{"id":27767,"date":"2025-06-19T11:58:22","date_gmt":"2025-06-19T14:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=27767"},"modified":"2025-06-19T11:58:23","modified_gmt":"2025-06-19T14:58:23","slug":"dna-do-homem-dragao-revela-rosto-de-grupo-misterioso-de-humanos-antigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/dna-do-homem-dragao-revela-rosto-de-grupo-misterioso-de-humanos-antigos\/","title":{"rendered":"DNA do &#8220;Homem Drag\u00e3o&#8221; revela rosto de grupo misterioso de humanos antigos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-106776213\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">F\u00f3ssil pode ser pe\u00e7a-chave para enigma sobre evolu\u00e7\u00e3o humana<\/h2>\n\n\n\n<p>Um\u00a0<strong>cr\u00e2nio enigm\u00e1tico<\/strong>, recuperado do fundo de um po\u00e7o no nordeste da China em 2018, despertou grande interesse ao n\u00e3o corresponder a nenhuma esp\u00e9cie conhecida de\u00a0<strong>humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos<\/strong>. Agora, cientistas afirmam ter encontrado evid\u00eancias de onde esse f\u00f3ssil se encaixa \u2013 e ele pode ser uma pe\u00e7a-chave em mais um enigma da evolu\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas frustradas, os pesquisadores conseguiram extrair material gen\u00e9tico do<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/paleontologos-descobrem-cranio-de-30-milhoes-de-anos-no-egito\/\">\u00a0cr\u00e2nio fossilizado<\/a>\u00a0\u2014 apelidado de<strong>\u00a0&#8220;Homem Drag\u00e3o&#8221;<\/strong>\u00a0\u2014 ligando-o a um grupo enigm\u00e1tico de humanos primitivos conhecido como denisovanos. At\u00e9 ent\u00e3o, apenas uma d\u00fazia de fragmentos \u00f3sseos fossilizados de denisovanos haviam sido encontrados e identificados por meio de DNA antigo. No entanto, o tamanho reduzido desses fragmentos oferecia poucas pistas sobre a apar\u00eancia dessa popula\u00e7\u00e3o misteriosa de antigos homin\u00eddeos, que at\u00e9 hoje n\u00e3o recebeu um nome cient\u00edfico oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas geralmente consideram os cr\u00e2nios \u2014 com suas sali\u00eancias e cristas caracter\u00edsticas \u2014 o tipo de f\u00f3ssil mais valioso para entender a forma ou a apar\u00eancia de uma esp\u00e9cie extinta de homin\u00eddeo. As&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/descoberta-de-vida-em-exoplaneta-distante-divide-cientistas-entenda\/\">novas descobertas<\/a>, se confirmadas, podem finalmente dar um rosto ao nome denisovano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSinto realmente que conseguimos esclarecer parte do mist\u00e9rio em torno dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Qiaomei Fu, professora do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ci\u00eancias, em Pequim, e autora principal da nova pesquisa. \u201cDepois de 15 anos, conhecemos o primeiro cr\u00e2nio denisovano.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os denisovanos foram descobertos pela primeira vez em 2010 por uma equipe que inclu\u00eda Fu \u2014 na \u00e9poca uma jovem pesquisadora no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha \u2014 a partir de DNA antigo extra\u00eddo de um fragmento de dedo m\u00ednimo encontrado na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, na R\u00fassia. Restos adicionais escavados na mesma caverna \u2014 que deu nome ao grupo \u2014 e em outros locais da \u00c1sia continuam a completar, pouco a pouco, o ainda incompleto retrato desse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova pesquisa, descrita em dois artigos cient\u00edficos publicados nesta quarta-feira (18), ser\u00e1 \u201cdefinitivamente um dos maiores, sen\u00e3o o maior, trabalho de paleoantropologia do ano\u201d, e vai gerar debates na \u00e1rea \u201cpor um bom tempo\u201d, disse Ryan McRae, paleoantrop\u00f3logo do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural Smithsonian, em Washington, DC, que n\u00e3o participou dos estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas podem ajudar a preencher lacunas sobre uma \u00e9poca em que o Homo sapiens n\u00e3o era a \u00fanica esp\u00e9cie humana vagando pelo planeta \u2014 e ensinar mais aos cientistas sobre os humanos modernos. Nossa esp\u00e9cie conviveu por dezenas de milhares de anos e chegou a cruzar geneticamente com tanto os denisovanos quanto os neandertais, antes que ambos desaparecessem. A maioria dos humanos hoje carrega um legado gen\u00e9tico desses encontros ancestrais. F\u00f3sseis de neandertais v\u00eam sendo estudados h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, mas ainda se sabe muito pouco sobre nossos enigm\u00e1ticos primos denisovanos \u2014 e um cr\u00e2nio fossilizado pode revelar muito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De longa data<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um