{"id":6491,"date":"2022-05-17T09:07:36","date_gmt":"2022-05-17T12:07:36","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=6491"},"modified":"2022-05-17T09:07:38","modified_gmt":"2022-05-17T12:07:38","slug":"alerta-em-15-anos-dobra-a-populacao-de-obesos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/alerta-em-15-anos-dobra-a-populacao-de-obesos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Alerta: em 15 anos, dobra a popula\u00e7\u00e3o de obesos no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1600295062\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Importantes pesquisas mundial e nacional mostram que a obesidade cresce a passos largos. At\u00e9 2030, ser\u00e3o 1 bilh\u00e3o de obesos no mundo, segundo estudo divulgado esta semana. Enquanto isso, acesso a tratamentos e cirurgias bari\u00e1tricas no Brasil continuam escassos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou dados da pesquisa Vigitel que mostra h\u00e1bitos e estado de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o brasileira e um dado chama muita aten\u00e7\u00e3o: 22, 35% dos pesquisados se declara com obesidade, ou seja, o peso est\u00e1 acima do \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) de 30 kg\/m\u00b2. H\u00e1 15 anos, quando em 2006 foi realizada a primeira pesquisa Vigitel, este percentual era de 11,86%. Ou seja, dobrou a popula\u00e7\u00e3o de obesos em 15 anos. Se antes, era um obeso a cada dez pessoas, agora s\u00e3o dois obesos a cada dez ou um a cada cinco. O salto \u00e9 bem maior entre os declarados acima do peso, com IMC entre 25 Kg\/m\u00b2 e 30 Kg\/m\u00b2, que em 15 anos, subiu de 42,74% para 57,25%. \u00c9 um grande aumento tamb\u00e9m, mas num ritmo menor do que entre obesos.<br>\u00a0 O Atlas Mundial de Obesidade de 2022, divulgado neste domingo (8), aponta que um bilh\u00e3o de pessoas em todo mundo viver\u00e3o obesas at\u00e9 2030. E a OMS tamb\u00e9m publicou o importante relat\u00f3rio WHO European Regional Obesity Report 2022 sobre o estado da obesidade na regi\u00e3o Europeia. Mostra que o excesso de peso e a obesidade est\u00e3o entre os principais fatores de risco para a mortalidade e incapacidade sendo respons\u00e1vel por mais de 10% de total de mortes na regi\u00e3o a cada ano e 7% do total de anos vividos com incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChama muito a aten\u00e7\u00e3o do aumento da obesidade nas popula\u00e7\u00f5es de baixa renda, que se alimentam de comida industrializada e de pouca qualidade por serem mais baratos. E isso traz um alto custo para o sistema de sa\u00fade, com pessoas portadoras de doen\u00e7as renais cr\u00f4nicas, derrame, hipertens\u00e3o, diabetes, sequela de infarto. O sistema n\u00e3o ir\u00e1 suportar o custo. A popula\u00e7\u00e3o obesa est\u00e1 sem o apoio necess\u00e1rio para vencer essa doen\u00e7a dif\u00edcil de ser controlada, chamada obesidade. S\u00e3o pessoas que est\u00e3o muito acima do peso por diversos motivos diferentes, como gen\u00e9tica, ambiente social e condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, e que n\u00e3o conseguem chegar ao peso ideal apenas com dietas restritivas e pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos. Provavelmente precisam de interven\u00e7\u00f5es mais severas, como uso de medicamentos que auxiliem na redu\u00e7\u00e3o do apetite, afastamento dos grupos de conviv\u00eancia que incentivam a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, apoio psicol\u00f3gico e nutricional e acompanhamento para atividades f\u00edsicas sem les\u00f5es. E se chegam ao IMC de 35 kg\/m\u00b2 pode ser que j\u00e1 necessitem de cirurgias bari\u00e1tricas, mas seguem desamparadas por falta de servi\u00e7os p\u00fablicos nessa \u00e1rea ou porque possuem recursos para tratar, mas preferem aceitar a condi\u00e7\u00e3o da obesidade porque n\u00e3o possuem informa\u00e7\u00f5es adequada sobre como funciona a cirurgia\u201d diz o m\u00e9dico cirurgi\u00e3o, Cid Pitombo.