{"id":27599,"date":"2025-06-08T17:16:27","date_gmt":"2025-06-08T20:16:27","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=27599"},"modified":"2025-06-08T17:16:28","modified_gmt":"2025-06-08T20:16:28","slug":"manuscritos-biblicos-podem-ser-mais-antigos-do-que-se-pensava-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/manuscritos-biblicos-podem-ser-mais-antigos-do-que-se-pensava-entenda\/","title":{"rendered":"Manuscritos b\u00edblicos podem ser mais antigos do que se pensava; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1466426832\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudo usando intelig\u00eancia artificial mostrou que os pergaminhos podem ser at\u00e9 100 anos mais velhos do as primeiras data\u00e7\u00f5es mostraram<\/h2>\n\n\n\n<p>Muitos dos\u00a0<strong>Manuscritos do Mar Mort<\/strong>o, alguns dos\u00a0<strong>achados arqueol\u00f3gicos mais conhecidos de todos os tempos<\/strong>, podem ser\u00a0<strong>mais antigos<\/strong>\u00a0do que se pensava, segundo um novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/arqueologos-encontram-impressao-digital-de-43-mil-anos-em-rocha\/\" target=\"_blank\">an\u00e1lise<\/a>, que combinou data\u00e7\u00e3o por radiocarbono com intelig\u00eancia artificial, determinou que alguns dos manuscritos b\u00edblicos datam de cerca de 2.300\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/arqueologos-encontram-anel-de-2-300-anos-usado-em-rituais-em-jerusalem\/\" target=\"_blank\">anos atr\u00e1s<\/a>, per\u00edodo em que teriam vivido seus supostos autores, afirmou Mladen Popovi\u0107, autor principal do estudo publicado na quarta-feira na revista\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0323185\" target=\"_blank\">PLOS One<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pastores bedu\u00ednos encontraram os pergaminhos por acaso no deserto da Judeia, perto do Mar Morto, em 1947. Arque\u00f3logos recuperaram ent\u00e3o milhares de fragmentos pertencentes a centenas de manuscritos em 11 cavernas, todas pr\u00f3ximas ao s\u00edtio de Khirbat Qumran, na atual Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs Manuscritos do Mar Morto foram extremamente importantes quando foram descobertos, porque mudaram completamente a forma como entendemos o juda\u00edsmo antigo e o cristianismo primitivo\u201d, disse Popovi\u0107, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor da Faculdade de Religi\u00e3o, Cultura e Sociedade da Universidade de Groningen, na Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDos cerca de 1.000 manuscritos, pouco mais de 200 s\u00e3o o que chamamos de Antigo Testamento b\u00edblico, e eles s\u00e3o as c\u00f3pias mais antigas que temos da B\u00edblia Hebraica. Eles nos deram muita informa\u00e7\u00e3o sobre como era o texto naquela \u00e9poca.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Popovi\u0107, os pergaminhos funcionam como uma m\u00e1quina do tempo, pois permitem aos estudiosos ver o que as pessoas estavam lendo, escrevendo e pensando naquela \u00e9poca. \u201cEles s\u00e3o evid\u00eancia f\u00edsica e tang\u00edvel de um per\u00edodo hist\u00f3rico crucial \u2014 seja voc\u00ea crist\u00e3o, judeu ou n\u00e3o acredite em nada, porque a B\u00edblia \u00e9 um dos livros mais influentes da hist\u00f3ria do mundo, ent\u00e3o os manuscritos nos permitem estud\u00e1-la como uma forma de evolu\u00e7\u00e3o cultural\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase nenhum dos Manuscritos do Mar Morto \u2014 que foram escritos principalmente em hebraico, em pergaminho e papiro \u2014 tem data registrada. Baseando-se principalmente na paleografia (o estudo e decifra\u00e7\u00e3o de escritas e manuscritos antigos), estudiosos acreditavam que os manuscritos datavam entre o s\u00e9culo III a.C. e o s\u00e9culo II d.C.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas agora, com nosso projeto, temos que datar alguns manuscritos j\u00e1 para o final do s\u00e9culo IV a.C.\u201d, disse ele, o que significa que os documentos mais antigos podem ser at\u00e9 100 anos mais velhos do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 realmente empolgante, porque abre novas possibilidades para pensar como esses textos foram escritos e como circularam entre outros leitores e usu\u00e1rios \u2014 al\u00e9m de seus autores originais e c\u00edrculos sociais\u201d, acrescentou Popovi\u0107.