{"id":32706,"date":"2026-07-01T09:42:38","date_gmt":"2026-07-01T12:42:38","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=32706"},"modified":"2026-07-01T09:42:38","modified_gmt":"2026-07-01T12:42:38","slug":"el-nino-no-brasil-governo-faz-previsoes-sobre-chuva-incendios-e-ondas-de-calor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/el-nino-no-brasil-governo-faz-previsoes-sobre-chuva-incendios-e-ondas-de-calor\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o no Brasil: governo faz previs\u00f5es sobre chuva, inc\u00eandios e ondas de calor"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-1407915373\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Primeiro boletim do Inmet e outras institui\u00e7\u00f5es tra\u00e7a a previs\u00e3o clim\u00e1tica para o trimestre de julho a setembro no Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro boletim sobre o El Ni\u00f1o neste ano, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tra\u00e7ou a previs\u00e3o clim\u00e1tica para o trimestre de julho a setembro no Brasil. A expectativa \u00e9 de chuvas acima da m\u00e9dia em \u00e1reas da Regi\u00e3o Sul e abaixo da m\u00e9dia no centro-norte, al\u00e9m de alta probabilidade de temperaturas acima da m\u00e9dia na maior parte do Brasil no segundo semestre, que podem aumentar a ocorr\u00eancia de ondas de calor e inc\u00eandios florestais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como confirmado no in\u00edcio de junho pela ag\u00eancia norte-americana NOAA, o El Ni\u00f1o j\u00e1 est\u00e1 estabelecido pela temperatura mais quente da superf\u00edcie do Oceano Pac\u00edfico Equatorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os modelos indicam probabilidade acima de 90% de que ele permane\u00e7a pelo menos at\u00e9 o in\u00edcio de 2027, e alta probabilidade de que seja muito forte. Isso ocorre quando as anomalias de temperatura da superf\u00edcie do mar ficam acima de 2\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento divulgado na segunda-feira, 29, foi elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil (Sedec). Segundo o Inmet, o boletim ser\u00e1 atualizado mensalmente para disponibilizar informa\u00e7\u00f5es sobre o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o est\u00e3o se tornando mais frequentes e mais intensos, o que resulta do aquecimento dos oceanos por conta da mudan\u00e7a clim\u00e1tica&#8221;, disse ao Estad\u00e3o o coordenador geral de Opera\u00e7\u00f5es e Modelagem do Cemaden, Marcelo Seluchi. Segundo ele, a intensidade pode ser compat\u00edvel \u00e0quela dos anos de 2015\/2016 ou 2023\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;Potenciais impactos&#8217;<br>O boletim detalha os poss\u00edveis impactos do El Ni\u00f1o para a hidrologia, agricultura e risco de desastres, com foco nas \u00e1reas mais suscet\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Hidrologia<br>Sobre o n\u00edvel dos rios, a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) coloca entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es os impactos do poss\u00edvel fortalecimento do El Ni\u00f1o sobre a estiagem amaz\u00f4nica no segundo semestre. Em 2024, o fen\u00f4meno provocou uma seca hist\u00f3rica em alguns dos principais rios da regi\u00e3o, que ficaram parecendo desertos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Nordeste, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais preocupante com os n\u00edveis do rio S\u00e3o Francisco abaixo da faixa de normalidade, o que deve dificultar a recupera\u00e7\u00e3o e favorecer a seca ao longo do segundo semestre, considerando a perspectiva de chuvas abaixo da m\u00e9dia na regi\u00e3o associada ao El Ni\u00f1o. J\u00e1 no sul, a an\u00e1lise baseada no n\u00edvel do rio Uruguai n\u00e3o observou &#8220;anomalias relevantes&#8221;, mas alerta que a evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas &#8220;pode ocorrer de modo abrupto, demandando continuidade do monitoramento da regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A ANA aborda ainda a situa\u00e7\u00e3o dos sistemais h\u00eddricos e reservat\u00f3rios das regi\u00f5es Sul, Norte e Nordeste (principalmente dos rios Madeira, Tocantins, Xingu e S\u00e3o Francisco, mais sens\u00edveis \u00e0s anomalias clim\u00e1ticas do El Ni\u00f1o). No fim de junho, o volume nos reservat\u00f3rios do Sistema Interligado Nacional atingiu 77,5% do volume \u00fatil, situa\u00e7\u00e3o considerada confort\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Agricultura<br>Um El Ni\u00f1o forte tem impactos distintos sobre as regi\u00f5es produtoras do Brasil. Segundo o boletim, &#8220;a manuten\u00e7\u00e3o do monitoramento clim\u00e1tico e das atualiza\u00e7\u00f5es das previs\u00f5es \u00e9 fundamental para subsidiar o planejamento e a gest\u00e3o dos riscos agroclim\u00e1ticos durante a atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Norte: