{"id":27850,"date":"2025-06-28T11:39:45","date_gmt":"2025-06-28T14:39:45","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=27850"},"modified":"2025-06-28T11:39:46","modified_gmt":"2025-06-28T14:39:46","slug":"galpao-1-erika-novachi-estreia-trabalho-sobre-a-imigracao-japonesa-em-indaiatuba-dia-5-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/galpao-1-erika-novachi-estreia-trabalho-sobre-a-imigracao-japonesa-em-indaiatuba-dia-5-de-julho\/","title":{"rendered":"Galp\u00e3o 1 \u2013 Erika Novachi estreia trabalho sobre a Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa em Indaiatuba, dia 5 de julho"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2627912598\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Entre partidas e chegadas, saudade e descobertas, dores e encontros, gratid\u00e3o e despedida, \u201carigat\u00f4\u2026 sayonara\u201d, atravessa oceanos e o tempo para contar, por meio do gesto, a trajet\u00f3ria dos imigrantes japoneses no Brasil. Inspirado na linhagem familiar da diretora art\u00edstica do grupo Erika Novachi, cujos av\u00f3s deixaram o Jap\u00e3o ainda jovens para recome\u00e7ar suas vidas em terras brasileiras, a obra mergulha nas emo\u00e7\u00f5es dessa travessia e ser\u00e1 apresentada em Indaiatuba, no dia 5 de junho, s\u00e1bado, no CIAEI, \u00e0s 20h. A<br>entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>Com coreografias de Erika Novachi, Jhean Allex, Lenon Vitorino e Mary Santos a obra une a for\u00e7a da dan\u00e7a contempor\u00e2nea, do jazz dance e do lyrical jazz, para transformar e registrar mem\u00f3rias em movimento. Uma dan\u00e7a que revela resist\u00eancia e pertencimento e \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da for\u00e7a, da tradi\u00e7\u00e3o e da transforma\u00e7\u00e3o, revelando que as hist\u00f3rias de nossos antepassados ainda dan\u00e7am e vivem em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSou sansei, neta de japoneses que chegaram ao Brasil com sonhos na bagagem e ra\u00edzes profundas no cora\u00e7\u00e3o. Nasci em solo brasileiro, mas cresci imersa na cultura oriental. Aqui, sempre fui chamada de \u201cjaponesa\u201d. Mas quando estive no Jap\u00e3o, ouvi pela primeira vez: \u201cdekassegui\u201d. Estrangeira e durante muito tempo vivi esse entrelugar: n\u00e3o completamente daqui, nem de l\u00e1. Era como se eu n\u00e3o pertencesse a nenhum dos mundos e foi entre mem\u00f3rias familiares, tradi\u00e7\u00f5es e minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria, que fui encontrando meu lugar. Eu n\u00e3o era completamente brasileira. Tampouco era completamente japonesa. Mas era profundamente as duas coisas. Eu carrego, no corpo e na alma, um legado precioso \u2013 feito de gestos contidos, de sil\u00eancio que fala, de resist\u00eancia disfar\u00e7ada de do\u00e7ura\u201d, rememora a core\u00f3grafa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Erika Novachi foi \u201cao conhecer o Jap\u00e3o que entendi a profundidade da minha identidade. Percebi que n\u00e3o sou metade de nada. Sou inteira: fruto da resist\u00eancia dos meus av\u00f3s, da acolhida brasileira e da fus\u00e3o de duas culturas que se entrela\u00e7am dentro de um corpo. Sou neta de quem cruzou oceanos sem saber o que encontraria, mas levando consigo toda uma cultura nas m\u00e3os. Eu sou filha do deslocamento, sou o elo. O recome\u00e7o\u201d. Para ela o espet\u00e1culo arigat\u00f4\u2026 sayonara nasce desse lugar de emo\u00e7\u00e3o profunda, \u201cdo meu desejo de transformar essa busca por pertencimento em dan\u00e7a. \u00c9 minha forma de agradecer aos antepassados, de honrar os que vieram antes de mim, de reverenciar suas dores e conquistas, e de afirmar, dan\u00e7ando, que nossa hist\u00f3ria continua viva. Porque ela pulsa no meu corpo. E dan\u00e7a comigo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, celebra-se os 120 anos do tratado de amizade Brasil-Jap\u00e3o, que marcou o in\u00edcio da imigra\u00e7\u00e3o japonesa para o Brasil. O tratado foi assinado em 1895, e em 1908 chegou