{"id":31023,"date":"2026-03-11T14:12:00","date_gmt":"2026-03-11T17:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=31023"},"modified":"2026-03-08T17:17:48","modified_gmt":"2026-03-08T20:17:48","slug":"qual-remedio-comprar-entenda-o-que-sao-genericos-e-por-que-eles-custam-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/qual-remedio-comprar-entenda-o-que-sao-genericos-e-por-que-eles-custam-menos\/","title":{"rendered":"Qual rem\u00e9dio comprar? Entenda o que s\u00e3o gen\u00e9ricos &#8211; e por que eles custam menos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-387774587\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Medicamentos gen\u00e9ricos s\u00e3o submetidos a uma s\u00e9rie de testes de bioequival\u00eancia exigidos pela Anvisa at\u00e9 chegarem \u00e0 farm\u00e1cia. Entenda como esse processo funciona<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O acesso a rem\u00e9dios j\u00e1 foi um&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=marcador+de+desigualdade\">marcador de desigualdade<\/a>&nbsp;importante no Brasil. Quem pudesse pagar o pre\u00e7o alto de certos tratamentos, se curava; quem n\u00e3o tivesse condi\u00e7\u00f5es, se endividava. Isso sem mencionar os epis\u00f3dios de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=extravio+e+falsifica%C3%A7%C3%A3o\">extravio e falsifica\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;que, ao menos no fim da d\u00e9cada de 1990, expuseram fragilidades graves no sistema de controle sanit\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse cen\u00e1rio que o governo federal decidiu intervir. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em 1988, a legisla\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou com a&nbsp;Lei n\u00ba 9.787, de 1999, a chamada Lei dos Gen\u00e9ricos. O objetivo era estimular a concorr\u00eancia, assegurar qualidade e ampliar o acesso da popula\u00e7\u00e3o aos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=tratamentos+medicamentosos\">tratamentos medicamentosos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, os medicamentos gen\u00e9ricos passaram a ser identificados pela tarja amarela nas embalagens, acompanhada da inscri\u00e7\u00e3o \u201cMedicamento Gen\u00e9rico\u201d. O pre\u00e7o tamb\u00e9m se tornou um diferencial: o desconto m\u00e9dio em rela\u00e7\u00e3o ao produto de refer\u00eancia pode chegar a 67%. Mas por que eles custam menos? O que define um medicamento de refer\u00eancia? E qual \u00e9 a origem do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=medicamento+gen%C3%A9rico\">medicamento gen\u00e9rico<\/a>?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O caminho at\u00e9 as farm\u00e1cias<\/h2>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7a na bancada de pesquisa, quando a<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=+ind%C3%BAstria+farmac%C3%AAutica\">&nbsp;ind\u00fastria farmac\u00eautica<\/a>&nbsp;inicia o estudo de uma nova mol\u00e9cula. Nessa fase, de cinco a dez mil compostos podem ser analisados at\u00e9 que se identifique um candidato promissor.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, entram em cena os&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=estudos+pr%C3%A9-cl%C3%ADnicos\">estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos<\/a>, realizados em laborat\u00f3rio e em modelos animais. Dos milhares de compostos iniciais, cerca de 250 seguem adiante. Essa etapa, que pode durar de tr\u00eas a seis anos, consome aproximadamente 21,5% do or\u00e7amento total de desenvolvimento e tem uma probabilidade de sucesso inferior a 0,01%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/WH8lixtfuqgJYZvcjqA1Fof0hlg=\/0x0:3000x2000\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/u\/t\/zTjBT9QnCAriTjFaMtvQ\/02.jpg\" alt=\"De 1976 a 1999, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira permitia \u00e0s empresas fabricantes definirem qual seria o medicamento de refer\u00eancia sem exig\u00eancias que comprovasse a bioequival\u00eancia \u2014 Foto: Pexels\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De 1976 a 