{"id":31486,"date":"2026-04-07T10:00:00","date_gmt":"2026-04-07T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=31486"},"modified":"2026-04-05T17:40:06","modified_gmt":"2026-04-05T20:40:06","slug":"gene-de-risco-para-alzheimer-altera-o-cerebro-decadas-antes-dos-sintomas-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/gene-de-risco-para-alzheimer-altera-o-cerebro-decadas-antes-dos-sintomas-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Gene de risco para Alzheimer altera o c\u00e9rebro d\u00e9cadas antes dos sintomas, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3852473928\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Altera\u00e7\u00f5es silenciosas no c\u00e9rebro antecedem a perda de mem\u00f3ria e podem abrir caminho para interven\u00e7\u00f5es precoces contra a doen\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/01\/problemas-de-memoria-risco-de-avc-e-mais-como-a-falta-de-sono-afeta-a-saude.ghtml\">perda de mem\u00f3ria<\/a>&nbsp;\u00e9 o sinal mais conhecido do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/01\/ter-cancer-pode-proteger-contra-o-alzheimer-estudo-sugere-que-sim.ghtml\">Alzheimer,<\/a>&nbsp;mas est\u00e1 longe de ser o primeiro. Um novo estudo publicado na revista&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43587-026-01096-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Nature Aging<\/em><\/a>, indica que as altera\u00e7\u00f5es no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/03\/seu-cerebro-envelhece-mais-rapido-do-que-voce-qualidade-do-sono-pode-influenciar.ghtml\">c\u00e9rebro<\/a>&nbsp;come\u00e7am muito antes disso, de forma silenciosa, afetando os circuitos neurais enquanto tudo ainda parece normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores dos Institutos Gladstone, nos Estados Unidos, identificaram uma cadeia de eventos moleculares desencadeada pelo gene APOE4, a principal variante gen\u00e9tica associada ao risco de Alzheimer, que afeta diretamente os neur\u00f4nios desde fases precoces da vida. Esse trabalho n\u00e3o s\u00f3 aprofunda a compreens\u00e3o da doen\u00e7a como tamb\u00e9m aponta um poss\u00edvel alvo terap\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/01\/problemas-de-memoria-risco-de-avc-e-mais-como-a-falta-de-sono-afeta-a-saude.ghtml\">perda de mem\u00f3ria<\/a>&nbsp;\u00e9 o sinal mais conhecido do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/01\/ter-cancer-pode-proteger-contra-o-alzheimer-estudo-sugere-que-sim.ghtml\">Alzheimer,<\/a>&nbsp;mas est\u00e1 longe de ser o primeiro. Um novo estudo publicado na revista&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43587-026-01096-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Nature Aging<\/em><\/a>, indica que as altera\u00e7\u00f5es no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/saude\/noticia\/2026\/03\/seu-cerebro-envelhece-mais-rapido-do-que-voce-qualidade-do-sono-pode-influenciar.ghtml\">c\u00e9rebro<\/a>&nbsp;come\u00e7am muito antes disso, de forma silenciosa, afetando os circuitos neurais enquanto tudo ainda parece normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores dos Institutos Gladstone, nos Estados Unidos, identificaram uma cadeia de eventos moleculares desencadeada pelo gene APOE4, a principal variante gen\u00e9tica associada ao risco de Alzheimer, que afeta diretamente os neur\u00f4nios desde fases precoces da vida. Esse trabalho n\u00e3o s\u00f3 aprofunda a compreens\u00e3o da doen\u00e7a como tamb\u00e9m aponta um poss\u00edvel alvo terap\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/DTDSfu8qCs5HmajN9VPLhyiB4LY=\/0x0:700x394\/888x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/A\/a\/DzSlS7STK6trtVUBS9oQ\/low-res-aaa7980.jpg\" alt=\"Da esquerda para a direita, os cientistas de Gladstone, Misha Zilberter, Yadong Huang e Dennis Tabuena, examinam as conclus\u00f5es de sua pesquisa, publicada na revista Nature Aging\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Da esquerda para a direita, os cientistas de Gladstone, Misha Zilberter, Yadong Huang e Dennis Tabuena, examinam as conclus\u00f5es de sua pesquisa, publicada na revista Nature Aging \u2014 Foto: Institutos Gladstone<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A prote\u00edna Nell2<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao investigar o mecanismo por tr\u00e1s dessas altera\u00e7\u00f5es, os pesquisadores identificaram um elemento central: a prote\u00edna Nell2. Em c\u00e9rebros com APOE4, ela \u00e9 produzida em excesso, fazendo com que os neur\u00f4nios encolham e se tornem mais excit\u00e1veis, uma combina\u00e7\u00e3o que pode desorganizar os circuitos neurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os cientistas reduziram os n\u00edveis de Nell2 em camundongos adultos, os neur\u00f4nios recuperaram seu tamanho e funcionamento normais. Isso ocorreu mesmo ap\u00f3s o in\u00edcio das altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que \u00e9 empolgante sobre o Nell2 \u00e9 que conseguimos reverter as manifesta\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a em camundongos adultos reduzindo seu n\u00edvel\u201d, explica Huang. \u201cIsso nos mostra que o dano n\u00e3o \u00e9 irrevers\u00edvel e que pode haver uma janela de interven\u00e7\u00e3o mesmo depois que os processos da doen\u00e7a j\u00e1 foram desencadeados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma mudan\u00e7a de paradigma<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro achado importante desafia uma hip\u00f3tese antiga da neuroci\u00eancia de que os efeitos do APOE4 estariam ligados principalmente aos astr\u00f3citos, c\u00e9lulas de suporte do c\u00e9rebro. O estudo mostra que o impacto direto ocorre nos pr\u00f3prios neur\u00f4nios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando exclu\u00edmos o gene APOE4 dos astr\u00f3citos, nada mudou\u201d, diz Zilberter. \u201cMas quando o exclu\u00edmos dos neur\u00f4nios, as c\u00e9lulas aumentaram de tamanho e voltaram a funcionar normalmente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pesquisadores, essa mudan\u00e7a de foco pode redefinir estrat\u00e9gias futuras. \u201cIsso muda a forma como pensamos sobre o Alzheimer\u201d, afirma Huang. \u201cEntender o que acontece nos neur\u00f4nios desde cedo pode abrir caminho para terapias preventivas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que o Alzheimer n\u00e3o come\u00e7a com a perda de mem\u00f3ria, ela \u00e9 apenas a fase final de um processo que se desenvolve ao longo de d\u00e9cadas. Se confirmadas em humanos, as descobertas podem levar ao desenvolvimento de medicamentos capazes de bloquear a a\u00e7\u00e3o da Nell2 em pessoas com alto risco gen\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que tratar a doen\u00e7a, a proposta passa a ser interromp\u00ea-la antes que ela se manifeste. Nesse cen\u00e1rio, o Alzheimer pode deixar de ser um destino inevit\u00e1vel para se tornar uma condi\u00e7\u00e3o, potencialmente, evit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Revista Galileu <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altera\u00e7\u00f5es silenciosas no c\u00e9rebro antecedem a perda de mem\u00f3ria e podem abrir caminho para interven\u00e7\u00f5es precoces contra a doen\u00e7a A&nbsp;perda de mem\u00f3ria&nbsp;\u00e9 o sinal mais conhecido do&nbsp;Alzheimer,&nbsp;mas est\u00e1 longe de ser o primeiro. 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