ao Brasil o navio Kasato Maru com os primeiros imigrantes japoneses. Essa imigra\u00e7\u00e3o, que teve seu \u00e1pice entre 1908 e 1960, resultou na forma\u00e7\u00e3o da maior comunidade japonesa fora do Jap\u00e3o, com cerca de dois milh\u00f5es de descendentes no Brasil, segundo o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBrasil e Jap\u00e3o: dois mundos, uma dan\u00e7a cont\u00ednua. Habitamos inteiros sem deixarmos de ser dois em um. A cultura permanece na terra, na mem\u00f3ria. Ela n\u00e3o perde. Se move, se renova, se transforma. Vive no corpo. Dan\u00e7a. arigat\u00f4\u2026 sayonara, sayonara, arigat\u00f4\u2026\u201d, finaliza Erika.<\/p>\n\n\n\n<p>CIRCULA\u00c7\u00c3O<br>Depois de Indaiatuba o trabalho ainda deve passar por Barueri (13 de julho), Ribeir\u00e3o Preto (17 de agosto), Cerquilho (24 de agosto), Jacare\u00ed (30 agosto), Salto (19 de setembro), Mar\u00edlia (20 de setembro), Gar\u00e7a (21 de setembro) e Votorantim (1 de novembro). Todos com entrada gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>ACESSIBILIDADE<br>arigat\u00f4\u2026 sayonara tamb\u00e9m se destaca por sua acessibilidade comunicacional, oferecendo recursos como audiodescri\u00e7\u00e3o e janela de Libras, para garantir que todas as pessoas possam ter acesso a apresenta\u00e7\u00e3o. Segundo a diretora, a inclus\u00e3o sempre foium valor fundamental no nosso trabalho. \u201cQueremos que todos possam se conectar com a mensagem do espet\u00e1culo, independentemente de suas condi\u00e7\u00f5es sensoriais. A dan\u00e7a \u00e9 uma linguagem universal, e por meio desses recursos, podemos garantir que ela<br>realmente seja acess\u00edvel a todos. Isso \u00e9 parte essencial da nossa miss\u00e3o art\u00edstica\u201d, fala Erika.<\/p>\n\n\n\n<p>SAIBA MAIS SOBRE A OBRA<br>\u201carigat\u00f4\u2026 sayonara\u201d \u00e9 dividido em cinco partes. A primeira versa sobre o Jap\u00e3o Tradicional: A Quietude das Origens, quando o Sil\u00eancio \u00e9 Sagrado, que \u00e9 o momento dos gestos contidos e olhos voltados ao c\u00e9u, quando o corpo se enra\u00edza nas tradi\u00e7\u00f5es. \u00c9 o Jap\u00e3o dos ancestrais, onde cada movimento carrega s\u00e9culos de sabedoria. Essa primeira parte \u00e9 uma rever\u00eancia \u00e0 terra natal, \u00e0 cultura que molda o esp\u00edrito antes mesmo de partir. A segunda parte traz as Despedidas e Travessia do Mar: O Adeus que Nunca se Despede, \u00e9 o momento da partida, feito de sil\u00eancios que gritam e l\u00e1grimas n\u00e3o cabem em malas. S\u00e3o m\u00e3os que se soltam, olhares que se perdem no horizonte e o corpo que se lan\u00e7a rumo ao desconhecido. A travessia n\u00e3o \u00e9 apenas geogr\u00e1fica \u2014 \u00e9 emocional, espiritual. O mar \u2014 imenso, incerto e profundo \u2014 se torna estrada e sepulcro. Nesta parte, a dan\u00e7a \u00e9 travessia: pulsa o medo, o arrependimento, a coragem.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira parte traz a Tristeza e Inseguran\u00e7a: Morrer para Renascer. Chegar n\u00e3o \u00e9 o fim da jornada, \u00e9 o in\u00edcio da perda de si. A dor da l\u00edngua que n\u00e3o se fala, da comida que n\u00e3o tem cheiro de inf\u00e2ncia, do rosto que destoa, dos olhares atravessam com desconfian\u00e7a. O corpo carrega o peso de uma identidade que come\u00e7a a esmorecer. Mas em meio \u00e0 dor, algo germina. Esta parte \u00e9 o mergulho no escuro da alma, onde a esperan\u00e7a se transforma em resist\u00eancia. \u00c9 sobre a for\u00e7a invis\u00edvel que nos faz seguir, mesmo quando a<br>alma pede abrigo. A quarta parte versa sobre as M\u00e3os Que Se Estendem: Onde o Outro \u00e9 Casa. Nas col\u00f4nias, a solid\u00e3o encontra companhia, os la\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o de sangue, mas de sobreviv\u00eancia. Amigos tornam-se fam\u00edlia, e o trabalho coletivo revela a dignidade, a generosidade do ombro amigo que sustenta e acolhe. \u00c9 o momento de comunh\u00e3o. \u00c9 o tempo do coletivo, aonde a cura vem no outro. As dores continuam \u2014 mas agora, partilhadas, pesam menos.