{"id":33418,"date":"2026-08-24T15:36:50","date_gmt":"2026-08-24T18:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=33418"},"modified":"2026-08-24T15:36:50","modified_gmt":"2026-08-24T18:36:50","slug":"autismo-pode-ser-um-efeito-colateral-da-evolucao-do-cerebro-humano-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/autismo-pode-ser-um-efeito-colateral-da-evolucao-do-cerebro-humano-entenda\/","title":{"rendered":"Autismo pode ser um efeito colateral da evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano; entenda"},"content":{"rendered":"<div id=\"imais-2098088489\" class=\"imais-before-content-placement imais-entity-placement\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudo sugere que a evolu\u00e7\u00e3o acelerada de certos neur\u00f4nios cerebrais pode explicar a maior preval\u00eancia do autismo em humanos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comparando o c\u00e9rebro de diferentes esp\u00e9cies, dois cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, descobriram uma conex\u00e3o impressionante entre a forma como o nosso c\u00e9rebro evoluiu ao longo de milh\u00f5es de anos e o motivo pelo qual o autismo \u00e9 relativamente comum em humanos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dupla dirigiu sua aten\u00e7\u00e3o a um tipo espec\u00edfico de neur\u00f4nio chamado L2\/3 IT, que fica nas camadas externas do c\u00f3rtex cerebral, regi\u00e3o respons\u00e1vel &nbsp;pelo pensamento abstrato e algumas fun\u00e7\u00f5es cognitivas complexas como linguagem, racioc\u00ednio, mem\u00f3ria e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo publicado recentemente na revista Molecular Biology and Evolution, os autores prop\u00f5em que, em geral, quanto mais comum \u00e9 um tipo de neur\u00f4nio, mais lentamente ele evolui. Isso faz todo o sentido, pois as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma aposta evolutiva: tanto podem trazer vantagens quanto causar danos ao organismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, uma exce\u00e7\u00e3o importante desafia essa regra: justamente os neur\u00f4nios L2\/3 IT, um tipo muito abundante no c\u00f3rtex. Segundo os autores, esses neur\u00f4nios excitat\u00f3rios mudaram mais r\u00e1pido no ser humano do que nos demais primatas, como chimpanz\u00e9s e gorilas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais surpreendente foi descobrir que, junto com essa evolu\u00e7\u00e3o acelerada, centenas de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/conheca-os-4-subtipos-biologicos-de-autismo-segundo-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">genes ligados ao autismo<\/a>&nbsp;mudaram de forma coordenada. Em outras palavras, altera\u00e7\u00f5es que provavelmente trouxeram vantagens ao c\u00e9rebro humano tamb\u00e9m aumentaram sua vulnerabilidade ao transtorno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que uma evolu\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro resultou em maior risco de autismo?<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/admin.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2025\/10\/figura-mostrando-evolucao-das-celulas-neuronais.jpg?w=849&amp;h=477&amp;crop=0&amp;quality=90\" alt=\"A equipe examinou a express\u00e3o g\u00eanica de mais de um milh\u00e3o de neur\u00f4nios \u2022 Alexander Starr, Molecular Biology and Evolution\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A equipe examinou a express\u00e3o g\u00eanica de mais de um milh\u00e3o de neur\u00f4nios \u2022 Alexander Starr, Molecular Biology and Evolution\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A observa\u00e7\u00e3o, baseada em evid\u00eancias atuais,\u00a0de que autismo e esquizofrenia s\u00e3o transtornos exclusivos dos humanos,\u00a0levou \u00e0 quest\u00e3o cient\u00edfica, que motivou a pesquisa: ser\u00e1 que altera\u00e7\u00f5es evolutivas ocorridas nos neur\u00f4nios L2\/3 IT explicam nossa maior vulnerabilidade a esses quadros?