{"id":3374,"date":"2021-12-08T14:38:34","date_gmt":"2021-12-08T17:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=3374"},"modified":"2021-12-08T14:38:35","modified_gmt":"2021-12-08T17:38:35","slug":"setor-cultural-perde-620-mil-trabalhadores-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/setor-cultural-perde-620-mil-trabalhadores-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Setor cultural perde 620 mil trabalhadores durante a pandemia"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3964459271\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Queda no n\u00famero de ocupados em atividades culturais interrompe ganho crescente da ocupa\u00e7\u00e3o no setor desde 2016, aponta IBGE<\/h2>\n\n\n\n<p>A pandemia teve\u00a0forte efeito no setor cultural. Em 2020, o segmento perdeu cerca de 620 mil (-11,4%) profissionais, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, de acordo com\u00a0dados apresentados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, 5,46 milh\u00f5es de pessoas trabalhavam em atividades culturais, o que representava 5,8% do total de ocupados. No ano passado, eram 4,84 milh\u00f5es (5,6%), invertendo ganho crescente do setor desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sistema de Informa\u00e7\u00f5es e Indicadores Culturais aponta ainda para um\u00a0percentual maior de postos de trabalho (-11,2%) do que o total da popula\u00e7\u00e3o ocupada no setor (-8,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2019 e 2020, as atividades relacionadas \u00e0 cultura que mais perderam pessoal ocupado foram moda, o setor moveleiro, impress\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, as atividades relacionadas a eventos, recrea\u00e7\u00e3o e lazer.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as ocupa\u00e7\u00f5es que mais fecharam postos de trabalho foram organizadores de confer\u00eancias e eventos; alfaiates, modistas, chapeleiros e peleteiros; marceneiros e afins; profissionais da publicidade e da comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Athias, analista respons\u00e1vel pela pesquisa, explica que a pandemia desacelerou a economia e atingiu o setor. &#8220;Isso ficou ainda mais evidente no segmento de eventos e recrea\u00e7\u00e3o, com o fechamento total de casas de espet\u00e1culos, cinemas, teatros e outros equipamentos culturais, com a menor mobilidade das pessoas para controle do v\u00edrus\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra ainda que&nbsp;o rendimento m\u00e9dio mensal do trabalho dos ocupados em atividades culturais subiu para R$ 2.478, um aumento de 3,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Os ganhos do setor, inclusive, foram maiores que a m\u00e9dia do total das atividades produtivas (R$ 2.372). Apesar do aumento da renda, a massa salarial dos trabalhadores da cultura recuou 8%, passando de R$ 13,1 bilh\u00f5es, em 2019, para R$ 12,1 bilh\u00f5es, em 2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Informalidade<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Maior categoria de ocupados do setor cultural, o trabalhador por conta pr\u00f3pria atingiu 41,6% em 2020, seguido dos empregados do setor privado com carteira (37,7%) e dos sem carteira (11,3%). Os empregados do setor privado sem carteira e os por conta pr\u00f3pria, categorias mais associadas com a informalidade, perderam participa\u00e7\u00e3o relativa na ocupa\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pandemia destruiu mais postos de trabalho informais do que formais. Apesar de um perfil com maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, houve mais trabalhadores em ocupa\u00e7\u00f5es informais no setor cultural do que em todos os setores juntos. Em 2020, esse percentual foi de 41,2% dos ocupados no setor cultural e 38,8% dos ocupados em todos os setores\u201d, observa Athias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados com os maiores percentuais de informalidade no setor cultural, em 2020, foram Amap\u00e1 (71,3%), Par\u00e1 (67,7%) e Maranh\u00e3o (64,9%), enquanto Santa Catarina (24,9%), Rio Grande do Sul (28,4%) e S\u00e3o Paulo (34,9%) apresentaram os menores percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte; R7<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queda no n\u00famero de ocupados em atividades culturais interrompe ganho crescente da ocupa\u00e7\u00e3o no setor desde 2016, aponta IBGE A pandemia teve\u00a0forte efeito no setor cultural. 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