oper\u00e1rio da cidade de Harbin, no nordeste da China, descobriu o cr\u00e2nio do Homem Drag\u00e3o em 1933. O homem, que trabalhava na constru\u00e7\u00e3o de uma ponte sobre o rio Songhua, durante o per\u00edodo em que a regi\u00e3o estava sob ocupa\u00e7\u00e3o japonesa, levou o esp\u00e9cime para casa e o escondeu no fundo de um po\u00e7o para mant\u00ea-lo seguro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele nunca recuperou seu \u201ctesouro\u201d, e o cr\u00e2nio \u2014 ainda com um dente preso na arcada superior \u2014 permaneceu desconhecido da ci\u00eancia por d\u00e9cadas, at\u00e9 que seus familiares souberam da exist\u00eancia do f\u00f3ssil, pouco antes de sua morte. A fam\u00edlia ent\u00e3o doou a pe\u00e7a \u00e0 Universidade GEO de Hebei, e pesquisadores o descreveram pela primeira vez em um conjunto de estudos publicados em 2021, que dataram o cr\u00e2nio com pelo menos 146 mil anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, os pesquisadores argumentaram que o f\u00f3ssil merecia ser classificado como uma nova esp\u00e9cie, dada a natureza \u00fanica do cr\u00e2nio, batizando-o de&nbsp;<strong>Homo longi<\/strong>&nbsp;\u2014 nome derivado de Heilongjiang, ou \u201cRio do Drag\u00e3o Negro\u201d, prov\u00edncia onde o cr\u00e2nio foi encontrado. Alguns especialistas, por\u00e9m, levantaram a hip\u00f3tese de que o cr\u00e2nio pudesse ser denisovano, enquanto outros o agruparam com uma s\u00e9rie de f\u00f3sseis dif\u00edceis de classificar encontrados na China, o que gerou intenso debate e tornou os dados moleculares desse f\u00f3ssil especialmente valiosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado a idade e a hist\u00f3ria do cr\u00e2nio, Fu disse que j\u00e1 esperava que seria um grande desafio extrair DNA antigo do f\u00f3ssil para entender melhor sua posi\u00e7\u00e3o na \u00e1rvore geneal\u00f3gica humana. \u201cExistem apenas ossos de quatro s\u00edtios no mundo com mais de 100 mil anos que t\u00eam DNA antigo recuperado\u201d, destacou ela por e-mail.<\/p>\n\n\n\n<p>Fu e seus colegas tentaram extrair DNA antigo de seis amostras retiradas do dente preservado do Homem Drag\u00e3o e do osso petroso do cr\u00e2nio \u2014 uma por\u00e7\u00e3o densa na base do cr\u00e2nio que costuma ser uma fonte rica de DNA em f\u00f3sseis \u2014 mas sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe tamb\u00e9m tentou recuperar material gen\u00e9tico a partir do c\u00e1lculo dental \u2014 a camada endurecida de res\u00edduos que se forma nos dentes ao longo do tempo e pode preservar DNA da boca. Foi desse processo que os pesquisadores conseguiram recuperar DNA mitocondrial, que \u00e9 menos detalhado que o DNA nuclear, mas revelou uma liga\u00e7\u00e3o entre a amostra e o genoma conhecido dos denisovanos, segundo um dos novos artigos publicados na revista\u00a0<strong>Cell<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO DNA mitocondrial representa apenas uma pequena parte do genoma total, mas pode nos contar muita coisa. As limita\u00e7\u00f5es est\u00e3o no seu tamanho relativamente pequeno em compara\u00e7\u00e3o com o DNA nuclear e no fato de que ele s\u00f3 \u00e9 herdado pela linha materna, n\u00e3o dos dois pais biol\u00f3gicos\u201d, explicou McRae.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor isso, sem o DNA nuclear, poderia ser levantada a hip\u00f3tese de que esse indiv\u00edduo fosse um h\u00edbrido com uma m\u00e3e denisovana, mas eu acho que esse cen\u00e1rio \u00e9 bem menos prov\u00e1vel do que a possibilidade de o f\u00f3ssil pertencer a um denisovano completo\u201d, acrescentou ele.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Evid\u00eancias Crescentes<\/h2>\n\n\n\n<p>A equipe tamb\u00e9m conseguiu recuperar fragmentos de prote\u00ednas das amostras do osso petroso, cuja an\u00e1lise tamb\u00e9m sugeriu que o cr\u00e2nio do Homem Drag\u00e3o pertencia a uma popula\u00e7\u00e3o denisovana, segundo um outro estudo publicado na revista\u00a0<strong>Science<\/strong>\u00a0nesta quarta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntas, \u201cessas pesquisas aumentam o peso da identifica\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio de Harbin como denisovano\u201d, afirmou Fu.