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores do estudo, as descobertas n\u00e3o apenas devem inspirar novos estudos e impactar reconstru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, mas tamb\u00e9m abrir novas perspectivas na an\u00e1lise de manuscritos hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Determinando a idade dos Manuscritos do Mar Morto<\/h2>\n\n\n\n<p>As estimativas anteriores de idade dos manuscritos vinham de data\u00e7\u00f5es por radiocarbono feitas na d\u00e9cada de 1990. O qu\u00edmico Willard Libby desenvolveu esse m\u00e9todo \u2014 usado para determinar a idade de materiais org\u00e2nicos \u2014 no final dos anos 1940 na Universidade de Chicago.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como data\u00e7\u00e3o por carbono-14, esse tipo de an\u00e1lise mede a quantidade de \u00e1tomos de carbono-14 presentes em uma amostra (como um f\u00f3ssil ou manuscrito). Todos os organismos vivos absorvem esse elemento, mas ele come\u00e7a a decair ap\u00f3s a morte, ent\u00e3o, analisando quanto ainda resta, \u00e9 poss\u00edvel estimar a idade da amostra com razo\u00e1vel precis\u00e3o, em at\u00e9 cerca de 60 mil anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o m\u00e9todo tem desvantagens. A amostra analisada \u00e9 destru\u00edda no processo e alguns resultados podem ser enganosos. \u201cO problema com os testes anteriores (nos manuscritos) \u00e9 que n\u00e3o consideraram a quest\u00e3o do \u00f3leo de mamona\u201d, disse Popovi\u0107.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO \u00f3leo de mamona \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o moderna e foi usado nos anos 1950 pelos estudiosos originais para tornar o texto mais leg\u00edvel. Mas ele \u00e9 um contaminante moderno, e isso distorce o resultado da data\u00e7\u00e3o, fazendo parecer que o manuscrito \u00e9 mais recente do que realmente \u00e9.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do estudo aplicou t\u00e9cnicas modernas de radiocarbono em 30 manuscritos, revelando que a maioria deles era mais antiga do que se pensava. Apenas dois eram mais recentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, os pesquisadores usaram imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o desses documentos rec\u00e9m-datados para treinar uma intelig\u00eancia artificial desenvolvida por eles, chamada Enoch, em refer\u00eancia \u00e0 figura b\u00edblica pai de Matusal\u00e9m. Os cientistas ent\u00e3o apresentaram ao Enoch outros documentos j\u00e1 datados por carbono, mas ocultaram as datas.<\/p>\n\n\n\n<p>A IA acertou a idade em 85% dos casos, segundo Popovi\u0107. \u201cEm v\u00e1rios casos, a ferramenta ofereceu um intervalo de datas mais estreito do que a data\u00e7\u00e3o por carbono-14\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, Popovi\u0107 e seus colegas forneceram ao Enoch imagens de 135 outros Manuscritos do Mar Morto que n\u00e3o haviam sido estudados com essa t\u00e9cnica e pediram \u00e0 IA para estimar a idade. Os cientistas classificaram os resultados como \u201crealistas\u201d ou \u201cn\u00e3o realistas\u201d com base em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia paleogr\u00e1fica e descobriram que o Enoch deu resultados realistas em 79% das amostras.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns manuscritos no estudo foram considerados de 50 a 100 anos mais antigos do que se pensava anteriormente, afirmou Popovi\u0107.<\/p>\n\n\n\n<p>Um pergaminho conhecido por conter vers\u00edculos do Livro de Daniel, por exemplo, era datado do s\u00e9culo II a.C. \u201cIsso era uma gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o autor original\u201d, explicou Popovi\u0107, \u201ce agora, com a data\u00e7\u00e3o por carbono-14, conseguimos coloc\u00e1-lo com seguran\u00e7a no tempo do autor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro manuscrito, com vers\u00edculos do Livro do Eclesiastes, tamb\u00e9m \u00e9 mais antigo do que se pensava. \u201cEle havia sido datado paleograficamente entre 175 e 125 a.C., mas agora o Enoch sugere entre 300 e 240 a.C.\u201d, disse Popovi\u0107.