{"id":8233,"date":"2022-07-23T14:36:50","date_gmt":"2022-07-23T17:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=8233"},"modified":"2022-07-23T14:36:52","modified_gmt":"2022-07-23T17:36:52","slug":"depois-da-gasolina-petrobras-nao-descarta-reduzir-preco-do-diesel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/depois-da-gasolina-petrobras-nao-descarta-reduzir-preco-do-diesel\/","title":{"rendered":"Depois da gasolina, Petrobras n\u00e3o descarta reduzir pre\u00e7o do diesel"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-1051815365\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Negociado nas refinarias brasileiras com valor 3% acima dos pre\u00e7os internacionais, o combust\u00edvel pode baixar R$ 0,14 por litro<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a\u00a0<strong>queda de 4,9% no pre\u00e7o da gasolina nas refinarias da Petrobras<\/strong>, que entrou em vigor na quarta-feira (20), aumentaram as especula\u00e7\u00f5es e apostas de que tamb\u00e9m vai haver redu\u00e7\u00e3o no valor do \u00f3leo diesel. Esse combust\u00edvel \u00e9 vendido no Brasil com valor entre 2% e 3% mais alto que no mercado externo; antes do reajuste, o pre\u00e7o da gasolina nas refinarias era 8% maior que fora do pa\u00eds (R$ 0,30 por litro).<\/p>\n\n\n\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel devido a dois fatores principais: a pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de impostos do governo, implementada nas \u00faltimas semanas, e a manuten\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio em um n\u00edvel alto, o que gerou um leve aumento nos pre\u00e7os de refer\u00eancia do diesel e da gasolina no mercado internacional.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Abicom (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis), o litro da gasolina R$ 0,20 mais barato zerou a defasagem do combust\u00edvel no mercado interno em rela\u00e7\u00e3o ao comercializado no Golfo do M\u00e9xico, usado como refer\u00eancia nas negocia\u00e7\u00f5es no Brasil. \u201cHavia espa\u00e7o para a redu\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 queda dos pre\u00e7os no mercado internacional. Do ponto de vista t\u00e9cnico, esse reajuste faz sentido\u201d, afirma S\u00e9rgio Ara\u00fajo, presidente-executivo da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a Petrobras diz: &#8220;A redu\u00e7\u00e3o de R$ 0,20 aplicada aos pre\u00e7os da gasolina comercializada pela Petrobras acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais de refer\u00eancia, que se estabilizaram em patamar inferior para este produto, e \u00e9 coerente com a pr\u00e1tica de pre\u00e7os, que busca o equil\u00edbrio com o mercado global, mas sem o repasse para os pre\u00e7os internos da volatilidade conjuntural das cota\u00e7\u00f5es internacionais e da taxa de c\u00e2mbio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na\u00a0<strong>compara\u00e7\u00e3o do PPI<\/strong>\u00a0(Pre\u00e7o de Paridade de Importa\u00e7\u00e3o) dos dois combust\u00edveis com os pre\u00e7os dom\u00e9sticos, calculada pela Abicom, a defasagem m\u00e9dia da gasolina na quarta (20) ficou em 0%, e a do \u00f3leo diesel foi de 3%. Isso mostra que a primeira atingiu a paridade, zerando a diferen\u00e7a de pre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional. O diesel teve redu\u00e7\u00e3o da defasagem positiva, que diminuiu ainda mais ao longo da semana, chegando a 2% na quinta (21) e na sexta-feira (22).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o informa que, para os c\u00e1lculos, s\u00e3o usados como refer\u00eancia os valores para gasolina, \u00f3leo diesel, c\u00e2mbio, RVO (Obriga\u00e7\u00e3o de Volume Renov\u00e1vel) e frete mar\u00edtimo, no fechamento do mercado do dia anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O diesel<\/h3>\n\n\n\n<p>Se a estabiliza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da gasolina internacionalmente contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o de seu valor no mercado interno, a diminui\u00e7\u00e3o na defasagem do diesel n\u00e3o teve o mesmo efeito, ainda, devido \u00e0 volatilidade. &#8220;O diesel est\u00e1 sendo negociado nas refinarias brasileiras com valor 3% acima dos pre\u00e7os internacionais, sendo poss\u00edvel uma redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os nas refinarias brasileiras da ordem de R$ 0,14 por litro&#8221;, avalia Ara\u00fajo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a Petrobras deve aguardar uma maior estabiliza\u00e7\u00e3o do mercado externo, talvez at\u00e9 a metade da pr\u00f3xima semana, para, ent\u00e3o, se decidir pela redu\u00e7\u00e3o. &#8220;Hoje, a possibilidade de uma pequena diminui\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do diesel vendido aqui existe, mas \u00e9 preciso ter muita cautela. Eles n\u00e3o podem se antecipar e, depois, voltar atr\u00e1s. Ainda h\u00e1 muita incerteza por causa da crise do fornecimento de g\u00e1s pela R\u00fassia para a Europa&#8221;, explica o presidente da Abicom.