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para testar a hip\u00f3tese de que qualquer altera\u00e7\u00e3o em c\u00e9lulas importantes e numerosas aumenta o risco de consequ\u00eancias graves, os pesquisadores analisaram dados de sequenciamento de RNA de n\u00facleo \u00fanico em tr\u00eas regi\u00f5es distintas do neoc\u00f3rtex, abrangendo seis esp\u00e9cies de mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trabalhando com tr\u00eas conjuntos de dados independentes, a equipe examinou a express\u00e3o g\u00eanica de mais de um milh\u00e3o de neur\u00f4nios, isto \u00e9, quais genes estavam ativos e produzindo prote\u00ednas em cada c\u00e9lula. A an\u00e1lise confirmou a hip\u00f3tese de que tipos celulares mais comuns s\u00e3o mais conservados geneticamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tentando confirmar esse princ\u00edpio, Alexander Starr e Hunter Fraser se surpreenderam ao descobrir que os neur\u00f4nios excitat\u00f3rios intratelencef\u00e1licos da camada 2\/3 (L2\/3 IT) evolu\u00edram excepcionalmente r\u00e1pido na linhagem humana, apesar de seu alto n\u00famero e de sua relev\u00e2ncia funcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, essa evolu\u00e7\u00e3o acelerada coincidiu com uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o na express\u00e3o de 34 genes ligados ao autismo. Embora possa ter trazido benef\u00edcios adaptativos, a mudan\u00e7a reduziu nossa margem de seguran\u00e7a. Assim, altera\u00e7\u00f5es que seriam inofensivas em outros primatas podem causar autismo em humanos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Principais descobertas e futuras aplica\u00e7\u00f5es do estudo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao usar t\u00e9cnicas modernas de transcript\u00f4mica de c\u00e9lula \u00fanica, ou seja, analisar os genes ativos em c\u00e9lulas individuais, o estudo combinou evolu\u00e7\u00e3o com neuroci\u00eancia. A inova\u00e7\u00e3o permitiu identificar como neur\u00f4nios espec\u00edficos \u2014 e n\u00e3o apenas sequ\u00eancias gen\u00e9ticas \u2014 mudaram ao longo do processo evolutivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de propor novas perspectivas para o c\u00e9rebro humano, o artigo apresenta um modelo evolutivo para nossa vulnerabilidade a\u00a0condi\u00e7\u00f5es neuropsiqui\u00e1tricas, como autismo e esquizofrenia. A ideia de que altera\u00e7\u00f5es em genes regulat\u00f3rios atuam como efeitos colaterais conecta essas condi\u00e7\u00f5es \u00e0 pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa rela\u00e7\u00e3o in\u00e9dita entre inova\u00e7\u00e3o cognitiva e risco sugere que certas condi\u00e7\u00f5es devem ser vistas como parte integrante da evolu\u00e7\u00e3o humana, e n\u00e3o apenas como \u201cdefeitos\u201d. A no\u00e7\u00e3o de \u201ctrade-off\u201d (compromisso evolutivo) implica que mais benef\u00edcios para certas fun\u00e7\u00f5es humanas pagam um pre\u00e7o (risco de autismo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em futuras pesquisas biom\u00e9dicas, as predi\u00e7\u00f5es do modelo de genes regulat\u00f3rios modificados nos neur\u00f4nios L2\/3 IT poder\u00e3o ser testadas experimentalmente em c\u00e9lulas, organoides ou modelos animais, abrindo caminho para\u00a0novas terapias ou biomarcadores espec\u00edficos para o autismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas talvez a maior contribui\u00e7\u00e3o do trabalho seja ampliar o entendimento da neurodiversidade evolutiva, ao mostrar que diferen\u00e7as cerebrais \u2014 mesmo as consideradas patol\u00f3gicas \u2014 podem ter surgido de transforma\u00e7\u00f5es que tornaram o c\u00e9rebro humano \u00fanico em nossa hist\u00f3ria evolutiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte CNN Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo sugere que a evolu\u00e7\u00e3o acelerada de certos neur\u00f4nios cerebrais pode explicar a maior preval\u00eancia do autismo em humanos Comparando o c\u00e9rebro de diferentes esp\u00e9cies, dois cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, descobriram uma conex\u00e3o impressionante entre a forma como o nosso c\u00e9rebro evoluiu ao longo de milh\u00f5es de anos e o motivo pelo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":33419,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"yes","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[212],"tags":[73],"class_list":["post-33418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional","tag-featured"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33420,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33418\/revisions\/33420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}