{"id":28707,"date":"2025-09-01T10:17:35","date_gmt":"2025-09-01T13:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=28707"},"modified":"2025-09-01T10:17:36","modified_gmt":"2025-09-01T13:17:36","slug":"aplicativo-de-celular-pode-antecipar-diagnostico-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/aplicativo-de-celular-pode-antecipar-diagnostico-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"Aplicativo de celular pode antecipar diagn\u00f3stico de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1708564436\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\">Tecnologia analisa movimentos sutis da pupila para identificar, de forma precoce, doen\u00e7as neurol\u00f3gicas<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, e com ele cresce tamb\u00e9m o desafio do Alzheimer. Hoje, cerca de 8,5% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 60 anos convive com algum tipo de dem\u00eancia \u2014 aproximadamente 2 milh\u00f5es de casos em todo o pa\u00eds. Estudos conduzidos pela USP, divulgados este ano, apontam que 54% dos casos de dem\u00eancia est\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, com grande concentra\u00e7\u00e3o no Brasil. Proje\u00e7\u00f5es indicam que, at\u00e9 2050, o n\u00famero de pessoas vivendo com dem\u00eancia no Pa\u00eds pode ultrapassar 5 milh\u00f5es. Um dos maiores desafios \u00e9, sem d\u00favida, o diagn\u00f3stico de Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia como aliada no diagn\u00f3stico<\/h2>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a tecnologia surge como um instrumento poderoso. Pesquisadores da USP est\u00e3o desenvolvendo um aplicativo capaz de identificar sinais de Alzheimer a partir de uma selfie do olho.\u201cO olho \u00e9 a janela da alma. A retina pode refletir camadas de processamento do c\u00e9rebro, funcionando como um espelho de altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas\u201d, explica o professor e oftalmologista Paulo Schor, pesquisador da C\u00e1tedra de Inova\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade P\u00fablica do InovaHC.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a an\u00e1lise feita pela intelig\u00eancia artificial permite perceber padr\u00f5es invis\u00edveis ao olho humano. \u201cOs olhos da m\u00e1quina veem coisas que os olhos humanos n\u00e3o veem. A tecnologia consegue agrupar milhares de dados e identificar rela\u00e7\u00f5es sutis, algo imposs\u00edvel para n\u00f3s\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biomarcadores oculares: um campo promissor<\/h2>\n\n\n\n<p>Os biomarcadores oculares j\u00e1 s\u00e3o utilizados h\u00e1 d\u00e9cadas em diagn\u00f3sticos de doen\u00e7as sist\u00eamicas, como diabetes e hipertens\u00e3o. O fundo de olho de um paciente diab\u00e9tico ou hipertenso apresenta altera\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas, vis\u00edveis ao exame cl\u00ednico. Com apoio da intelig\u00eancia artificial, por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Experimentos internacionais mostraram que, a partir da an\u00e1lise do fundo de olho, m\u00e1quinas j\u00e1 foram capazes de identificar at\u00e9 mesmo o sexo de uma pessoa \u2014 algo impercept\u00edvel ao m\u00e9dico. Schor explica que isso ocorreu num experimento&nbsp;cl\u00e1ssico do Google junto ao Murphy\u2019s Hospital de Londres. \u201cA m\u00e1quina foi capaz de detectar, olhando no fundo de olho, quem era homem, quem era mulher. E isso para a gente \u00e9 imposs\u00edvel, a gente n\u00e3o enxerga nada disso. Mas com muitos dados, os marcadores para o olho humano, agora eles conseguem ser mapeados e trabalhados mesmo de forma sutil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAltera\u00e7\u00f5es como Alzheimer ou mesmo transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o podem ser detectadas na retina, e j\u00e1 temos respostas laboratoriais relativamente positivas\u201d, acrescenta Schor. O aplicativo em desenvolvimento analisa o movimento da pupila, que se contrai ou dilata conforme est\u00edmulos do sistema nervoso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos da pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>O desafio agora \u00e9 ampliar os testes em diferentes contextos e equipamentos. \u201cPrecisamos avaliar mais pacientes, usar outros modelos de celular e c\u00e2meras. Depois, buscar apoio de universidades, hospitais ou fundos de investimento para viabilizar o uso cl\u00ednico da tecnologia\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, os n\u00fameros refor\u00e7am a urg\u00eancia do tema. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o SUS registrou mais de 7 milh\u00f5es de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer e 576 interna\u00e7\u00f5es hospitalares.&nbsp;A expectativa \u00e9 que solu\u00e7\u00f5es inovadoras como essa ajudem n\u00e3o apenas no diagn\u00f3stico precoce, mas tamb\u00e9m no planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas para enfrentar a crescente carga do Alzheimer na sociedade brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tecnologia analisa movimentos sutis da pupila para identificar, de forma precoce, doen\u00e7as neurol\u00f3gicas O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, e com ele cresce tamb\u00e9m o desafio do Alzheimer. 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