1999, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira permitia \u00e0s empresas fabricantes definirem qual seria o medicamento de refer\u00eancia sem exig\u00eancias que comprovasse a bioequival\u00eancia \u2014 Foto: Pexels<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se os resultados forem satisfat\u00f3rios, o composto se torna um Novo Medicamento Experimental (IND, na sigla em ingl\u00eas) e passa para a pr\u00f3xima etapa do processo: a fase cl\u00ednica. \u00c9 aqui que come\u00e7am os&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=testes+em+humanos\">testes em humanos<\/a>, divididos em tr\u00eas etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fase I:\u00a0<\/strong>de 20 a 100 volunt\u00e1rios, para avaliar seguran\u00e7a e toxicidade (65% de chance de avan\u00e7o);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fase II:<\/strong>\u00a0de 100 a 500 participantes, para analisar seguran\u00e7a e efic\u00e1cia preliminar (45% de chance de sucesso);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fase III:<\/strong>\u00a0de 1.000 a 5.000 pacientes, para confirmar efic\u00e1cia, dose e monitorar rea\u00e7\u00f5es adversas (50% de chance de aprova\u00e7\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa etapa cl\u00ednica pode durar de seis a sete anos e representa at\u00e9 65% do or\u00e7amento total. Ao final, os dados s\u00e3o submetidos \u00e0&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)<\/a>, respons\u00e1vel por avaliar a seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e qualidade antes de autorizar o registro do novo medicamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 a fase de produ\u00e7\u00e3o em escala, que pode levar de seis meses a dois anos (e que corresponde a cerca de 3,5% do or\u00e7amento). Mesmo passadas todas essas etapas,&nbsp;o medicamento \u00e9 mantido em fase de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=farmacovigil%C3%A2ncia\">farmacovigil\u00e2ncia<\/a>&nbsp;constantemente. Essa etapa \u2013 que pode ser nomeada como Fase IV \u2013 acompanha o medicamento ap\u00f3s a sua entrada no mercado e chega a consumir mais de 10% do investimento total.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancia vs. Gen\u00e9rico<\/h2>\n\n\n\n<p>Todo o trajeto e os gastos referenciados dizem respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do medicamento de refer\u00eancia e n\u00e3o ao gen\u00e9rico. O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=medicamento+de+refer%C3%AAncia\">medicamento de refer\u00eancia<\/a>&nbsp;\u00e9 o produto inovador, registrado na Anvisa, cuja efic\u00e1cia, seguran\u00e7a e qualidade foram comprovadas cientificamente. Ele possui marca e&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=patente\">patente<\/a>, garantindo exclusividade comercial por um per\u00edodo que pode variar entre 10 e 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras de Ang\u00e9lica de Toledo, diretora da Unidade Farmac\u00eautica do laborat\u00f3rio de pesquisa&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/synvia.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Synvia<\/a>, a patente \u00e9 como se fosse a \u201creceita do bolo\u201d sobre os medicamentos. Quando essa receita expira, outras ind\u00fastrias t\u00eam o aval para a reproduzirem, dando origem ao que n\u00f3s conhecemos como medicamento gen\u00e9rico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/YlJO6WKrhTpuJBZSX9s6UNUXx-M=\/0x0:3387x2540\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/A\/C\/QiL4X2Tx2DvxCivhRmOQ\/03.jpg\" alt=\"A patente da semaglutida, princ\u00edpio ativo de f\u00e1rmacos como o Ozempic, expira no dia 20 de mar\u00e7o de 2026, abrindo caminho para que medicamentos gen\u00e9ricos e financeiramente mais acess\u00edveis possam ser produzidos \u2014 Foto: Flickr\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A patente da semaglutida, princ\u00edpio ativo de f\u00e1rmacos como o Ozempic, expira no dia 20 de mar\u00e7o de 2026, abrindo caminho para que medicamentos gen\u00e9ricos e financeiramente mais acess\u00edveis possam ser produzidos \u2014 Foto: Flickr<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;O medicamento gen\u00e9rico nada mais \u00e9 do que a c\u00f3pia do produto ap\u00f3s a queda da patente do produto de refer\u00eancia\u201d, disse Toledo, em entrevista \u00e0 GALILEU.