previs\u00e3o de chuvas abaixo da m\u00e9dia e temperaturas acima do normal eleva o risco de defici\u00eancia h\u00eddrica, com poss\u00edveis preju\u00edzos \u00e0s pastagens, culturas perenes e agricultura familiar;<br>Nordeste: temperaturas acima da m\u00e9dia e menor volume de chuvas tamb\u00e9m podem comprometer cultivos em desenvolvimento e pastagens, prejudicando a pecu\u00e1ria. Por outro lado, pode favorecer a colheita do feij\u00e3o de terceira safra em \u00e1reas mais avan\u00e7adas;<br>Centro-Oeste: aumento das temperaturas pode aumentar defici\u00eancia h\u00eddrica no final do per\u00edodo seco, afetando pastagens, recursos h\u00eddricos para a pecu\u00e1ria e prepara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima safra, Condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 colheita do milho segunda safra, algod\u00e3o e cana-de-a\u00e7\u00facar;<br>Sudeste: Temperaturas mais elevadas exigem aten\u00e7\u00e3o ao aumento de doen\u00e7as e \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o do ciclo das culturas, mas chuvas pr\u00f3ximas \u00e0 m\u00e9dia tendem a beneficiar as culturas de inverno. Cen\u00e1rio favorece a colheita e futuras floradas do caf\u00e9, desde que haja retorno adequado das chuvas ap\u00f3s o per\u00edodo seco;<br>Sul: chuvas acima da m\u00e9dia podem favorecer as culturas de inverno (como trigo e aveia), mas excesso de umidade poder\u00e1 aumentar incid\u00eancia de doen\u00e7as f\u00fangicas. A maior nebulosidade e temperaturas mais elevadas reduzem o risco de geadas tardias.<br>Desastres<br>A an\u00e1lise do Cemaden sobre os riscos de desastres chama aten\u00e7\u00e3o para as condi\u00e7\u00f5es de seca moderada e severa principalmente no Norte e Centro-Oeste do Pa\u00eds. Entre abril e maio deste ano, 66 munic\u00edpios passaram para a condi\u00e7\u00e3o de seca severa, mais da metade nos estados de Minas Gerais e Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Aponta ainda o per\u00edodo de julho a setembro como o de maior press\u00e3o sobre o Centro-Oeste e o arco sul da Amaz\u00f4nia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s queimadas. O maior potencial de propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios e persist\u00eancia dos focos de calor se concentra em \u00e1reas em Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Acre, sul do Amazonas, sul do Par\u00e1 e regi\u00f5es do Matopiba (que abrange \u00e1reas do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), em que a combina\u00e7\u00e3o de estiagem prolongada, altas temperaturas e uso antr\u00f3pico do fogo favorece a ocorr\u00eancia de eventos mais severos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos extremos de chuva, recomenda cautela sobre a interpreta\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es para o trimestre: &#8220;a tend\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o acima da normalidade indicada por alguns modelos, especialmente em \u00e1reas da Regi\u00e3o Sul do Brasil, n\u00e3o implica, por si s\u00f3, aumento imediato do risco de deslizamentos, inunda\u00e7\u00f5es ou enxurradas&#8221;, segundo o boletim.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a maior umidifica\u00e7\u00e3o dos solos cria condi\u00e7\u00f5es sens\u00edveis caso epis\u00f3dios de chuva intensa aconte\u00e7am na fase de maior influ\u00eancia do El Ni\u00f1o, especialmente em outubro e novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assim, os poss\u00edveis efeitos sobre a deflagra\u00e7\u00e3o de processos geo-hidrol\u00f3gicos devem ser acompanhados continuamente, com base na atualiza\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es sazonais, na evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es observadas de chuva e umidade antecedente e na redu\u00e7\u00e3o gradual das incertezas ao longo dos pr\u00f3ximos meses&#8221;, recomenda o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es indicam os principais impactos esperados, mas cada ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno tem suas particularidades, afirma o coordenador geral de Opera\u00e7\u00f5es e Modelagem do Cemaden.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil dizer exatamente quais ser\u00e3o as sub-regi\u00f5es, mais ainda munic\u00edpios mais atingidos por um extremo ou outro. Faremos isso na medida do poss\u00edvel, mais perto dos eventos&#8221;, diz Seluchi.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Terra <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro boletim do Inmet e outras institui\u00e7\u00f5es tra\u00e7a a previs\u00e3o clim\u00e1tica para o trimestre de julho a setembro no Pa\u00eds Em primeiro boletim sobre o El Ni\u00f1o neste ano, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tra\u00e7ou a previs\u00e3o clim\u00e1tica para o trimestre de julho a setembro no Brasil. 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