{"id":8775,"date":"2022-08-23T14:32:37","date_gmt":"2022-08-23T17:32:37","guid":{"rendered":"https:\/\/imais.online\/portal\/?p=8775"},"modified":"2022-08-23T14:32:38","modified_gmt":"2022-08-23T17:32:38","slug":"inflacao-brasileira-pode-fechar-o-ano-mais-baixa-que-a-dos-eua-europa-e-reino-unido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imais.online\/portal\/inflacao-brasileira-pode-fechar-o-ano-mais-baixa-que-a-dos-eua-europa-e-reino-unido\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o brasileira pode fechar o ano mais baixa que a dos EUA, Europa e Reino Unido"},"content":{"rendered":"<div class=\"imais-before-content-placement\" id=\"imais-3182790450\"><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8787528412751566\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-8787528412751566\" \ndata-ad-slot=\"\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice de pre\u00e7os deve fechar abaixo de 7% ante estimativas de 8% (EUA), 7,5% (Zona do Euro) e 13% (Reino Unido)<\/h2>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>infla\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong>\u00a0caminha para encerrar o ano de 2022 abaixo dos \u00edndices dos Estados Unidos, Europa e Reino Unido. Ser\u00e1 a primeira vez que isso acontecer\u00e1 caso as proje\u00e7\u00f5es do mercado financeiro se concretizem. A varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice oficial de pre\u00e7os ao consumidor deve fechar abaixo de 7% contra estimativas de 8% nos Estados Unidos, 7,5% na Zona do Euro e 13% no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de registrar em julho queda de 0,68%, o menor resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica do \u00edndice, iniciada em janeiro de 1980, de acordo com dados de IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), a previs\u00e3o do mercado \u00e9 que o \u00edndice de pre\u00e7os tenha novo recuo em agosto (-0,26%).<\/p>\n\n\n\n<p>O IPCA (\u00edndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), que acumula 10,07% nos \u00faltimos 12 meses, deve voltar a ter um d\u00edgito e ficar menos distante do teto da meta estabelecida pelo governo para o per\u00edodo, de 3,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto (de 2% a 5%). No ano, o \u00edndice tem alta de 4,77%.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela oitava semana consecutiva, as expectativas para a infla\u00e7\u00e3o do Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (22), recuaram. As proje\u00e7\u00f5es mostram o IPCA de 2022 em 6,82%, ante alta prevista de 7,02%. H\u00e1 quatro semanas, a estimativa era de um salto de 7,3% nos 12 meses finalizados no pr\u00f3ximo m\u00eas de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/inflacao-acumulado-12-meses-22082022190434656\" alt=\"\" title=\"\"\/><figcaption> ARTE\/R7 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse per\u00edodo de maior press\u00e3o inflacion\u00e1ria concentrada em alimentos parece que vai oferecer uma tr\u00e9gua. N\u00e3o que a alimenta\u00e7\u00e3o v\u00e1 apresentar alguma queda de pre\u00e7os, como a gasolina apresentou. Isso est\u00e1 longe de acontecer. Mas uma desacelera\u00e7\u00e3o pode acontecer em agosto&#8221;, afirma o economista Andr\u00e9 Braz, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o tem sido um problema n\u00e3o s\u00f3 para o Brasil, mas tamb\u00e9m para outros pa\u00edses. Ap\u00f3s os impactos econ\u00f4micos da pandemia de Covid-19, o aumento do pre\u00e7o de mat\u00e9rias-primas, principalmente do petr\u00f3leo, por causa da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, pressionou os pre\u00e7os no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do conflito, houve ainda os lockdowns na China, que provocaram gargalos de produ\u00e7\u00e3o. Esses fatores, somados a quest\u00f5es locais, fizeram com que v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es registrassem grande varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista do Ibre explica que o mundo est\u00e1 passando por press\u00e3o inflacion\u00e1ria maior. E o rem\u00e9dio para conter essa infla\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente o aumento de juros, como tem sido feito no Brasil. A taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, j\u00e1 registrou 12 altas seguidas desde mar\u00e7o de 2021 e est\u00e1 em 13,75% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esse aumento de juros gera um efeito colateral que \u00e9 essa desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. E o primeiro sinal de que isso est\u00e1 acontecendo \u00e9 exatamente o das commodities que j\u00e1 come\u00e7am a cair. Quando a gente observa no mercado internacional o pre\u00e7o do trigo, milho, soja, carne, a\u00e7\u00facar e outros alimentos, come\u00e7a a ver desacelera\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o essa desacelera\u00e7\u00e3o que se apresenta em d\u00f3lar acaba chegando para a gente. Porque essas commodities seguem tend\u00eancia do mercado internacional. Se o mundo est\u00e1 desacelerando, est\u00e1 com demanda menor pelas commodities. E essa demanda menor ajuda a esfriar o n\u00edvel de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>ANDR\u00c9 BRAZ, DO FGV IBRE<\/p>\n\n\n\n<p>Com o movimento de desacelera\u00e7\u00e3o sustentada por essa possibilidade de o mundo crescer menos, dada a necessidade de aumento de juros para conter a infla\u00e7\u00e3o, ao longo de agosto e setembro os brasileiros devem ver a alimenta\u00e7\u00e3o ainda com infla\u00e7\u00e3o, mas mais baixa do que vem registrando nos \u00faltimos meses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem chance de o pa\u00eds fechar o ano com \u00edndice de pre\u00e7os menor que nos Estados Unidos, Europa e Reino Unido, porque a expectativa da gente estava em torno de 7%, agora j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3xima de 6,5% e, a depender do resultado da infla\u00e7\u00e3o de agosto, pode at\u00e9 ficar abaixo de 6%&#8221;, estima.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas boa parte dessa desacelera\u00e7\u00e3o fica muito concentrada em gasolina e energia el\u00e9trica, com a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) sobre a gasolina e a energia el\u00e9trica nos estados e a medida do governo federal que zerou o PIS\/Cofins sobre a gasolina e o etanol at\u00e9 o fim deste ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Petrobras reduziu os pre\u00e7os nas refinarias por tr\u00eas vezes em menos de um m\u00eas, com adequa\u00e7\u00e3o aos valores globais do petr\u00f3leo. O resultado j\u00e1 \u00e9 sentido nas bombas. O valor m\u00e9dio do litro j\u00e1 recuou 26,9% (R$ 1,99), em dois meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da&nbsp;ANP (Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis), o pre\u00e7o m\u00e9dio do combust\u00edvel chegou a R$ 5,40, na semana de 14 a 19 de agosto, o valor mais baixo desde maio de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a desacelera\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a exatamente toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Isso porque a gasolina \u00e9 mais usada pela classe m\u00e9dia alta. Para o economista, essa redu\u00e7\u00e3o vai ser percebida com mais intensidade em or\u00e7amentos de fam\u00edlias mais ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa infla\u00e7\u00e3o mais geral que desacelera com f\u00f4lego na gasolina vai ser percebida pelos mais ricos. Mas os mais pobres tamb\u00e9m v\u00e3o perceber a desacelera\u00e7\u00e3o, mas com menor intensidade, mais lenta, em torno dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>ANDR\u00c9 BRAZ&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que esse movimento se acentue nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;Para este ano, a gente espera uma desacelera\u00e7\u00e3o mais geral dos pre\u00e7os, algo que n\u00e3o estava no radar, impulsionado pela perda de f\u00f4lego da economia mundial. Mas a maior intensidade desse movimento, infelizmente, sentido pelos mais ricos, porque \u00e9 basicamente sustentada pela energia e gasolina. Os mais pobres v\u00e3o pegar alguma coisa de alimenta\u00e7\u00e3o, mas de menor intensidade&#8221;, acrescenta Braz.