabal. Sua mat\u00e9ria-prima vinha da regi\u00e3o baiana de Ilh\u00e9us, o que, segundo ela, em alguns momentos, gera problemas de fornecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 longa dist\u00e2ncia. Ap\u00f3s conhecer o programa Cacau SP, ela j\u00e1 mudou de fornecedor. \u201cEssa proximidade com os produtores encurta dist\u00e2ncias e sana alguns gargalos que t\u00ednhamos quanto \u00e0 mat\u00e9ria-prima\u201d, explica Renata. Adepta do movimento Bean to Bar e de uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, a empres\u00e1ria produz chocolates artesanais, sem adi\u00e7\u00e3o de ingredientes artificiais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Programa Cacau SP<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, o fruto j\u00e1 \u00e9 cultivado em 60 propriedades em 38 munic\u00edpios paulistas. Todos s\u00e3o apoiados pelo Programa Cacau SP, explica Fernando Miqueletti, diretor da CATI Rio Preto. As regionais da CATI que possuem propriedades em seus munic\u00edpios com o cultivo s\u00e3o Andradina, Ara\u00e7atuba, Araraquara, Avar\u00e9, Barretos, Campinas, Catanduva, Dracena, Jales, Limeira, Mar\u00edlia, Mogi Mirim, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeir\u00e3o Preto, S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista, Rio Preto e Votuporanga. \u201cEste fato mostra a crescente evolu\u00e7\u00e3o do Programa que tem ampliado a capilaridade por boa parte do estado\u201d, destaca Fernando.<\/p>\n\n\n\n<p>Fioravante Stucchi Neto, assistente agropecu\u00e1rio da CATI, explica que o cacau inicia sua produ\u00e7\u00e3o com tr\u00eas anos de idade e vai aumentando de acordo com sua maturidade, atingida entre tr\u00eas e cinco anos. \u201cEm \u00e1reas de plantio experimental, j\u00e1 conseguimos colher de dois a tr\u00eas mil quilos da fruta por hectare, superando a m\u00e9dia nacional de 350 quilos por hectare\u201d, aponta Fioravante. Ele lembra ainda que a regi\u00e3o de Rio Preto j\u00e1 cultiva o cacau desde 2012, integrado \u00e0 seringueira.<\/p>\n\n\n\n<p>Em parceria com o ITAL, a CATI capacita os produtores no p\u00f3s-colheita e para o processamento das am\u00eandoas. Trabalho que permite o preparo do chocolate, bem como outros produtos como farinhas, ch\u00e1s e achocolatados. Al\u00e9m da venda direta para f\u00e1bricas ou consumidor final, Fioravante ressalta que os produtores podem realizar parcerias junto aos governos municipais para inserir os produtos na merenda escolar, por exemplo. \u201cUm bom exemplo disso acontece em Mendon\u00e7a, onde os produtores de cacau j\u00e1 atendem 50% das escolas da cidade\u201d, frisa o agr\u00f4nomo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para processar as am\u00eandoas, a CATI criou uma unidade de manejo e processamento das am\u00eandoas no munic\u00edpio de Mendon\u00e7a. O local possui descascador, torrador, moedor, entre outros equipamentos que podem ser utilizados pelos produtores. Al\u00e9m disso, oferecem cursos gratuitos, orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e toda assessoria sobre o cultivo de cacau. Tudo desenvolvido com sustentabilidade, ampliando ainda mais a rentabilidade no campo. O cacau pode ser cultivado sozinho ou integrado a outras culturas como a seringueira, a banana ou sistemas agroflorestais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a CATI Sementes e Mudas sanou um importante gargalo na cadeia produtiva do cacau, que \u00e9 a qualidade da muda. Para a cultura do cacau, \u00e9 mantido um viveiro em Pederneiras, com capacidade instalada para produzir, por ano, 100 mil mudas, entre muda de estaca, de enxertia e micropropagadas. Tamb\u00e9m fornecem orienta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dos viveiristas para produ\u00e7\u00e3o de mudas de cacau em S\u00e3o Paulo como uma extens\u00e3o rural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura j\u00e1 \u00e9 produzida em 60 propriedades de 38 munic\u00edpios de diversas regi\u00f5es do estado Os clones de cacau CCN51, PS1319 e BN34, bem adaptados ao clima paulista, demonstram grande potencial produtivo. 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