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados moleculares apresentados pelos dois artigos s\u00e3o potencialmente muito importantes, disse o antrop\u00f3logo Chris Stringer, l\u00edder de pesquisas sobre as origens humanas no Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho colaborado com cientistas chineses em novas an\u00e1lises morfol\u00f3gicas de f\u00f3sseis humanos, incluindo o de Harbin\u201d, afirmou. \u201cCombinado com nossos estudos, esse trabalho torna cada vez mais prov\u00e1vel que Harbin seja o f\u00f3ssil mais completo de um denisovano encontrado at\u00e9 agora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Xijun Ni, professor do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim, que junto com Stringer trabalhou nas pesquisas iniciais sobre o Homem Drag\u00e3o (mas n\u00e3o nos estudos mais recentes), disse estar cauteloso quanto aos resultados dos dois novos artigos, principalmente porque alguns dos m\u00e9todos de extra\u00e7\u00e3o de DNA usados foram \u201cexperimentais\u201d. Ni tamb\u00e9m achou estranho que o DNA tenha sido recuperado do c\u00e1lculo dental (material endurecido na superf\u00edcie do dente) e n\u00e3o de dentro do pr\u00f3prio dente ou do osso petroso, considerando que o c\u00e1lculo deveria estar mais exposto \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, ele acrescentou que acha prov\u00e1vel que o cr\u00e2nio e outros f\u00f3sseis identificados como denisovanos perten\u00e7am \u00e0 mesma esp\u00e9cie humana.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo de usar uma abordagem de extra\u00e7\u00e3o diferente foi justamente tentar recuperar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de material gen\u00e9tico, explicou Fu, acrescentando que a estrutura cristalina densa do c\u00e1lculo dental pode ajudar a proteger o DNA original contra a degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As assinaturas proteicas recuperadas por Fu e sua equipe indicaram \u201cuma atribui\u00e7\u00e3o aos denisovanos, com outras possibilidades sendo muito improv\u00e1veis\u201d, disse Frido Welker, professor associado de paleoantropologia biomolecular no Instituto Globe da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. Welker j\u00e1 recuperou prote\u00ednas de denisovanos de outros f\u00f3sseis candidatos, mas n\u00e3o esteve envolvido neste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o cr\u00e2nio de Harbin agora ligado aos denisovanos por evid\u00eancia molecular, uma parte maior do registro f\u00f3ssil de homin\u00eddeos pode ser comparada de forma mais confi\u00e1vel com um esp\u00e9cime denisovano conhecido, com base na morfologia\u201d, acrescentou Welker.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um Nome e um Rosto para os Denisovanos<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o cr\u00e2nio do Homem Drag\u00e3o agora ligado aos denisovanos com base em evid\u00eancias moleculares, ser\u00e1 mais f\u00e1cil para os paleoantrop\u00f3logos classificar outros poss\u00edveis restos denisovanos encontrados na China e em outras regi\u00f5es. McRae, Ni e Stringer afirmaram que consideram prov\u00e1vel que&nbsp;<strong>Homo longi<\/strong>&nbsp;se torne o nome oficial da esp\u00e9cie dos denisovanos, embora outros nomes tamb\u00e9m tenham sido propostos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRenomear todo o conjunto de evid\u00eancias denisovanas como&nbsp;<strong>Homo longi<\/strong>&nbsp;\u00e9 um passo importante, mas que tem fundamento, j\u00e1 que esse nome cient\u00edfico foi tecnicamente o primeiro a ser agora vinculado a f\u00f3sseis denisovanos\u201d, disse McRae. No entanto, ele acrescentou que duvida que o nome informal \u201cdenisovano\u201d desapare\u00e7a t\u00e3o cedo, sugerindo que provavelmente se tornar\u00e1 um apelido popular para a esp\u00e9cie, assim como o termo \u201cneandertal\u201d \u00e9 para&nbsp;<strong>Homo neanderthalensis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas tamb\u00e9m permitem dizer um pouco mais sobre a apar\u00eancia dos denisovanos, assumindo que o cr\u00e2nio do Homem Drag\u00e3o seja representativo de um indiv\u00edduo t\u00edpico. Segundo McRae, esse antigo humano provavelmente tinha sobrancelhas muito proeminentes, um c\u00e9rebro \u201ccom tamanho compar\u00e1vel ao dos neandertais e dos humanos modernos\u201d, mas com dentes maiores do que os de ambos os primos. No geral, os denisovanos teriam uma apar\u00eancia robusta e maci\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim como na famosa imagem de um neandertal vestido com roupas modernas, eles ainda seriam facilmente reconhecidos como \u2018humanos\u2019\u201d, disse McRae.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles continuam sendo nossos primos mais misteriosos \u2014 apenas um pouco menos misteriosos do que antes\u201d, concluiu. \u201cAinda h\u00e1 muito trabalho a fazer para entender exatamente quem foram os denisovanos e como eles se relacionam conosco e com outros homin\u00eddeos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte CNN Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3ssil pode ser pe\u00e7a-chave para enigma sobre evolu\u00e7\u00e3o humana Um\u00a0cr\u00e2nio enigm\u00e1tico, recuperado do fundo de um po\u00e7o no nordeste da China em 2018, despertou grande interesse ao n\u00e3o corresponder a nenhuma esp\u00e9cie conhecida de\u00a0humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos. 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