{"id":7901,"date":"2022-07-09T14:35:00","date_gmt":"2022-07-09T17:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=7901"},"modified":"2022-07-09T14:35:02","modified_gmt":"2022-07-09T17:35:02","slug":"mulheres-com-menos-de-17-anos-sao-57-das-gestantes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/mulheres-com-menos-de-17-anos-sao-57-das-gestantes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Mulheres com menos de 17 anos s\u00e3o 57% das gestantes no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-4227392084\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00cdndice, informado por \u00f3rg\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, \u00e9 um pouco menor que o de pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana, onde ele passa dos 60%<\/h2>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>gravidez na adolesc\u00eancia<\/strong>\u00a0representa a maioria das gesta\u00e7\u00f5es nos pa\u00edses em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Aqui, a taxa de gestantes com menos de 17 anos \u00e9 de 57%, um pouco menor que na regi\u00e3o \u00c1frica Subsaariana, onde ela passa dos 60%. Nessa parte do continente africano, situada ao sul do Deserto do Saara, est\u00e3o os pa\u00edses mais pobres do mundo, como Burundi, Sud\u00e3o do Sul, Som\u00e1lia, Malawi, Rep\u00fablica Centro-Africana e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dados fazem parte do estudo &#8220;<strong>Motherhood in Childhood: The Untold Story<\/strong>&#8221; (Maternidade na inf\u00e2ncia: a hist\u00f3ria n\u00e3o contada, em tradu\u00e7\u00e3o livre), publicado pelo UNFPA (Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), e divulgado na ter\u00e7a-feira (5). Ele traz um panorama da gravidez na adolesc\u00eancia &#8220;em mais de 50 anos, nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda do mundo&#8221;, segundo consta no pr\u00f3prio relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, foram avaliadas informa\u00e7\u00f5es de 54 pa\u00edses. Nessas localidades, 30% das mulheres se tornam m\u00e3es antes de completarem 17 anos.&nbsp;\u201cQuando quase um ter\u00e7o de todas as mulheres nos pa\u00edses em desenvolvimento est\u00e3o se tornando m\u00e3es na adolesc\u00eancia, fica claro que o mundo est\u00e1 falhando com elas\u201d, diz Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais se uma menina vai dar luz a um filho ou n\u00e3o, mas se, quando e quantos partos ela ter\u00e1. A pesquisa do UNFPA mostra que\u00a0a gravidez na adolesc\u00eancia envolve tr\u00eas processos fundamentais e interconectados: (1) o primeiro parto da adolescente, (2) o per\u00edodo de tempo entre os partos, e (3) a quantidade de partos de cada m\u00e3e adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de ter seu primeiro filho, as m\u00e3es jovens costumam ter uma gravidez adicional, indica o relat\u00f3rio.\u00a0\u201cAs gesta\u00e7\u00f5es repetidas s\u00e3o um sinal claro de que as adolescentes precisam urgentemente de informa\u00e7\u00f5es e de servi\u00e7os de sa\u00fade sexual e reprodutiva\u201d, afirma Natalia. Entre as meninas que tiveram o primeiro parto com 14 anos ou menos, quase tr\u00eas quartos tamb\u00e9m tiveram o segundo ainda na adolesc\u00eancia, e 40% daquelas com dois filhos progridem para um terceiro parto antes de atingir a maioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados coletados indicam que a maioria dos nascimentos de m\u00e3es com menos de 18 anos ocorre dentro de um casamento ou uni\u00e3o est\u00e1vel. Embora mais da metade dessas gesta\u00e7\u00f5es tenham sido classificadas como \u201cplanejadas\u201d, acredita-se a capacidade das meninas de decidir se querem ter filhos pode ser severamente limitada. O relat\u00f3rio conclui que a gravidez na adolesc\u00eancia pode ser, muitas vezes, motivada pela falta de escolha ou de perspectiva, ou at\u00e9 por coer\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fecundidade e educa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a fecundidade total caindo no mundo inteiro, as mulheres que come\u00e7am a ter filhos na adolesc\u00eancia v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, e chegam a ter cinco partos at\u00e9 os 40 anos, conforme mostram os dados&nbsp;do relat\u00f3rio, do per\u00edodo entre 2015 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, entretanto, sinais de decl\u00ednio dos n\u00edveis de maternidade na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia em quase todo o mundo, mas em um ritmo muito lento, segundo o UNFPA, de cerca de tr\u00eas pontos percentuais por d\u00e9cada. Sobre o Brasil, o estudo aponta que a tend\u00eancia tem sido de aumento ao longo do tempo. No per\u00edodo avaliado, foi registrado um crescimento de 10% nos partos de meninas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Satvika Chalasani, l\u00edder para meninas adolescentes do UNFPA, o resultado do Brasil condiz com as pesquisas regionais. A regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e Caribe \u00e9 a \u00fanica do mundo onde a idade da primeira rela\u00e7\u00e3o sexual est\u00e1 caindo, ou seja, perde-se a virgindade cada vez mais cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as&nbsp;<a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/saude\/brasil-tem-35-mais-mortes-maternas-que-as-divulgadas-oficialmente-08072022\"><strong>complica\u00e7\u00f5es no parto<\/strong><\/a>&nbsp;s\u00e3o uma das principais causas de morte e les\u00f5es dessas meninas, e ser m\u00e3e adolescente pode levar a outras graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e consequ\u00eancias sociais, incluindo o casamento infantil, a viol\u00eancia conjugal e problemas de sa\u00fade mental, como a depress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As desigualdades de g\u00eanero e de renda s\u00e3o os principais fatores respons\u00e1veis pela gravidez precoce, aumentando as taxas de casamento infantil, o que mant\u00e9m as meninas fora da escola, restringe suas aspira\u00e7\u00f5es de carreira e limita os cuidados de sa\u00fade e informa\u00e7\u00f5es sobre sexo seguro e consensual.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo traz recomenda\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses em desenvolvimento para reduzir o n\u00famero de gesta\u00e7\u00f5es na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Dentre elas, a necessidade de oferecer educa\u00e7\u00e3o sexual abrangente, apoio social e servi\u00e7os de sa\u00fade de qualidade, al\u00e9m de apoio econ\u00f4mico \u00e0s fam\u00edlias e envolver organiza\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade acredita que a redu\u00e7\u00e3o dessas gesta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m passa pela ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de apoio e estrutura legal que reconhe\u00e7a direitos, capacidades e necessidades dos adolescentes, particularmente das meninas adolescentes marginalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs governos precisam investir em meninas adolescentes e ajudar a expandir suas oportunidades, recursos e habilidades, ajudando assim a evitar gravidezes precoces e indesejadas\u201d, afirma Natalia, a diretora do UNFPA. \u201cQuando elas puderem tra\u00e7ar o caminho da pr\u00f3pria vida, a maternidade na inf\u00e2ncia se tornar\u00e1 cada vez mais rara.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndice, informado por \u00f3rg\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, \u00e9 um pouco menor que o de pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana, onde ele passa dos 60% A\u00a0gravidez na adolesc\u00eancia\u00a0representa a maioria das gesta\u00e7\u00f5es nos pa\u00edses em desenvolvimento, incluindo o Brasil. 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