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ainda acrescente que o que explica a significativa<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=+queda+entre+os+custos\">&nbsp;queda entre os custos<\/a>&nbsp;\u00e9 o processo de pesquisa e de produ\u00e7\u00e3o do medicamento de refer\u00eancia. Afinal, o fabricante \u201cn\u00e3o precisou de todo o caminho regulat\u00f3rio do pr\u00e9-cl\u00ednico no animal, todos os dados para comprovar a efic\u00e1cia do produto, a Anvisa registrar esse produto como refer\u00eancia\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bioequival\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Para ser aprovado, o gen\u00e9rico deve demonstrar&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=equival%C3%AAncia+farmac%C3%AAutica\">equival\u00eancia farmac\u00eautica<\/a>&nbsp;com o medicamento de refer\u00eancia. Isso porque a substitui\u00e7\u00e3o de um pelo outro precisa ser segura para o bem-estar do organismo humano, rela\u00e7\u00e3o que a Lei dos Gen\u00e9ricos nomeia como \u201cintercambialidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bioequival\u00eancia significa comprovar que o medicamento \u00e9&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=absorvido+pelo+organismo\">absorvido pelo organismo<\/a>&nbsp;na mesma velocidade e extens\u00e3o que o produto de refer\u00eancia. Toledo contou que a Anvisa estabelece m\u00e9tricas bem rigorosas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medi\u00e7\u00f5es, cujo intervalo de confian\u00e7a estat\u00edstico deve ficar entre 80% e 125% para par\u00e2metros como concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima (Cmax) e \u00e1rea sob a curva de absor\u00e7\u00e3o (quantidade de rem\u00e9dio que atinge a corrente sangu\u00ednea ao lonog do tempo).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se o intervalo estiver fora, estiver 79.5%, [por exemplo], n\u00e3o \u00e9 bioequivalente; Se estiver 125.05%, est\u00e1 fora do intervalo tamb\u00e9m, o resultado \u00e9 negativo&#8221;, exemplificou Toledo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, apenas 13 centros de pesquisa s\u00e3o autorizados pela Anvisa para conduzir esses ensaios, com oito deles localizados no estado de S\u00e3o Paulo, sendo cinco na regi\u00e3o de Campinas, como a pr\u00f3pria Synvia. Os testes s\u00e3o considerados de<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=+baixo+custo\">&nbsp;baixo custo<\/a>&nbsp;em compara\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=desenvolvimento+de+um+medicamento+inovador\">desenvolvimento de um medicamento inovador<\/a>&nbsp;e seguem protocolos \u00e9ticos rigorosos, com termo de consentimento livre e esclarecido para cada participante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/xYHmmfEc85g71CZ-N5e4dzHPwQM=\/0x0:6720x4480\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/9\/Y\/3ryt2dQ8e8YSTI3xlIUw\/synvia-136-.jpg\" alt=\"Os testes de bioequival\u00eancia entre o medicamento de refer\u00eancia e o medicamento gen\u00e9rico s\u00e3o menos custosos dos que os investimentos iniciais para o lan\u00e7amento de um novo f\u00e1rmaco \u2014 Foto: Synvia\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os testes de bioequival\u00eancia entre o medicamento de refer\u00eancia e o medicamento gen\u00e9rico s\u00e3o menos custosos dos que os investimentos iniciais para o lan\u00e7amento de um novo f\u00e1rmaco \u2014 Foto: Synvia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com Toledo, n\u00e3o precisar refazer todos os testes desde o in\u00edcio n\u00e3o implica na aus\u00eancia de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=efeitos+colaterais\">efeitos colaterais<\/a>&nbsp;adversos, por exemplo. Ela conta que o que acontece \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o desses efeitos de maneira mais leve e semelhante ao j\u00e1 conhecido a partir dos testes com o