{"id":31489,"date":"2026-04-08T10:00:00","date_gmt":"2026-04-08T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=31489"},"modified":"2026-04-05T17:43:38","modified_gmt":"2026-04-05T20:43:38","slug":"como-descoberta-de-fossil-no-egito-pode-recriar-origem-dos-primeiros-macacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/como-descoberta-de-fossil-no-egito-pode-recriar-origem-dos-primeiros-macacos\/","title":{"rendered":"Como descoberta de f\u00f3ssil no Egito pode recriar origem dos primeiros macacos"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2441071811\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Achado em regi\u00e3o \u00e1rida reconfigura hip\u00f3teses sobre dispers\u00e3o de primatas e papel geogr\u00e1fico na evolu\u00e7\u00e3o dos ancestrais primatas<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Encontrado em uma&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/sociedade\/curiosidade\/noticia\/2025\/11\/deserto-na-australia-tem-desenho-de-homem-com-35-km-de-tamanho-e-ninguem-sabe-como-ele-surgiu.ghtml\">paisagem des\u00e9rtica<\/a>&nbsp;ao norte do Cairo, no Egito, um fragmento de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/noticia\/2026\/03\/criatura-bizarra-no-nordeste-do-brasil-era-fossil-vivo-ha-275-milhoes-de-anos.ghtml\">mand\u00edbula&nbsp;<\/a>est\u00e1 mobilizando uma revis\u00e3o na hist\u00f3ria evolutiva dos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/biologia\/noticia\/2026\/03\/macaca-com-diabetes-em-mg-recebe-novo-lar-apos-tratamento-de-saude.ghtml\">primatas&nbsp;<\/a>modernos \u2014 grupo do qual descendem os humanos. O f\u00f3ssil, pertencente \u00e0 esp\u00e9cie rec\u00e9m-identificada&nbsp;<em>Masripithecus moghraensis<\/em>, sugere que o norte da \u00c1frica teve um papel muito mais central na origem desses animais do que se imaginava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00e9cime foi encontrado na regi\u00e3o de Wadi Moghra e data de aproximadamente 17 a 18 milh\u00f5es de anos, per\u00edodo correspondente ao Mioceno Inferior. Trata-se do primeiro primata confirmado dessa \u00e9poca no Norte da \u00c1frica, e seus detalhes, descritos em um estudo publicado na&nbsp;<a class=\"\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1126\/science.adz4102\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">revista<em>&nbsp;Science<\/em><\/a>&nbsp;no dia 26 de mar\u00e7o, tem auxiliado os especialistas a preencher lacunas no registro f\u00f3ssil e desafiar hip\u00f3teses consolidadas sobre onde surgiram os primeiros ramos de macacos modernos.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de f\u00f3sseis semelhantes na regi\u00e3o sustentou, por d\u00e9cadas, a ideia de que os primeiros s\u00edmios estavam restritos a \u00e1reas mais ao sul do continente africano. No entanto, o novo achado altera esse panorama. \u201cPassamos cinco anos procurando por esse tipo de f\u00f3ssil porque, ao analisar a \u00e1rvore geneal\u00f3gica dos primatas, fica claro que algo estava faltando, e o Norte da \u00c1frica guarda essa pe\u00e7a\u201d, afirma Hesham Sallam, paleont\u00f3logo da Universidade de Mansoura e autor da pesquisa, em&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1120971?\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">comunicado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adapta\u00e7\u00e3o a um ambiente em transforma\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A singularidade do<em>&nbsp;Masripithecus sp.&nbsp;<\/em>come\u00e7a pela sua anatomia. Embora o material recuperado se limite \u00e0 mand\u00edbula inferior, ele apresenta uma combina\u00e7\u00e3o in\u00e9dita de caracter\u00edsticas:&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/colunistas\/the-conversation\/coluna\/2026\/01\/pesquisador-descobriu-tatica-engenhosa-de-sobrevivencia-deste-macaco-na-amazonia.ghtml\">caninos&nbsp;<\/a>e pr\u00e9-molares de grandes dimens\u00f5es, molares arredondados com superf\u00edcies mastigat\u00f3rias complexas e uma estrutura mandibular robusta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-galileu.glbimg.com\/1oYe4JIiCJKmnh8TPs4N7ckzBmY=\/0x0:700x525\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_fde5cd494fb04473a83fa5fd57ad4542\/internal_photos\/bs\/2026\/K\/v\/BKBEeNTiuUS9PQv3I05w\/low-res-8.jpg\" alt=\"Fragmento mandibular de Masripithecus moghraensis com o M3 direito no momento da descoberta \u2014 Foto: Hesham Sallam\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fragmento mandibular de Masripithecus moghraensis com o M3 direito no momento da descoberta \u2014 Foto: Hesham Sallam<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esses tra\u00e7os indicam uma dieta altamente flex\u00edvel, predominantemente frug\u00edvora, mas com capacidade para processar alimentos mais duros, como sementes e nozes \u2014 uma adapta\u00e7\u00e3o crucial em ambientes sujeitos a varia\u00e7\u00f5es sazonais. Essa plasticidade alimentar sugere que a esp\u00e9cie prosperou em um contexto de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/colunistas\/the-conversation\/coluna\/2026\/03\/o-impacto-invisivel-da-crise-climatica-na-aprendizagem-e-na-saude-mental.ghtml\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>&nbsp;que tornavam os recursos menos previs\u00edveis no norte da \u00c1frica e na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica durante o Mioceno.