{"id":31669,"date":"2026-04-18T10:45:04","date_gmt":"2026-04-18T13:45:04","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=31669"},"modified":"2026-04-18T10:45:04","modified_gmt":"2026-04-18T13:45:04","slug":"falha-geologica-esconde-canais-de-fluido-que-podem-mudar-terremoto-devastador-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/falha-geologica-esconde-canais-de-fluido-que-podem-mudar-terremoto-devastador-nos-eua\/","title":{"rendered":"Falha geol\u00f3gica esconde \u2018canais de fluido\u2019 que podem mudar terremoto devastador nos EUA"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3796751148\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00e3o registra baixa atividade s\u00edsmica, o que refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que placas estejam travadas pelo atrito<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de 965 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a<strong>&nbsp;Zona de Subduc\u00e7\u00e3o de Casc\u00e1dia<\/strong>, entre o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.r7.com\/tudo-sobre\/canada\/\">Canad\u00e1&nbsp;<\/a>e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/internacional\/lontra-ladra-de-pranchas-ataca-surfista-na-california-19102025\/\">Calif\u00f3rnia<\/a>, nos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.r7.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>, marca o encontro das&nbsp;<strong>placas tect\u00f4nicas<\/strong>&nbsp;Juan de Fuca e Norte-Americana. Ao contr\u00e1rio de outras zonas de subduc\u00e7\u00e3o, onde h\u00e1 tremores frequentes devido ao movimento tect\u00f4nico, a regi\u00e3o registra baixa atividade s\u00edsmica, o que refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que ambas estejam travadas pelo atrito.<\/p>\n\n\n\n<p>A falha geol\u00f3gica ainda \u00e9 pouco compreendida pela ci\u00eancia. De dif\u00edcil acesso, ela depende, em grande parte, de dados coletados em terra firme, o que limita o alcance das an\u00e1lises. A baixa ocorr\u00eancia de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.r7.com\/tudo-sobre\/terremoto\/\">terremotos&nbsp;<\/a>na regi\u00e3o tamb\u00e9m dificulta a investiga\u00e7\u00e3o de sua estrutura e din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.aea3684\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">novo estudo<\/a>&nbsp;conduzido por pesquisadores da Universidade de Washington, nos EUA, indica que as placas tect\u00f4nicas podem n\u00e3o estar completamente travadas, como se acreditava. A pesquisa, que monitorou a tens\u00e3o no fundo do mar ao longo de 13 anos, analisou dados de movimento do solo obtidos por sensores instalados em diferentes pontos da falha.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam diferen\u00e7as claras ao longo da zona de subduc\u00e7\u00e3o: enquanto a por\u00e7\u00e3o norte segue bloqueada e com pouca atividade, a regi\u00e3o central se mostra mais din\u00e2mica. Nessa \u00e1rea, os pesquisadores identificaram sinais de terremotos rasos de movimento lento, al\u00e9m da circula\u00e7\u00e3o de fluidos por canais subterr\u00e2neos, um processo que pode ajudar a aliviar a press\u00e3o acumulada.<\/p>\n\n\n\n<p>As&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.aea3684\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">conclus\u00f5es foram publicadas pela revista cient\u00edfica<em>&nbsp;Science Advances<\/em><\/a>e podem ajudar a melhorar as previs\u00f5es sobre o comportamento da falha em caso de um grande terremoto. Em outras regi\u00f5es do mundo, caracter\u00edsticas semelhantes j\u00e1 foram associadas \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o de rupturas que poderiam se estender por longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda \u00e9 cedo para conclus\u00f5es definitivas, mas acreditamos que o movimento dos fluidos pode influenciar a forma como grandes terremotos se comportam nessa regi\u00e3o\u201d, afirmou a geof\u00edsica Marine Denolle, uma das autoras do estudo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ac\u00famulo de tens\u00e3o entre placas<\/h3>\n\n\n\n<p>Atualmente, a placa Juan de Fuca avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 placa Norte-Americana a cerca de 4 cent\u00edmetros por ano. Como ambas permanecem presas por atrito, essa movimenta\u00e7\u00e3o gera ac\u00famulo de tens\u00e3o ao longo do tempo. Quando esse limite \u00e9 ultrapassado, a&nbsp;<strong>libera\u00e7\u00e3o repentina de energia pode provocar um terremoto de grandes propor\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos desse tipo, conhecidos como megaterremotos, ocorrem, em m\u00e9dia, a cada 500 anos no noroeste do Pac\u00edfico. O \u00faltimo foi registrado em 1700. Estimativas indicam entre 10% e 15% de chance de que toda a falha se rompa nos pr\u00f3ximos 50 anos, com potencial para gerar um tremor superior \u00e0 magnitude 9. Embora o novo estudo n\u00e3o altere essas proje\u00e7\u00f5es, ele sugere que a din\u00e2mica interna da falha pode influenciar a intensidade do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamentos recentes do fundo do mar apontam que a falha pode ser dividida em pelo menos quatro segmentos distintos, que podem se comportar de forma independente. Neste estudo, os cientistas analisaram duas dessas regi\u00f5es com base em dados de tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es de monitoramento: uma pr\u00f3xima \u00e0 Ilha de Vancouver e duas na costa do Oregon.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuer\u00edamos entender como a tens\u00e3o varia ao longo da costa\u201d, explicou a pesquisadora Maleen Kidiwela, autora principal do trabalho. Segundo ela, os dados de velocidade s\u00edsmica, que medem a propaga\u00e7\u00e3o de ondas no interior da Terra, ajudam a identificar mudan\u00e7as nas rochas abaixo do fundo do oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na por\u00e7\u00e3o norte, o aumento cont\u00ednuo dessa velocidade indica que as rochas est\u00e3o se compactando, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que as&nbsp;<strong>placas permanecem travadas<\/strong>. J\u00e1 na regi\u00e3o central, os pesquisadores observaram uma queda tempor\u00e1ria em 2016, associada a um terremoto de movimento lento que teria reduzido parte da press\u00e3o na falha.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras varia\u00e7\u00f5es registradas entre 2017 e 2022 foram relacionadas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de fluidos no interior da crosta. O estudo aponta que falhas secund\u00e1rias podem atuar como canais de escape, permitindo a libera\u00e7\u00e3o desses fluidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe houver caminhos para aliviar essa press\u00e3o, isso pode influenciar a propaga\u00e7\u00e3o de um grande terremoto\u201d, afirmou Kidiwela.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de se basear em dados de apenas tr\u00eas pontos, o estudo revela uma din\u00e2mica mais complexa do que se imaginava. Para ampliar esse monitoramento, a Universidade de Washington recebeu, em 2023, um investimento de US$ 10,6 milh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de um observat\u00f3rio subaqu\u00e1tico na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses resultados indicam que a falha pode n\u00e3o estar totalmente bloqueada\u201d, afirmou o ocean\u00f3grafo William Wilcock. \u201cAinda h\u00e1 muito a ser investigado, e novos instrumentos ser\u00e3o fundamentais para entender melhor o que acontece ali.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Regi\u00e3o registra baixa atividade s\u00edsmica, o que refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que placas estejam travadas pelo atrito Com mais de 965 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a&nbsp;Zona de Subduc\u00e7\u00e3o de Casc\u00e1dia, entre o&nbsp;Canad\u00e1&nbsp;e a&nbsp;Calif\u00f3rnia, nos&nbsp;Estados Unidos, marca o encontro das&nbsp;placas tect\u00f4nicas&nbsp;Juan de Fuca e Norte-Americana. 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