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventualmente, a intelig\u00eancia artificial poder\u00e1 substituir o carbono-14 como m\u00e9todo de data\u00e7\u00e3o de manuscritos, sugeriu Popovi\u0107. \u201cO carbono-14 \u00e9 destrutivo\u201d, explicou. \u201c\u00c9 preciso cortar um pedacinho do Manuscrito do Mar Morto, e ent\u00e3o ele se perde. S\u00e3o apenas 7 miligramas, mas ainda assim \u00e9 um material perdido. Com o Enoch, voc\u00ea n\u00e3o precisa fazer nada disso. Esse \u00e9 apenas o primeiro passo. H\u00e1 muitas possibilidades para aprimorar ainda mais o Enoch.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a equipe avance no desenvolvimento do Enoch, Popovi\u0107 acredita que ele poder\u00e1 ser usado para analisar escritos em sir\u00edaco, \u00e1rabe, grego e latim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cUm avan\u00e7o gigantesco\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p>Estudiosos que n\u00e3o participaram do estudo ficaram animados com as descobertas. Ter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o tanto a IA quanto um m\u00e9todo aprimorado de data\u00e7\u00e3o por carbono-14 permite uma calibra\u00e7\u00e3o entre as duas metodologias, o que \u00e9 \u00fatil, segundo Charlotte Hempel, professora de B\u00edblia Hebraica e Juda\u00edsmo do Segundo Templo na Universidade de Birmingham, no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO padr\u00e3o observado \u00e9 que a IA oferece uma janela de data\u00e7\u00e3o mais estreita dentro da janela do carbono-14\u201d, disse por e-mail. \u201cFico me perguntando se isso sugere um n\u00edvel mais alto de precis\u00e3o, o que seria extremamente empolgante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo representa a primeira tentativa de usar tecnologia para expandir o conhecimento cient\u00edfico existente da data\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo tradicional de certos manuscritos para outros, afirmou Lawrence H. Schiffman, professor de Estudos Hebraicos e Judaicos da Universidade de Nova York.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 certo ponto, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se o novo m\u00e9todo fornecer\u00e1 informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis sobre textos que ainda n\u00e3o foram datados por carbono-14\u201d, acrescentou por e-mail.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs coment\u00e1rios interessantes sobre a revis\u00e3o da data\u00e7\u00e3o de alguns manuscritos, que pode ser esperada com o desenvolvimento adicional dessa abordagem ou com novas data\u00e7\u00f5es por carbono-14, embora n\u00e3o sejam novidade neste estudo, constituem uma observa\u00e7\u00e3o muito importante sobre o campo dos Manuscritos do Mar Morto em geral.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Comentando sobre os aspectos computacionais do estudo, Brent Seales, professor de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de Kentucky, afirmou que a abordagem dos autores parece rigorosa, mesmo que os tamanhos das amostras ainda sejam pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p>Usar IA para substituir completamente a data\u00e7\u00e3o por carbono pode ser prematuro, no entanto. \u201c(A intelig\u00eancia artificial) \u00e9 uma ferramenta \u00fatil a ser incorporada ao quadro geral, e para fazer estimativas na aus\u00eancia de carbono-14 com base no testemunho de outros fragmentos semelhantes\u201d, escreveu Seales por e-mail.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo tudo com aprendizado de m\u00e1quina \u2014 e como um bom vinho \u2014 ela deve melhorar com o tempo e com mais amostras. A data\u00e7\u00e3o de manuscritos antigos \u00e9 um problema extremamente dif\u00edcil, com dados escassos e fortes restri\u00e7\u00f5es de acesso e especializa\u00e7\u00e3o. Bravo \u00e0 equipe por essa contribui\u00e7\u00e3o baseada em dados que representa um enorme avan\u00e7o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte CNN Brail<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo usando intelig\u00eancia artificial mostrou que os pergaminhos podem ser at\u00e9 100 anos mais velhos do as primeiras data\u00e7\u00f5es mostraram Muitos dos\u00a0Manuscritos do Mar Morto, alguns dos\u00a0achados arqueol\u00f3gicos mais conhecidos de todos os tempos, podem ser\u00a0mais antigos\u00a0do que se pensava, segundo um novo estudo. 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