{"id":31140,"date":"2026-03-14T16:33:42","date_gmt":"2026-03-14T19:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=31140"},"modified":"2026-03-14T16:33:42","modified_gmt":"2026-03-14T19:33:42","slug":"o-que-carie-e-gengivite-tem-a-ver-com-avc-estudo-indica-aumento-significativo-no-risco-de-derrame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/o-que-carie-e-gengivite-tem-a-ver-com-avc-estudo-indica-aumento-significativo-no-risco-de-derrame\/","title":{"rendered":"O que c\u00e1rie e gengivite t\u00eam a ver com AVC? Estudo indica aumento significativo no risco de derrame"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3494152363\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A m\u00e1 sa\u00fade bucal pode estar relacionada a um risco 36% maior de eventos cardiovasculares graves, como ataque card\u00edaco, doen\u00e7a card\u00edaca fatal ou AVC.<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ter c\u00e1ries e doen\u00e7a gengival ao mesmo tempo pode estar associado a um risco significativamente maior de acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo publicado na revista cient\u00edfica Neurology Open Access, da Academia Americana de Neurologia, encontrou uma associa\u00e7\u00e3o entre a combina\u00e7\u00e3o desses problemas bucais e um aumento no risco de AVC em compara\u00e7\u00e3o com pessoas que t\u00eam boa sa\u00fade bucal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados tamb\u00e9m indicam que a m\u00e1 sa\u00fade bucal pode estar relacionada a um risco 36% maior de eventos cardiovasculares graves, como ataque card\u00edaco, doen\u00e7a card\u00edaca fatal ou AVC.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa n\u00e3o prova que os problemas bucais causem diretamente os AVCs, mas sugere que melhorar a sa\u00fade bucal pode ser uma estrat\u00e9gia importante \u2014 e frequentemente negligenciada \u2014 na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz o estudo<\/h2>\n\n\n\n<p>O trabalho analisou dados de 5.986 adultos, com idade m\u00e9dia de 63 anos, que n\u00e3o tinham hist\u00f3rico de AVC no in\u00edcio do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os participantes passaram por exames odontol\u00f3gicos para avaliar a presen\u00e7a de c\u00e1ries, doen\u00e7a gengival (periodontal) ou ambas. A partir disso, os pesquisadores dividiram o grupo em tr\u00eas categorias:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>pessoas com boca saud\u00e1vel<\/li>\n\n\n\n<li>pessoas com apenas doen\u00e7a gengival<\/li>\n\n\n\n<li>pessoas com doen\u00e7a gengival e c\u00e1ries<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os participantes foram acompanhados por duas d\u00e9cadas, com base em contatos telef\u00f4nicos e registros m\u00e9dicos, para identificar quem desenvolveu AVC ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco maior entre quem tem dois problemas bucais<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante o acompanhamento, os pesquisadores observaram diferen\u00e7as importantes entre os grupos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Entre os participantes com boca saud\u00e1vel, 4% sofreram um AVC.<\/li>\n\n\n\n<li>J\u00e1 entre aqueles com apenas doen\u00e7a gengival, o \u00edndice foi de 7%.<\/li>\n\n\n\n<li>No grupo com doen\u00e7a gengival e c\u00e1ries, o n\u00famero chegou a 10%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ajustes para fatores como idade, \u00edndice de massa corporal e tabagismo, os resultados mostraram que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>pessoas com doen\u00e7a gengival e c\u00e1ries tinham 86% mais risco de AVC em compara\u00e7\u00e3o com quem tinha boca saud\u00e1vel;<\/li>\n\n\n\n<li>aquelas com apenas doen\u00e7a gengival apresentaram 44% mais risco.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do AVC, o estudo analisou a ocorr\u00eancia de eventos cardiovasculares graves, como ataque card\u00edaco, doen\u00e7a card\u00edaca fatal ou o pr\u00f3prio AVC.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse panorama geral, pessoas com doen\u00e7a gengival e c\u00e1ries tiveram um risco 36% maior desses eventos em compara\u00e7\u00e3o com participantes com boa sa\u00fade bucal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Visitas ao dentista podem fazer diferen\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m avaliou h\u00e1bitos de cuidados odontol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes que relataram visitar o dentista regularmente apresentaram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>81% menos probabilidade de ter simultaneamente doen\u00e7a gengival e c\u00e1ries<\/li>\n\n\n\n<li>29% menos probabilidade de apresentar apenas doen\u00e7a gengival<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo o autor do estudo, Souvik Sen, da Universidade da Carolina do Sul, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade bucal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste estudo refor\u00e7a a ideia de que cuidar dos dentes e gengivas n\u00e3o se resume apenas ao sorriso; pode ajudar a proteger o c\u00e9rebro\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Odontologia Ludimila Saiter explicou ao g1 que existem dois mecanismos podem ligar uma infec\u00e7\u00e3o na boca a problemas cardiovasculares ou cerebrais. O primeiro \u00e9 