{"id":32289,"date":"2026-06-06T16:01:58","date_gmt":"2026-06-06T19:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=32289"},"modified":"2026-06-06T16:01:58","modified_gmt":"2026-06-06T19:01:58","slug":"uniao-europeia-oficializa-veto-a-carne-brasileira-a-partir-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/uniao-europeia-oficializa-veto-a-carne-brasileira-a-partir-de-setembro\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia oficializa veto \u00e0 carne brasileira a partir de setembro"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-1370514938\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\">Tamb\u00e9m est\u00e3o na lista mel, tripas e peixe<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>A Uni\u00e3o Europeia (EU) oficializou sua decis\u00e3o de proibir a importa\u00e7\u00e3o de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do pr\u00f3ximo dia 3 de setembro.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1692452&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1692452&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Anunciada h\u00e1 quase um m\u00eas, poucos dias ap\u00f3s a entrada em vigor provis\u00f3ria do acordo comercial entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, a decis\u00e3o de excluir o Brasil da lista de pa\u00edses autorizados a exportar esses produtos para os pa\u00edses do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial\u00a0 publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/HTML\/?uri=OJ:L_202601189\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Di\u00e1rio Oficial da UE<\/a>\u00a0nesta sexta-feira (5).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo a Comiss\u00e3o Europeia, o Brasil n\u00e3o conseguiu comprovar que seus produtores atendem \u00e0s algumas das exig\u00eancias sanit\u00e1rias europeias<\/strong>, especialmente que n\u00e3o utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infec\u00e7\u00f5es em animais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a Uni\u00e3o Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da pol\u00edtica europeia de seguran\u00e7a alimentar e sa\u00fade p\u00fablica conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibi\u00f3ticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus est\u00e3o subst\u00e2ncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 um dos principais mercados para as prote\u00ednas animais brasileiras.&nbsp;<\/strong>No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cautela europeia n\u00e3o significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decis\u00e3o europeia \u00e9 regulat\u00f3rio e envolve rastreabilidade sanit\u00e1ria, certifica\u00e7\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o documental sobre o uso dos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para voltar \u00e0 lista dos pa\u00edses autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisar\u00e1 comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados<\/strong>. Para isso, o pa\u00eds pode ampliar ainda mais as restri\u00e7\u00f5es legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais r\u00edgidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados n\u00e3o utilizam as subst\u00e2ncias proibidas na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda alternativa \u00e9 considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certifica\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias adicionais e custos maiores para produtores e frigor\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Abiec<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Consultada pela reportagem, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no m\u00eas passado, quando a Comiss\u00e3o Europeia anunciou a decis\u00e3o de proibir a compra dos produtos brasileiros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, o Brasil conta com um \u201cdos sistemas de inspe\u00e7\u00e3o e defesa agropecu\u00e1ria mais robustos do mundo\u201d e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanit\u00e1rios e regulat\u00f3rios de mais de 170 pa\u00edses, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo \u201cr\u00edgidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a associa\u00e7\u00e3o, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) na elabora\u00e7\u00e3o de protocolos voltados ao atendimento das novas exig\u00eancias europeias, al\u00e9m de manter di\u00e1logo t\u00e9cnico e colabora\u00e7\u00e3o com as autoridades competentes sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qualidade&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA) informou que est\u00e1 acompanhando a formaliza\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras v\u00e3o demonstrar, tecnicamente, que o pa\u00eds possui um dos mais robustos sistemas de controle sanit\u00e1rio mundial, capaz de garantir \u201celevados padr\u00f5es de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e seguran\u00e7a dos alimentos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a ABPA enfatizou que o veto \u00e0 importa\u00e7\u00e3o dos produtos brasileiros \u201cn\u00e3o decorre de qualquer questionamento sanit\u00e1rio, n\u00e3o conformidade ou problema identificado em rela\u00e7\u00e3o ao uso de antimicrobianos na produ\u00e7\u00e3o animal brasileira\u201d, mas sim ao reconhecimento europeu dos \u201cmecanismos oficiais de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle adotados pelo Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A entidade tamb\u00e9m reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica, da sanidade animal e da seguran\u00e7a dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associa\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que as normas sanit\u00e1rias nacionais estejam \u201cfundamentadas em crit\u00e9rios cient\u00edficos, avalia\u00e7\u00f5es de risco reconhecidas internacionalmente, transpar\u00eancia regulat\u00f3ria e observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios estabelecidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de com\u00e9rcio\u201d.<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o na lista mel, tripas e peixe A Uni\u00e3o Europeia (EU) oficializou sua decis\u00e3o de proibir a importa\u00e7\u00e3o de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do pr\u00f3ximo dia 3 de setembro. 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