{"id":32360,"date":"2026-06-11T14:27:49","date_gmt":"2026-06-11T17:27:49","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=32360"},"modified":"2026-06-11T14:27:49","modified_gmt":"2026-06-11T17:27:49","slug":"chegada-do-el-nino-e-confirmada-pela-agencia-climatica-dos-eua-duvida-agora-e-se-fenomeno-tera-forca-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/chegada-do-el-nino-e-confirmada-pela-agencia-climatica-dos-eua-duvida-agora-e-se-fenomeno-tera-forca-recorde\/","title":{"rendered":"Chegada do El Ni\u00f1o \u00e9 confirmada pela ag\u00eancia clim\u00e1tica dos EUA; d\u00favida agora \u00e9 se fen\u00f4meno ter\u00e1 for\u00e7a recorde"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-2656470745\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fen\u00f4meno natural nasce do aquecimento anormal das \u00e1guas do Pac\u00edfico e pode alterar o padr\u00e3o de chuva e calor em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam incluir mais chuva no Sul, risco de seca no Norte e no Nordeste e temperaturas mais altas em v\u00e1rias regi\u00f5es.<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em ingl\u00eas<\/strong>) confirmou nesta quinta-feira (11) a forma\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/el-nino\/\" class=\"\">El Ni\u00f1o<\/a>, fen\u00f4meno clim\u00e1tico natural que ocorre quando as \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico Equatorial ficam mais quentes que o normal.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;As condi\u00e7\u00f5es do El Ni\u00f1o est\u00e3o presentes e espera-se que se intensifiquem durante o inverno de 2026-2027 no Hemisf\u00e9rio Norte&#8221;, afirmou a ag\u00eancia clim\u00e1tica dos EUA.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o j\u00e1 era esperada por meteorologistas, depois de&nbsp;<strong>meses de aquecimento gradual&nbsp;<\/strong>no Pac\u00edfico e de proje\u00e7\u00f5es indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fen\u00f4meno ainda no primeiro semestre de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio, a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/meio-ambiente\/noticia\/2026\/05\/14\/el-nino-noaa-2026.ghtml\">NOAA apontava 82% de chance de forma\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;do El Ni\u00f1o nos meses seguintes. Agora,<strong>&nbsp;a discuss\u00e3o j\u00e1 N\u00c3O \u00e9 mais se o fen\u00f4meno vai ocorrer<\/strong>, mas qual ser\u00e1 sua intensidade. No boletim divulgado nesta quinta-feira, a ag\u00eancia confirmou que ele est\u00e1 estabelecido e indicou 63% de probabilidade de que se torne muito forte, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Entenda:<\/strong>&nbsp;O El Ni\u00f1o e a La Ni\u00f1a s\u00e3o as duas fases do mesmo fen\u00f4meno clim\u00e1tico, chamado ENOS (El Ni\u00f1o-Oscila\u00e7\u00e3o Sul). O El Ni\u00f1o \u00e9 caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a&nbsp;<strong>0,5\u00b0C das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico<\/strong>&nbsp;equatorial.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno ocorre com frequ\u00eancia a cada dois a sete anos,<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/el-nino\/\">&nbsp;tem dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de doze meses e gera impacto direto no aumento da temperatura global.&nbsp;<\/a>A<strong>&nbsp;La Ni\u00f1a<\/strong>&nbsp;\u00e9 o oposto: um resfriamento dessas mesmas \u00e1guas, com efeitos igualmente significativos, mas em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria&nbsp;<em>(entenda mais abaixo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/I3dG5rLiUGhkafv-4lhp9ZWQ0BE=\/0x0:1024x885\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/c\/K\/70l3LWTrGP4cXNBs9VKg\/enso-ortho-20260601.png\" alt=\"Imagens do sat\u00e9lite mostram varia\u00e7\u00f5es no n\u00edvel do mar em junho de 2026; \u00e1reas em vermelho indicando \u00e1guas mais elevadas no Pac\u00edfico equatorial, sinal t\u00edpico associado ao desenvolvimento do El Ni\u00f1o. \u2014 Foto: Sentinel-6 Michael Freilich\/NASA\/NOAA\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Imagens do sat\u00e9lite mostram varia\u00e7\u00f5es no n\u00edvel do mar em junho de 2026; \u00e1reas em vermelho indicando \u00e1guas mais elevadas no Pac\u00edfico equatorial, sinal t\u00edpico associado ao desenvolvimento do El Ni\u00f1o. \u2014 Foto: Sentinel-6 Michael Freilich\/NASA\/NOAA<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, os efeitos variam conforme a regi\u00e3o e com a \u00e9poca do ano (atualmente, o pico previsto \u00e9 entre novembro e janeiro). Historicamente, o El Ni\u00f1o costuma aumentar a chuva no Sul, o que pode elevar o risco de temporais e cheias.<\/p>\n\n\n\n<p>No Norte e em parte do Nordeste, o fen\u00f4meno tende a reduzir as precipita\u00e7\u00f5es e pode agravar per\u00edodos de seca.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sudeste e no Centro-Oeste, os impactos podem ser mais irregulares, com calor mais frequente, pancadas mal distribu\u00eddas e mudan\u00e7as no comportamento das frentes frias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/wamnk-kX2j2PP-TkkZOXc8xweKk=\/0x0:3577x2086\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/T\/h\/VjaafuQmGzXGo612KqGQ\/el-nino.png\" alt=\"Proje\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia dos EUA mostra que a chance de El Ni\u00f1o cresce ao longo de 2026; intensidade segue indefinida. \u2014 Foto: NOAA\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Proje\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia dos EUA mostra que a chance de El Ni\u00f1o cresce ao longo de 2026; intensidade segue indefinida. \u2014 Foto: NOAA<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada do El Ni\u00f1o tamb\u00e9m preocupa porque o planeta j\u00e1 est\u00e1 mais quente por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno, sozinho, n\u00e3o causa o aquecimento global. Ele \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o natural do sistema clim\u00e1tico. Mas, quando ocorre em um mundo j\u00e1 aquecido, pode refor\u00e7ar extremos de calor, seca e chuva intensa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que os cientistas acompanham t\u00e3o de perto a evolu\u00e7\u00e3o deste evento e h\u00e1&nbsp;<strong>grande chance de que ele se estabele\u00e7a com forte intensidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;H\u00e1 63% de probabilidade de um El Ni\u00f1o muito forte durante o per\u00edodo de novembro a janeiro, que se classificaria entre os maiores eventos El Ni\u00f1o j\u00e1 registrados historicamente, desde 1950&#8221;, afirma a NOAA.