{"id":32258,"date":"2026-06-06T13:52:32","date_gmt":"2026-06-06T16:52:32","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=32258"},"modified":"2026-06-06T14:30:20","modified_gmt":"2026-06-06T17:30:20","slug":"veja-como-a-vacinacao-de-adultos-protege-bebes-e-freia-o-avanco-de-doencas-consideradas-erradicadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/veja-como-a-vacinacao-de-adultos-protege-bebes-e-freia-o-avanco-de-doencas-consideradas-erradicadas\/","title":{"rendered":"Veja como a vacina\u00e7\u00e3o de adultos protege beb\u00eas e freia o avan\u00e7o de doen\u00e7as consideradas erradicadas"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-3491153328\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\">Especialista da USP ressalta import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o contra coqueluche, influenza, sarampo e difteria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A n\u00e3o imuniza\u00e7\u00e3o de adultos ou pais de beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos pode estar contribuindo para o cen\u00e1rio preocupante na Am\u00e9rica Latina, especialmente no Brasil. Somente no ano de 2024, foram registrados quase 7,8 mil casos confirmados de coqueluche, de acordo com os dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, um salto de mais de 7,5 mil em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2023, quando houve um surto da doen\u00e7a. Um dos principais fatores para esse aumento \u00e9 a n\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o de pais ou adultos que convivem com beb\u00eas de at\u00e9 6 meses de idade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pediatra Jorgete Maria e Silva, do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto&nbsp;(HCFMRP) da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">USP<\/a>, explica que a doen\u00e7a se propaga com mais facilidade em crian\u00e7as devido \u00e0 fragilidade do sistema imunol\u00f3gico. \u201cQuanto menor a crian\u00e7a, mais dificuldades ela tem para reagir positivamente \u00e0 doen\u00e7a, seja pela falta de imunidade pr\u00e9via, mas principalmente pelas condi\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas e fisiol\u00f3gicas do trato respirat\u00f3rio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela enfatiza que, para sobressair nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio imunizar adultos ou pessoas pr\u00f3ximas do c\u00edrculo de conviv\u00eancia dos beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos. \u201cA estrat\u00e9gia de cocoon ou casulo prop\u00f5e a vacina\u00e7\u00e3o de todos que convivem pr\u00f3ximos de beb\u00eas de at\u00e9 6 meses de idade. Essa proposta surgiu pautada principalmente na preocupa\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o da coqueluche\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Jorgete ainda ressalta que a estrat\u00e9gia deve ser aplicada n\u00e3o s\u00f3 para a coqueluche. \u201cNa verdade, seria importante n\u00e3o s\u00f3 a vacina\u00e7\u00e3o para coqueluche, mas tamb\u00e9m para outras vacinas disponibilizadas pelo SUS, como influenza, sarampo e difteria\u201d, diz.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Desafios a serem superados<\/h3>\n\n\n\n<p>Entre as mais diversas dificuldades enfrentadas pelo sistema p\u00fablico de sa\u00fade, a baixa ades\u00e3o \u00e0 cobertura vacinal ainda persiste, sendo um dos maiores obst\u00e1culos. \u201cNos \u00faltimos dois anos, houve um recrudescimento da coqueluche, e essa alta est\u00e1 relacionada \u00e0 baixa cobertura vacinal desde a pandemia do Covid-19\u201d, menciona&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para lidar com essa realidade, Jorgete salienta a urg\u00eancia de mais vacina\u00e7\u00e3o. \u201cO cuidado preventivo, como a imuniza\u00e7\u00e3o das pessoas que convivem muito pr\u00f3ximas aos beb\u00eas, ainda \u00e9 um dos maiores alicerces para lidar com esse problema de baixa cobertura vacinal que a sa\u00fade vem enfrentando. Por exemplo, a coqueluche tem uma incid\u00eancia sazonal, com surtos a cada 3 e 5 anos. Se houvesse uma boa ades\u00e3o \u00e0 vacina entre 2021 e 2022, n\u00e3o ter\u00edamos um surto no final de 2023\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Medidas preventivas<\/h3>\n\n\n\n<p>Para o epidemiologista Fernando Rodrigues Bellissimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP, o aleitamento materno \u00e9 uma medida eficiente que ajuda na prote\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica da crian\u00e7a. \u201cAl\u00e9m das vacinas, outro fator que contribui para a prote\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m-nascido nesses primeiros 6 meses de vida \u00e9 o aleitamento materno, uma vez que o leite transfere anticorpos diretamente para a crian\u00e7a, especialmente para aquelas doen\u00e7as contra as quais a m\u00e3e foi imunizada\u201d, alega.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, Bellissimo destaca que a vacina\u00e7\u00e3o dos pais e beb\u00eas continua sendo uma ferramenta de extrema import\u00e2ncia. \u201cVale salientar que essa estrat\u00e9gia do aleitamento materno \u00e9 muito importante, mas n\u00e3o dispensa a imuniza\u00e7\u00e3o dos adultos e crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cuidado preventivo como alternativa<\/h3>\n\n\n\n<p>A enfermeira Karina Bordonal Gomiero Biagiotti, funcion\u00e1ria da cl\u00ednica Itatiaia Vacinas, diz que em sua rotina di\u00e1ria na sa\u00fade, em uma cl\u00ednica privada de vacina\u00e7\u00e3o, muitos pais n\u00e3o se vacinam, pensando exclusivamente s\u00f3 na sa\u00fade do beb\u00ea. \u201cQuando os pais v\u00e3o no consult\u00f3rio, eu pergunto: \u2018Como est\u00e1 a vacina?\u2019 E eles respondem assim: \u2018A minha vacina est\u00e1 em dia\u2019. Nunca se preocupam com eles mesmos, apenas com o beb\u00ea\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Karina ressalta que muitos adultos e pais n\u00e3o se vacinam devido ao custo da imuniza\u00e7\u00e3o. \u201cAs vacinas custam geralmente R$ 200, mas muitos pais acham caro e optam por n\u00e3o se imunizar. N\u00e3o pensando a longo prazo na sua pr\u00f3pria sa\u00fade e na do beb\u00ea.\u201d Ela faz um alerta importante: \u201cA vacina pode custar caro, mas \u00e9 algo que a pessoa pode tomar outra dose daqui 10 anos. Vale a pena pagar um pouco mais caro e proteger a sa\u00fade do seu beb\u00ea e tamb\u00e9m a sua\u201d, finaliza.<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista da USP ressalta import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o contra coqueluche, influenza, sarampo e difteria A n\u00e3o imuniza\u00e7\u00e3o de adultos ou pais de beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos pode estar contribuindo para o cen\u00e1rio preocupante na Am\u00e9rica Latina, especialmente no Brasil. 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