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que uma curiosidade ecol\u00f3gica, esse dado refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que a adaptabilidade foi um fator determinante na sobreviv\u00eancia e diversifica\u00e7\u00e3o dos primeiros primatas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novo mapa para a origem dos primatas<\/h2>\n\n\n\n<p>Usando dados anat\u00f4micos, gen\u00e9ticos e geol\u00f3gicos, os pesquisadores posicionaram o&nbsp;<em>Masripithecus sp.&nbsp;<\/em>como mais pr\u00f3ximo dos macacos atuais do que qualquer outro primata conhecido do mesmo per\u00edodo no leste africano. Essa conclus\u00e3o desafia diretamente modelos anteriores sobre a origem dos homin\u00eddeos, destaca a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/18-million-year-old-ape-fossil-from-egypt-suggests-modern-apes-originated-outside-east-africa-48873\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">revista&nbsp;<em>Discover<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lises biogeogr\u00e1ficas indicam ainda que o norte da \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio podem ter sido o ber\u00e7o do ancestral comum de todos os primatas vivos. Durante o in\u00edcio do Mioceno, essa regi\u00e3o ocupava uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica devido ao movimento das placas tect\u00f4nicas africana e ar\u00e1bica em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c1sia, enquanto flutua\u00e7\u00f5es no n\u00edvel do mar criavam corredores naturais para a dispers\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o<em>&nbsp;Masripithecus sp.&nbsp;<\/em>atua como elo intermedi\u00e1rio entre registros&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/arqueologia\/noticia\/2026\/03\/fosseis-de-tartaruga-gigante-e-tatu-da-era-do-gelo-sao-encontrados-nos-eua.ghtml\">f\u00f3sseis&nbsp;<\/a>africanos e eurasi\u00e1ticos, sugerindo que a diversifica\u00e7\u00e3o dos primatas j\u00e1 estava em curso nessa regi\u00e3o antes de sua expans\u00e3o para Europa e \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto do achado<\/h2>\n\n\n\n<p>O impacto conceitual da descoberta \u00e9 evidente nas declara\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios pesquisadores. \u201cDurante toda a minha carreira, considerei prov\u00e1vel que o ancestral comum de todos os macacos vivos tenha vivido na \u00c1frica Oriental ou em seus arredores. Mas essa nova descoberta, juntamente com nossas novas e inovadoras an\u00e1lises da&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/biologia\/noticia\/2025\/09\/baleias-ja-andaram-como-mamiferos-terrestres-evoluiram-para-gigantes-marinhos.ghtml\">filogenia&nbsp;<\/a>e biogeografia dos homin\u00eddeos, agora desafiam fortemente essa ideia\u201d, pontua Erik Seiffert, coautor do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a comunidade cient\u00edfica, o achado tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de explorar regi\u00f5es historicamente negligenciadas. O Norte da \u00c1frica, antes considerado perif\u00e9rico nesse debate, passa a ocupar posi\u00e7\u00e3o central na investiga\u00e7\u00e3o sobre as origens evolutivas dos primatas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores acreditam que novas escava\u00e7\u00f5es podem revelar f\u00f3sseis adicionais capazes de esclarecer ainda mais esse cap\u00edtulo inicial da&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/ciencia\/biologia\/noticia\/2026\/03\/aves-femeas-costumam-cantar-mais-quando-tem-ajuda-para-cuidar-dos-filhotes.ghtml\">hist\u00f3ria evolutiva<\/a>. Se isso se confirmar, o&nbsp;<em>Masripithecus moghraensis&nbsp;<\/em>poder\u00e1 ser lembrado n\u00e3o apenas como uma nova esp\u00e9cie, mas como um ponto central para se entender a linhagem atual de primatas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Revista Galileu <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Achado em regi\u00e3o \u00e1rida reconfigura hip\u00f3teses sobre dispers\u00e3o de primatas e papel geogr\u00e1fico na evolu\u00e7\u00e3o dos ancestrais primatas Encontrado em uma&nbsp;paisagem des\u00e9rtica&nbsp;ao norte do Cairo, no Egito, um fragmento de&nbsp;mand\u00edbula&nbsp;est\u00e1 mobilizando uma revis\u00e3o na hist\u00f3ria evolutiva dos&nbsp;primatas&nbsp;modernos \u2014 grupo do qual descendem os humanos. 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