{"id":5383,"date":"2022-04-03T14:43:46","date_gmt":"2022-04-03T17:43:46","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=5383"},"modified":"2022-04-03T14:43:48","modified_gmt":"2022-04-03T17:43:48","slug":"morre-em-sao-paulo-a-escritora-lygia-fagundes-telles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/morre-em-sao-paulo-a-escritora-lygia-fagundes-telles\/","title":{"rendered":"Morre em S\u00e3o Paulo a escritora Lygia Fagundes Telles"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-2833448189\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Morreu hoje (3), em S\u00e3o Paulo, aos 98 anos, a escritora e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), Lygia Fagundes Telles. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pela ABL.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1452117&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1452117&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Lygia foi vencedora do Pr\u00eamio Cam\u00f5es, em 2005, pelo conjunto da obra, e do Pr\u00eamio Juca Pato, em 2009, como intelectual do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A escritora&nbsp;nasceu na capital paulista, estudou na Escola Caetano de Campos e se formou na Faculdade de Direito do Largo de S\u00e3o Francisco, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Ingressou na ABL em 1987 na cadeira 16, na sucess\u00e3o de Pedro Calmon.<\/p>\n\n\n\n<p>Lygia faleceu em sua casa, em S\u00e3o Paulo, de causas naturais.&nbsp;&#8220;Perdemos nossa querida. Partiu tranquilamente! Mas viver\u00e1 para sempre. Principalmente no cora\u00e7\u00e3o de seus amigos!&#8221;, escreveu nas redes sociais o jurista Jos\u00e9 Renato Nalini, atual presidente da Academia Paulista de Letras.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Lygia aborda temas variados como o amor, a morte, o medo, o adult\u00e9rio e as drogas. Trata ainda de problemas sociais e explora o universo feminino, trazendo um olhar cr\u00edtico ao moralismo social e deixando transparecer suas vis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00eamios<\/h2>\n\n\n\n<p>Seu primeiro livro de contos, com o t\u00edtulo Por\u00f5es e sobrados, foi publicado em 1938. Recebeu quatro vezes o Pr\u00eamio Jabuti, considerado a mais tradicional premia\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do Brasil. Na primeira ocasi\u00e3o, em 1966, obteve o feito com a obra O Jardim Selvagem. Voltou a ganhar em 1973, com o romance As Meninas. Em 1996, consagrou-se novamente com A Noite Escura e mais Eu e, em 2001, com a colet\u00e2nea de contos Inven\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2005, foi agraciada tamb\u00e9m com o Pr\u00eamio Cam\u00f5es, que enaltece autores de l\u00edngua portuguesa pelo conjunto da sua obra. Seu nome entrou pra uma lista da qual atualmente fazem parte outros 33, de cinco pa\u00edses diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Lygia ganhou as telas da televis\u00e3o. O romance Ciranda de Pedra, publicado em 1954, foi adaptado pela TV Globo duas vezes. A primeira novela, escrita por Ant\u00f4nio Teixeira Filho e dirigida por Wolff Maia, foi ao ar pela TV Globo em 1981. A segunda vers\u00e3o, veiculada em 2008, foi escrita por Alcides Nogueira e dirigida por Denise Saraceni.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome tamb\u00e9m aparece na hist\u00f3ria do cinema brasileiro.&nbsp;No filme Capitu (1968), inspirado no romance Dom Casmurro de Machado de Assis, ela trabalhou&nbsp;em parceria&nbsp;com o cr\u00edtico de cinema e seu segundo marido Paulo Em\u00edlio Sales Gomes, com quem foi casada de 1963 at\u00e9 ficar vi\u00fava em 1977. Ambos assinam o roteiro que posteriormente recebeu o Pr\u00eamio Candango, concedido pelo Festival de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com forma\u00e7\u00e3o em Direito, a escritora se mobilizou contra a censura durante a ditadura militar. Junto com os escritores N\u00e9lida Pi\u00f1on e Jefferson Ribeiro de Andrade e o historiador H\u00e9lio Silva, ela comp\u00f4s a comiss\u00e3o respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o do Manifesto dos Intelectuais, um abaixo-assinado que ganhou repercuss\u00e3o em 1977 ap\u00f3s conquistar a ades\u00e3o de mais de mil signat\u00e1rios. Entregue ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, ele foi considerado a maior manifesta\u00e7\u00e3o de intelectuais contra a censura imposta no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lygia n\u00e3o deixa descendentes. Seu \u00fanico filho, o cineasta Goffredo da Silva Telles Neto, faleceu em 2006, aos 52 anos. Ele era fruto do relacionamento com o primeiro marido, o jurista Gofredo Teles J\u00fanior, que durou de 1947 at\u00e9 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre seus livros mais importantes est\u00e3o Antes do Baile Verde (1970), As Meninas (1973), Semin\u00e1rio dos Ratos (1977), Filhos Pr\u00f3digos (1978), A Disciplina do Amor (1980), As Horas Nuas (1989), A Noite Escura e Mais Eu (1995), e Inven\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria (2000). Seu livro Ciranda de Pedra (1954) inspirou a novela hom\u00f4nima, exibida na TV Globo.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Via Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu hoje (3), em S\u00e3o Paulo, aos 98 anos, a escritora e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), Lygia Fagundes Telles. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pela ABL. Lygia foi vencedora do Pr\u00eamio Cam\u00f5es, em 2005, pelo conjunto da obra, e do Pr\u00eamio Juca Pato, em 2009, como intelectual do ano. 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