medicamento de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, esses efeitos s\u00e3o consequ\u00eancias de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=h%C3%A1bitos+externos\">h\u00e1bitos externos<\/a>&nbsp;ao ambiente e ao contexto dos testes com o medicamento gen\u00e9rico. Isso \u00e9 comprovado pelas observa\u00e7\u00f5es, an\u00e1lises e amostras coletadas pelos m\u00e9dicos, que assistem aos pacientes durante todo o processo. Toledo menciona um exemplo: se o paciente consumir&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/busca\/?q=cafe%C3%ADna+\">cafe\u00edna&nbsp;<\/a>diariamente e for participar de uma pesquisa que corte o seu consumo, ele claramente enfrentar\u00e1 problemas de abstin\u00eancia da subst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mercado brasileiro<\/h2>\n\n\n\n<p>Passados mais de 25 anos da Lei dos Gen\u00e9ricos no Brasil, os n\u00fameros indicam consolida\u00e7\u00e3o. Hoje, 90% das doen\u00e7as conhecidas j\u00e1 podem ser tratadas com medicamentos gen\u00e9ricos e esse n\u00famero tem se refletido no sistema de sa\u00fade: cerca de 85% dos medicamentos distribu\u00eddos pelo<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/composicao\/sectics\/farmacia-popular\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;Programa Farm\u00e1cia Popular<\/a>&nbsp;s\u00e3o gen\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/akb97a6qTlXTw7O1RoKOd0xNvKU=\/0x0:6000x4000\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/C\/1\/b1tAO9TeSgfUBlzPBCPA\/05.jfif\" alt=\"Desde 2000, os gen\u00e9ricos geraram uma economia de mais de R$ 329 bilh\u00f5es para consumidores e pacientes \u2014 Foto: Pixnio\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Desde 2000, os gen\u00e9ricos geraram uma economia de mais de R$ 329 bilh\u00f5es para consumidores e pacientes \u2014 Foto: Pixnio<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa presen\u00e7a, no entanto, ainda \u00e9 contestada. Afinal, quem nunca ouviu um parente ou conhecido contestar a efic\u00e1cia desses medicamentos? A descren\u00e7a quase se tornou algo popular e tradicional entre os brasileiros e brasileiras, mas a ci\u00eancia j\u00e1 mostrou que n\u00e3o h\u00e1 motivos para se comportar dessa maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do n\u00famero parecer grande, surpreendentemente&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/progenericos.org.br\/2025\/02\/04\/aniversario-da-politica-de-medicamentos-genericos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">86,2% dos consumidores no pa\u00eds afirmam confiar nos medicamentos gen\u00e9ricos<\/a>. Entre essas pessoas, est\u00e1 a pr\u00f3pria Toledo: \u201ceu confio no gen\u00e9rico e eu acho que [ele] chegou para nos apoiar como consumidores, porque realmente tem medica\u00e7\u00f5es de alt\u00edssimo custo e, se n\u00f3s n\u00e3o tivermos um gen\u00e9rico, o acesso [para tratamento] fica dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 positivo para a economia e para a ind\u00fastria farmac\u00eautica nacional. Atualmente, o Brasil ocupa a posi\u00e7\u00e3o de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/progenericos.org.br\/medicamentos-genericos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">s\u00e9timo maior mercado farmac\u00eautico do mundo<\/a>&nbsp;e o maior da Am\u00e9rica Latina. Nesse cen\u00e1rio, os medicamentos gen\u00e9ricos desempenham um importante papel estrat\u00e9gico, tendo movimentado, em 2024, aproximadamente 2,18 bilh\u00f5es de unidades de medicamentos gen\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Galileu <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medicamentos gen\u00e9ricos s\u00e3o submetidos a uma s\u00e9rie de testes de bioequival\u00eancia exigidos pela Anvisa at\u00e9 chegarem \u00e0 farm\u00e1cia. Entenda como esse processo funciona O acesso a rem\u00e9dios j\u00e1 foi um&nbsp;marcador de desigualdade&nbsp;importante no Brasil. Quem pudesse pagar o pre\u00e7o alto de certos tratamentos, se curava; quem n\u00e3o tivesse condi\u00e7\u00f5es, se endividava. 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