<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/medico-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6493\" width=\"274\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/medico-768x1024.jpg 768w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/medico-225x300.jpg 225w, https:\/\/imais.online\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/medico.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Tem sido comum a defesa de que um obeso n\u00e3o \u00e9 um doente. Sim, muitos n\u00e3o s\u00e3o enquanto jovens, o problema \u00e9 que os problemas aparecem l\u00e1 na frente, com a idade avan\u00e7ada. Obesidade e sobrepeso, antes eram considerados problemas de pa\u00edses de alta renda, e agora est\u00e3o aumentando dramaticamente em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda, especialmente em \u00e1reas urbanas.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe \u00e9 a quantidade de gorduras, farinhas, partes de carnes menos nobres que s\u00e3o misturadas nesses alimentos. Um produto industrializado n\u00e3o sai mais barato \u00e0 toa. Fora outros problemas que tamb\u00e9m podem provocar, como a hipertens\u00e3o e o diabetes, pelo excesso de sal e de a\u00e7\u00facar\u201d, fala o m\u00e9dico e pesquisador Cid Pitombo, especializado em tratamentos para obesidade.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E os h\u00e1bitos ruins de alimenta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de sedentarismo est\u00e3o se perpetuando. Os filhos de pessoas acima do peso j\u00e1 est\u00e3o nascendo com tend\u00eancia a acumularem mais gordura corporal. A hereditariedade da obesidade est\u00e1 passando entre as gera\u00e7\u00f5es familiares.<br>\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doen\u00e7as ligadas \u00e0 obesidade<\/strong> &#8211; A diabetes \u00e9 uma doen\u00e7a com maior rela\u00e7\u00e3o com obesidade. O aumento da gordura, principalmente a visceral (dentro da barriga) leva \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que prejudicam a a\u00e7\u00e3o da insulina e da glicose. O aumento de peso tem uma rela\u00e7\u00e3o direta no aumento da press\u00e3o arterial, dist\u00farbios no metabolismo do colesterol e triglicer\u00eddeos. \u201cTudo isso leva a uma chance maior de infarto e desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares associadas. As causas e a rela\u00e7\u00e3o direta entre c\u00e2ncer e obesidade n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o conhecidas como a do diabetes e doen\u00e7a cardiovascular. Mas em um encontro de especialistas em c\u00e2ncer em 2007 ficou claramente demonstrada a rela\u00e7\u00e3o entre alguns tipos de c\u00e2ncer e obesidade, como c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, pulm\u00e3o, c\u00f3lon, es\u00f4fago, mama, rim entre outros. E estudos envolvendo quase 60 mil obesos mostraram a clara rela\u00e7\u00e3o entre obesidade e depress\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a pulmonar, quando o obeso acumula muita gordura no abdome isso ir\u00e1 comprimir o diafragma, o m\u00fasculo que divide o t\u00f3rax do abdome. Com isso, comprime-se o pulm\u00e3o e se dificulta a respira\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o t\u00f3rax fica menos flex\u00edvel. Subst\u00e2ncias inflamat\u00f3rias tamb\u00e9m s\u00e3o produzidas e atrapalham a fun\u00e7\u00e3o pulmonar, elevando a incid\u00eancia de doen\u00e7as como bronquite e asma. Um exemplo que comprova esse fato, foi a alta mortalidade de portadores de obesidade durante a epidemia do Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO obeso \u00e9 um organismo delicado e que pode desenvolver dist\u00farbios musculoesquel\u00e9ticos. Difundir atividades f\u00edsicas em obesos, sem a devida orienta\u00e7\u00e3o, por