a via direta e segundo \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs bact\u00e9rias da cavidade bucal entram na corrente sangu\u00ednea atrav\u00e9s da inflama\u00e7\u00e3o gengival e podem se alojar nas v\u00e1lvulas do cora\u00e7\u00e3o ou em placas de gordura nas art\u00e9rias. Al\u00e9m disso, uma infec\u00e7\u00e3o bucal cr\u00f4nica faz o corpo produzir subst\u00e2ncias inflamat\u00f3rias que circulam por todo o organismo, danificando os vasos sangu\u00edneos e aumentando o risco de infarto e AVC, por exemplo&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiter destacou ainda que os&nbsp;dentistas costumam observar esta associa\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica, no dia a dia nos consult\u00f3rios, e que a boca n\u00e3o \u00e9 um sistema isolado. Quando uma infec\u00e7\u00e3o bucal severa \u00e9 tratada, \u00e9 comum notar uma melhora nos indicadores gerais de sa\u00fade do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cObservamos com frequ\u00eancia que pacientes com quadros graves de gengivite ou periodontite apresentam outras condi\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas desfavor\u00e1veis, como press\u00e3o alta ou diabetes descontrolada\u201d, disse Saiter.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a frequ\u00eancia ideal de consultas ao dentista para prevenir doen\u00e7as bucais?<\/h2>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o padr\u00e3o de frequ\u00eancia ideal ao dentista para prevenir doen\u00e7as bucais \u00e9 a cada seis meses. Esse \u00e9 o tempo m\u00e9dio para que o c\u00e1lculo dental (t\u00e1rtaro) se acumule e problemas iniciais apare\u00e7am. Por\u00e9m, o observar uma atipicidade na cavidade bucal o correto \u00e9 agendar uma consulta imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns grupos de risco \u2014 como fumantes, diab\u00e9ticos ou pessoas com hist\u00f3rico de doen\u00e7a periodontal \u2014 esse intervalo deve ser menor, a cada tr\u00eas meses, ou dependendo da avalia\u00e7\u00e3o profissional esse prazo poder\u00e1 ser ainda menor, quando se busca controle de doen\u00e7as, segundo Saiter.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinais de alerta de doen\u00e7a gengival que as pessoas costumam ignorar<\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas destacam que a gengiva saud\u00e1vel n\u00e3o sangra e o erro mais comum \u00e9 achar que o&nbsp;sangramento gengival&nbsp;\u00e9 normal. Outros sinais ignorados s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Les\u00f5es (feridas) persistentes \u2013 por mais de 15 dias<\/li>\n\n\n\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de &#8216;dente amolecido&#8217;<\/li>\n\n\n\n<li>E gengiva vermelha ou inchada<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o AVC isqu\u00eamico<\/h2>\n\n\n\n<p>Os AVCs isqu\u00eamicos s\u00e3o o tipo mais comum de acidente vascular cerebral. Eles ocorrem quando um co\u00e1gulo ou bloqueio reduz o fluxo sangu\u00edneo para o c\u00e9rebro, impedindo que o \u00f3rg\u00e3o receba oxig\u00eanio e nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as c\u00e1ries s\u00e3o cavidades no esmalte dent\u00e1rio causadas pela a\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias da placa bacteriana que produzem \u00e1cidos ao metabolizar restos de alimentos e a\u00e7\u00facares. Elas geralmente est\u00e3o associadas ao consumo de alimentos a\u00e7ucarados ou ricos em amido, al\u00e9m de fatores como higiene bucal inadequada ou gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a periodontal, por sua vez, \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o ou infec\u00e7\u00e3o que afeta a gengiva e o osso que sustenta os dentes. Quando n\u00e3o tratada, pode levar \u00e0 perda dent\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Limita\u00e7\u00f5es do estudo<\/h2>\n\n\n\n<p>Os autores apontam que a sa\u00fade bucal dos participantes foi avaliada apenas uma vez, no in\u00edcio da pesquisa. Assim, poss\u00edveis mudan\u00e7as ao longo dos anos n\u00e3o foram registradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, outros fatores de sa\u00fade que n\u00e3o foram medidos podem ter influenciado os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que os achados indicam que manter dentes e gengivas saud\u00e1veis pode ser uma parte importante da preven\u00e7\u00e3o do AVC.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi publicado na Neurology Open Access em outubro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e1 sa\u00fade bucal pode estar relacionada a um risco 36% maior de eventos cardiovasculares graves, como ataque card\u00edaco, doen\u00e7a card\u00edaca fatal ou AVC. Ter c\u00e1ries e doen\u00e7a gengival ao mesmo tempo pode estar associado a um risco significativamente maior de acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo publicado na revista cient\u00edfica Neurology Open Access, da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":31141,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"yes","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[205],"tags":[],"class_list":["post-31140","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31142,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31140\/revisions\/31142"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}