Brasil

Guerra já pressiona preços e gasolina e diesel registram aumento nos postos do país

foto: reprodução internet
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Segundo a ANP, o preço médio dos combustíveis subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30 e de R$ 6,09 para R$ 6,15, respectivamente

preço médio do litro da gasolina e do diesel registrou alta nos postos do país nesta semana. O período foi marcado pelo início dos conflitos entre os Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, que afetaram o valor do petróleo no mundo.

Segundo o levantamento daANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizado entre os dias 1º e 6 de março, e divulgado nesta sexta-feira (6), o diesel S10 subiu seis centavos, de R$ 6,09 para R$ 6,15 o litro, alta de 1%.

Já a gasolina ficou dois centavos mais cara, passando de R$ 6,28 para R$ 6,30 o litro. Enquanto o etanol teve queda de dois centavos, de R$ 4,63 a R$ 4,61. Desde janeiro não havia aumento nos postos da gasolina e do diesel.

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Impacto

Com a guerra no Oriente Médio, a expectativa é de impacto nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na inflação. O valor do barril do petróleo no mercado global ultrapassou os US$ 90 por barril nesta sexta-feira (6) e atingiu o maior nível desde 2023.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que reúne os importadores, a defasagem do diesel em relação ao valor no exterior é de 64% e, no caso da gasolina, o preço é 27% menor.

A Fecombustíveis, que reúne sindicatos patronais que representam cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, afirmou ter recebido relatos de que distribuidoras estão elevando os preços, por impacto da alta do petróleo.

A entidade afirma que o mercado é livre e cabe a cada posto determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos de custos, conforme a lógica da livre concorrência e das estratégias competitivas de cada empresa.

O reajuste relatado ocorre apesar de a Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, não ter alterado seus preços.

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Mas o mercado também é abastecido por combustível importado e algumas refinarias privadas, que estão reagindo à disparada do petróleo, acrescentou a Fecombustíveis.

“Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo”, afirmou a entidade.

Fonte R7

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