<\/p>\n\n\n\n<p>A quinta e \u00faltima parte Entre Dois S\u00f3is: Sou Feita de Encontros, mostra que depois de tantas travessias, descobre-se que o povo n\u00e3o \u00e9 metade. Eles s\u00e3o inteiros de coragem, feitos da soma das \u00e1guas que cruzaram, das culturas que atravessaram. N\u00e3o s\u00e3o nem daqui, nem de l\u00e1 \u2014 s\u00e3o de onde o cora\u00e7\u00e3o encontrou sentido. O Jap\u00e3o pulsa no cora\u00e7\u00e3o, o Brasil vibra nos p\u00e9s. O gesto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mem\u00f3ria: \u00e9 identidade, \u00e9 ser ponte, passagem e perman\u00eancia. Eles dan\u00e7am com o que foram, com o que se tornaram e o que ainda ser\u00e3o. \u00c9 reconhecer que as ra\u00edzes n\u00e3o os prendem, mas os sustentam. E que a identidade<br>verdadeira n\u00e3o \u00e9 uma bandeira, mas um corpo em movimento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1000223840-1536x1024-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27851\" srcset=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1000223840-1536x1024-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1000223840-1536x1024-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1000223840-1536x1024-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/1000223840-1536x1024-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>DIRE\u00c7\u00c3O ART\u00cdSTICA | ERIKA NOVACHI<br>Erika Novachi \u00e9 professora e core\u00f3grafa de lyrical jazz. Diretora art\u00edstica da Galp\u00e3o 1 \u00e9 formada em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e teve como grande mestra Rose Calheiros. Foi secret\u00e1ria de cultura da cidade Indaiatuba de 1997 a 2018. Ministra materclasses e resid\u00eancias de lyrical jazz no Brasil e no exterior, com passagens como professora convidada pela na Broadway Dance Center, em Nova York (2017), pela Crossroads of Arts, em Los Angeles, Calif\u00f3rnia (2018) e pela West London University, na SA Dan\u00e7a, em Londres, Inglaterra (2018). Entre 2010 e 2014, 2023 e 202 foi professora de lyrical jazz, no Festival de Dan\u00e7a<br>de Joinville, onde tamb\u00e9m foi jurada do g\u00eanero. Seu grupo participou como convidado em diversas aberturas do Passo de Arte Grand Prix nas noites de jazz. Entre suas \u00faltimas cria\u00e7\u00f5es destacam-se: um trecho de \u201cConcerto Berstein 100\u201d (2018) para a S\u00e3o Paulo Companhia de Dan\u00e7a, \u201cMusic, Body and Soul\u201d (2021) para a Ra\u00e7a Cia de Dan\u00e7a dentro do Projeto Ra\u00e7a por Elas e \u201cSobre N\u00f3s\u201d (2024), para a Galp\u00e3o 1 Erika Novachi. J\u00e1 ministrou uma resid\u00eancia de lyrical jazz na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e em<br>Summers e Winter da Royal Academy of Dance no Brasil. No ano de 2023 fez parte da Consultoria de Forma\u00e7\u00e3o do 40\u00b0 Festival de Dan\u00e7a de Joinville e foi uma das curadoras do eixo de Extens\u00e3o Cultural da S\u00e3o Paulo Escola de Dan\u00e7a (2023-2024). \u00c9 uma das diretoras e organizadoras do Congresso Internacional de Jazz Dance no Brasil, criado em 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>SERVI\u00c7O: arigat\u00f4\u2026 sayonara sayonara, arigat\u00f4\u2026 com a Galp\u00e3o 1 Erika Novachi. Dia 5 de julho, s\u00e1bado, \u00e0s 20h, Sala Acr\u00edsio de Camargo (CIAEI) (Av. Engenheiro F\u00e1bio Roberto Barnab\u00e9 no 3.665) Entrada gratuita. Dura\u00e7\u00e3o: 60 minutos. Classifica\u00e7\u00e3o livre. Espet\u00e1culo com recursos de audiodescri\u00e7\u00e3o e libras.<\/p>\n\n\n\n<p>Este projeto foi aprovado pelo PROAC Ed 23\/2024 do Estado de S\u00e3o Paulo. Produ\u00e7\u00e3o e espet\u00e1culo de dan\u00e7a in\u00e9dito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre partidas e chegadas, saudade e descobertas, dores e encontros, gratid\u00e3o e despedida, \u201carigat\u00f4\u2026 sayonara\u201d, atravessa oceanos e o tempo para contar, por meio do gesto, a trajet\u00f3ria dos imigrantes japoneses no Brasil. 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