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o confirmar, a Petrobras tamb\u00e9m n\u00e3o descarta uma queda no pre\u00e7o desse combust\u00edvel: &#8220;Com rela\u00e7\u00e3o ao diesel, \u00e9 importante esclarecer que cada produto derivado do petr\u00f3leo possui mercado e din\u00e2mica de valoriza\u00e7\u00e3o pr\u00f3prios, de acordo com seus balan\u00e7os de oferta e demanda global. Dessa forma, a Petrobras segue monitorando o mercado e, por quest\u00f5es concorrenciais, n\u00e3o pode antecipar suas decis\u00f5es sobre manuten\u00e7\u00e3o ou reajuste de pre\u00e7os&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Luciano Losekann, professor de economia e coordenador do Grupo de Energia e Regula\u00e7\u00e3o da UFF (Universidade Federal Fluminense), as decis\u00f5es que envolvem o diesel exigem maior cuidado da petrol\u00edfera. &#8220;\u00c9 um produto&nbsp;que a gente precisa importar mais, a participa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es na oferta dom\u00e9stica \u00e9 maior, e o mercado est\u00e1 curto, a demanda internacional tamb\u00e9m \u00e9 grande. \u00c9 dif\u00edcil fazer uma previs\u00e3o sobre a precifica\u00e7\u00e3o da Petrobras, levando em considera\u00e7\u00e3o que os \u00faltimos passos nesse assunto foram influenciados por interf\u00earencia pol\u00edtica&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de estar inst\u00e1vel fora do Brasil, o diesel tem pre\u00e7os mais elevados que os da gasolina no pa\u00eds, por ter sido menos beneficiado pelas novas medidas do governo. J\u00e1 n\u00e3o incidiam sobre ele os impostos federais, e as al\u00edquotas de ICMS eram menores, pr\u00f3ximas ou abaixo dos percentuais adotados para os produtos essenciais (entre 10% e 18%, dependendo do estado). Depois dos cortes das taxas estaduais, a queda nas bombas foi de apenas 1,2%.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Risco de desabastecimento<\/h3>\n\n\n\n<p>A alta demanda internacional pelo \u00f3leo diesel pode ser vista como um problema de seguran\u00e7a, segundo Losekann. &#8220;O governo tem falado sobre estoques reduzidos. No mundo todo, h\u00e1 pa\u00edses revendo seus estoques, alguns passaram por desabastecimento, outros est\u00e3o preocupados com suprimentos. No nosso caso, seria interessante manter a paridade internacional, para estimular a importa\u00e7\u00e3o e evitar a redu\u00e7\u00e3o de estoques&#8221;, avalia o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ara\u00fajo, da Abicom, diz que entre 25% e 30% do diesel consumido no Brasil vem de fora, o que faz o pa\u00eds ser dependente da importa\u00e7\u00e3o. &#8220;A partir de setembro, tamb\u00e9m h\u00e1 um movimento maior, \u00e9 a \u00e9poca de transporte mais intenso de safra, e a disponibilidade do combust\u00edvel fica baixa&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o governo est\u00e1 atento aos estoques. &#8220;N\u00e3o acredito em um desabastecimento generalizado. Pode ser que ocorra em um ou outro porto, por alguns momentos, mas vai ser uma coisa pontual&#8221;, afirma o presidente-executivo da Abicom.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o do \u00f3leo diesel, que teve alta de&nbsp;14,26% em junho, e chegou a ser vendido pela Petrobras a R$ 5,61 por litro, fez com que o valor dos fretes dos transportes rodovi\u00e1rios tamb\u00e9m subisse, na compara\u00e7\u00e3o entre maio de 2021 e de 2022. &#8220;J\u00e1 est\u00e1 acontecendo um repasse do aumento dos custos para o pre\u00e7o dos fretes, por\u00e9m, ainda de forma lenta. A previs\u00e3o \u00e9 que essa tend\u00eancia siga nos pr\u00f3ximos meses\u201d, diz Bruno Hacad, diretor de opera\u00e7\u00f5es da Fretebras, plataforma online de transporte de cargas, que viabiliza a contrata\u00e7\u00e3o de motoristas aut\u00f4nomos por transportadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IFPF (\u00cdndice Fretebras do Pre\u00e7o do Frete), calculado com base nos dados da plataforma, o pre\u00e7o por quil\u00f4metro por eixo rodado de carregamentos de arroz, por exemplo, teve alta de 8,11% naquele m\u00eas, passando de R$ 0,90, em 2021, para R$ 0,98, em 2022. O valor do frete do feij\u00e3o subiu 13,02%, passando de R$ 0,81 para R$ 0,91. Isso tem impacto no pre\u00e7o de quase todos os produtos de consumo, que dependem do transporte rodovi\u00e1rio para ir para as ind\u00fastrias e chegar aos supermercados e lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Negociado nas refinarias brasileiras com valor 3% acima dos pre\u00e7os internacionais, o combust\u00edvel pode baixar R$ 0,14 por litro Com a\u00a0queda de 4,9% no pre\u00e7o da gasolina nas refinarias da Petrobras, que entrou em vigor na quarta-feira (20), aumentaram as especula\u00e7\u00f5es e apostas de que tamb\u00e9m vai haver redu\u00e7\u00e3o no valor do \u00f3leo diesel. Esse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":8234,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[192],"tags":[],"class_list":["post-8233","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8235,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8233\/revisions\/8235"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8234"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/imais.online\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}