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um&nbsp;<strong>El Ni\u00f1o forte<\/strong>&nbsp;pode afetar a agricultura, os reservat\u00f3rios de \u00e1gua, a gera\u00e7\u00e3o de energia, a ocorr\u00eancia de queimadas e at\u00e9 o pre\u00e7o de alimentos em algumas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer, por\u00e9m, se o fen\u00f4meno confirmado agora ser\u00e1 um&nbsp;<strong>\u201csuper El Ni\u00f1o&#8221;.<\/strong>&nbsp;O termo n\u00e3o \u00e9 uma categoria cient\u00edfica oficial, mas costuma ser usado para descrever eventos muito intensos, como os registrados em 1982-83, 1997-98 e 2015-16.<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a do El Ni\u00f1o depende do quanto o Pac\u00edfico Equatorial vai aquecer nos pr\u00f3ximos meses e, principalmente, de como a atmosfera vai responder a esse aquecimento. Para que o fen\u00f4meno ganhe intensidade, n\u00e3o basta o oceano ficar mais quente: \u00e9 preciso que o sistema oceano-atmosfera passe a atuar de forma acoplada e persistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2006, uma sequ\u00eancia de epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que j\u00e1 est\u00e1 mais quente que no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo quando s\u00e3o considerados fracos ou moderados, esses eventos acontecem em um mundo aquecido e acabam aumentando o risco de extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Veja:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>2006\u20132007:<\/strong>\u00a0El Ni\u00f1o fraco a moderado.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2009\u20132010:<\/strong>\u00a0El Ni\u00f1o moderado.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2014\u20132016:\u00a0<\/strong>El Ni\u00f1o muito forte, ligado a recordes de calor e extremos mais frequentes.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2018\u20132019:<\/strong>\u00a0El Ni\u00f1o fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>2023\u20132024:\u00a0<\/strong>El Ni\u00f1o forte, um dos mais intensos j\u00e1 registrados, associado a novos recordes de calor.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf0e O que \u00e9 o El Ni\u00f1o \u2014 e por que ele importa tanto<\/h2>\n\n\n\n<p>O El Ni\u00f1o \u00e9 um aquecimento fora do normal das \u00e1guas do&nbsp;<strong>Oceano Pac\u00edfico<\/strong>&nbsp;na faixa pr\u00f3xima \u00e0 linha do Equador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Ni\u00f1o), frias (La Ni\u00f1a) e neutras \u2014 com impactos em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse aquecimento muda a circula\u00e7\u00e3o da atmosfera e altera o padr\u00e3o de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto \u00e1reas do Norte e do Nordeste podem enfrentar per\u00edodos mais secos.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno tamb\u00e9m influencia a temperatura global. Em anos de El Ni\u00f1o mais intenso, o planeta costuma registrar&nbsp;<strong>calor acima da m\u00e9dia<\/strong>, somando-se ao aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta j\u00e1 mais quente, mesmo epis\u00f3dios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/2L9JHN4cCi2frEHpXZYSOiFSu7M=\/0x0:1110x624\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/0\/c\/k2MfzDRMCuDlhgPlxuog\/66946733-906.jpg\" alt=\"Condi\u00e7\u00f5es geradas por El Ni\u00f1o podem facilitar as queimadas e impactar produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. \u2014 Foto: Michael Dantas\/AFP via DW\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Condi\u00e7\u00f5es geradas por El Ni\u00f1o podem facilitar as queimadas e impactar produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. \u2014 Foto: Michael Dantas\/AFP via DW<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udf27\ufe0f Poss\u00edveis impactos no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Historicamente, o El Ni\u00f1o altera o padr\u00e3o de chuva e temperatura no pa\u00eds e causa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos;<\/li>\n\n\n\n<li>redu\u00e7\u00e3o de chuvas no Norte e em partes do Nordeste;<\/li>\n\n\n\n<li>mais irregularidade nas precipita\u00e7\u00f5es no Sudeste e Centro-Oeste;<\/li>\n\n\n\n<li>maior frequ\u00eancia de ondas de calor.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados \u00e9 o aumento de per\u00edodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a altern\u00e2ncia entre La Ni\u00f1a, neutralidade e El Ni\u00f1o, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por tr\u00e1s das mudan\u00e7as no clima.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os oceanos j\u00e1 mais quentes do que a m\u00e9dia hist\u00f3rica, a expectativa \u00e9 de que os pr\u00f3ximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/jshztcgf7jOjrE63w5TYgURyBbs=\/0x0:1200x2889\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/f\/P\/slASVXReCQ0h9AxU7Zrw\/luisa-rivas.png\" alt=\"El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a \u2014 Foto: Arte g1\/Luisa Rivas\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a \u2014 Foto: Arte g1\/Luisa Rivas<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fen\u00f4meno natural nasce do aquecimento anormal das \u00e1guas do Pac\u00edfico e pode alterar o padr\u00e3o de chuva e calor em diferentes partes do mundo. 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