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fen\u00f4meno Global<\/h3>\n\n\n\n<p>A economista Claudia Moreno, do C6 Bank, explica que a infla\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 um fen\u00f4meno global. No Brasil, o IPCA acumula alta de 10% em 12 meses at\u00e9 julho deste ano. Na Zona do Euro, o \u00edndice de pre\u00e7os bateu recorde e subiu 8,9% no mesmo per\u00edodo. No Reino Unido, atingiu 10,1% e tamb\u00e9m foi a mais alta j\u00e1 vista. Por fim, nos EUA a infla\u00e7\u00e3o acumula alta de 8,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tivemos um choque global que come\u00e7ou com a crise sanit\u00e1ria, passou por problemas na cadeia global de produ\u00e7\u00e3o de bens, forte alta de commodities e guerra na Ucr\u00e2nia. Al\u00e9m de todos esses choques, tivemos est\u00edmulos dados em excesso durante a pandemia em alguns pa\u00edses, como foi o caso dos Estados Unidos&#8221;, afirma a economista do C6 Bank.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, as compara\u00e7\u00f5es devem levar em conta as particularidades de cada pa\u00eds. Nos EUA, a economia forte e o mercado superaquecido mant\u00eam a infla\u00e7\u00e3o alta, pelo lado da demanda. A Europa sofreu recentemente o impacto da alta dos pre\u00e7os de energia, que est\u00e3o levando a infla\u00e7\u00e3o para n\u00edveis alt\u00edssimos. E essa \u00e9 uma quest\u00e3o complicada, sofrem com pre\u00e7os altos por uma restri\u00e7\u00e3o na oferta de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui no Brasil, tivemos choques globais somados a um c\u00e2mbio mais depreciado no p\u00f3s-pandemia, mas recentemente algumas medidas aprovadas no Congresso puxaram a infla\u00e7\u00e3o para baixo e est\u00e3o trazendo um al\u00edvio grande para o consumidor. Projetamos que o IPCA feche o ano em 6,5%, sendo que nos nossos c\u00e1lculos, as medidas de queda de impostos reduziram a infla\u00e7\u00e3o em 2,5 pontos percentuais. \u00c0 frente, a in\u00e9rcia da infla\u00e7\u00e3o, de servi\u00e7os principalmente, deve manter a infla\u00e7\u00e3o ainda elevada no Brasil, projetamos IPCA em 5,7% para 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>CLAUDIA MORENO, ECONOMISTA DO C6 BANK<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/arte-inflacao-22082022195608791\" alt=\"Dados de maio, da OCDE\" title=\"Dados de maio, da OCDE\"\/><figcaption>Dados de maio, da OCDE<br>REPRODU\u00c7\u00c3O<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No exterior<\/h3>\n\n\n\n<p>A taxa de infla\u00e7\u00e3o da Alemanha, a maior economia da zona do euro, poder\u00e1 atingir pico de mais de 10% at\u00e9 o fim do ano, de acordo com relat\u00f3rio mensal do Bundesbank (Banco Central da Alemanha), publicado nesta segunda-feira (22).<\/p>\n\n\n\n<p>A Alemanha tem sido um dos pa\u00edses europeus mais prejudicados pela decis\u00e3o da R\u00fassia de cortar suas exporta\u00e7\u00f5es de g\u00e1s para a regi\u00e3o, em resposta \u00e0s san\u00e7\u00f5es que a Uni\u00e3o Europeia (UE) imp\u00f4s a Moscou pela guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Reino Unido, que tamb\u00e9m sofre com aumento da energia ap\u00f3s a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, o \u00edndice de pre\u00e7os saltou para 10,1% em julho, o mais elevado em 40 anos, de acordo com o ONS (Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas). Em junho, a infla\u00e7\u00e3o em ritmo anual foi de 9,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o ao consumidor nos Estados Unidos acelerou com eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da gasolina e dos alimentos, resultando em junho em 9,1%, a maior taxa anual em 40 anos e meio. As expectativas s\u00e3o de que o Federal Reserve, banco central local, aumente os juros em 0,75 ponto percentual em setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte R7 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice de pre\u00e7os deve fechar abaixo de 7% ante estimativas de 8% (EUA), 7,5% (Zona do Euro) e 13% (Reino Unido) A\u00a0infla\u00e7\u00e3o brasileira\u00a0caminha para encerrar o ano de 2022 abaixo dos \u00edndices dos Estados Unidos, Europa e Reino Unido. 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