exemplo, pode lev\u00e1-lo a les\u00f5es. E estar fora do peso aumenta a incid\u00eancia de doen\u00e7as osteoarticulares. Cerca de um ter\u00e7o das cirurgias de pr\u00f3teses de joelho no mundo s\u00e3o em obesos e a grande maioria das de quadril tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cirurgia bari\u00e1trica<\/strong> &#8212; Muitas das pessoas com super obesidade, que n\u00e3o conseguiram chegar ao peso ideal com dietas, exerc\u00edcios f\u00edsicos e medicamentos recorrem \u00e0 cirurgia bari\u00e1trica. A t\u00e9cnica, que hoje \u00e9 muito mais simples, segura e menos invasiva, tamb\u00e9m vem sendo usada para promover uma resolu\u00e7\u00e3o do diabetes tipo dois em obesos que n\u00e3o chegam a ser considerados super obesos. Por meio de um equipamento chamado videolaparoscopia, em apenas 30 minutos de cirurgia, segundo o Dr Cid Pitombo, \u00e9 poss\u00edvel separar uma pequena parte do est\u00f4mago e outra do intestino por onde os alimentos continuar\u00e3o passando. Assim, o paciente passa a ter menos espa\u00e7o para armazenar alimentos e tamb\u00e9m produz menos horm\u00f4nios que aumentam o apetite. Al\u00e9m disso, no intestino, absorve menos gorduras e por isso o emagrecimento acaba ocorrendo rapidamente quando se pratica uma dieta equilibrada e saud\u00e1vel. Mas quem atinge o peso ideal ap\u00f3s a cirurgia, pode voltar a comer de tudo um pouco, desde que respeite as quantidades permitidas, lembra o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os obesos muitas vezes precisam fazer acompanhamento com psic\u00f3logos para aprender a controlar melhor problemas como a ansiedade que os levam a consumir mais alimentos e at\u00e9 mesmo mais \u00e1lcool. \u201cDepois que emagrecem, eles querem aproveitar a vida e fazer coisas que j\u00e1 n\u00e3o faziam antes. Alguns extrapolam e acabam bebendo e comendo mais do que deveriam. O que leva parte deles a engordar de novo um pouco mais ou nem emagrecer tanto como poderia. Outros abandonam a atividade f\u00edsica. Eu ensino aos meus pacientes que a disciplina \u00e9 fundamental. Nada na vida \u00e9 f\u00e1cil. Atingir metas sempre exige esfor\u00e7o constante. Mas em geral, os que deixam a obesidade no passado sentem-se muito felizes e recome\u00e7am uma nova vida, sem preconceitos e limita\u00e7\u00f5es\u201d, finaliza.<strong>Perfil do especialista<\/strong> &#8211; O m\u00e9dico Cid Pitombo \u00e9 especialista em tratamentos de obesidade e cirurgia bari\u00e1trica por videolaparoscopia, tendo se tornado refer\u00eancia nacional em seu segmento de atua\u00e7\u00e3o, com 30 anos de experi\u00eancia, sendo 22 com bari\u00e1tricas. Ao longo de sua carreira, realizou cerca de 5,5 mil cirurgias. Entre elas, 3,5 mil foram pelo Programa Estadual de Cirurgia Bari\u00e1trica do Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2020, coordenado pelo m\u00e9dico. \u00c9 propriet\u00e1rio da Cl\u00ednica Cid Pitombo, onde realiza atendimento multidisciplinar para tratamento de obesidade, com acompanhamento psicol\u00f3gico e nutricional para cerca de 100 pacientes por m\u00eas, de todo o Brasil. Tornou-se ainda mais conhecido ao operar os atores Andr\u00e9 Marques e Leandro Hassum, que contribu\u00edram fortemente para disseminar a import\u00e2ncia da cirurgia bari\u00e1trica. Tem mestrado e doutorado em temas ligados \u00e0 obesidade e \u00e9 editor do livro <em>Obesity Surgery: Principles and Practice<\/em>. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas pelo site da cl\u00ednica.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Importantes pesquisas mundial e nacional mostram que a obesidade cresce a passos largos. At\u00e9 2030, ser\u00e3o 1 bilh\u00e3o de obesos no mundo, segundo estudo divulgado esta semana. Enquanto isso, acesso a tratamentos e cirurgias bari\u00e1tricas no Brasil continuam escassos. 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